Category Archives: Saudade não tem idade

Pesqueira/Crônica: Saudade! Como ficam os exilados? – Por Seu Regi *

Crônica para um exilado

Crônica de memórias (Seu Regi)

 

Nos anos 50/60, o mundo foi palco de grandes transformações em tosas as esferas, principalmente na área cultural de todas as classes sociais. Foi a época da contra-cultura, o reinado da minissaia, da revolução hippie, dos Beatles, jovem guarda, do vestido tubinho e tomara que caia, da calça boca de sino e do rock and roll. Naquela época, apesar dos precários meios de comunicação, pesqueira foi paulatinamente arrastada pelo movimento e embora atrasada, aderiu à onda. Coincidentemente, a minha geração saindo da adolescência, sem noção do mundo real, foi sendo introduzida nos meios sociais, em que a princípio se sentia um estranho em um mundo em que antes tudo lhe era proibido.

Era uma rapaziada tímida uma vez que haviam sido educados a não participar das conversas dos mais velhos e que menina brincava com menina e menino se relacionava apenas com menino. Entretanto essa abertura fora como se estivesse levantando as cortinas de um teatro antes inacessível, em que ele era convidado a participar. O mais interessante é que passamos a observar as meninas com outros olhos e notar que aquelas que havíamos conhecido brincando de roda haviam se transformado e agora tinham um corpo de mulher. Algumas ficaram bonitas, outras nem tanto, porém todas alegres, sedutoras e perigosas uma vez que haviam se tornado caçadoras de possíveis maridos. Mas na verdade era a natureza procurando dar continuidade à espécie humana. Apesar desse deslumbramento, começamos a ver os nossos sonhos juvenis se desmoronando e passamos a conhecer sentimentos inusitados, mas que iriam nos acompanhar por toda existência, como a paixão, o amor, o ódio,sem considerar as decepções.

Contudo, a vida transcorria normalmente, já havíamos aderido à vida social, já havíamos concluído o curso ginasial, servido ao TG-171, quando estimulados pela família, nos deslocamos para o Recife a fim de fazer o curso científico e posteriormente um curso superior. O motivo alegado: a terrinha não oferecia um futuro promissor. Assim, deixando para trás a família, os amigos, as namoradas, as festas e finalmente tudo aquilo que estávamos familiarizados, para enfrentar um mundo desconhecido. Foi quando passamos a tomar conhecimento de mais um sentimento: a saudade. Acredito que foi o pior de todos.

Os primeiros meses foram terríveis, sentíamos que estávamos sozinhos, faltando tudo e só a perseverança nos fazia ficar, coisa que alguns não resistiram, abandonaram tudo e voltaram à terrinha. Na capital, alguns ficaram hospedados em casas de parentes, porém a maioria foi direcionada a “Casa do Estudante de Pernambuco”, onde fazíamos apenas as refeições e por isso éramos chamados de “xepeiros”. Na realidade morávamos em pensões localizadas na Rua Paissandu quando confraternizávamos com colegas de diversas cidades do interior e formávamos um grupo unido, capaz de enfrentar as adversidades.

Diante da dificuldade de comunicação com a terrinha, os pesqueirenses radicados na capital, se reuniam impreterivelmente, a partir das l9 horas na cabeceira da ponte Duarte Coelho, em local conhecido como ”quem-me quer” que funcionava como um consulado e ali tomávamos conhecimento do que havia ocorrido em Pesqueira na semana anterior.

Todavia, o tempo passou, muitos concluíram o curso superior em diversas profissões, alguns apenas arrumaram empregos, e agora, já idosos, lembram com saudade daqueles tempos difíceis e das aventuras e brincadeiras que só acontece na juventude. Agora quando nos encontramos e recordamos histórias que fazem lembrar outras e vão surgindo outras que já havíamos esquecido, muitas vezes com amigos que já se foram, mas que deixaram saudade.

Finalmente esta crônica é dedicada a todos aqueles que pelos mais diversos motivos, não retornaram à terrinha e que por este motivo se sentem exilados, guardando a lembrança de uma cidadezinha, pequena, mas aconchegante em que cada casa tinha um nome: o nome da família pesqueirense.

Fica, entretanto, a pergunta: será que existe vida imbecil em outros planetas?

Exiba tio regi.jpg na apresentação de slides

* Autor: Reginaldo Maciel é pesqueirense, economista e um “exilado” incidental…Colaborador do OABELHUDO.

Crônica/Homenagem: O Reencontro – O 25º – Por Walter Jorge de Freitas *

O REENCONTRO 

 

 

 

Aproxima-se mais uma FESTA DO EX-ALUNO. Para quem gosta de emoções, não há melhor oportunidade para vivenciá-las com tanta intensidade como esses momentos de saudosismo puro que o reencontro nos proporciona.

