Category Archives: Política

Crônica: Votar – (Escrita por Rachel de Queirós em 1947) * – Colaboração de Carlos Sinésio

 

cedula de votourna-eleitoral-do-tse-1 antiga

(Cédula e Urna eleitoral – Peças que foram “aposentadas”. Agora tudo é no voto biométrico)

 

 

(Há 65 anos atrás Raquel de Queiroz escreveu sobre a magnitude do Voto. O texto é mais que atual, poderia ter sido escrito hoje). Observação: Postado na grafia original.

 

Não sei se vocês têm meditado como devem no funcionamento do complexo maquinismo político que se chama govêrno democrático, ou govêrno do povo. Em política a gente se desabitua de tomar as palavras no seu sentido imediato.

No entanto, talvez não exista, mais do que esta, expressão nenhuma nas línguas vivas que deva ser tomada no seu sentido mais literal: govêrno do povo. Porque, numa democracia, o ato de votar representa o ato de FAZER O GOVÊRNO.

Pelo voto não se serve a um amigo, não se combate um inimigo, não se presta ato de obediência a um chefe, não se satisfaz uma simpatia. Pelo voto a gente escolhe, de maneira definitiva e irrecorrível, o indivíduo ou grupo de indivíduos que nos vão governar por determinado prazo de tempo.

Escolhem-se pelo voto aquêles que vão modificar as leis velhas e fazer leis novas – e quão profundamente nos interessa essa manufatura de leis! A lei nos pode dar e nos pode tirar tudo, até o ar que se respira e a luz que nos alumia, até os sete palmos de terra da derradeira moradia.

Escolhemos igualmente pelo voto aquêles que nos vão cobrar impostos e, pior ainda, aquêles que irão estipular a quantidade dêsses impostos. Vejam como é grave a escolha dêsses “cobradores”. Uma vez lá em cima podem nos arrastar à penúria, nos chupar a última gôta de sangue do corpo, nos arrancar o último vintém do bôlso.

E, por falar em dinheiro, pelo voto escolhem-se não só aquêles que vão receber, guardar e gerir a fazenda pública, mas também se escolhem aquêles que vão “fabricar” o dinheiro. Esta é uma das missões mais delicadas que os votantes confiam aos seus escolhidos.

Pois, se a função emissora cai em mãos desonestas, é o mesmo que ficar o país entregue a uma quadrilha de falsários. Êles desandam a emitir sem conta nem limite, o dinheiro se multiplica tanto que vira papel sujo, e o que ontem valia mil, hoje não vale mais zero.

Não preciso explicar muito êste capítulo, já que nós ainda nadamos em plena inflação e sabemos à custa da nossa fome o que é ter moedeiros falsos no poder.

Escolhem-se nas eleições aquêles que têm direito de demitir e nomear funcionários, e presidir a existência de todo o organismo burocrático. E, circunstância mais grave e digna de todo o interêsse: dá-se aos representantes do povo que exercem o poder executivo o comando de tôdas as fôrças armadas: o exército, a marinha, a aviação, as polícias.

E assim, amigos, quando vocês forem levianamente levar um voto para o Sr. Fulaninho que lhes fêz um favor, ou para o Sr. Sicrano que tem tanta vontade de ser governador, coitadinho, ou para Beltrano que é tão amável, parou o automóvel, lhes deu uma carona e depois solicitou o seu sufrágio – lembrem-se de que não vão proporcionar a êsses sujeitos um simples emprêgo bem remunerado.

Vão lhes entregar um poder enorme e temeroso, vão fazê-los reis; vão lhes dar soldados para êles comandarem – e soldados são homens cuja principal virtude é a cega obediência às ordens dos chefes que lhe dá o povo. Votando, fazemos dos votados nossos representantes legítimos, passando-lhes procuração para agirem em nosso lugar, como se nós próprios fôssem.

Entregamos a êsses homens tanques, metralhadoras, canhões, granadas, aviões, submarinos, navios de guerra – e a flor da nossa mocidade, a êles prêsa por um juramento de fidelidade. E tudo isso pode se virar contra nós e nos destruir, como o monstro Frankenstein se virou contra o seu amo e criador.

Votem, irmãos, votem. Mas pensem bem antes. Votar não é assunto indiferente, é questão pessoal, e quanto! Escolham com calma, pesem e meçam os candidatos, com muito mais paciência e desconfiança do que se estivessem escolhendo uma noiva.

