Category Archives: Violência

Escândalo da Petrobrás: Funcionários “morrem” de vergonha do que vem acontecendo *

 

Investigações constrangem

funcionários da Petrobras

 

 

 

“Para onde vamos?, perguntou o motorista do táxi no Rio. “Para a Petrobras”, respondeu o funcionário de carreira da estatal. “Você está roubando lá também?”, devolveu o condutor, com ironia.

O diálogo causou tamanha indignação que o passageiro pediu que a corrida fosse interrompida imediatamente. A história circula nos corredores da sede da estatal.

O passageiro não é identificado, e não se sabe se o episódio ocorreu exatamente como os funcionários dizem. Mas a história se transformou num símbolo do desgaste sofrido pela empresa desde que a Polícia Federal deflagrou a Operação Lava Jato.

Trata-se do maior escândalo vivido pela companhia e seus 86 mil funcionários. Para muitos, sobretudo os mais velhos, o orgulho de trabalhar para a empresa deu lugar para o constrangimento.

Há poucos dias, auditores recolheram os telefones celulares da presidente da estatal, Graça Foster, e dos demais integrantes da cúpula da empresa para copiar todo o conteúdo dos aparelhos, incluindo arquivos pessoais.

A ordem era não apagar nada antes de entregar o telefone. “Vão se divertir com os meus vídeos”, disse à Folha um gerente que diz ter cumprido a determinação.

Os auditores confortaram os mais preocupados com sua privacidade dizendo que o sistema que varre o conteúdo dos aparelhos usa palavras-chave para evitar mensagens de caráter íntimo.

Amigos dizem que Graça Foster se fechou desde o início do escândalo e age como se não confiasse em ninguém.Ela determinou que contratos sejam analisados com lupa para evitar novos desvios e autorizou circular interna proibindo que todos os papéis, anotações, documentos e arquivos fossem destruídos.

Auxiliares, porém, dizem que ela está abatida, e citam um episódio de 2012 para ilustrar a relação atávica que Graça tem com a companhia. Lembram que, naquele ano, ela chorou ao anunciar prejuízo no balanço da empresa.

Neste ano, depois que o ex-colega de diretoria Paulo Roberto Costa foi preso e as investigações começaram a revelar a extensão do esquema de corrupção na estatal, Graça voltou a ficar com a voz embargada ao depor à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga o caso.

“Quando a gente lê sobre operações criminosas, nós ficamos muito envergonhados só com as suspeitas”, disse ela com os olhos marejados.

VERGONHA

Como costumava dizer o ex-diretor Guilherme Estrella, um veterano que se aposentou recentemente, a Petrobras era como um país e seu crachá, um passaporte para um Brasil que dava certo. Até pouco tempo atrás, os funcionários da estatal ostentavam com orgulho o crachá no pescoço.

Agora, porém, trabalhadores de diversos escalões dizem que, quando passam pela catraca do edifício-sede da empresa no Rio, jogam logo a credencial na bolsa ou no bolso antes de sair para a rua.

Um funcionário da empresa conta que um colega recentemente passou vergonha ao se candidatar a síndico do condomínio em que mora no Rio. Foi cortado da lista de postulantes ao cargo assim que os demais condôminos descobriram que trabalhava para a Petrobras, ele conta.

* Fonte: Folha de São Paulo/Poder – NATUZA NERY DE BRASÍLIA

Pernambuco: Governo do Estado RENOVA a frota do Patrulha nos Bairros *

Governo do Estado

renova viaturas do

Patrulha do Bairro

As  novas viaturas são das caracterizadas no padrão da Patrulha do Bairro e serão usadas em municípios da Região Metropolitana do Recife e em municípios do interior. Foto: BlogImagem.

(130 viaturas foram entregues hoje para o programa Patrulha nos Bairros)

 

Reeditado em agosto de 2012 com o objetivo de garantir uma maior aproximação entre a polícia e a população, o Programa Patrulha do Bairro continua recebendo investimentos do Governo do Estado. Em solenidade realizada nesta segunda-feira (24/11), no Palácio do Campo das Princesas, o governador João Lyra Neto entregou 130 novas viaturas. Os carros, todos zero quilômetro, vão substituir unidades operacionais da Região Metropolitana do Recife, Agreste e Sertão do Estado que completaram dois anos de uso. As demais unidades da frota serão renovadas quando também completarem o prazo contratual de locação.