Iniciado há 25 anos, com a finalidade de trazer de volta ao convívio, apenas ex-alunos do Ginásio Cristo Rei, o evento foi tomando corpo e despertando o interesse de ex-alunos de outros educandários e o resultado está aí: adesão maciça e espontânea dos pesqueirenses e pesqueiristas hoje espalhados pelos mais longínquos recantos do país.

Se nós que jamais saímos daqui, sentimos satisfação em rever os amigos de ontem, os que voltam, certamente, experimentam outro tipo de emoção: pisar o solo da terra que lhe serviu de berço ou acolheu, rever amigos, parentes, constatar as mudanças impostas pelo tempo e pela ação dos que tiveram a missão de governá-la com erros e acertos, mas todos imbuídos do desejo de torná-la melhor.

Não importa o fato de não sermos mais os mesmos no tocante ao aspecto físico. As cabeleiras já não são tão vastas como antes; os rostos estão marcados pela ação impiedosa do tempo e as pernas já não caminham no ritmo e firmeza dos tempos de juventude. Estamos todos bem diferentes daqueles moços e moças de andar faceiro, charmoso, atraente e provocador de suspiros.

Os corações – antes maltratados pelas cargas emotivas a que foram expostos –, por certo não têm tanta impetuosidade para novas empreitadas. Agem com mais cautela.

Amores incompreendidos, deslizes cometidos na juventude, repercutem hoje no jeito de ser, de falar e até nos ensinaram a encarar aventuras ou amizades com mais prudência, compreensão e de forma mais seletiva. Dizem que estamos mais experientes. Ainda bem! Adquirimos um novo tipo de beleza: A BELEZA INTERIOR, que só o tempo é capaz de nos mostrar o seu real valor.

De uma coisa, devemos nos convencer: tudo foi válido. Por isto, podemos comemorar cada momento desse período festivo que vamos vivenciar, abraçando os conhecidos, os desconhecidos, ex-colegas, ex-amigos (as), ex-namorados (as) e todas as pessoas que tivermos oportunidade, pois só assim, a festa será completa e cada um de nós se sentirá recompensado por renovar e conquistar amizades. Existe coisa melhor?

Lembremo-nos de que são poucas as cidades que têm esse privilégio de receberem os seus filhos todos os anos para uma confraternização.

Não nos esqueçamos dos ausentes. Àqueles que “partiram”, dediquemos as nossas preces. Para os que não puderem comparecer, procuremos fazer com que se sintam presentes, mandando notícias, fazendo com que a saudade adentre aos seus corações provocando alegrias, em vez de tristezas, despertando a incontida vontade de voltar, tão logo seja possível.

 

Pesqueira, outubro de 2014.

* Autor; Walter Jorge de Freitas é pesqueirense/pesqueirista, comerciante, professor, colaborador do blog OABELHUDO, cronista, poeta e pesquisador musical.

 

Movimento Cultural/Crônica: Os Anos Dourados e o Clube dos Radicais – Por Walter Freitas *

OS CLUBES SOCIAIS

DOS ANOS DOURADOS

 CLUBE DOS RADICAIS

 

 

A sociedade pesqueirense teve o privilégio de contar com vários clubes sociais entre as décadas de quarenta e oitenta, período em que as fábricas estavam em pleno funcionamento e o comércio era bem movimentado. Havia boa oferta de empregos e existiam clubes para todos os gostos e posses.

Quem vivenciou esse período, certamente desfrutou dos bons e inesquecíveis momentos proporcionados pelas festas e encontros sociais realizados pelos clubes da época, a saber: Radicais, Clube dos 50, União, Atlético, Comercial, SESI, BNB e Clube de Campo.

Das associações acima, guardo recordações bem marcantes do simpático CLUBE DOS RADICAIS, por ter sido nele que iniciei ainda quase garoto, a minha participação em eventos sociais. Isto na condição de convidado, pois a minha idade não permitia que me associasse, segundo os estatutos.

(Posse da diretoria do Radicais em 1961)

Em todos, era praxe exigir-se dos frequentadores que os mesmos fossem sócios. O Clube dos Radicais não fugia à regra. Para fazer parte do seu quadro social, o rapaz era apresentado por um  sócio, que ficava responsável pelo seu comportamento durante um determinado tempo.

Decorrido esse período de experiência em que o convidado tinha os seus “passos” devidamente observados pela diretoria, o seu nome era submetido à apreciação pela comissão de sócios, em reunião específica e sigilosa.

Se a proposta fosse aprovada, o seu signatário recebia um ofício comunicando a sua admissão no quadro social. Caso contrário, a secretaria do clube mandava o que se chamava de “bilhete azul”, informando que o mesmo não podia mais frequentar as suas dependências. Essa situação constrangedora se aplicava normalmente àquele que durante o período de experiência cometera algum deslize. Guardava-se rigoroso sigilo.

Quando demonstrei interesse em tomar parte nas festas do referido clube, um amigo me fez uma recomendação: “trate logo de mandar fazer um uniforme”. É que nos bailes, inclusive festas juninas, o uso o “terno” era imprescindível naquela época.