Porque, afinal, a mulher quando é ruim, dá-se uma surra, devolve-se ao pai, pede-se desquite. E o govêrno, quando é ruim, êle é que nos dá a surra, êle é que nos põe na rua, tira o último pedaço de pão da bôca dos nossos filhos e nos faz aprodecer na cadeia. E quando a gente não se conforma, nos intitula de revoltoso e dá cabo de nós a ferro e fogo.

E agora um conselho final, que pode parecer um mau conselho, mas no fundo é muito honesto. Meu amigo e leitor, se você estiver comprometido a votar com alguém, se sofrer pressão de algum poderoso para sufragar êste ou aquêle candidato, não se preocupe. Não se prenda infantilmente a uma promessa arrancada à sua pobreza, à sua dependência ou à sua timidez. Lembre-se de que o voto é secreto.

Se o obrigam a prometer, prometa. Se tem mêdo de dizer não, diga sim. O crime não é seu, mas de quem tenta violar a sua livre escolha. Se, do lado de fora da seção eleitoral, você depende e tem mêdo, não se esqueça de que DENTRO DA CABINE INDEVASSÁVEL VOCÊ É UM HOMEM LIVRE. Falte com a palavra dada à fôrça, e escute apenas a sua consciência. Palavras o vento leva, mas a consciência não muda nunca, acompanha a gente até o inferno”.

 

* Fonte: Texto de Raquel de Queiroz. Revista O Cruzeiro, 11 de janeiro de 1947

 

Rachel de Queiroz foto Orlando Brito

 

 – Rachel de Queiroz – (Fortaleza, 17 de novembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2003) foi uma tradutora, romancista, escritora, jornalista, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira. Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões, equivalente ao Nobel, na língua portuguesa. Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 15 de agosto de 1994 na ocasião do centenário da instituição. (foto de Orlando Brito)

Eleição 2014/Pesquisa Eleitoral: Cenário demonstra que 2º turno é real *

 

Datafolha: Eduardo Campos só vence

Aécio Neves no Nordeste. 40% ainda

desconhece pernambucano

 

A pesquisa do Datafolha foi realizada nessa quarta (7) e quinta-feira (8). Foram ouvidas 2.844 pessoas, em 174 municípios.

A pesquisa do Datafolha foi realizada nessa quarta (7) e quinta-feira (8). Foram ouvidas 2.844 pessoas, em 174 municípios.

 

 

 

 

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada na manhã desta sexta-feira (9) aponta que as eleições presidenciais deste ano iriam para o segundo turno, ocasionado pelo crescimento de 4% nas intenções de voto do senador mineiro Aécio Neves (PSDB), em pouco mais de um mês. Em relação ao último levantamento divulgado no início de abril, a presidente Dilma Rousseff (PT) teve uma pequena queda, de 38% para 37%. Em contrapartida, Aécio passou de 16%, percentual que ostentava desde fevereiro, para 20% na nova pesquisa.

Já o ex-governador Eduardo Campos (PSB) variou pouco, passando de 10% em abril para 11% agora em maio. Em fevereiro, o socialista possuia 9%, mostrando um crescimento lento. Juntos, os candidatos do PSC, PV, PSTU e PSOL têm 7%.

A margem é suficiente para levar a eleição para o segundo turno porque, juntos, os demais candidatos somam 38% das intenções de voto, acima da votação de Dilma. Em abril, a pesquisa ainda indicava vitória da petista no primeiro turno.

Segundo Datafolha, 74% quer mudança no Planalto. Lula é o preferido para realizá-la

A pesquisa divulgada na manhã desta sexta-feira (9) pelo Datafolha mostra um cenário negativo para a presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo o levantamento, 74% do eleitorado desejam mudança quanto ao modo como as políticas públicas são conduzidas pelo Palácio do Planalto. Em abril, o índice era de 72%.

A pesquida do Datafolha mostra que o crescimento do principal candidato do oposição, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), levaria a disputa contra Dilma ao segundo turno. Já se o candidato do PT fosse o ex-presidente Lula, o partido ainda venceria a eleição na primeira etapa.

O cenário fica ainda mais complicado quando a pesquisa mostra que Lula é o favorito dentre o eleitorado para realizar as mudanças necessárias. Para 38% dos entrevistados, ele é o mais preparado para fazer as mudanças necessárias no País.

grafico FSP cenario C

Leia a Íntegra:

Datafolha: Aécio cresce e leva eleição para segundo turno. Eduardo avança 1%

Segundo Datafolha, 74% quer mudança no Planalto. Lula é o preferido para realizá-la

Datafolha: Eduardo Campos só vence Aécio Neves no Nordeste. 40% ainda desconhece pernambucano

* Fonte: Folha SP/Data Folha

Artigo/Análise Política: 3 ou 4 gerações se definem sobre o processo eleitoral *

 

 

As gerações dos eleitores

 

O Brasil, desde o impeachment de Collor, sofre processo de transformação social.

