Category Archives: Saúde/Bem Estar

Crônica/Alerta!: Como conviver com a Dengue e Chikungunya? – Por Walter Jorge Freitas *

NOTÍCIA PREOCUPANTE

 

Mosquito da dengue aedes egypt (Foto: USDA/AP)

(Expectativa preocupante de que tenhamos que conviver, já nesse próximo verão, com a dengue e com a febre chicungunnya)

 

A edição do Jornal do Commercio do dia 12 deste mês publicou no seu Caderno Cidades, entrevista com uma bióloga e pesquisadora da UFPE, cujo teor é de deixar os moradores da maioria das cidades pernambucanas com vontade de ir morar na Lua.

A matéria é muito bem ilustrada com gráficos, fotos e números concretos sobre a evolução da Dengue em alguns municípios e as possibilidades de um surto da febre chikungunya no Estado de Pernambuco, por serem essas doenças transmitidas por mosquitos que proliferam no lixo.
Para deixar a população ainda mais assustada, a Secretaria Municipal de Saúde do Recife alertou sobre a existência naquela cidade de 17 bairros com alto risco de surto de dengue.

Considerando que os municípios brasileiros não dão à limpeza urbana a atenção que esse serviço requer, estamos bem próximos de uma epidemia de Dengue e até daquela febre de nome meio esquisito.

Na minha modesta condição de cidadão, mesmo sem nada entender sobre o assunto, resta-me apelar para que as Secretarias de Saúde e os Departamentos de Limpeza Urbana se unam no sentido de traçar planos a fim de conscientizar a população de todos os municípios sobre os cuidados a serem adotados visando tentar evitar o pior.

Aqui em Pesqueira, por exemplo, torna-se necessário que os responsáveis por esses setores façam um mapeamento das áreas críticas da cidade e sem perder tempo, entrem logo em ação, pois do contrário, a julgar pelo estado em que se encontram algumas ruas, com lixo e entulhos amontoados, é bem provável que a nossa cidade passe a figurar nas estatísticas com elevado número de casos de Dengue.

Apenas com a finalidade de colaborar, vou indicar três pontos que considero merecedores de atenção especial:

Um terreno baldio que fica na Rua Antônia Marinho de Andrada (atrás da minha casa, pertinho do posto do SAMU), onde temos metralhas, lixo e galhos de plantas acumulados desde fevereiro.

Pátio do antigo mercado de farinha (Praça José Araújo. Lá, nunca falta lixo. Ontem, por volta de 11 horas da manhã, constatei que além do lixo comum, colocaram pneus, grande quantidade de escovas usadas em salões de beleza e todo tipo de bagulhos que se possa imaginar. Hoje, felizmente, voltei até o local e constatei que foi feita a coleta, mas já existem novos vestígios de sujeira.

Por fim, um esgoto a céu aberto que desce do bairro dos eucaliptos, despeja na esquina do salão de festas do Hotel Cruzeiro e escorre pela Avenida Joaquim Nabuco, junto ao meio-fio. Para “embelezar” mais o cenário, há uma grande quantidade de lixo e mato nas imediações da linha férrea.

Já imaginaram a impressão que os hóspedes daquele hotel levam da terrinha, ao vislumbrarem aquela paisagem da janela de seus apartamentos?

Pesqueira, 26 de novembro de 2014

* Autor: Walter Jorge de Freitas  –  Walter é pesqueirense, professor, comerciante, colaborador assíduo do OABELHUDO, cronista, poeta e pesquisador musical.

Homens/Novembro Azul: Próstata – Diagnóstico Precoce Cura *

 

Diagnóstico precoce cura

 

 

Hoje é dia do lançamento oficial da campanha Novembro Azul, que alerta para a prevenção e combate ao câncer de próstata, o segundo tipo mais frequente no Brasil entre a população masculina. Até sexta-feira, o Jornal do Commercio trará uma página, no caderno de Cidades, com informações sobre o assunto.

 

 

“A próstata é traiçoeira.” A frase é do farmacêutico-bioquímico Clenz Lira, 58 anos, diagnosticado, em 2011, com câncer de próstata. Argumentos para ele entender que a glândula não merece confiança são fruto da sua própria experiência de vida. “Não tinha o costume de ir ao urologista porque nunca havia sentido nenhum desconforto. De repente, meu pai foi a uma consulta e me aconselhou a ir também“, conta. Na ocasião, o especialista avaliou os valores do PSA (antígeno prostático específico) e fez o exame de toque retal, constatando que havia uma pequena alteração, sendo interessante realizar uma maior investigação. “Não dei muita importância ao que o médico disse já que a alteração do exame tinha sido muito sutil. Além disso, dias depois, meu pai teve um AVC e a saúde dele ficou comprometida. Esqueci-me de mim e me dediquei a cuidar dele.” Foi nesse tempo que a doença se instalou.