Outro detalhe interessante é que por ocasião das festas não havia a hoje indispensável bilheteria. Os cavalheiros cientes de suas obrigações pecuniárias com o clube procuravam espontaneamente dar a sua colaboração. Aqueles que eram conhecidos como “escorões”, um membro da diretoria discretamente convidava para contribuir com a famosa “cota” para pagar à orquestra.

O fato de ser localizado no centro da cidade- a exemplo do Clube dos 50– fez com que o Clube dos Radicais fosse bem frequentado todas as noites por jovens que se reuniam para conversar, assinar o ponto no bar ou ouvir jogos de futebol no velho rádio, salvo engano, da marca Mullard. Existiam até ouvintes cativos do programa A Voz do Brasil..

Lembro, ainda, de uma grande programação social realizada no final da década de 50, nos seus salões: uma festa denominada de GRANDE NOITE INTERNACIONAL, se não me falha a memória (quem se lembrar, pode corrigir). Sua finalidade era apresentar ritmos de vários países e para tal, foram convidados os melhores dançarinos da cidade e da região. Naquela noite memorável, o SAMBA, o bolero, o twist. a rumba, o mambo, o tango e outros gêneros, tiveram em Lenildo Martins, Galego de Moacir, Milton Cadengue, Luiz Carlos (Leça) e mais alguns pés-de-valsa, os seus mais dignos representantes. Foi um sucesso! Deixo de citar os nomes das damas que embelezaram a festa por não estar devidamente autorizado, visto que o evento ocorreu há mais ou menos cinquenta anos.

Das manhãs-de-sol, guardo bem viva na lembrança uma que aconteceu no dia 29 de junho de l958, quando o Brasil conquistou o primeiro título de Campeão Mundial de Futebol. Dá para esquecer?

Ainda hoje tenho a impressão de que estou ouvindo LIU e VENÂNCIO (afinadíssimos) tocando aquelas belas músicas que apesar do tempo, permanecem presentes em minha memória.

E nas festas de São João, era o excelente conjunto de Jorge da Sanfona quem enchia de alegria o coração da moçada. O sempre sorridente Mané Piaba era um cantor e pandeirista que sempre fazia parte do animado grupo musical.

Ah! Quanta saudade! Em outra oportunidade, falarei dos outros clubes.

 

Pesqueira, março de 2006. (Essa crônica foi postada pelo OABELHUDO em 08 de novembro de 2013)

 

 

* Autor: Walter Jorge de Freitas – Walter é pesqueirense, comerciante, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta e pesquisador musical.

 

Movimento Cultural/Crônica; Grandes Perdas… – Por Sebastião Fernandes *

Grandes perdas!

 

A saber; Odete de Andrada Alves, Leonides de Oliveira Caraciolo, Jarival Cordeiro do Amaral e ágora Aluiz Tenório de Brito. 

Fica na Verdade hum Vazio los NOSSOS Corações UMA Vez Que com ESTAS Criaturas Vivemos dias gloriosos, Onde comungamos SUA Cultura, SUAS Atividades Literárias e disponibilidade parágrafo SERVIR e SERVIR bem à Sociedade

A Academia Pesqueirense de Letras e Artes, Entre OS Anos de 2013 e 2014 sofre uma Perda de Grandes Seres Humanos Que viveram, amaram e Deram hum pouco de si los prol da Nossa Educação, Cultura e Arte s. No Ano de 2013 seguiram parágrafo SUA Verdadeira morada – o de Além! Os Queridos (a) confreira: Odete de Andrade Alves , Falecida los 23/02/2013. Natural de Custódia – PE, pesqueirense POR adoção. Professora Licenciada los Pedagogia dedicou Toda SUA Vida uma Formação Educacional das Crianças, Jovens um pesqueirense Adultos, escritora e Jornalista, Membro fundadora da Nossa Academia.

Deixou dona Odete hum grande Exemplo de Vida. Conselheira, amiga e autentica Acadêmica. Dentre SEUS Escritos PODE-se considerar o Livro “Do âmago da Memória”, das UMA Como Melhores Obras dentre Toda SUA Produção Literária. FOI Odete hum Exemplo de Vida, de Dignidade e de Simplicidade.

O Confrade: Leonides de Oliveira Caraciolo, sanharoense, engenheiro, Escritor, historiador e memorialista, Chegou a Exercer o Cargo de Presidente não PERÍODO de 2009, um de 2012 FOI also Membro da Academia de Letras de Belo Jardim. Deixou Vários Livros publicados, Entre enguias citamos o Livro “Sanharó. Da Colmeia à Cidade “.

