Category Archives: Tecnologia

Canal da Transposição do São Francisco – Maior túnel está quase concluído *

 

 

Maior túnel do Projeto São Francisco

apresenta 94,4% de conclusão

 

O túnel Cuncas 1, com 15 km, é o mais extenso para transporte de água da América Latina e interliga os Estados do Ceará e Paraíba.

 

 

Mauriti (CE) – 03/11/2014 – O Ministério da Integração Nacional realizou, na semana passada, a última detonação dentro do túnel Cuncas 1. A estrutura, a partir de agora, interliga o Estado do Ceará à Paraíba, pelo Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Com 94,4% executado, o túnel Cuncas 1 é considerado o maior da América Latina para transporte de água. A estrutura tem 15 quilômetros de extensão e seção de 9 metros de altura por 9 de largura.

Atualmente, cerca de 300 profissionais trabalham na estrutura. Ao todo, mais de 1.600 profissionais contribuíram na construção desse túnel. O consórcio responsável pelas obras adotou um sistema de perfuração com fogo controlado, conhecido como novo método de tunelamento austríaco (NATM, sigla em inglês).

Durante os trabalhos, a obra contou com uma moderna máquina importada da Finlândia para as escavações – a perfuratriz hidráulica chamada Jumbo. Cada ciclo de detonações ao longo de sua construção levou entre 12h e 15h. Foram empregados cerca de 700 quilos de explosivos em cada etapa. O avanço médio de cada ciclo foi de 4,5 metros de túnel escavado.

Os operários foram distribuídos em quatro frentes de serviço simultâneas, nas duas extremidades dos túneis (entrada e saída), e em mais duas frentes de serviço em janelas de acesso intermediário. Na medida em que as perfurações avançavam, as equipes se deslocavam em sentidos opostos até as escavações se encontrarem.

Além do Cuncas 1, também faz parte do empreendimento o túnel Cuncas 2, já concluído, com 4 km de extensão, que começa em São José de Piranhas e termina em Cajazeiras, ambos os municípios na Paraíba.

Ao todo, o Projeto de Integração do Rio São Francisco possui quatro túneis, sendo três no Eixo Norte (Cuncas 1, Cuncas 2 e Milagres) e um no Eixo Leste (Eng. Giancarlo de Lins Cavalcanti). O túnel Milagres, com quase 1 km, está localizado em Penaforte (CE), e o túnel Eng. Giancarlo de Lins Cavalcanti (antigo túnel Monteiro) liga Sertânia (PE) a Monteiro (PB) e possui 3 km de extensão.

Projeto São Francisco

O empreendimento é formado por 477 km de extensão, 14 aquedutos, nove estações de bombeamento, 27 reservatórios e quatro túneis. A obra, que vai beneficiar 12 milhões de pessoas nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, está com 66,1% de sua execução física concluída.

Mais de 11.400 mil pessoas estão empregadas na maior obra de infraestrutura hídrica do País. Com previsão de conclusão em 2015, o Projeto de Integração do São Francisco faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. O empreendimento vai garantir a segurança hídrica de mais de 390 municípios.

Veja o vídeo sobre o Túnel.

* Fonte: MI/Assessoria de Imprensa

Brasil/Economia: Governo despreza o ETANOL e leva as Usinas à Falência *

 

 

 

Com pré-sal, governo

deixa etanol de lado

Setor enfrenta o pior dos cenários, que vai de demissões à falta de crédito; 34 usinas fecharam em 7 anos

Desde 2007, 58 usinas fecharam as portas na região centro-sul – 34 delas em São Paulo. Isso sem contar as empresas que deixaram de produzir etanol para se dedicar ao açúcar.

 

 

Os negócios ligados ao etanol já foram mais prósperos. O cenário, hoje, é de insatisfação, principalmente dos produtores, que reclamam da falta de incentivo do governo e culpam o subsídio à gasolina como um dos responsáveis pelo retrocesso do setor. Desde 2007, 58 usinas fecharam as portas na região centro-sul – 34 delas em São Paulo. Isso sem contar as empresas que deixaram de produzir etanol para se dedicar ao açúcar.

O derivado da cana foi alardeado pelo governo mundo afora como alternativa sustentável aos combustíveis fósseis. Surgia como esperança de mudança no cenário econômico brasileiro. Junto houve o incentivo ao aumento da frota flex e a perspectiva de exportação do etanol brasileiro.