 A segunda geração de eleitores surge com o advento do Plano Real.

 

 A inclusão social caracteriza os eleitores da terceira geração.

Escrevo este artigo inspirado no brilhante texto do filosofo Renato Janine publicado recentemente na revista Interesse Nacional (Abril – 2014). Janine aborda as agendas brasileiras, onde a primeira surge com o impeachment de Collor. O Plano Real motivou a origem da segunda agenda. E a inclusão social ocorrida na era Lula a terceira. As manifestações de junho de 2013 representaram para Janine a origem da quarta agenda.

Concordo com o raciocínio de Renato Janine até a terceira agenda, pois não considero que as manifestações representaram a origem de outra agenda. O Brasil, desde o impeachment de Collor, sofre processo de transformação social. E neste processo, novos eleitores surgiram por razões demográficas e mudanças em suas respectivas visões de mundo.

O impeachment de Collor representou a origem da primeira geração de eleitores. Esta geração foi caracterizada pelo exercício da liberdade de manifestação após o período militar. A segunda geração de eleitores surge com o advento do Plano Real. Os brasileiros conviviam com a incerteza econômica provocada pelo alto índice inflacionário. Com o surgimento do Plano Real, os eleitores passaram a ter poder de previsibilidade quanto às capacidades de consumo e investimento.

A era Lula proporcionou a inclusão social de milhões de eleitores. Tal inclusão adveio da ampliação da rede de proteção social, da oferta de crédito, do aumento do nível de instrução, da redução do índice de desempregados, do aumento da renda e do consumo. A inclusão social caracteriza os eleitores da terceira geração.

As gerações de eleitores são caracterizadas pela aquisição de novas visões de mundo. Os eleitores adquiriram novos valores a cada geração, mas não perderam os já conquistados. As visões de mundo adquiridas pelos eleitores foram provocadas por eventos e ações das instituições. As denúncias da imprensa motivaram que os eleitores fossem às ruas em 1992. Surge a cultura do direito à livre manifestação. O Plano Real foi uma  ação institucional que propiciou a cultura da estabilidade econômica. E as ações da era Lula geraram a cultura da oportunidade de bem-estar para todos.

Os eleitores da quarta geração estão presentes nesta eleição presidencial. Quem são estes eleitores? São os que desejam manter as conquistas das três gerações e estão descrentes com os partidos políticos e com a classe política. Estão também ansiosos, como diversas pesquisas presidenciais revelam, para que governos mostrem caminhos para a melhoria dos seguintes setores: saúde, educação, infraestrutura e segurança.

O descrédito para com os partidos políticos e a classe política não surgiu após as manifestações de 2013. Assim como as demandas por saúde, educação, infraestrutura e segurança. O descrédito e as demandas apresentadas sempre estiverem presentes no eleitorado brasileiro. Entretanto, ambos não foram atendidos satisfatoriamente pela classe política. Ao contrário das demandas por liberdade, estabilidade econômica e inclusão social.

 

adriano_oliveira_2 c gravata divulgacao

 

* Autor: Adriano Oliveira – Cientista político – Doutor em Ciência Política. Professor da UFPE – Departamento de Ciência Política. Coordenador do Núcleo de Estudos de Estratégias e Política Eleitoral da UFPE. Colaborador do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau. Sócio da Contexto Estratégia

Brasil/Educação: Comissão Especial APROVA o PNE – Plano Nacional de Educação *

 

logo do PNE Plano Nacional de Educaçao

Comissão especial conclui votação

do Plano Nacional de Educação;

texto vai a Plenário

Proposta prevê para os próximos dez anos a aplicação de 10% do PIB no ensino público, incluindo nesse percentual o financiamento de programas como o Fies e o ProUni. Nesta terça, deputados aprovaram o estabelecimento de incentivos para escolas que tiverem bom desempenho no Ideb.

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10, do Executivo) concluiu, nesta terça-feira (6), a votação da matéria. Os integrantes do colegiado examinaram os últimos destaques apresentados ao texto principal, aprovado no mês passado.