Em 2014, seguem com Certeza o MESMO Caminho, confrades SO: Jarival Cordeiro do Amaral , nenhum dia 04 de junho de 2014 Membro Fundador da Academia, Radialista, Escritor, poeta e cronista. Muito Nos orgulhou com SEUS Belos poemas e Dedicação à literatura. Assíduo e Ferrenho colaborador das Causas e Projetos Postos los pauta Pela Nossa agremiação!

Gilvan de Almeida Maciel , nenhum dia 06 de setembro de 2014 Formado Médico Veterinário, professo da UFRPE, FOI presidente da Academia Pernambucana de Medicina Veterinária, historiador, organizador do Livro: . Patronos da Academia Pesqueirense de Letras e Artes – APLA Membro efetivo prestou Grandes Serviços. FOI UM entusiasta los Tudo Que se referia à Dinâmica e ordenação Sistemática da Vida Acadêmica. E UMA de SUAS Marcas O Painel contemplando OS NOSSOS 40 patronos.

Aluiz Tenório de Brito faleceu no dia 10 de setembro de 2014 Juiz de Direito, professor, Magistrado, obstinado POR Tudo Que dizia Respeito à sustentabilidade e autoafirmação da Vida Acadêmica. Nao esforços de mídia, when necessario se Fazia Presente e prestativo from that los favorecer da Educação, da Cultura e das Artes. Exerceu o Cargo de Presidente POR Dois mandatos . Obstinado amante das letras tinha Verdadeira Admiração, Amor e Dedicação à Causa da Educação. FOI Fundador da (Esmape) – Escola Superior de Magistratura de Pernambuco. No distrito Onde nasceu – Mimoso -, instituiu a Fundação Possidônio Tenório de Brito com o Objetivo de Incrementar Ações direcionadas a Educação das Crianças, Jovens e Adultos. CRIOU UMA das MELHORES Bibliotecas fazer interior pernambucano.

Todos Estes autênticos (a), admiráveis ??imortais fizeram enaltecer e engrandecer SEM sombra de Dúvida uma História Literária da Nossa querida Pesqueira e Cidades Que fazem Parte da Nossa área de jurisdição. Todavía um parágrafo CADA UM Vida de Nós TEM o Seu Caminho e Seu Objetivo final, evidenciados, se fizermos com that A Nossa Missão Neste Planeta Terra, SEJA los função fazer Comum MEB. Perde a Academia Pesqueirense de Letras e Artes, PERDE a Comunidade.

Fica na Verdade hum Vazio los NOSSOS Corações UMA Vez Que com ESTAS Criaturas Vivemos dias gloriosos, Onde comungamos SUA Cultura, SUAS Atividades Literárias e disponibilidade parágrafo SERVIR e SERVIR bem à Sociedade. .Não E Confortável Falar SOBRE SUAS Ausencias definitivas, mas, OS momentos agradáveis ??de Trocas de Experiências Que Vivemos Nos confortam. Pois, acreditarmos Que a Vida continua e Que a Graça de Deus permita OS POR los Ordem SUAS Vidas.

Aprender, aprimorar e Viver SUA Verdadeira Essência. Voces amigos deixam-SOE hum grande Legado, Que Só Nos engrandece. Por Outro Lado, FICA uma saudade, mas, AO MESMO ritmo a alegria de TERMOS aprendido e Muito com sues conhecimentos, Dedicação e Amor AO Maior e Melhor Instrumento Capaz de promover o SER HUMANO, Como Criatura de Deus a Serviço do Bem maio r. O Amor, a Fraternidade, uma compreensão EO Respeito Pelos NOSSOS semelhantes.

A Preocupação com a Educação, a Cultura, a Arte, FOI, contudo UMA Experiência vivenciada POR VOCES that enriqueceram SEUS Currículos ea História do Nosso Município cultural. O Homem Só alcançará Prosperidade, Crescimento, alegria de Viver, se na Verdade cultivar Sentimentos fundamentados no Amor e na Fé! Nossa Vida não de Além Será, Melhor e proveitosa se o praticamos that here tenha contribuído par Nosso Bem-Estar e da Humanidade.

* Autor: Sebastião Gomes Fernandes . Sebastião e Sociólogo, Escritor, colaborador fazer OABELHUDO , Poeta e Cronista. Membro efetivo e presidente da Academia Pesqueirense de Letas e Artes. .

Movimento Cultural/Livros: Livro revela a história das pontes do Recife *

Livro revela a história das pontes do Recife

 

“Pontes do Recife: a construção da mobilidade”.

Autor: José Luiz da Mota Menezes

Pontes de Recife - Ponte da Boa Vista Vista (antiga)

Pontes de Recife – Ponte da Boa Vista Vista (antiga)

 

 

 

Construídas com materiais e estilos arquitetônicos diferentes, as pontes do Recife atraem olhares de turistas, estudantes, pesquisadores, arquitetos e da comunidade em geral. Além de cartões postais, essas construções constituem um rico acervo do patrimônio material de Pernambuco. No entanto, a literatura existente, retrata as pontes de maneira superficial, necessitando de uma pesquisa mais consistente e rica em informações e detalhes. Com base nessa carência, o pesquisador e arquiteto José Luiz Mota Menezes, que preside o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), lançou ontem (20), com incentivos do Governo do Estado, através da Fundarpe, o livro “Pontes do Recife: a construção da mobilidade”.