Pré-sal. Veio então a euforia com os resultados do pré-sal – de 2010 a 2014, a média de produção cresceu dez vezes, chegando a 411 mil barris de petróleo por dia, que representa 20% de toda a produção nacional. O etanol foi para segundo plano.

“A crise do álcool começou em 2010, com a implantação da política de controle de preço de gasolina e diesel para segurar a inflação de energia”, diz Adriano Pires, presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura. “Ao segurar o preço da gasolina na bomba dos postos, a Petrobrás teve prejuízo.”

O consumidor preferiu a gasolina ao álcool depois que o derivado de petróleo ficou sem aumento do preço na bomba Em 2009, 80% dos veículos s flex usavam álcool. No fim de 2012, a adesão caiu para 27%. Para o motorista, só vale à pena usar o etanol se o preço for até 70% abaixo da gasolina, pois o combustível da cana rende menos.

“No ano passado, a crise ainda se agravou devido ao clima”, diz Elizabeth Farina, presidente do União Nacional das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica). Em alguns lugares, choveu muito acima de média, em outros, muito abaixo, e ainda houve geada. O País ficou sem estoque para exportação.

No campo, a crise levou a demissões, problemas de salário e falta de crédito. Até as usinas que migraram para o açúcar se deram mal . “O preço da bolsa do açúcar em Nova York não cobre os custos da produção”, diz Gustavo Diniz Junqueira, presidente da Sociedade Rural Brasileira. “Não sabemos qual será a saída para essa crise”, diz Elizabeth. Mas o sonho do etanol virar commodity ainda está longe de se concretizar.

* Fonte: Estadão/Por Valéria França, Bárbara Bretanha, estadao.com.br

Pernambuco/Economia: Inaugurada Fábrica de acessórios para banheiros e cozinha em Escada *

Fábrica de acessórios para

banheiros e cozinha inicia

atividades no município de Escada

 

Governador João Lyra e diretores da fábrica no momento da inauguração

Governador João Lyra e diretores da fábrica no momento da inauguração

 

Com dez anos de existência, voltados para a produção de acessórios em resina plástica e PVC para banheiros e cozinhas, a empresa carioca Duda Damewer inaugurou sua primeira filial no Nordeste ontem (21/08). A fábrica, que recebeu cerca de R$ 16 milhões em investimentos, foi construída em Escada, na Mata Sul, e gerará de imediato primeiro 120 empregos diretos. A solenidade de inauguração contou com a presença do governador João Lyra Neto, que esteve na unidade acompanhado dos secretários Márcio Stefanni (Desenvolvimento Econômico) e Romeu Baptista (Turismo), além do presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Jenner Guimarães.

Após visitar as instalações da empresa, o governador destacou que a instalação da Duda Damewer em Pernambuco é fruto de uma política do Governo do Estado de interiorização do desenvolvimento. “Esta foi uma decisão de governo tomada, em 2007, por Eduardo Campos e por mim. Foi um compromisso que assumimos em praça pública e, esse aqui, é mais um resultado”, afirmou João Lyra Neto, que também lembrou a presença, no Distrito Industrial de Escada, da empresa Tigre, líder na fabricação de tubos, conexões e acessórios no País.

Responsável pela fabricação de uma extensa linha de produtos em resina plástica e PVC para banheiros e cozinhas – como saboneteiras, porta-toalhas, assentos sanitários, caixas de descarga, tubos extensivos -, a unidade da Duda Damewer em Escada começa a operar com mais 7.200 metros quadrados de área construída e um terreno de 42.000 metros quadrados, que foi recebido através de doação feita pela Prefeitura do município. As expectativas são de que a unidade pernambucana deva gerar dentro de três anos 180 funcionários, todos os contratados são moradores de Escada.

A escolha de Pernambuco pela Duda Damewer faz parte de uma estratégia da empresa para chegar mais próximo do consumidor nordestino. A região representa 40% das vendas da empresa, e Pernambuco, isoladamente, corresponde a quase 10% das vendas totais no Brasil. Com a inauguração da nova fábrica, a expectativa da diretoria é de triplicar a capacidade produtiva da empresa. “Pernambuco foi muito profissional. Em todo momento, em nosso contato com a AD Diper, percebemos que as pessoas estão preparadas, elas querem trazer as empresas. Isso é um fator determinante, porque nós queríamos e Pernambuco também queria. Então, nem sempre a questão é quem dá mais, mas quem quer fazer a coisa andar mais rápido“, elogiou Daniel Wermelinger, diretor da Duda Damewer.