No fim de 2010, sentindo fortes dores na região lombar e nos ombros, por sugestão de um amigo, Clenz fez exames de sangue para tentar descobrir o motivo do desconforto. E ele tomou um susto ao ver o resultado: a dosagem do PSA estava acima de mil quando, em 2008, o valor tinha sido cerca de seis. “Não desconfiava de forma alguma que pudesse estar com a doença. Achava que as dores nos ombros e coluna eram por conta do cansaço no trabalho“, falou, explicando assim o porquê de considerar a próstata traiçoeira. “A sensação que tive foi de traição. Em 2008, o PSA estava um pouco alterado e, logo depois, rapidamente, a doença já estava espalhada pelo meu corpo. Deixo um alerta a todos os homens para que deem atenção à próstata e que não ocorra com eles o que aconteceu comigo. Não tenho mais chance de cura, o que se está fazendo é prolongar minha vida”, diz Clenz que continua em quimioterapia e com metástase óssea.

A história de Clenz é uma de muitas que chegam diariamente aos consultórios dos urologistas. Sem pedir licença, a doença chega de fininho. Não avisa. Quando os sinais aparecem é porque o câncer já está num estágio avançando. “Diferente de outras patologias, o câncer de próstata é assintomático. Quando está na fase inicial, é uma doença silenciosa”, afirmou o urologista Guilherme Lima. Na fase avançada, os principais sintomas são dor óssea, dores ao urinar e presença de sangue na urina ou sêmen.

Lima explicou que o diagnóstico da doença é dado a partir da realização destes três exames: dosagem de PSA (verificado através da coleta do sangue), toque retal e ultrassonografia da próstata. Este último sendo solicitado apenas em alguns casos.

“O PSA é uma substância que a próstata produz. Através da dosagem podemos perceber como está o funcionamento da glândula. Importante é ressaltar que a alteração no PSA não é algo específico do câncer de próstata. Outras doenças na próstata (prostatite e hiperplasia prostática benigna) podem modificar seus valores. Então, é importante que as pessoas saibam que ter um PSA acima ou abaixo do valor normal não quer dizer que a pessoa está ou não com a doença“, informa. Lima explicou que aproximadamente 15% dos pacientes podem ter câncer de próstata mesmo com valores de PSA dentro da normalidade. “Por isso, embora seja um exame útil, o PSA sozinho não oferece um diagnóstico seguro.”

O valor da dosagem normal do PSA varia com a idade e o tamanho da próstata. “Não existe um valor padrão. Mas, de um modo geral, dizemos que o ponto de corte de normalidade seria 4. É preciso que haja a interpretação do urologista no caso concreto”, esclarece o médico.

O outro exame que deve ser feito é o do toque retal, realizado no próprio consultório médico. “Não é preciso que o paciente faça algum preparo específico antes de sua realização“, diz. Temido por muitos homens, Lima tranquiliza. “É um exame rápido e indolor. O tempo de duração vai depender do que o examinador estiver encontrando. Mas dura aproximadamente dez segundos.” Ele explica que, a depender do médico, é feito com o paciente deitado de lado na maca.

É através do exame de toque retal que o médico consegue detectar qualquer alteração na próstata, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, deve ser realizado por homens acima dos 50 anos ou a partir dos 45, se fizerem parte do grupo de risco.

O outro exame solicitado é a ultrassonografia da próstata. “É um método que não serve para diagnosticar o câncer. Ele é complementar. Vai ajudar a definir o tamanho e o volume da próstata”, disse Lima. Também pode ser solicitada a biópsia da próstata, feita com sedação. É um exame ambulatorial, pedido apenas nos casos de maior suspeita.

 

Saiba mais sobre os

exames diagnósticos

 

Toque retal

Utilizado para diagnosticar anormalidades da próstata. O exame de toque retal é indolor e rápido. Tem duração aproximada de dez segundos. Feito com luva e gel, o especialista utiliza o dedo indicador para sentir a próstata.

PSA

É a dosagem de uma proteína do sangue por meio de exame de sangue. O valor limite do PSA (antígeno prostático específico) aceitável é abaixo de 4 ng/ml, porém, podem existir tumores com PSA abaixo deste valor.

Ultrassom transrretal

Pode ser usado para orientar a biópsia da próstata. Também pode ser útil na determinação do volume prostático e para avaliar a extensão local da doença.

* Fonte: JC/Cidades

Saúde Pública: Operação retira mais de 7 toneladas de alimentos da CEASA Recife *

 

Total apreendido em ação no Ceasa foi de 7,1 toneladas de

alimentos

Balanço sobre apreensões foi apresentado nesta quinta (Foto: Katherine Coutinho/G1)

(Balanço sobre apreensões foi apresentado nesta quinta (Foto: Katherine Coutinho/G1)

Vigilância Sanitária e Adagro recolheram 3,9 toneladas de pescados. Além dos alimentos, foram retidos 600 mil ovos de galinha.

Ovos apreendidos estavam com embalagem irregular e foram jogados no lixo. (Foto: Kety Marinho/TV Globo)

(Ovos apreendidos estavam com embalagem irregular e foram jogados no lixo. (Foto: Kety Marinho/TV Globo)

A operação conjunta de fiscalização no Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa), no bairro do Curado, Zona Oeste do Recife, apreendeu aproximadamente 7,1 toneladas de alimentos e 600 mil ovos de galinha na última quarta-feira (29). O balanço da operação foi divulgado nesta quinta-feira (30), na sede da Associação Nordestina de Criadores, no bairro do Cordeiro, também na capital.