Com 73 páginas e um rico conteúdo, a publicação retrata a história das pontes da cidade, ressaltando os traços arquitetônicos, detalhes da construção, informações históricas, curiosidades e a importância para o crescimento econômico e cultural do Recife. O livro é ilustrado com imagens, mapas e desenhos antigos, além de fotografias atuais de diversas pontes do Recife, hoje consideradas patrimônio material do estado de Pernambuco.

O livro acompanha um CD com áudio-descrição, importante ferramenta de acessibilidade comunicacional para pessoas com deficiência visual. O lançamento do livro acessível no IAHGP integra-se às ações de promoção de acessibilidade cultural da instituição, visto que, seu museu já dispõe de plataforma elevatória, piso podotátil, guia balizadora, auditório e banheiros acessíveis e está finalizando a instalação da sinalização em braile de todo o acervo da exposição.

Para o autor, as pontes do Recife sempre representaram um papel essencial ao crescimento da cidade, desde sua parte mais antiga até a arquitetura moderna. Erguidas em estilos e épocas diferentes, as construções representam símbolos marcantes da história, tendo uma profunda identificação com o cotidiano da cidade.

O livro tem tiragem de mil exemplares, sendo 450 destinados à distribuição gratuita em escolas e bibliotecas públicas, universidades, Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência (SEAD) e associações de pessoas com deficiência visual. O livro será vendido por R$ 25,00 nas livrarias.

Sobre o autor – Pesquisador e arquiteto por formação, José Luiz Mota Menezes é professor do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia e Conservação do Patrimônio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); é presidente do IAHGP e membro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU). Tem vários livros e artigos publicados no Brasil e no exterior, como o Atlas Histórico e Cartográfico do Recife.

 

 

* Fonte: Secretaria de Cultura de Pernambuco/Fundarpe
Ilustração: Divulgação

Recife, Antigo & Cultural: Hotel Central – Tombamento à vista *

Hotel Central

Tombamento à vista

HOTEL  CENTRAL  foto antiga  1910hotel central foto da fachada ao longe

PATRIMÔNIO Hotel Central, na Boa Vista, tem estrutura física avaliada. Se o pedido for aprovado, será mais fácil restaurar o edifício

Há 74 anos ocupando a esquina da Avenida Manoel Borba com a Rua Gervásio Pires, na Boa Vista, Centro do Recife, o Hotel Central está mais perto de ter sua fachada restaurada. Com o processo de tombamento iniciado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) desde 2010, o imóvel que já chegou a hospedar Getúlio Vargas e Carmem Miranda agora passará por um exame técnico que irá precisar as condições da estrutura física. O parecer é decisivo para aprovar a proteção do prédio pelo Estado.

Mesmo sem a conclusão do processo, o hotel já está protegido, garante a Fundarpe. “Com o início das etapas do tombamento o imóvel já fica sob proteção. O parecer técnico será uma avaliação conclusiva para então ser encaminhado ao conselho de cultura, que irá decidir sobre o tombamento”, explica a chefe da unidade de preservação da Fundarpe, Rosa Bonfim.

Hotel Central na Av Manoel Borba - 74 anos de história

Hotel Central na Av Manoel Borba – 74 anos de história

Segundo ela, já existe um material de estudo sobre as condições estruturais e características do hotel, mas ainda é preciso uma avaliação minuciosa que pode revelar, inclusive, a cor original da fachada, hoje cor-de-rosa. O exame técnico, no entanto, não tem prazo para ser concluído, já que a Fundarpe precisa atender outros imóveis que também estão em processo de tombamento.

Com a aprovação do tombamento, será mais fácil levantar recursos públicos e privados para restaurar o prédio, que hoje apresenta infiltração nas paredes. Com o apoio do produtor cultural Saturnino Araújo, o proprietário do imóvel, Kerginaldo Magalhães, solicitou R$ 250 mil ao Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) para as primeiras intervenções de restauro da fachada. Posteriormente eles também pretendem restaurar o interior do imóvel, mas com apoio privado através da Lei Rouanet.

HISTÓRIA

Com quase dois mil metros quadrados de área construída distribuídos em oito pavimentos, o Hotel Central chegou a ser o prédio mais alto da cidade. Sua fachada foi criada num estilo eclético e a arquitetura unia azulejos alemães e espelhos ingleses. Sua construção durou 12 anos, sendo inaugurado em dezembro de 1939.

No início da sua história, era destino certo de grandes personalidades que vinham ao Recife, inclusive estrangeiros, como o cineasta americano Orson Welles. Hoje o hotel possui 58 quartos disponíveis para hóspedes, na maioria estudantes, concurseiros e pacientes do interior do Estado.