A escolha do Estado foi apoiada na logística, uma vez que Escada fica a 60 quilômetros do Recife e 25 quilômetros do Porto de Suape. “Estamos mais próximos aos fornecedores de insumos de Pernambuco e de estados vizinhos, permitindo o reabastecimento do mercado do Nordeste com mais rapidez”, completou o diretor.

Fonte: Secretaria de Imprensa de Pernambuco
Foto: Paulo Sérgio Sales/SEI

Educação/Tecnologia: Quase Metade das Escolas Públicas não tem Computador *

 

 

Escolas: 48% sem computador

 

 

Norte e nordeste de 2008 a 2013 - saíram de 163 e 162 alunos por máquina para 48 e 42, respectivamente

Norte e nordeste de 2008 a 2013 – saíram de 163 e 162 alunos por máquina para 48 e 42, respectivamente

 

 

Metade das escolas públicas do Brasil não tem computador para os alunos nem acesso à internet. No País, embora tenha diminuído em um terço o número de estudantes por equipamento – de 96, em 2008, para 34 em 2013 -, as escolas ainda enfrentam problemas de infraestrutura básica: faltam banda larga, laboratório de informática e até energia elétrica.

Os dados são de levantamento da ONG Todos pela Educação, com base no Censo Escolar de 2013. Os números mostram que, atualmente, 48,1% das escolas públicas de ensino básico não têm computador para uso individual dos alunos.

A situação, contudo, melhorou nos últimos anos. De 2008 a 2013, o total de unidades sem acesso à internet caiu de 72,5% para 49,7% e o de escolas sem banda larga, de 82,3% para 59,3%.

Apesar das melhorias, o País ainda está distante das metas de universalizar o acesso à banda larga e de triplicar a oferta de computadores por aluno na rede pública, previstas no Plano Nacional de Educação, recentemente aprovado no Congresso.

Esses patamares ainda estão longe de serem atingidos, principalmente no Norte e Nordeste, que apresentam profundas desigualdades em relação às demais regiões. Apesar de terem investido na compra de equipamentos e apresentarem a redução mais significativa no número de alunos por computador de 2008 a 2013 – saíram de 163 e 162 alunos por máquina para 48 e 42, respectivamente -, essas regiões ainda têm as piores taxas de alunos por equipamento. A Região Sul, com 21 estudantes por computador, é a melhor. Em seguida estão o Centro-Oeste (30 por 1) e o Sudeste (35 por 1).

Mas não basta apenas a compra dos equipamentos. Diversas áreas sofrem ainda com a falta de infraestrutura básica. No Norte, por exemplo, 82,9% da rede pública não tem banda larga e 23,7% estão sem energia elétrica.

Segundo a gerente de projetos do Todos pela Educação, Andrea Bergamaschi, é preciso ter cuidado para que a desigualdade tecnológica não aprofunde o descompasso de aprendizado entre as regiões. “A tecnologia tem de ser usada para reduzir a desigualdade, não para aumentar.” Ela destaca a necessidade de articulação entre as Secretarias, quando, por exemplo, a escola não tem luz nem internet. “Se os equipamentos estão sendo comprados e não há estrutura, o que vai acontecer“, questiona.

* Fonte: JC/AE

Pernambuco: Refinaria Abreu e Lima custa 3 vezes mais…Em quem devemos acreditar? *

 

 

 

Refinaria Abreu e Lima

custará até 3 vezes mais

que no resto do mundo

Refinaria Abre e Lima da Petrobrás em Suape. Custará 3 vezes mais do que em qualquer parte do mundo

Refinaria Abre e Lima da Petrobrás em Suape. Custará 3 vezes mais do que em qualquer parte do mundo

 

 

A Agência Internacional de Energia (AIE) diz que a construção da refinaria Abreu e Lima pela Petrobras, em Pernambuco, vai custar até três vezes mais do que qualquer projeto com capacidade similar no resto do mundo.

A agência nota que o custo de cerca de US$ 20 bilhões, pela última estimativa para esse projeto, é equivalente a “duas ou três vezes mais que o custo de capacidade de refino semelhante que está sendo construído no resto do mundo”.