Ao lado de comandantes e de oficiais dos órgãos operativos da Secretaria de Defesa Social (SDS), o governador João Lyra Neto destacou a importância de uma polícia bem equipada. “Esse processo de renovação permanente dos veículos faz com que tenhamos mais eficiência e um melhor serviço para a população. Foi dessa forma que conseguimos êxito na redução da criminalidade”, explicou o chefe do Executivo estadual, ao destacar que o programa faz parte do planejamento estratégico do Pacto pela Vida. “Essa política não pode ser apenas de governo, tem que ser de Estado. Precisa da União e dos municípios para que possamos fazer uma verdadeira segurança pública integrada“, defendeu.

Exiba Patrulha do Bairro.jpg na apresentação de slides

Ao todo, 12 cidades serão beneficiadas com as novas viaturas que realizam a cobertura policial nos bairros. Na Região Metropolitana foram contemplados os municípios de Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Recife, Paulista, Cabo de Santo Agostinho e São Lourenço da Mata. No Agreste, os novos veículos seguirão para Belo Jardim, Garanhuns e Santa Cruz do Capibaribe. No Sertão, as viaturas serão destinadas para as cidades de Petrolina, Araripina e Ouricuri. As chaves dos carros foram entregues simbolicamente pelo governador e o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, aos soldados Valter Daniel Ribeiro Torres e Tatiana Caroline da Silva Moreira.

A importância da renovação da frota também foi destacada pelo secretário Alessandro Carvalho. “Antes dessa gestão, quase a totalidade dos veículos eram patrimoniados (próprios). Então, haviam carros com até oito anos de uso. Com a locação, os veículos são trocados a cada dois anos, quando já estão com algo em torno de 130 mil quilômetros rodados, ou seja, baixam com muita frequência e com isso temos menos policiais nas ruas por falta de viaturas”, salientou o gestor, ao lembrar que a SDS entregou, em outubro, outros 50 veículos à Policia Militar de Pernambuco. Com investimento de cerca de R$ 750 mil, foram 20 unidades do tipo Spin caracterizadas no padrão GATI, e 30 segways, nova ferramenta de patrulhamento.

Os novos carros do Patrulha do Bairro – 34 do modelo Spin e 96 Duster – são equipados com rádios digitais, fazendo a ponte entre o Batalhão de origem e o Centro Integrado de Operações da Defesa Social (CIODS). Já os policiais – dois por viatura – portam celulares anti-choque com aceso à internet e linha exclusiva para receber as chamadas dos moradores. Cada veículo também recebeu um adesivo com o nome do bairro onde servirá e possui um sistema de monitoramento via GPS.

O contrato de locação das unidades prevê que, a cada dois anos, a partir do primeiro abastecimento, as empresas façam a troca dos veículos. O custo unitário mês das viaturas do modelo Spin é de R$ 2.377,25, totalizando um custo mensal de R$80.826,50. Já os veículos do modelo Duster têm custo unitário mensal de R$ 4.676,24, totalizando R$ 448.919,04 ao mês.

HISTÓRIA – O Patrulha do Bairro foi lançado pela primeira vez em 1985 no governo de Roberto Magalhães. O programa foi relançado pelo governador Eduardo Campos em 30 de agosto de 2012 com a entrega de 125 novas viaturas para atender Recife, Jaboatão dos Guararapes e Olinda. Além do contato direto com os policiais que fazem o patrulhamento do bairro, o programa criou um espaço para a comunidade relatar suas necessidades através do site da Secretaria de Defesa Social. A página oferece ainda informações e sugestões de ações quanto à segurança da comunidade.

Fonte: Secretaria de Imprensa de Pernambuco

Foto: Paulo Sérgio Sales

Doações de Campanha: Lava-Jato / Partidos mais beneficiados – PP, PMDB, PT e OPOSIÇÃO *

Doações de investigadas

na Lava Jato priorizam

PP, PMDB, PT e oposição

 

 

 

As empreiteiras investigadas no escândalo da Petrobras doaram nas eleições deste ano R$ 50 milhões a 41% do Congresso que toma posse a partir de fevereiro.