Participaram da ação a Vigilância Sanitária do Recife, a Delegacia do Consumidor, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), entre outros. O objetivo foi coibir a venda de produtos sem origem identificada. Ao todo, 16 estabelecimentos foram fiscalizados, mas apenas um chegou a ser fechado, uma loja que revendia laticínios, por não haver responsável técnico.

Na loja interditada, foram apreendidos 776,2 quilos de produtos, sendo 93 quilos de manteiga de garrafa, 152 quilos de queijo muçarela, 572 kg de linguiça e mortadela e 4,2 quilos de frango. “Tinha produtos vencidos, muitos sem registro, falsificados. Orientamos que eles contratem um responsável técnico, o que eles me disseram que já estavam providenciando. Eles tinham muito produto em um espaço pequeno, eles vão ter que readequar sua estrutura”, explica a diretora da Vigilância Sanitária municipal, Adeílza Ferraz.

A apreensão de ovos foi um dos pontos mais polêmicos da ação, visto que foram jogados todos fora, assim como os 31,9 mil ovos de codorna. Os ovos eram vendidos sem embalagem, estando dispostos em bandejas. “No caso dos ovos, eles têm que sair do entreposto embalados. É assim que a legislação federal e estadual exigem.  A conservação do ovo é de 20 dias e o prazo pode ser ampliado quando ele está resfriado”, explica André Sérgio, chefe da unidade estadual de Inspeção Animal da Adagro.

Como os boxes no Ceasa são pontos de vendas, e não entrepostos comerciais, eles são obrigados por lei a vender o produto embalado. “Lá não tem como resfriar, lá é um ponto de venda e não um entreposto comercial. O ovo precisa chegar lá embalado por questão de rastreabilidade, para sabermos de onde o ovo vem, o lote e o prazo de validade. Você não sabe identificar quando aquele ovo foi produzido, se está de fato bom, se está contaminado”, destaca Sérgio.

saiba mais

* Fonte: G1/Adagro/Vigilância Sanitária Recife

Pernambuco: Programa “Mãe Coruja” Ganha Prêmio de Reconhecimento pela OEA *

 

 

Programa Mãe Coruja é vencedor de Prêmio de Gestão Pública da

Organização dos Estados Americanos

mae coruja pe _maior

 

 

O Programa Mãe Coruja Pernambucana acaba de conquistar mais um reconhecimento internacional: venceu o Prêmio Interamericano da Inovação para a Gestão Pública Efetiva 2014, promovido pela Organização dos Estados Americanos (OEA). O resultado foi divulgado nesta terça-feira (09/09), e o programa venceu na categoria “Inovação da qualidade das políticas públicas”. A cerimônia de premiação será realizada em Washington (EUA), em data ainda a ser anunciada.

Esta é a segunda premiação internacional que o Mãe Coruja recebe neste ano. Em maio, a Organização das Nações Unidas (ONU) deu primeiro lugar ao programa no seu já consagrado United Nations Public Service Awards – UNPSA, na categoria “Promoção de Entrega de Serviços Públicos Voltados ao Gênero”.

O prêmio da OEA, que chega neste ano a sua segunda edição, tem como objetivo identificar iniciativas inovadoras em gestão pública, realizadas por diversas instituições públicas da América Latina, que sejam identificadas como iniciativas úteis e que possam ser replicadas em outros lugares.

Os critérios avaliados pela comissão julgadora para todos os prêmios são: originalidade; impacto ao cidadão; replicabilidade; eficácia; eficiência; complexibilidade da solução de problemas; sustentabilidade da experiência; e perspectiva de gênero.

Participaram deste certame 74 candidaturas distintas, representando instituições públicas de todos os níveis administrativos de 13 países membros da OEA. Outras iniciativas vencedores são do Uruguai, Peru e México, respectivamente nas categorias Inovação no Governo Aberto e Acesso à Informação; Inovação na Coordenação Institucional, e Inovação na Gestão de Recursos Humanos.

A premiação da OEA vai para galeria de outros seis importantes prêmios internacionais em gestão pública que programas do Governo de Pernambuco receberam desde 2012, da ONU e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). São eles: O UNPSA da ONU para o Chapéu de Palha Mulher e para os Seminários Todos por Pernambuco (em 2012); para o Pacto pela Vida (em 2013), e para o Mãe Coruja (em 2014 – 1º LUGAR na 4ª categoria. Promoção de entrega de serviços públicos voltado ao gênero); o Prêmio Governart do BID para Modelo de Gestão por Resultados do Programa Pacto pela Vida, e para o Programa de Soluções Integradas da Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe), ambos em 2013.

MÃE CORUJA – O Programa Mãe Coruja Pernambucana foi implantado no estado em 2007 pelo Decreto 30.353 com o objetivo de reduzir a mortalidade materna e infantil, através de ações estratégicas articuladas e intersetoriais dos eixos de saúde, educação e desenvolvimento social, cuidando de forma ampla da mulher e das crianças; fortalecendo os vínculos afetivos; promovendo uma gestação saudável; e garantindo as crianças nascidas no território pernambucano o direito a um nascimento e desenvolvimento saudável e harmonioso.