Apesar de o Brasil planejar duas novas refinarias, a Abreu e Lima e a da Comperj no Rio de Janeiro, ambas com atraso, cortes no orçamento da Petrobras vão afetar a expansão da capacidade de refino na América Latina.

A AIE nota que a companhia brasileira, no rastro de perdas nas atividades de “downstream” (transporte e distribuição de produtos da industria de petróleo) e restrições de caixa, anunciou redução de US$ 26 bilhões nos investimentos de “donwstream” para 2014-18.

Assim, apesar do rápido crescimento do déficit e aumento na demanda de produtos de petróleo, a capacidade de refino na América Latina nos próximos cinco anos deve ter uma expansão mínima.

No geral, avalia a AIE, a América Latina continuará a ser um grande importador de produtos de petróleo no médio prazo, sobretudo procedentes dos EUA, mas a dependência de importação continuará inalterada.

A agência destaca que a indústria de refino entra na idade da globalização e continuará uma forte expansão e reestruturação até 2020.
Apesar do cancelamento de projetos na América Latina e na China, a capacidade global de refino deve crescer significativamente.

A distribuição geográfica da nova capacidade é altamente desigual e quase inteiramente fora dos paí ses desenvolvidos. Até o fim da década o mapa do refino global, assim como dos fluxos comerciais de petróleo, ficará quase irreconhecível, com enormes hubs na Ásia, Oriente Médio e nos EUA.

Na Ásia e no Oriente Médio, o aumento da produção regional estimula a expansão das refinarias e alguns países deverão aumentar suas exportações.

* Fonte: Valor/Por Assis Moreira 

Canal da Transposição: Com 60% de obras realizadas, conclusão poderá ficar para 2016 *

Transposição do São Francisco

corre o risco de ficar para 2016

Cerca de 60% dos trabalhos já foram concluídos; Dilma admite que governo subestimou a obra e os prazos.

Um representante do Ministério da Integração Nacional admitiu à BBC Brasil que existe a possibilidade que a obra de transposição do rio São Francisco, cuja previsão de conclusão é de até 2015, só termine em 2016.

 

Obras do canal da transposição estão em 60%, A previsão de 2015 pode ir para 2016

Obras do canal da transposição estão em 60%, A previsão de 2015 pode ir para 2016

 

 

 

 

Frederico Meira, Coordenador Geral de Acompanhamento e Fiscalização de Obras do Ministério da Integração Nacional, fez a afirmação em Salgueiro, cidade no sertão pernambucano, durante a realização de uma série de reportagens sobre a obra.

Meira disse que o prazo de conclusão para dezembro de 2015 é “factível e real”, mas admite que pode haver mais atrasos.

“Vamos dizer que a gente tenha um nível de chuva, como que a gente teve neste ano, no próximo ano. Se a gente mantiver, certamente compromete o ritmo da obra”, disse.

Questionado se as obras poderiam então se arrastar para 2016, reconheceu o risco.

Pode acontecer, mas num intervalo pequeno de um, dois ou três meses, não mais do que isso. Mas infelizmente pode acontecer”, afirmou.

Missão complexa

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Meira vive no Recife, mas passa a maior parte do tempo no sertão vistoriando as obras. Ele defende o cronograma da transposição e diz que as imagens frequentemente publicadas na imprensa, mostrando canais supostamente abandonados, não condizem com a realidade das metas de execução, que o governo diz estarem dentro do previsto.

Nós temos várias empresas operando em vários lotes. É normal ter essas lacunas, esses espaços que não foram ainda concluídos entre esses lotes. Mas em algum momento essas obras se encontram”, diz.

Lançada em 2007, as obras da tranposição devem levar água a 12 milhões de nordestinos, segundo as previsões oficiais. O primeiro prazo dado pelo governo foi ousado – 2010.

Mas os obstáculos encontrados pelo caminho acabaram atrasando as obras e mostraram que transpor o sertão era uma empreitada muito mais complexa do que se previa.

Na Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, o pesquisador João Suassuna, um dos críticos mais ácidos da transposição, diz que “os atrasos mostram falta de planejamento do governo”.

“Havia outras opções mais baratas à transposição. Mas nesse momento eu só posso torcer pelo sucesso da transposição, depois de tantos bilhões gastos”, diz.