Entre os deputados federais e senadores cujas campanhas mais receberam esses recursos –diretamente ou por meio dos partidos ou comitês de campanha–, figuram integrantes do PP, PMDB, PT e da oposição.

Ao todo, 243 receberam doações de oito das nove empresas investigadas.

Na lista dos 15 que obtiveram as maiores contribuições, há três deputados do PP (Partido Progressista) do Paraná: Nelson Meurer, Dilceu Sperafico e Ricardo Barros.

Todos negaram ter mantido contato com as empresas e disseram que os recursos foram direcionados pela direção nacional do partido.

O presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), está em viagem ao exterior. Sua assessoria de imprensa disse em nota que “os critérios da distribuição foram definidos em colegiado pela Executiva do partido, composta por mais de 50 integrantes que definem as prioridades de cada Estado”.

De acordo com depoimentos dados à Polícia Federal, o PP é uma das legendas que está no centro do esquema desbaratado pela Operação Lava jato e que tinha como operador o doleiro Alberto Youssef, preso desde março.

O partido foi o responsável pela sustentação política do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos pivôs do escândalo e que acertou um acordo de delação premiada com a Justiça.

Preso na operação Lava Jato, ele afirma que as empresas que mantinham contrato com a Petrobras irrigaram campanhas do PP, PT e PMDB em 2010.

Em depoimento à Polícia Federal revelado nesta terça-feira (18) pela Folha, um diretor da Galvão Engenharia afirmou ter pago propina ao PP, cujo esquema seria comandado até 2010 pelo então deputado José Janane (PP-PR). Ex-líder da bancada do partido na Câmara, ele morreu naquele ano.

No PT e no PMDB, aparecem na lista dos que mais receberam doações registradas o deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), que é membro titular da CPI mista da Petrobras, a senadora Katia Abreu (PMDB-TO), os deputados Carlos Zarattini (PT-SP) e Luiz Sérgio (PT-RJ), além do senador eleito Paulo Rocha (PT-PA), absolvido no processo do mensalão.

No campo da oposição, figuram na lista os senadores eleitos José Serra (PSDB-SP), Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), além dos deputados eleitos José Carlos Aleluia (DEM-BA), Alberto Fraga (DEM-DF) e Alexandre Leite (DEM-SP).

 

* Fonte: Folha/Poder/RANIER BRAGON, MÁRCIO FALCÃO, AGUIRRE TALENTO DE BRASÍLIA. –  Colaboraram GABRIELA TERENZI, ALEXANDRE ARAGÃO e RAYANNE AZEVEDO, de São Paulo

Operação Lava-Jato/Juízo Final: Peça-chave do esquema faz acordo pra DEVOLVER U$ 100 milhões *

 

OPERAÇÃO JUÍZO FINAL

PEDRO BARUSCO É

PEÇA-CHAVE NA

OPERAÇÃO LAVA JATO

 

Pedro Barusco

(Delatado pelo empresário Julio Camargo, Barusco se apressou em propor a devolução do dinheiro)

 

 

O EX-GERENTE BARUSCO, QUE VAI DEVOLVER 100 MILHÕES DE DÓLARES (R$ 259 MILHÕES) ROUBADOS, É PEÇA-CHAVE DA LAVA JATO

 

 

 

Com Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, o ex-gerente de Serviços da companhia Pedro Barusco aparece na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), como um dos principais operadores do PT dentro da petroleira. Seu nome foi citado nas investigações pela primeira vez pelos diretores da Toyo Setal, Augusto Mendonça e Júlio Camargo, que, em regime de delação premiada, afirmaram ter pago a ele e a Duque R$ 30 milhões em propina para fechar contratos com a estatal.

Funcionário de carreira da Petrobras, divorciado e morador da Joatinga, microbairro entre São Conrado (zona sul) e Barra da Tijuca (zona oeste), área nobre da orla carioca, Barusco se antecipou à PF e, antes que integrasse a lista de presos na sétima fase da Lava Jato, batizada de Juízo Final, fechou acordo de delação premiada e aceitou devolver US$ 100 milhões aos cofres públicos. Sua defesa está sendo conduzida pela advogada Beatriz Catta Preta, a mesma que atuou para fechar a delação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, o primeiro a denunciar um suposto esquema de corrupção na empresa.