O PNE define 20 diretrizes para melhorar os índices educacionais brasileiros nos próximos dez anos. Hoje, os deputados incluíram no projeto meta vinda do Senado que prevê incentivos para as escolas que apresentarem bom desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Indicador criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), o Ideb é medido a partir de dados sobre aprovação escolar e das notas dos alunos em provas padronizadas de português e matemática.

artur bruno deputado federal CE

 – O deputado Artur Bruno (PT-CE) (foto) mostrou-se favorável a essa inclusão, mas defendeu que os estímulos também sejam usados para que os colégios com Ideb baixo possam melhorar sua performance. “Temos de reconhecer o mérito de quem chegou a bons indicadores, com incentivos de várias maneiras: concursos, reconhecimento público, aporte financeiro. Assim como também temos de estimular aquelas escolas que ainda não tem bons indicadores a chegar a esses indicadores.”

O relator da proposta, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), afirmou que os grandes desafios para a próxima década são: garantir qualidade para todas as instituições educacionais do País, diminuir a evasão escolar no ensino médio e ampliar o acesso ao ensino superior público e à pré-escola.

As vinte metas estavam de forma quase que plena tratando das necessidades de incluir as crianças que estão fora do sistema educacional e também das necessidades de melhoria da educação brasileira. Nesse sentido, focamos o plano sobre esses vetores”, declarou Vanhoni.

PIB
A proposta traz como principal avanço a determinação de que o Brasil deve investir, em dez anos, 10% do PIB em educação pública. Esses recursos também serão utilizados para financiar a educação infantil em creches conveniadas, a educação especial, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o Universidade para Todos (ProUni), o Fies e o Ciência sem Fronteiras.

principais metas do PNE

Íntegra da proposta:

* Fonte:  ‘Agência Câmara Notícias

Brasilia: Dilma diz que a “Inflação está sob controle…” e que – “O Brasil vai Bombar” *

 

“Inflação está sob controle, mas não

quer dizer que está tudo bem”, diz Dilma

 

 

Presidente nega que em 2015 vai ocorrer um tarifaço; ela também afirma que o mau humor tem a ver com o momento eleitoral

 

Presidente Dilma durante o jantar com as jornalistas

Presidente Dilma durante o jantar com as jornalistas

 

 

 

A presidente Dilma Rousseff usou boa parte do jantar que ofereceu a dez jornalistas mulheres de jornais e Tvs para defender de forma enfática a política econômica de seu governo, assegurando que “a inflação está sob controle”, mas reconhecendo que “isso não quer dizer que está tudo bem”. Para a presidente, este “efeito inflação”, no entanto, “não explica o mal estar” e o “mau humor” que existe hoje no País, que tem sido alimentado por vários setores e a oposição, que falam em “tempestade perfeita” e preconizam que em 2015 o Brasil vai explodir. “É absurda esta história de dizer que vai explodir tudo em 2015. É ridícula”, reagiu a presidente negando que em 2015 vá ocorrer um tarifaço e o Brasil terá sérios problemas econômicos. E rebateu: “O Brasil vai é bombar”.

Na avaliação da presidente, este mau humor tem a ver com o momento eleitoral. “Nunca vi campanha eleitoral sem mau humor”, comentou ela, depois de justificar que “tem uma coisa que explica o mau humor, que é a comparação entre a taxa de crescimento de bens e de serviços”. Em seguida, passou a fazer comparações com governo o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, responsabilizando-o por hoje o Brasil estar enfrentando problemas na área de serviços. “Quem me critica, esqueceu. Tem memória curta porque estoque de bens é de agora e de serviços é acúmulo do passado”, afirmou se referindo a investimentos que não foram realizados em governos anteriores e que estariam apresentando agora seus reflexos, com a população sentindo e cobrando.

Dilma não deixou de criticar também os dois principais adversários na campanha eleitoral, sem, no entanto, citá-los nominalmente. Sobre Aécio Neves, do PSDB, ironizou: “tem gente defendendo medidas impopulares. Só tem que ter cuidado para que medida impopular não se transforme em antipopular”. No caso de Eduardo Campos, pré-candidato do PSB, reagiu à sua proposta de redução da meta de inflação. “Aí vem uma pessoa e diz que a meta de inflação é 3%. Faz uma meta de inflação de 3% e sabe o que isso significa? Significa desemprego lá pelos 8,2%. Eu quero ver como mantém investimento social e investimento público em logística com este esta meta. Não tem como fazer isso”.