Em 15 de dezembro de 2009 torna-se política pública no estado pela lei 13.959 trabalhando com políticas públicas integradas, em defesa da vida.As secretarias de Saúde;Educação; Desenvolvimento Social e Direitos Humanos; Secretaria da Mulher; da Criança; Planejamento e Gestão; Agricultura e Reforma Agrária; Trabalho, Qualificação e Emprego e Governo trabalham juntas com ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida das mulheres e crianças.

As principais ações desenvolvidas no programa são: fortalecimento e empoderamento das mulheres através dos círculos de educação e cultura, cursos de qualificação profissional, oficinas de segurança alimentar e nutricional, inclusão em programa sociais através dos Centros regionais de assistência social, fornecimento de kits do bebê para as gestantes com 7 ou mais consultas de pré natal realizadas, fortalecimento da atenção ao pré natal, parto e puerpério, através da reorganização da rede de atenção ao parto.

As crianças cadastradas no programa são acompanhadas por ações de incentivo do aleitamento materno, da imunização, do acesso ao registro de nascimento, e do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento.

As gestantes e crianças do programa são acompanhados a partir de uma rede descentralizada de profissionais e de um sistema de informação, o “Sis Mãe Coruja”, contando ainda com ações realizadas através de parcerias com os municípios, sociedade civil, organizações não governamentais e universidades.

Atualmente o Programa está implantado nas 12 Regiões de Saúde, em 105 municípios do Estado, sendo 103 municípios com a Gestão Estadual e 02 com a Gestão Municipal e Cooperação Técnica Estadual. Com 124.857 mulheres cadastradas e 66.531 crianças acompanhadas (Sis Mãe Coruja-Agosto/2014).

Em 2014 já foram realizadas 96 Reuniões de Monitoramento Regional e 55 Oficinas de Segurança Alimentar, com 2.060 participantes ;15 reuniões de integração entre a Pastoral da Criança e o Canto Mãe Coruja; emitidos 226 documentos; 79 fotos; 433 Círculos de Educação e Cultura estão funcionando em todas as Regionais de Saúde, com 6368 educandas; Os cursos de qualificação já aconteceram em 73 municípios, com 2451 participantes e 1495 kits do bebê já foram entregues.

O Programa Mãe Coruja vem contribuindo para a redução da mortalidade infantil, através da integração do estado com os municípios, a sociedade civil, as organizações não governamentais e as universidades.

* Fonte: Portal PE

Brasil/Mais Saúde: O Mais Médico completa 1 ano de pós e contras *

 

 

Mais Médicos ainda enfrenta falta de estrutura e até violência após 1 ano

 

Há um grande problema de instalações adequadas para os médicos atenderem a população...(foto Marcos de Paula AE)

Há um grande problema de instalações adequadas para os médicos atenderem a população…(foto Marcos de Paula AE)

Programa federal levou profissionais a 3.785 municípios, mas há relatos de infraestrutura precária, falta de remédio, déficit de profissionais e recusas de encaminhamento para especialistas

 

 

Ao completar um ano nesta terça-feira, o Mais Médicos está presente em 3.785 municípios, enquanto os 14 mil profissionais do programa – dos quais mais de 11 mil cubanos – enfrentam desafios para trabalhar. Os médicos deparam-se com infraestrutura precária dos postos, falta de medicamento, déficit de colegas, recusa de encaminhamento para especialistas e violência urbana. Apesar das insuficiências, pacientes comemoram a chegada dos doutores.

Lançado em meio à resistência de entidades médicas, o programa oferece bolsas de R$ 10 mil para brasileiros e estrangeiros e US$ 1.245 para cubanos trazidos por convênio com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas). São os cubanos que, involuntariamente, se embrenham nos rincões e nas periferias e assistem a populações de onde antes não havia médico.

Nas Unidades de Saúde da Família (USFs) de Beira Mangue e Nova Esperança, na periferia de Salvador (BA), há um ano, a população ficaria sem médico não fossem os médicos da ilha. As equipes estão completas, mas o posto de Nova Esperança é precário e os pacientes são atendidos em uma igreja. “O lugar não foi pensado para isso”, diz um o cubano, que prefere não se identificar. “A iluminação é insuficiente. Não é o ideal, mas a gente precisa continuar o atendimento, porque a população é muito carente de atenção.”

“Parece piada que, quando a gente enfim tem médico que vai ficar, não tem lugar para ser atendido”, diz a dona de casa Géssica Santos, de 27 anos. “Os médicos são ótimos, mas não é lugar para cuidar de paciente.” Segundo a prefeitura de Salvador, 79 dos 112 postos foram reinaugurados e 18 estão em obras e serão entregues em 2015.

A USF de Beira Mangue chegou a ser interditada pela Vigilância Sanitária. Foi reinaugurada e agora tem de fechar por falta de segurança. “Não temos conseguido fazer as visitas às famílias porque as gangues muitas vezes proíbem nossa circulação”, conta um médico. “Há situações em que eles mandam fechar a unidade. Obedecemos.”