A previsão de custo inicial era de R$ 4,8 bilhões. Quando for concluída, a transposição terá custado aos cofres públicos mais de R$ 8 bilhões.

“A água não faltará”

 

 

BC Brasil percorreu centenas de quilômetros de canais no Sertão

BC Brasil percorreu centenas de quilômetros de canais no Sertão

 

Maior obra de infraestrutura hídrica do país, a transposição do São Francisco é uma obra chave para o governo, que refuta críticas de que a água pode ir parar em grandes fazendas, beneficiando o agronegócio.

Segundo o Ministério da Integração Nacional, a prioridade é o consumo humano e animal.

A água está programada para chegar a 23 açudes e 27 reservatórios e vai, ainda, abastecer rios que hoje ficam secos em boa parte do ano. O objetivo é garantir a segurança hídrica do semiárido, com represas cheias mesmo em tempo de seca.

Durante a reportagem, a BBC Brasil acompanhou uma vistoria das obras por parte da presidente Dilma Rousseff em Jati, no sul do Ceará.

Falando a uma plateia formada por boa parte dos apenas 7 mil habitantes do pequeno município, Dilma prometeu que aquele seria “um lugar onde a água não faltará”.

Obra subestimada

Em conversa com a imprensa, Dilma admitiu que o governo era “inexperiente” com obras desse gênero e dessa magnitude, ao prometer a entrega em apenas três anos, em 2007.

“Houve uma subestimação da obra. Eu não acredito que uma obra dessas em outro lugar no mundo leve dois anos para ser feita“, disse em conversa com a imprensa.

Enquanto a água não chega, o sentimento entre os sertanejos é de esperança. Francisco Gonçalves, conhecido como “Seu Panda“, era um dos presentes no ato em Jati.

De sua varanda, ele vê as obras da transposição. Aos 74, com sete dos 15 filhos vivendo em São Paulo, onde já foi retirante, Panda espera que a água chegue rápido.

“Antes a gente tinha dificuldade de ter água para beber“, diz Panda, que quer utilizar a água “de imediato”, aposentando a cisterna que mantém ao lado da casa.

Em conversas nas ruas de Jati, a ansiedade era outra. Hoje, a transposição é uma das maiores empregadoras do município. Para alguns comerciantes, o temor é que os empregos desapareçam assim que as obras forem concluídas para a água chegar às torneiras da cidade.

Leia Mais:

Vozes do sertão nordestino: Seca forte, mas com impacto menor

Moradores contam como convivem com a seca

 

* Fonte: BBCBrasil/

Canal da Transposição: Obras aceleradas – Mais de 10 mil trabalhadores operando no regime de dia e noite *

 

 

Projeto São Francisco ultrapassa

a marca de 10 mil trabalhadores

 

Com número recorde de profissionais e novas frentes de serviço 24 horas, empreendimento já possui quase 60% de avanço físico

 

Operários, máquinas e caminhões vão operar dia e noite em mais frentes de obra do Projeto de Integração do Rio São Francisco

 

 

Com número recorde de profissionais e novas frentes de serviço 24 horas, empreendimento já possui quase 60% de avanço físico

Com número recorde de profissionais e novas frentes de serviço 24 horas, empreendimento já possui quase 60% de avanço físico

 

 

O Projeto de Integração do Rio São Francisco atingiu esta semana um efetivo de 10.100 trabalhadores atuando ao longo dos 477 km de extensão das obras. Com 3.140 equipamentos em operação, novas frentes de serviço em período integral também foram criadas para dar mais celeridade ao empreendimento. Em um ano, o Ministério da Integração Nacional reforçou em mais de 50% as atividades na obra do São Francisco.

Do total de mão de obra, mais de 750 profissionais trabalham diretamente na fiscalização, supervisão e gerenciamento do projeto. Os trechos das obras que passam pelos municípios pernambucanos de Salgueiro e Cabrobó; de Brejo Santo, Jati e Mauriti, no Ceará; e pela cidade paraibana de São José de Piranhas estão com atividades 24 horas por dia. Estas cidades estão inseridas nas três metas de execução do Eixo Norte.

De janeiro a abril deste ano, houve um acréscimo de mais 1.300 profissionais no maior empreendimento hídrico do país. O Ministério da Integração Nacional também prevê a ampliação dos trabalhos noturnos no São Francisco. “No Eixo Norte, em quase todas as frentes, nós estamos trabalhando em dois turnos. A partir de maio isso ocorrerá também no Eixo Leste, com mais frentes de serviço 24 horas”, assegura o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira.