Ao reiterar o discurso que “estamos vivendo a pior crise desde 1929“, a presidente Dilma comparou o Brasil ao resto do mundo. “Estamos nos saindo muito bem, diante da conjuntura mundial”, disse ela, ressalvando, no entanto, que “não é que estamos muito bem”. Ela lembrou que existem sinais de estagnação no mundo, que considera “graves” mas que há uma “má vontade” em relação a esta questão. Dilma citou que todos consideram que a economia está em “alta recuperação”, mas ela não chega a crescer 0,1% e ninguém acha, por isso que é o caos ou o mundo caiu. Mas, “se acontecer aqui, o céu estará caindo sobre minha cabeça”.

Segundo a presidente, “inflação é nocivo em qualquer grau”, consertando, em seguida a observação ao citar que alguns países da Europa estão ameaçados pela deflação. “A deflação é um horror. É um pavor“, disse ela, reconhecendo, entretanto que “o maior problema da inflação é a indexação”.

Imposto. Ao contrário do que disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no fim de semana, de que há uma previsão de aumento de tributos sobre bens de consumo para cumprir a meta de superávit fiscal deste ano, de 1,9% do PIB, a presidente avisou: “não vai ter aumento de imposto”. Para ela, o ministro da Fazenda “falou em tese”. E tentou minimizar: “não sei em que circunstâncias ele falou. Às vezes a gente escorrega em casca de banana”. A presidente negou ainda que o governo esteja preparando um “pacote de bondades” para atender a classe média.

Na conversa com as jornalistas, a presidente recusou-se a comentar a possibilidade de substituição de Guido Mantega pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. “Não cogito nada“, reagiu ela ao ser indagada sobre a possibilidade de mudança. “Não é possível responder certas coisas”, completou.

* Fonte: Estadão

Crônica: Viva a Meritocracia – Por Ciro Miranda *

MERITOCRACIA NO

SERVIÇO PÚBLICO

 

meritocracia a in justeza de subir numa arvore

 

 

As sociedades modernas, principalmente as democráticas, adotam a meritocracia no serviço público como forma de reconhecer e valorizar o trabalho humano. A adoção do concurso público para todas as áreas, plano de cargos e carreira, análise do desempenho e da competência na função, valorização curricular, combate ao nepotismo e ao apadrinhamento fazem parte da meritocracia.

O Governo Federal e alguns estados adotam esta prática, quando do preenchimento do quadro de funcionários, mas deixam a desejar quando se trata de cargos comissionados, onde o nepotismo e a indicação política prevalecem. Os municípios, em sua quase totalidade, desprezam a meritocracia, preferem continuar com práticas antigas e condenáveis de nepotismo e apadrinhamento.

Em nossa região não é diferente, meritocracia é assunto fora de pauta. O serviço público dos municípios está lotado de pessoas contratadas sem concurso, não existe plano de cargos e carreira e os cargos comissionados são ocupados por parentes ou apadrinhados políticos.

A adoção da meritocracia se constitui num ato de respeito ao cidadão, uma forma de valorização das pessoas estudiosas e competentes, um modo de distribuir renda e um ato de seriedade administrativa.

Espero que, um dia, os nossos gestores tenham espírito cívico e adotem a meritocracia como parte do modelo administrativo.

Meritocracia sf.(dicionário AuleteDigital)

1 Governo das pessoas mais competentes, dedicadas e trabalhadoras.

2 Sistema de seleção ou de promoção baseado nos méritos pessoais.

ciro brito miranda

* Autor: Ciro Miranda – CIRO BRITO MIRANDA é pesqueirense, cirurgião-dentista, colaborador do OABELHUDO, cronista, presidente da Comissão Municipal do PDT

Artigo/Opinião**: A que ponto chegamos – Por Fernando Henrique Cardoso *

 

A que ponto chegamos!

 

 

Eu, como boa parte dos leitores de jornal, nem aguento mais ler as notícias que entremeiam política com corrupção. É um sem-fim de escândalos. Algumas vezes, mesmo sem que haja indícios firmes, os nomes dos políticos aparecem enlameados. Pior, de tantos casos com provas veementes de envolvimento em “malfeitos”, basta citar alguém para que o leitor se convença de imediato de sua culpabilidade. A sociedade já não tem mais dúvidas: se há fumaça, há fogo.