Na Petrobras, Barusco foi responsável por contratações milionárias em diversas áreas – da exploração e produção de petróleo e gás, que aluga plataformas e sondas, até a área de refino, que, ao longo dos últimos anos, vem executando um programa de modernização de refinarias e construindo unidades pelo país para aumentar a produção interna de combustíveis. Apenas os executivos da Toyo Setal relataram ter pago a ele e a Duque propinas para realizar obras sobrefaturadas no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São Paulo, e em projetos de instalação de dutos em Macaé (RJ).
Sete Brasil

Em 2010, Barusco se aposentou da Petrobras, mas, no ano seguinte, assumiu a diretoria de Operações da Sete Brasil, a primeira empresa brasileira proprietária de sondas de exploração de águas ultraprofundas, criada especialmente para atender as necessidades da petroleira no pré-sal.

Leia a Íntegra:

Notícias
OPERAÇÃO JUÍZO FINAL
PEDRO BARUSCO É PEÇA-CHAVE NA OPERAÇÃO LAVA JATO
* Fonte: Diário do Poder

 

Caso “Petrorrobalheira/Justiça”: Empreiteiros dão pouca informação e deixam contas pessoais zeradas *

 

 

Lava-Jato: Justiça

encontra contas bancárias

de empreiteiros zeradas

Bloqueados R$ 47,8 milhões em bens de 16 pessoas e 3 empresas (Editoria de Arte/G1)

 

Primeiros levantamentos em dois bancos mostram que seis executivos acusados na Lava-Jato não têm saldo

(conta de Ildefonso Colares Linhares da Queirós Galvão tinha menos de 5 mil -reprodução)

 

 

As primeiras varreduras feitas para o bloqueio de até R$ 720 milhões de dirigentes de empresas presos na Operação Lava-Jato mostram que as contas bancárias dos investigados podem ter sido esvaziadas antes da determinação da Justiça Federal. O Banco Itaú informou, em ofício encaminhado à Justiça Federal, que não havia valores a serem bloqueados nas contas de Walmir Pinheiro Santana (UTC Participações S.A.), Valdir Lima Carreiro (presidente da Iesa Óleo e Gás) e do lobista Fernando Soares. O banco bloqueou apenas os R$ 4,60 que estavam na conta de Ildefonso Colares Filho, que deixou a presidência da Queiroz Galvão em abril passado, depois que a Operação Lava Jato foi deflagrada.

Os valores encontrados nas contas de alguns outros executivos também não foram altos. Sócio da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca teve R$ 4 mil bloqueados. Já Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor da área Internacional da Construtora OAS, teve R$ 6 mil retidos. Foram bloqueados ainda cerca de R$ 33 mil do empresário Sergio Cunha Mendes, vice-presidente da Mendes Junior. Apenas as contas de Gerson de Mello Almada, um dos sócios da Engevix, tinham valores mais altos, superiores a R$ 1 milhão.

Também não surtiu efeito a busca por saldo nas contas de Dalton dos Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa, e de João Ricardo Auler, presidente do conselho de administração da empresa, mantidas no Banco Caixa Geral do Brasil. No mesmo banco, também não havia saldo ou aplicações financeiras em nome de José Aldemario Pinheiro Filho, da OAS.

As duas instituições foram as primeiras a atender à determinação da Justiça Federal, que determinou o bloqueio de R$ 20 milhões por pessoa. No total, 16 pessoas foram alvo de pedido de bloqueio de valores. Não foi determinado bloqueio de valores de nenhuma das grandes empresas envolvidas.

O Ministério Público Federal já solicitou a colaboração das autoridades suíças para bloquear valores mantidos em contas no exterior pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor da Petrobras Renato Duque. O também ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa teve US$ 23 milhões bloqueados no exterior. Pedro Barusco, gerente da Petrobras subordinado a Duque, já negociou a devolução de US$ 100 milhões.

Leia a Íntegra:

VEJA TAMBÉM

* Fonte: O Globo/POR CLEIDE CARVALHO

Caso “Petrorrobalheira”: 1,2 bilhão é quanto advogados teriam proposto para livrar empresas *

 

MP rejeita proposta de

multa para livrar réus de culpa

“O Valor PRO apurou que os defensores estavam autorizados a chegar, no caso do fechamento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) coletivo, até a cifra de R$ 1,2 bilhão. No entanto, os advogados não prescindiram de livrar os executivos e as empreiteiras das respectivas sanções judiciais”.