Toda essa mobilização tem o intuito de cumprir as metas estabelecidas pelo Governo Federal, de levar água à população em 2015. “O importante é que as obras estão andando dentro do prazo acordado. Vale destacar que nós já temos muitos trechos concluídos“, afirma Teixeira. Segundo ele, esse esforço vai beneficiar não só a população do sertão, mas também de centros urbanos, além de movimentar a economia da região.

Com quase 60% de avanço físico, o Projeto de Integração do Rio São Francisco faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Formado por dois canais que somam 477 quilômetros lineares, o empreendimento envolve a construção de 14 aquedutos, nove Estações de Bombeamento, 27 reservatórios e quatro túneis para transporte de água. O Projeto São Francisco vai garantir a segurança hídrica de mais de 12 milhões de nordestinos dos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Ao todo, 390 municípios serão beneficiados quando o projeto for concluído.

Leia Mais:

Integração do São Francisco – trabalhos 24 horas serão ampliados, diz ministro

Confira fotos obra no Flickr do Ministério da Integração Nacional.

* Fonte: Portal MI

Senado Federal: APROVADO o Marco Civil da Internet *

 

Aprovado no Senado,

marco civil da internet

segue à sanção

 

Com críticas da oposição à pressa para votar a matéria, o Senado aprovou o PLC 21/2014, que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para internautas e provedores da internet

Com críticas da oposição à pressa para votar a matéria, o Senado aprovou o PLC 21/2014, que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para internautas e provedores da internet

Para oposição, marco civil da internet foi aprovado em tempo recorde para agradar Dilma

 

O Senado aprovou sem alterações o marco civil da internet (PLC 21/2014). Embora a oposição tenha firmado a necessidade de mais tempo para discussão sobre o tema, uma manobra regimental do governo possibilitou a inversão de pauta e colocou o projeto como primeiro item da Ordem do Dia desta terça-feira (22). O interesse da base foi a aprovação rápida e sem emendas para que o projeto vire lei durante o seminário Netmundial, que ocorrerá em São Paulo a partir desta quarta-feira (23).

Assim que for publicado, o projeto irá para sanção da presidente da República, Dilma Rousseff. Ele estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para internautas e provedores na rede mundial de computadores no Brasil.

Mais cedo, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), garantiu que haverá oportunidade de ajustes do texto no futuro, por meio de medida provisória. De manhã, duas comissões permanentes haviam aprovado o projeto – a de Constituição e Justiça (CCJ) e a de Ciência e Tecnologia (CCT). A terceira comissão de mérito pela qual o projeto deveria passar foi a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), que deu seu parecer já no Plenário.

O relator ad hoc, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), destacou que o projeto é fruto de um amplo ciclo de debates e consultas feitos, inclusive, pela rede de computadores. De acordo com ele, o marco civil foi construído pelos usuários num processo inovador, inclusivo e democrático.

– O resultado foi um texto maduro, equilibrado e inteligente, que balanceia os direitos e obrigações dos usuários – disse Ferraço.

Ele lembrou que hoje os administradores de sites de hospedagem podem retirar conteúdos mediante notificações. A partir da nova lei, isso terá de ser feito apenas por determinação judicial. Na opinião dele, o Brasil está dificultando a ação de hackers e serviços de espionagem de dados e comunicações.

Leia a Íntegra:

Senado aprova marco civil da internet

Projeto de marco civil é exemplo para o mundo, diz o ‘Le Monde’

* Fonte: Agência Senado

Artigo/Saúde & Bem Estar: Reabilitação Oral – Implante ou Dentadura? – Por Ciro Miranda *

IMPLANTE DENTÁRIO

OU PRÓTESE FIXA

implante dentário duas opçoesimplante-dentario 2    1 opçao

 

 

 

É muito comum as pessoas confundirem prótese fixa com implante dentário. Apesar destes dois tratamentos odontológicos terem por objetivo substituir dentes ausentes, implante dentário e prótese fixa têm algumas diferenças.

O termo prótese significa peça ou aparelho artificial usado para substituir órgão ou parte do corpo e o termo implante significa órgão ou material inserido no organismo humano para exercer uma função.