Em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife (PE), são 14 profissionais – 12 cubanos e dois brasileiros -, mas ainda faltam oito médicos. “A atenção básica à saúde funciona razoavelmente bem”, diz o agente comunitário de saúde Jonas Guimarães de Santana, de 29 anos. “O problema maior é a falta de especialistas, quando aqui no posto se identifica algo a ser tratado ou aprofundado.” Ele frisa que a demanda é maior que a estrutura disponível e o paciente muitas vezes desiste do tratamento por causa da demora.

Além dos problemas, a população rende elogios. “Passei por uma consulta de 20 minutos, fiz exames e descobri que tenho pressão alta”, conta Ana Paula de Santana, de 33 anos. “Isso é que é qualidade de atendimento”, diz, referindo-se à cubana Nancy Maria Garcia Quevedo.

A médica trabalha o básico com os pacientes. “Às vezes chego mais cedo ao posto e falo coisas como não andar descalço nas ruas cheias de lixo, lavar as mãos depois de ir ao banheiro”, conta. “Prevenção é o foco.”

Inusitado. Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ), havia postos de saúde que aguardaram até três anos pela chegada de um médico. As vagas do programa federal foram preenchidas por 30 cubanos e um português. Yudyt Rodriguez Esquivel, de 40 anos, é uma das cubanas. Com a experiência na Venezuela e na Bolívia, se deparou com uma situação que só viu aqui: pacientes atendidos por planos de saúde que procuram o serviço público em busca de encaminhamento para exames complexos e remédios do posto. “É estranho”, sorri. “Muitos pacientes não querem consulta. Já chegam com as receitas, os pedidos de ressonância. Examino e prescrevo aquilo que acho que devo.”

Na Clínica da Família da Favela do Jacarezinho, zona norte do Rio, a operadora de supermercado Maria das Dores do Nascimento, de 50 anos, diz que estranhou a língua enrolada de Rolando Bettancourt March, de 46 anos. “Mas ele fica bastante tempo com a gente. Quer ver se a gente entendeu mesmo.” Na semana retrasada, ela procurou o médico ao sofrer uma crise hipertensiva. “Ele me salvou.” O médico emenda: “A pressão dela chegou a 16×10”. Ela sorri, ao ver que o médico se lembrou. “Foi isso mesmo.”

Para March, Yudyt e os colegas, os tablets prometidos não chegaram. Eles precisam usar laptops próprios e ainda pagam a internet. Quando têm dúvidas, recorrem a colegas e ao tutor (professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Diante dos entraves, o Ministério da Saúde apresenta números. Segundo o governo, 50 milhões são atendidos pelo Mais Médicos – 5 milhões de consultas por mês. Isso implicou a diminuição de encaminhamentos para hospitais em 21%.

* Fonte: AE/Estadão

Brasil/Saúde: O Caos da saúde atinge 93% da população, segundo o CFM *

 

 

CFM: 93% dos brasileiros

estão insatisfeitos com

saúde pública e privada

 

 

Caos na saúde pública e privada. Cada dia piora mais

Caos na saúde pública e privada. Cada dia piora mais

 

 

Os serviços públicos e privados de saúde no Brasil são considerados regulares, ruins ou péssimos por 93% da população. É o que indica pesquisa do Instituto Datafolha feita a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Paulista de Medicina (APM). Para o CFM, os dados apontam insatisfação dos brasileiros com os serviços. O levantamento mostra que os principais problemas enfrentados pelo setor incluem filas de espera, falta de acesso aos serviços públicos e má gestão de recursos. De acordo com o estudo, a saúde é apontada como a área de maior importância para 87% dos brasileiros. Para 57%, o tema deve ser tratado como prioridade pelo governo federal.

A pesquisa foi feita entre os dias 3 e 10 de junho de 2014 e ouviu 2.418 homens e mulheres com idade mínima de 16 anos em todos os estados brasileiros. A margem de erro é 2 pontos percentuais.

Os dados revelam que, em relação ao Sistema Único de Saúde (SUS), os pontos mais críticos são os relacionados ao acesso e ao tempo de espera. Mais da metade dos entrevistados que buscaram atendimento na rede pública relataram ser difícil ou muito difícil conseguir o serviço pretendido – sobretudo cirurgias, atendimento domiciliar e procedimentos específicos como hemodiálise e quimioterapia.

Em relação à qualidade dos serviços, 70% dos que buscaram o SUS disseram estar insatisfeitos e atribuíram avaliações que variam de regular a péssimo. A percepção mais negativa está relacionada ao atendimento nas urgências, emergências e em pronto-socorros.

Entre os entrevistados, pelo menos 30% declararam estar aguardando ou ter alguém na família aguardando a marcação ou a realização de algum procedimento na rede pública. Mesmo entre os que têm plano de saúde, 22% aguardam algum tipo de atendimento no SUS.

Os dados mostram que duas em cada dez pessoas ouvidas conseguiram ser atendidas no prazo de um mês, enquanto 29% aguarda há mais de seis meses para ter a demanda atendida. O grupo que passa mais tempo aguardando atendimento do SUS são as mulheres com idade entre 25 e 55 anos, que concluíram o ensino fundamental e residem na Região Sudeste.

O presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, avaliou que o resultado apontado pela pesquisa é de insatisfação com a saúde como um todo. “As respostas estão aí para serem analisadas”, disse. “Não somos nós, médicos, que continuamos a dizer que a insatisfação é muito grande. No nosso meio, temos certeza absoluta de que esse atendimento é insatisfatório. E eu diria mais: é prejudicial“, completou.

Já o vice-presidente do conselho, Carlos Vital, classificou as dificuldades enfrentadas pelo setor como crônicas. “Vivemos uma fase de agonização desse problema nos últimos 12 anos”, disse. “Orçamento e administração são os principais problemas. Não podemos continuar nessa espera. Vidas humanas se perdem nesse processo“, concluiu.

Na pesquisa, os entrevistados avaliaram os serviços da saúde como um todo no país (público e privado) e do SUS.

O Ministério da Saúde informou que os recursos destinados à rede pública mais que triplicaram nos últimos 11 anos, passando de R$ 27,2 bilhões em 2003 para R$ 91,6 bilhões em 2014. Esses recursos, segundo a pasta, garantiram resultados como a cobertura de cerca de 60% da população pelas equipes de Saúde da Família, com ampliação do acesso a 50 milhões de brasileiros, atendidos pelos 14,4 mil médicos do Programa Mais Médicos; 75% da população com acesso ao Samu; mais de 90% da cobertura vacinal, incorporando todas as vacinas preconizadas pela Organização Mundial da Saúde; manutenção do maior sistema de transplante público do mundo, com 95% do total de transplantes realizados no SUS; e ampliação, desde 2011, de mais de 16 mil leitos do SUS em unidades mais próximas da casa do cidadão.

“Importante esclarecer que a gestão e o financiamento do SUS são compartilhados entre União, estados e municípios”, finalizou o ministério.

* Fonte: CFM/Conselho Federal de Medicina/AEB

Artigo/Opinião: Você sabe o que o NASF? – Por Evandro Barbosa *

A Importância do NASF para a

saúde pública do nosso município

 

 

Você sabe o que é NASF? Sabe se ele existe em nosso município? O que ele faz? Quais os profissionais que nele trabalham? Tentaremos numa analise simples e bem objetiva, responder a todas essas perguntas.

Os NASF são núcleos de apoio à saúde da família, criados com o objetivo de ampliar a abrangência e o escopo das ações da ATENÇÃO BÁSICA, bem como, sua resolutividade. E se você ainda não sabe, já temos alguns desses núcleos no município. Devem se constituídos por equipes compostas por profissionais de diferentes áreas de conhecimento, que devem atuar de maneira integrada e apoiando os profissionais das equipes de Saúde à Família e Atenção Básica, compartilhando as práticas e saberes em Saúde, nas áreas sob a responsabilidade destas equipes.

Os NASF devem contribuir para a integralidade do cuidado aos usuários do SUS, principalmente por intermédio da clínica, auxiliando no aumento da capacidade de análise e de intervenção sobre problemas e necessidades de saúde, tanto em termos clínicos, quanto sanitário e ambiental, dentro das áreas onde estejam.

Os NASF contam também com mais uma especialidade em sua composição. É o Médico Veterinário, que através da Portaria 24881 de 21 de outubro de 2011 teve aprovada a POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO BÁSICA para o SUS, que incluiu Medicina Veterinária no programa, fazendo justiça a uma classe de profissionais que trabalha em prol da Saúde Pública Brasileira há muitos anos.

São muitas as atribuições do Médico Veterinário nestes núcleos, sendo elas organizadas e baseadas em um trabalho com foco nas áreas de sua responsabilidade, conjuntamente com as Equipes de Saúde da Família que a ele se vinculam, de forma a priorizar algumas ações importantes como, por exemplo: a prevenção, controle e diagnostico situacional de riscos de doenças transmissíveis por animais vertebrados e/ou invertebrados (RAIVA, LEPTOSPIROSE, BRUCELOSE, TUBERCULOSE, LEISHMANIOSE, DENGUE SCHISTOSSOMOSE, TENÍASE/CISTICERCOSE, ETC…), e outros fatores determinantes do processo saúde/doença.

Além disso, o médico veterinário discute os casos específicos de doenças, orientando a prevenção e o controle de doenças transmissíveis por alimentos, animais, alterações ambientais e provocadas pelo homem.

Finalmente, participa conjuntamente com todos os componentes da equipe no PLANEJAMENTO, MONITORAMENTO e AVALIAÇÃO DAS AÇÕES desenvolvidas pelo programa, realizando ações disciplinares e desenvolvendo a responsabilidade compartilhada.

Portanto, o Médico Veterinário por seus conhecimentos básicos e aplicados, é o único profissional qualificado para associar as diferentes espécies animais com as doenças que lhe são peculiares.

Desta forma, é fundamental que a população passe a COBRAR e verificar se realmente os NASF estão atuando e se possuem, em sua composição, os profissionais que realmente a comunidade necessita.