Não escrevo isso para negar responsabilidade de alguém especificamente, nem muito menos para amenizar eventuais culpas dos que se envolveram em escândalos, nem tampouco para desacreditar de antemão as denúncias. Os escândalos jorram em abundância, não dá para tapar o sol com peneira. O da Petrobrás é o mais simbólico, dado o apreço que todos temos pelo que a companhia fez para o Brasil. Escrevo porque os escândalos que vêm aparecendo numa onda crescente são sintomas de algo mais grave: é o próprio sistema político atual que está em causa, notadamente suas práticas eleitorais e partidárias. Nenhum governo pode funcionar na normalidade quando atado a um sistema político que permitiu a criação de mais de 30 partidos, dos quais 20 e poucos com assento no Congresso. A criação pelo governo atual de 39 ministérios para atender às demandas dos partidos é prova disso e, ao mesmo tempo, é garantia de insucesso administrativo e da conivência com práticas de corrupção, apesar da resistência a essas práticas por alguns membros do governo.

» Clique para continuar lendo

fhc

* Autor: FERNANDO HENRIQUE CARDOSO – Ex-presidente da República.

** Fonte: Estadão/domingo

Artigo/Opinião: As Eleições e o “Acendedor de Postes” – Por Gustavo Krause *

 

 

As eleições e o

acendedor de postes

 

lula ao microfone dedospostes dilma, hadadd e padilha

(Lula o “acendedor” e os “postes” – Dilma, Fernando Hadadd e Alexandre Padilha)

 

 

“Eu sou o segundo poste”. Assim se definiu o prefeito paulista Fernando Hadadd em meio à euforia da comemoração da vitória no pleito de 2012. As referências implícitas eram facilmente decifráveis: o primeiro poste foi a presidente Dilma; o autor das proezas o grão-mestre da política brasileiro Lula da Silva que prepara o terceiro poste, se é que se sustenta em pé, o ex-ministro da saúde Alexandre Padilha.

Com efeito, o eleitor brasileiro já se viu diante de duas “teorias” eleitorais: a do poste e a do andor. Ambas têm um traço em comum: dependem para o êxito nas urnas da força política de um líder ou de um conjunto de forças que carregam, tanto num caso, como no outro um candidato “pesado” e sem luz própria. Pode dar certo ou não, mas, no caso de vitória explicação é simples: o candidato não ganhou, ganharam por ele e, a partir da posse, trate de iluminar seu próprio caminho.

Importante não esquecer que a “invenção do poste” tem origem numa das inúmeras tiradas mordazes de Delfim Netto que mandou bala em Fernando Henrique: “Se um poste disputar com Fernando Henrique tem grandes chances de ganhar. Mas se derem nome ao poste, FH se elege sem fazer força”. Deram nome ao poste, Lula, o neo-amigo de Delfim, que perdeu duas eleições para FHC.

Bom, mas isso é passado. O que interessa são os postes atuais, o maior deles que é a presidente Dilma.

O poste não acendeu. Sob uma conjuntura econômica favorável, ampla base política, vitaminada com o apelo eleitoral do dinheiro público sob forma de “bolsas”, montada no Estado aparelhado de fio a pavio, e desfrutando de um animador de comício com retórica populista, a candidata venceu a eleição. O Brasil estava diante de mais uma promessa de Lula: a “gerentona” que levaria o país à terra prometida.

Repita-se: o poste não acendeu. A herança maldita no plano ético exigiu atividades comparadas a de uma faxineira que encantou a classe média. Bom começo. No entanto, com o passar do tempo, a experiência mostrou que não houve faxina que desse jeito. O Estado brasileiro foi capturado, cupinizado em setores e estatais nunca dantes imaginados e, na mesma toada, a Presidente provocou um apagão na política, erodiu os fundamentos da economia e, ao manter imobilizadas as reformas estruturais, jogou uma densa nuvem de incerteza na esperança dos brasileiros.

Um curto-circuito nos fios desencapados da insatisfação represada provocou, em junho de 2103, um choque de alta voltagem na sociedade. Não se sabe para onde caminha esta situação do ponto de vista político-eleitoral. Uma coisa é certa: as manifestações de rua ratificam um sentimento majoritário de mudança.