* Fonte: JC/Domingo-Cidades

Crônica/Homenagem: Evocações num Centenário – Por Jarival Cordeiro do Amaral *

Crônica 

Evocações num Centenário

*Autor: Jarival Cordeiro do Amaral

Jarival no bonde, final dos anos 50. Na foto o ex-prefeito Ésio Araújo, Luiz Neves...

Jarival no bonde, final dos anos 50. Na foto o ex-prefeito Ésio Araújo, Luiz Neves…

 

Já disse – que muitas vezes – que desde criança sou admirador profundo dos pássaros. Por eles nutro uma amizade imensa e ou estima maior. Sinto, na sua presença e no seu canto, sejam quais forem a plumagem e melodia, uma mensagem da natureza, parecida com aquela de Salomão, se referindo aos lírios do campo.

Sou um passeante das manhãs, ou viajor de quase madrugadas. Bermuda, sandálias, bem à vontade, juntamente com Suzuki, cadela de estimação, saio de casa e me dirijo para os campos do Seminário, onde estudei e devo a minha formação maior. Ali caminho uma hora, diariamente, fazendo, também, exercícios respiratórios para, contemplando a natureza e tudo de belo que ela possui, evocar, os meus tempos de criança, de cócoras, de alçapão armado ou de arapuca, esperar a queda do passarinho, outro amigo que vai conviver comigo, cantando, amenizando angústias, solidão e saudade.

E, naquele passeio que tem gosto de amenidades, contemplo, ainda, com doçura e enlevo o riacho que rola da cachoeira, que ontem tinha o nome de “aripuá”, com águas azuis brilhante, quando as manhãs eram de sol. E por incrível que pareça, vejo refletidos nessas águas azuis muito por de sol e muitas auroras, muitas esperanças e muitos desencantos, um turbilhão de coisas que fazem da minha vida entre ascética e metropolitana. E ali, ainda vejo tudo, sem azedume do mundo, que os outros veem, porque, talvez, não se dispuseram a contemplar a natureza em todos os seus ângulos ou matrizes, em todas as suas forças ou belezas. E nessa airosa contemplação me sinto cavaleiro do mundo e não passo por túneis escuros porque toda paisagem que descortino tem o sabor transcendental.

Mas, falava de amores, de estimas, de amizades pelos pássaros e fiz uma digressão, embora proposital.

É que, nesses passeios da alma, do espírito, da sensibilidade e do amor, antes, muito antes mesmo, via o que não vejo hoje: várias espécies de passarinhos, não mais enfeitando a paisagem das nossas várzeas, dos nossos campos. Estão desaparecidos. Morreram? Foram banidos? Partiram para outras plagas? Enfim, o que aconteceu? Confesso, não sei explicar. Sei, apenas, que não ouço mais o cantar dos bentevis, dos canários da terra, dos pintassilgos, dos azulões, dos golinhas, das rolinhas – caldo-de-feijão, cafofa e branca e até do papa-capim. Isto me trás uma solidão e uma saudade porque nos meus tempos de criança, ouvia-os constantemente, naquela sinfonia de trinados maviosos, alentando meu espírito e o meu ser integral já voltados para a natureza, embora, ainda, não soubesse compreender melhor a sua maravilha e o seu Criador.

Sim, ia me esquecendo da “lavandeira”. Tão pequena, sem cantar, mais tão bonita que os mais velhos diziam que elas lavavam a roupa de Nossa Senhora. Desapareceram de igual modo. Uma ou outra em solidão, quando andavam em bando na beira dos riachos…

Agora chegou um estrangeiro chamado Pardal. Não sei de onde, nem como aqui aportou, multiplicando-se com tanta facilidade. Centenas dessa espécie vivem em constante revoada pela cidade. Não se explica, assim, porque não gostam do campo, que tem mais flores, mais beleza, mais acolhimento. Um experiente passarinheiro me diz que eles espantam, afugentam as outras aves. São egoístas. Querem viver sozinhos.

Será essa a chave do problema? Quem sabe? Lamentavelmente a gente tira uma lição dessa história do pardal. A humanidade está cheia de pardais. Pardais que não cantam porque não sabem cantar e por isso afugentam os cantores. Pardais que pensam que o mundo é seu. Que podem viver felizes sozinhos. Que ecumenismo é uma farsa e que fraternidade universal é uma proposição falsa, o que vale dizer: não somos irmãos.

Pobres pardais! Pobre gente! E viva e sorria a natureza!

Nos campos do Seminário, pela manhã cedinho, vejo o mundo nas águas dos riachos e a grandeza de Deus passando ao meu lado, e essas viagens da manhã têm sabor de infinito.