 

 

Vando Evandro Barbosa XCavalcanti Pesqueira

 

* Autor: Evandro Barbosa Cavalcanti – é pesqueirense, médico-veterinário, Coordenador da ADAGRO, novo colaborador do OABELHUDO, compositor, poeta e músico.

Saúde & Bem Estar: Cirurgia Bariátrica – Quem pode e deve fazer.. *

Cirurgia bariátrica

pode valer a pena

 

cirurgia-bariatrica

 

 

Para quem chegou ao limite da obesidade e já fez de tudo para perder peso, a redução de estômago pode ser a saída para retomar as rédeas da saúde e da vida.

 

A cirurgia bariátrica é a solução para quem não consegue emagrecer pelos métodos tradicionais. O sucesso do procedimento, que pode mexer radicalmente com o organismo, dependerá da disciplina do paciente, pois além de mudar o corpo, é preciso trabalhar a cabeça para vencer a ansiedade em busca do novo corpo.

Apenas quatro modalidades são permitidas no Brasil. A gastrectomia vertical é eficaz no controle da hipertensão e dos níveis de colesterol e triglicerídeos, transformando o estômago em um tubo e provocando a perda de peso. No bypass gástrico, parte do estômago é grampeada e um desvio do intestino inicial é feito, aumentando os hormônios que saciam e diminuem a fome, controlando também o diabetes e a hipertensão arterial. A banda gástrica ajustável ajuda no tratamento do diabetes. E no duodenal switch, que combina a gastrectomia vertical e o desvio intestinal, 85% do estômago são retirados, mas a anatomia do órgão e sua fisiologia são mantidas.

Nem todos estão aptos

A cirurgia é indicada para pessoas com obesidade potencialmente fatal, quando outros tratamentos não funcionaram e a partir de três critérios: índice de massa corpórea (IMC), idade e tempo da doença. Não é recomendada para quem tem doenças graves que não melhorariam após a operação, como câncer avançado e doença hepática. Pessoas com limitação intelectual significativa e que não contam com suporte familiar adequado, bem como pacientes com transtorno psiquiátrico não controlado (incluindo uso de álcool ou drogas ilícitas) e portadores de doenças genéticas não são o perfil.

Caso o paciente siga a dieta e os exercícios pós-operatórios, a cirurgia pode trazer uma melhora nos problemas relacionados à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão, doença do refluxo gastroesofágico, apneia obstrutiva do sono e colesterol elevado. Mas é necessário fazer um preparo antes da cirurgia, conhecer os riscos, saber que o pós-operatório pode desestimular (e até trazer algum arrependimento) pois se não houver disciplina, poderá não só recuperar o peso que perdeu, como engordar mais ainda.

 

* Fonte: PROTESTE – Associação de Consumidores

Educação/Brasil: Lei garante Merenda Especial para alunos com restrições alimentares *

Lei garante merenda

especial para estudantes

 

Normas abrangem alunos com restrições alimentares

 

A princípio, o projeto, que começou no Congresso em 2006, previa alimentação diferenciada para estudantes diabéticos, hipertensos e com anemia

A princípio, o projeto, que começou no Congresso em 2006, previa alimentação diferenciada para estudantes diabéticos, hipertensos e com anemia

Alunos com restrições alimentares terão, de forma obrigatória, merenda escolar especial. A lei que garante esse direito entrará em vigor em agosto deste ano, após sanção da presidente Dilma Rousseff, no último dia 28 de maio.

A princípio, o projeto, que começou no Congresso em 2006, previa alimentação diferenciada para estudantes diabéticos, hipertensos e com anemia. Debates foram feitos e a proposta passou também a abranger todos os estudantes com algum tipo de restrição alimentar.”Nos estados e municípios, as escolas recebem a merenda e deverão apenas adequar a compra desses produtos ao número de pessoas e crianças que são portadoras dessas doenças”, destaca a relatora do projeto na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a deputada Sandra Rosado (PSB-RN), conforme informações da Agência Câmara de Notícias.

De acordo com a Agência, desde a sanção da nova lei, no dia 28 de maio, está em andamento o prazo de 90 dias para estados e municípios se adequarem às normas. “Esses kits diferenciados de alimentação certamente não terão um preço diferente daqueles que já são oferecidos na merenda escolar como um todo”, complementa Sandra.

* Fonte: Agência Câmara Notícias

Brasil: Como se faz uma “fábrica de Doenças? * – Colaboração de Lidinho Cintra

COMO A MEDICINA DA

DOENÇA FUNCIONA

 

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Aos 30 anos, você tem uma depressãozinha, uma tristeza meio
persistente: prescreve-se FLUOXETINA.

A Fluoxetina dificulta seu sono. Então, prescreve-se CLONAZEPAM, o Rivotril da vida. O Clonazepam o deixa meio bobo ao acordar e reduz sua memória. Volta ao doutor.

Ele nota que você aumentou de peso. Aí, prescreve SIBUTRAMINA.

A Sibutramina o faz perder uns quilinhos, mas lhe dá uma taquicardia incômoda. Novo retorno ao doutor. Além da taquicardia, ele nota que você, além da “batedeira” no coração, também está com a pressão alta.