A prótese fixa utiliza os dentes como suporte para o tratamento protético e a prótese sobre implante, como o nome já diz, utiliza os implantes instalados nos ossos maxilares como suporte para o tratamento protético. Ambos os tratamentos conferem benefícios estéticos e funcionais aos pacientes quando da reposição de dentes danificados ou perdidos, porém a indicação do tratamento fica a cargo do profissional habilitado que escolherá a melhor opção para o paciente, observando aspectos relativos a saúde, hábitos alimentares e condição financeira, entre outros.

Esses dois tratamentos fazem parte da área da odontologia conhecida como Reabilitação Oral, e tem como função a recuperação do aparelho mastigatório humano, devolvendo sua forma e função.

ciro brito miranda

* Autor: Ciro Brito Miranda – Ciro é pesqueirense, cirurgião-dentista, colaborador do OABELHUDO, cronista, político e presidente do diretório municipal do PDT.

História/Curiosidades : 10 Invenções da 1ª Guerra Mundial que perduram até hoje *

 

O zíper e outras invenções

popularizadas graças à

Primeira Guerra Mundial

Zíper, absorvente íntimo e salsichas de soja ajudaram a vencer desafios da guerra.

Zíper, absorvente íntimo e salsichas de soja ajudaram a vencer desafios da guerra.

Zíper, absorvente íntimo e salsichas de soja ajudaram a vencer desafios da guerra.

 

 

O sofrimento e os desafios gerados pela Primeira Guerra Mundial levaram a população a criar soluções que, mais tarde, viriam a beneficiar a humanidade. Cem anos após o início da guerra, conheça algumas das invenções que resultaram de um conflito em que, estima-se, 16 milhões perderam suas vidas e outros 21 milhões ficaram feridos.

Absorventes Íntimos

Antes de estourar a Primeira Guerra, uma pequena empresa americana registrou sob sua marca um material conhecido como Cellucotton. A substância, composta pela polpa da celulose da madeira (usada na fabricação de papel), era cinco vezes mais absorvente do que o algodão e custava a metade do preço.

Em 1917, quando os Estados Unidos entraram na guerra, a empresa – Kimberly-Clark – passou a empregar o material na fabricação, em grande escala, de enchimento para curativos cirúrgicos.

Enfermeiras da Cruz Vermelha trabalhando nos campos de batalha logo se deram conta da utilidade do produto na higiene íntima. Esse uso adicional do produto acabaria, anos mais tarde, alterando o destino da pequena firma americana.

Em 1920, menos de dois anos após o final da guerra, chegou às lojas americanas o primeiro absorvente íntimo da história, batizado de Kotex (junção das palavras inglesas cotton, algodão, e texture, textura).

Lenços de Papel

Vender absorventes íntimos não era fácil, porque as mulheres ficavam constrangidas em comprar o produto de vendedores homens. As vendas aumentavam aos poucos, mas a empresa continuava a buscar outras utilidades para o material.

O relógio de pulso deixava as mão mais livres para a batalha

O relógio de pulso deixava as mão mais livres para a batalha

 

 

Relógio de Pulso

O relógio de pulso não foi inventado especificamente para a Primeira Guerra Mundial, mas seu uso, especialmente por homens, se alastrou dramaticamente durante o conflito. E depois da guerra, o relógio de pulso havia se tornado o meio mais comum para se saber a hora.

 aço inoxidável tornou-se indispensável na cozinha

aço inoxidável tornou-se indispensável na cozinha

Aço Inoxidável

Aço que não enferruja nem sofre corrosão chegou ao mundo cortesia de Harry Brearley, da cidade inglesa de Sheffield. Criado em 1913, o produto revolucionou a indústria metalúrgica e tornou-se um componente indispensável do mundo moderno.

Os militares britânicos estavam tentando encontrar um metal mais adequado para armas. O problema era que o calor e a fricção produzidos pela passagem das balas enferrujavam os canos das armas. Brearley, um metalúrgico de uma empresa de Sheffield, foi encarregado de procurar uma outra liga, mais resistente.

Ele experimentou adicionar cromo ao aço e, diz a lenda, jogou fora algumas das amostras que tinha testado, achando que não tinham dado certo.

 

Leia a Íntegra:

10 invenções da 1ª Guerra

 

* Fonte: BBCBrasil/Stephen Evans  –  BBC News, em Berlim