Casal Paula e Jarival acompanhados do artista/chargista e poeta José Célio Guimarães em foto recente.(foto de Olindina Guimarães)

Casal Paula e Jarival acompanhados do artista/chargista e poeta José Célio Guimarães em foto recente.(foto de Olindina Guimarães)

Nota do blog

A crônica escrita por Jarival, foi publicada no livro – PESQUEIRA SECULAR – Crônicas da Velha Cidade, lançado em 1980, por ocasião do Centenário de Pesqueira. É a nossa homenagem a esse velho e experiente cronista que marcou época na Radio Difusora de Pesqueira com sua Crônica do almoço, quando brindava os ouvintes com assuntos os mais diversos que repercutissem interesses na sua Pesqueira, no estado ou na país. Que falassem sobre mortos ou exaltassem vivos elogiando-os ou criticando-os de forma cavalheira, porém direta e com endereço certo. Jarival deixa uma lacuna que jamais será preenchida. E como se isso não bastasse era um gentlemam na medida exata dessa palavra. Um fidalgo no trato com os seu semelhantes e um humilde perante os mais fracos.

Paulo Muniz (Colaboração do meu compadre Cloves Soares de Freitas)

Editor do Blog

Crônica/Homenagem: O Silêncio de um Seresteiro – Por Walter Jorge de Freitas *

O SILÊNCIO DE UM SERESTEIRO

 

Turma da Velha Guarda de Pesqueira. Mais de 60 anos divulgando o telurismo e o romantismo das serestas

Turma da Velha Guarda de Pesqueira. Mais de 60 anos divulgando o telurismo e o romantismo das serestas(foto Eurivinha, Chiquinho, Sebastião Cândido, João Oliveira e Zé Amaral, o único entre nós)

turma da velha guardaturma da velha guarda 60 anos depois

(Turma da Velha Guarda em três momentos)

 

 

Depois de um longo período enfermo, o nosso seresteiro JOÃO DE OLIVEIRA acaba de nos deixar. Falar sobre esse acontecimento que poderia ser encarado como coisa normal na vida, não está sendo fácil para este modesto rabiscador.

No ano de 1975, ao adquirir a Padaria S. José, no bairro do Prado, passei a ser seu vizinho e em pouco tempo nos tornamos amigos. Ele gostava muito de música e eu também e isto certamente nos aproximou mais ainda.

João sempre foi muito caprichoso com o repertório e mantinha as letras das canções de sua preferência copiadas à mão em um caderno, onde além do cantor que gravou, ele anotava a autoria e o tom em que deveria cantar, depois de ensaiar exaustivamente com a ajuda do seu cavaquinho.

A inauguração da Rádio Difusora de Pesqueira em novembro de 1951 foi de grande importância para os nossos cantores e músicos. Em dezembro de 1953, o radialista Laurene Martins criou o programa Serões e Serestas que por vários anos teve o grupo musical denominado Turma da Velha Guarda como atração principal. João foi, salvo engano, o cantor que passou mais tempo fazendo parte do seleto conjunto que reunia os maiores seresteiros e instrumentistas da região.

(Gilberto Alves – Algum dia Te direi)

Infelizmente, com o passar dos anos, os “meninos de ontem” como Lídio Leal de Barros gostava de chamá-los, foram empreendendo a sua volta às origens e, consequentemente, a solicitadíssima Turma da Velha Guarda foi fazer as suas apresentações em um plano superior.

Agora, foi a vez de João nos deixar. Com certeza, foi recepcionado pelo irmão Moacir, pelos sobrinhos Galego e Bila, além do cunhado Sitonho e o primo Eurivaldo Jatobá.

Por certo, com a Turma da Velha Guarda completa, seus componentes devem estar providenciando a primeira noitada de serestas, quando reunirão todos os boêmios, cantores e violonistas que de hoje em diante, passam a contar com a liderança daquele que não media esforços para que o grupo de seresteiros que figurou entre os mais solicitados da região fizesse bonito nos palcos e nos bares da vida.

Saiba, amigo João, que todos nós, amigos e familiares sentiremos a sua falta, mas em compensação, estamos felizes pelo privilégio de termos contado com a sua amizade, seus conselhos e orientações em todas as horas que o procuramos.

walter-J-Freitas II

Pesqueira, 02 de junho 2014.

 

* Autor: Walter Jorge de Freitas – Walter é pesqueirense, comerciante, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta e pesquisador musical.

Pesqueira/Movimento Cultural: A Velha Praça da Estação e suas Lembranças… – Por Reginaldo Maciel Almeida *

Praça da Estação – Pesqueira

 

Pesqueira praça da estação foto antigaestaçao ferrea de pesqueira visão lda praça em frente 091

(Pátio onde surgiu a atual praça Manuel Caetano de Brito – Praça da estação) 

 

De uns tempos para cá resolvi escrever sobre Pesqueira pois vendo as gerações passando e certos causos e fatos caírem no esquecimento procuro provocar àqueles que vivenciaram ou foram testemunhas de fatos antes considerados bobagens mas hoje tão significativos.