Resultado: acendeu a luz amarela para o longevo projeto de poder engendrado pelo lulopetismo. E agora? Uma solução: “Volta, Lula!” Surpresa? Para mim, nenhuma. Diante das opiniões discordantes da hipótese, analisava, em primeiro lugar, o perfil do caudilho que vive do poder, para o poder e, mesmo quando morre, sobrevive sob a forma de mito; em segundo lugar, porque a soberba de quem resdescobriu e reinventou o Brasil, alimenta o ego e canta aos ouvidos do condutor de massas “eu sou a força”; terceiro, porque o messianismo (fonte de inspiração de candidatos e movimentos sociais no Brasil) é filho do velho sebastianismo lusitano que esperou por muito tempo a volta do salvador, o Rei D. Sebastião que morreu lutando contra os mouros, em 1578, na batalha de Alcácer-Quibir. Atenção: Lula está, felizmente, mais vivo do que nunca. Só pensa naquilo: entrar em campo como solução para a manutenção do projeto de poder e, espero, não seja rebatizado com nome Luiz Inácio lula Sebastião da Silva.

No Brasil houve um tempo em que, no crepúsculo vespertino, o acendedor de lampiões, não passou despercebido pelo poeta alagoano Jorge de Lima que, assim, definiu sua função: “Parodiar o sol e associar-lhe à lua, quando a sombra da noite enegrece o poente!”

No Brasil atual, a conta salgada da energia elétrica tirou de cena o “acendedor de lampiões”. Por sua vez, o eleitor bem que poderia eliminar o “acendedor de postes” ou evitar que Lula seja o poste de si mesmo.

Gustavo Krause foto-colunista-62608

 

* Fonte – LeiaJá – Autor: Gustavo Krause  –  Professor Titular da Cadeira de Legislação Tributaria, é ex-ministro de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, no Governo Fernando Henrique, e da fazenda no Governo Itamar Franco, além de já ter ocupado diversos cargos públicos em Pernambuco, onde já foi prefeito da Capital e Governador do Estado

Eleição 2014/Presidente: Eduardo Campos diverge de Aécio Neves: “Temos projetos distintos…” *

 

Eduardo Campos rebate Aécio

e diz que ambos têm

“projetos distintos”

 

Eduardo Campos busca fortalecer apoio com jovens estudantes no Rio (Foto: Daniel Silveira / G1)

Eduardo Campos busca fortalecer apoio com jovens estudantes no Rio (Foto: Daniel Silveira / G1)

Pré-candidato participou de seminário com a Juventude Pátria Livre no Rio. Senador havia dito que se vê no “mesmo projeto” com Campos em 2015.

 

O ex-governador de Pernambuco e pré-candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos, disse neste domingo (4) que não se vê fazendo parte do mesmo projeto que Aécio Neves (PSDB),conforme o senador havia declarado na sexta-feira (2). “A gente tem projetos que são distintos, que tem base política e social distinta”, afirmou Campos neste após participar de um seminário da juventude promovido pelo Partido Pátria Livre (PPL), no Rio de Janeiro.

Em evento que reuniu pré-candidatos ao governo federal no interior da Bahia na última sexta, Aécio Neves sugeriu formar com Campos e Marina Silva, a partir de 2015, o “mesmo projeto de construção desse novo país”.

No seminário deste domingo, Campos destacou que ele e Aécio tem ideias diferentes e citou como exemplo a posição de ambos em relação a direitos trabalhistas e à maioridade penal. “Isso não impede que nós tenhamos a capacidade de ver o que nos une do ponto de vista dos interesses do nosso país. Mas nós estamos oferecendo caminhos que são distintos ao futuro do país”, disse.

As críticas ao governo petista, no entanto, seguem em consonância nos discursos de Campos e Aécio Neves. Ao discursar para um grupo de cerca de 150 jovens na Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o ex-governador pernambucano falou que é preciso “tirar de Brasília aquela velharia que já tirou tudo que podia e impede o Brasil de crescer”.

Nota PSDB

Em nota divulgada na noite deste domingo, o PSDB afirma que a declaração de Eduardo Campos não difere do discurso de Aécio Neves sobre a possibilidade de uma atuação conjunta no futuro.

“O que o governador Eduardo Campos disse é exatamente o que o senador Aécio Neves tem dito: existe um grande espaço comum de atuação das oposições, mas é claro que há diferenças. Até porque se não houvesse, não haveria a necessidade de duas candidaturas”, diz a nota assinada pelo vice-presidente do PSDB Cássio Cunha Lima.