Então, prescreve-lhe LOSARTANA e ATENOLOL, este último para reduzir sua taquicardia.

Você já está com 35 anos e toma: Fluoxetina, Clonazepam, Sibutramina, Losartana e Atenolol. E, aparentemente adequado, um “polivitamínicos”
é prescrito. Como o doutor não entende nada de vitaminas e minerais, manda que você compre um “Polivitamínico de A a Z” da vida, que pra muito pouca coisa serve. Mas, na mídia, Luciano Huck disse que esse é ótimo. Você acreditou, e comprou. Lamento!

Já se vão R$ 350,00 por mês. Pode pesar no orçamento. O dinheiro a ser gasto em investimentos e lazer, escorre para o ralo da indústria farmacêutica. Você começa a ficar nervoso, preocupado e ansioso (apesar da Fluoxetina e do Clonazepam), pois as contas não batem no fim do mês. Começa a sentir dor de estômago e azia. Seu intestino fica “preso”. Vai a outro doutor. Prescrição: OMEPRAZOL + DOMPERIDONA+LAXANTE “NATURAL”.

Os sintomas somem, mas só os sintomas, apesar da “escangalhação” que virou sua flora intestinal. Outras queixas aparecem. Dentre elas, uma é particularmente perturbadora: aos 37 anos, apenas, você não tem mais potência sexual. Além de estar “brochando” com frequência, tem pouquíssimo esperma e a libido está embaixo dos pés.

Para o doutor da medicina da doença, isso não é problema. Até manda você escolher o remédio: SILDANAFIL, TADALAFIL, LODENAFIL ou VARDENAFIL, escolha por pim-pam-pum. Sua potência melhora, mas, como consequência, esses remédios dão uma tremenda dor de cabeça, palpitação, vermelhidão e coriza. Não há problema, o doutor aumenta a dose do ATENOLOL e passa uma NEOSALDINA para você tomar antes do sexo.

Se precisar, instila um “remedinho” para seu corrimento nasal, que sobrecarrega seu coração.

Quando tudo parecia solucionado, aos 40 anos, você percebe que seus dentes estão apodrecendo e caindo. (entre nós, é o antidepressivo).

Tome grana pra gastar com o dentista. Nessa mesma época, outra
constatação: sua memória está falhando bem mais que o habitual. Mais uma vez, para seu doutor, isso não é problema: GINKGO BILOBA é prescrito.

Nos exames de rotina, sua glicose está em 110 e seu colesterol em 220.
Nas costas da folha de receituário, o doutor prescreve METFORMINA + SINVASTATINA. “É para evitar Diabetes e Infarto”, diz o cuidador de sua saúde ( ? ! ).

Aos 40 e poucos anos, você já toma: FLUOXETINA, CLONAZEPAM, LOSARTANA, ATENOLOL, POLIVITAMÍNICO de A a Z, OMEPRAZOL, DOMPERIDONA, LAXANTE “NATURAL”, SILDENAFIL, VARDENAFIL, LODENAFIL ou TADALAFIL, NEOSALDINA (ou “Neusa”, como chamam), GINKGO BILOBA, METFORMINA e SINVASTATINA (convenhamos, isso está muito longe de ser saudável!). Mil reais por mês! E sem saúde!!!

Entretanto, você ainda continua deprimido, cansado e engordando. O doutor, de novo. Troca a Fluoxetina por DULOXETINA, um antidepressivo “mais moderno”. Após dois meses você se sente melhor (ou um pouco “menos ruim“). Porém, outro contratempo surge: o novo antidepressivo o faz urinar demoradamente e com jato fraco. Passa a ser necessário levantar duas vezes à noite para mijar. Lá se foi seu sono, seu descanso extremamente necessário para sua saúde. Mas isso é fácil para seu doutor: ele prescreve TANSULOSINA, para ajudar na micção, o ato de urinar. Você melhora, realmente, contudo… não ejacula mais. Não sai nada! Vou parar por aqui. É deprimente. Isso não é medicina. Isso não é saúde.

Essa história termina com uma situação cada vez mais comum: a DERROCADA EM BLOCO da sua saúde. Você está obeso, sem disposição, com sofrível ereção e memória e concentração deficientes. Diabético, hipertenso e com suspeita de câncer. Dentes: nem vou falar. O peso elevado arrebentou seu joelho (um doutor cogitou até colocar uma prótese). Surge na sua cabeça a ideia maluca de procurar um CIRURGIÃO BARIÁTRICO, para “reduzir seu estômago” e um PSICOTERAPEUTA para cuidar de seu juízo é aconselhado.

Sem grana, triste, ansioso, deprimido, pensando em dar fim à sua minguada vida e… DOENTE, muito doente! Apesar dos “remédios” (ou por causa deles!!).

A indústria farmacêutica? “Vai bem, obrigado!”, mais ainda com sua valiosa contribuição por anos ou décadas. E o seu doutor? “Bem, obrigado!“, graças à sua doença (ou à doença plantada passo-a-passo em sua vida).

* Autor: Por Carlos Bayma (médico)