Em visita à terrinha fui rever a Praça da Estação. Caminhando recordei que naqueles anos era considerada muito distante, isolada e que agora fica bem próxima do centro. Procurei lembrar o seu nome e não consegui , sempre foi conhecida como Praça da Estação. Depois amigos me lembraram que é Praça Manuel Caetano de Brito.

Pesqueira maria fumaça na estação foto antigaPesqueira Construção da Estação e montagem dos trilhos

(Velha locomotiva estacionada na estação. E a construção no início do século XX)

Ali chegando constatei que pouca coisa mudara. Cada banco sombreado por uma árvore convidando a sentar; um caramanchão no centro, canteiros arborizados conservando o mesmo formato. Dirigindo-me à Estação de Trem que em minha memória parecia maior, recordei-a apinhada de pessoas que iam viajar ou que estavam a esperar alguém , sendo identificadas nas feições de alegria ou tristeza. Observei que haviam retirado os trilhos, como que a dizer: Trem passar por aqui, nunca mais!

Pesqueira o trem chegando trazendo e levando progresso...Vinha abastecer na caixa d'água da estação.

Pesqueira o trem chegando trazendo e levando progresso…Vinha abastecer na caixa d’água da estação.

O trem chegando, apitando naquela curva e fazendo tremer os trilhos parava na caixa d’água. Naquele momento a rapaziada que havia gazeado aula no Colégio Cristo aproveitava para pegar carona até a estação.

Voltando à praça, sentei e lembrei com saudade de tantos colegas à época adolescentes que tomaram rumos tão diversos e que de alguns jamais tivemos notícias.

pesqueira predio da antiga FordHotel-Estação-Cruzeiro-Pesqueira6

(Novos “habitantes” da velha praça da estação)
 

Pessoas desconhecidas agora por ali passavam, mas a serra com aquele grande lajedo parecia dizer: Eu permaneço aqui! Quantos pesqueirenses viveram fatos marcantes nesta praça. Refleti: Será que esta saudade é da praça ou da minha juventude. Ouvi então uma música que parecia triste, mas talvez fosse o meu estado de espírito e não a música.

Desloquei-me para a Praça D. José Lopes porque ali, facilmente conseguiria novas amizades. A terrinha pode estar diferente, mas os habitantes conservam a mesma cordialidade.

Paulinho, este novo cronista para o Abelhudo chama-se Reginaldo Maciel Almeida, reside em Recife é economista e apaixonado pela terrinha Pesqueira. Gratos pela publicação , a família inteira e demais amigos vão curtir bastante.

Reginaldo Maciel Almeida Pesqueira

* Autor: Seu Regi – Reginaldo Maciel Almeida é pesqueirense, economista, servidor do estado de Pernambuco aposentado. É irmão da ilustre colaboradora Margarida Maciel que é quem o apresenta.

 

 

 

 

 

Mundo/Cinema: As Mais Lindas da Tela *

As mulheres que

iluminaram a tela

No começo do ano passado, a Los Angeles Times Magazine elegeu as 50 mulheres mais bonitas do cinema. Neste fim de semana, a coluna publica a relação das dez primeiras colocadas e convida os leitores a montar sua própria listas.

Isabelle Adjani  -  O Inquilino (Roman Polanski)

Isabelle Adjani – O Inquilino (Roman Polanski)

Audrey Hepburn - Breakfast at Tiffany's 1961

Audrey Hepburn – Breakfast at Tiffany’s
1961

Brigitte Bardot - E Deus criou a mulher; Romance da Vida Privada...

Brigitte Bardot – E Deus criou a mulher; Romance da Vida Privada…

Marilyn Monroe -O Pecado Mora ao Lado 1955

Marilyn Monroe -O Pecado Mora ao Lado
1955

Angelina Jolie -  Mr. & Mrs. Smith 2005

Angelina Jolie – Mr. & Mrs. Smith 2005

Catherine Deneuve  -  La Belle de jour (A Bela da Tarde)

Catherine Deneuve – La Belle de jour (A Bela da Tarde)

Elizabeth Taylor -   Cleopátra 1963 ; Um Lugar ao Sol, 1951...

Elizabeth Taylor – Cleópatra 1963 ; Um Lugar ao Sol, 1951…

Grace Kelly  -  Ladrão de Casaca, 1955, High Society Filme de 1956

Grace Kelly – Ladrão de Casaca, 1955, High Society
Filme de 1956

 

Monica Bellucci  - Malèna Filme de 2000;  Irréversible 2002

Monica Bellucci – Malèna
Filme de 2000; Irréversible
2002

Sophia Loren  -  Os Girassóis da Russia, 1970;  Matrimonio all'italiana 1964 1964

Sophia Loren – Os Girassóis da Russia, 1970; Matrimonio all’italiana 1964
1964

 

* Fonte: Augusto Nunes (Blog)