Leia a Íntegra:

Eduardo Campos rebate Aécio e diz que ambos têm projetos distintos

* Fonte: G1/Daniel Silveira Do G1 Rio

 

Artigo/Opinião**: Eleição 2014/Pesqueira lança seu pré-candidato a deputado estadual – Por Sebastião Gomes Fernandes *

PESQUEIRA LANÇA SEU

PRÉ-CANDIDATO A

DEPUTADO ESTADUAL

 

joao eudes machado tenórioPC Raul Henry e FBC de ternos

 

 

 

Neste último dia 2 de maio de 2014, exatamente às 19 horas, as lideranças politicas da nossa querida Pesqueira, presente algumas de Sanharó e Arcoverde, juntamente com a chapa majoritária pré-candidata ao comando do Estado e ao Senado Federal, lançada pela frente popular, juntam esforços em busca do melhor para Pesqueira, região e o Estado como um todo.

É lançado o nome de João Eudes Machado Tenório nosso amigo, guerreiro, trabalhador e grande administrador, pois estas suas qualidades jamais poderão ser questionadas! Pesqueira quando de suas duas administrações viveu dias áureos em que se viu a nossa Pesqueira forte, dinâmica e próspera.

Em 2014 o futuro de Pesqueira esta mais uma vez em nossas mãos, em nossa vontade de mudança e de ver o progresso social, econômico e político em pleno vapor. Sem mentiras e sem demagogia. Tendo como alicerce a esperança na realização plena da comodidade da coletividade.

É chegada à vez de todos os Pesqueirenses irmanados em uma só corrente elegerem o seu legitimo representante na Assembleia Legislativa. Deixar de lado toda e qualquer posição ideológica e ou partidária, pois o que está em jogo é o futuro da nossa Pesqueira. Somos donos e responsáveis pelo nosso bem-estar ou pelo nosso mal estar, tanto quanto pelo crescimento do rincão onde vivemos.

Estamos em pleno século XXI em que está em voga a tecnologia. Que está a exigir da cada cidadão (ã), conhecimento, determinação e vontade de fazer com que as coisas andem para frente. Queremos um Município, um Estado, um País onde prevaleça o cumprimento do dever com responsabilidade e critérios éticos? E assim sendo cabe a cada um de nós usarmos de bom senso e o discernimento para que possamos levar a feito à busca do nosso progresso.

Neste ano nós pesqueirenses, pernambucanos e brasileiros, temos a chance de promovermos a grande mudança que se faz fundamental para que tenhamos um Município, um Estado e um País livre, democrático e bem-sucedido. O momento atual, e a política macabra e injuriosa implantada no país, por um sistema político implantado e administrado nos últimos 12 anos de governo voltado para beneficiar quem faz parte do grupo e a ele se agregou. Os exemplos estão aí: escândalos como o do mensalão, da Petrobras entre outros que nos deixam desacreditados no nosso destino como país e potência a caminho do futuro.

Diante do que presenciamos se faz necessário levar em conta uma tomada de decisão corajosa e firme para que tenhamos um país com uma política voltada para o desenvolvimento social, econômico e politico tendo como base a satisfação plena da família brasileira. E família implica em viver as amarguras, as incertezas, e as dificuldades com bastante fé, harmonia, determinação e coparticipação visando o seu destino, da nação e do território onde vive.

Só vejo um caminho. O voto! Este sim é sem dúvida a forma mais conveniente e ordeira de se proceder a uma alteração do que aí está.

Nós Pesqueirense e pernambucanos temos a oportunidade de fazer com que a política pernambucana siga seu rumo a caminho da modernidade, da presença do político comprometido com o presente e com o futuro. Gente que tenha credibilidade e disposição para fazer de Pernambuco e do Brasil uma nação próspera, e que seu povo viva em paz e prosperidade. E este futuro está em nossas mãos. Depende da nossa escolha do nosso voto! A quem devemos depositar nossas esperanças no futuro? Evidente que na pré-chapa: para Governador Paulo Câmara, Vice-Governador Raul Henry, Senador Fernando Bezerra Coelho e nosso deputado Estadual João Eudes Machado Tenório.

Basta de tanta hipocrisia, de tanta incompetência, do mal uso do dinheiro público, de tanta roubalheira! Precisamos acordar dessa letargia que nos vem escravizando e nos tornando capachos de políticos mentirosos, aéticos e sem escrúpulo. Pra frente Pesqueira, Pra frente Pernambuco, Pra frente Brasil!!!

Pesqueira, 03 de maio de 2014.

 
** (NOTA DO BLOG – O texto postado é de inteira responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, o pensamento ou a linha editorial do blog)

 

Sebastião Gomes Fernandes sorrindo SAM_1084

 

 

* Autor: Sebastião Gomes Fernandes. Sociólogo, Escritor, Poeta e Cronista.