 

Advogados das cinco maiores empreiteiras do país buscaram fechar um acordo coletivo considerado “imoral” pelo Ministério Público Federal (MPF), na véspera da deflagração da sétima fase da operação Lava-Jato, que levou 23 pessoas à prisão e contou com dezenas de ações de busca e apreensão em cinco Estados e no Distrito Federal.

Na quinta-feira que antecedeu a etapa Juízo Final da investigação, advogados da Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e de duas outras construtoras de grande porte compareceram juntos ao prédio da força-tarefa em Curitiba.

Os defensores insistiram na proposta de estabelecer um acordo conjunto. A resposta dos procuradores foi negativa.

Todos se reuniram conosco ao mesmo tempo. Expuseram suas propostas. Nós as ouvimos. E dissemos obrigado, mas não”, disse um dos investigadores.

O advogado da Camargo Corrêa, Celso Vilardi, confirmou ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, a realização do encontro: “Buscávamos um acordo. Mas o Ministério Público não o quis.”

Para os integrantes da força-tarefa da Lava-Jato, acordo sem assumir a culpa é sinônimo de impunidade. “Talvez daqui a 50 anos, se o Brasil mantiver seu desenvolvimento, isso seja possível. Mas hoje é moralmente impossível fechar um acordo nestes termos”, avalia um integrante da investigação. “Além do fato de juridicamente não ter base legal. Na nossa opinião é imoral”, completa.

Também estiveram na reunião a advogada Dora Cavalcanti Cordani, representando a Odebrecht e o advogado Roberto Telhada, que atua na defesa de executivos da OAS. Dora trabalha em conjunto com o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Ele advoga para a Odebrecht e a Camargo Corrêa. Procurados pela reportagem, Dora e Telhada não retornaram os telefonemas.

No encontro do dia 13 de novembro não se chegou a discutir o valor de uma eventual multa, porque “a conversa não avançou a este ponto”, diz uma fonte que participou da tentativa de acordo.

O Valor PRO apurou que os defensores estavam autorizados a chegar, no caso do fechamento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) coletivo, até a cifra de R$ 1,2 bilhão. No entanto, os advogados não prescindiram de livrar os executivos e as empreiteiras das respectivas sanções judiciais.

* Fonte: Valor Econômico/Por André Guilherme Vieira | De Curitiba

Brasil: Diminuiu, mais ainda temos 155 mil pessoas em situação análoga à escravidão *

 

No Brasil, situação

análoga à escravidão

atinge 155,3 mil pessoas

 

 

 

 

Jornada exaustiva de trabalho

(No Brasil, situação análoga à escravidão atinge 155,3 mil pessoas Ministério Público do Trabalho – Divulgação)

 

 

O Brasil tem 155,3 mil pessoas em situação análoga à escravidão, segundo o relatório Índice de Escravidão Global 2014, da Fundação Walk Free, divulgado hoje (17). Houve significativa queda em relação ao levantamento do ano passado, que apontou mais de 210 mil pessoas submetidas ao trabalho escravo no país. De acordo com a organização, dos 200.361.925 de brasileiros, 0,078% está nesta condição.

Pela primeira vez, segundo o levantamento, o número de pessoas resgatadas em situação de trabalho forçado no setor da construção civil (38% dos casos) foi maior que no setor rural do país. De acordo com a Walk Free, o Brasil atraiu bilhões de dólares em investimentos para a execução da Copa do Mundo, o que propiciou o aumento do número de casos em áreas urbanas.

O relatório também destaca que a exploração sexual concentrou um grande número de pessoas em situação de trabalho forçado por causa do grande fluxo de turismo nas cidades-sede do Mundial. A Walk Free ressaltou que Fortaleza concentrou boa parte dos casos de abuso sexual de crianças por turistas.

O documento ressalta que ainda há muitas crianças trabalhando como empregadas domésticas. Em 2013, segundo a organização, 258 mil pessoas entre 10 e 17 anos estavam trabalhando como trabalhadoras domésticas no Brasil. Segundo um dos autores do relatório, Kevin Bales, também há preocupação com a participação de crianças no tráfico ilegal de drogas.

De acordo com a Walk Free, outro dado relevante no país é o fato de muitos bolivianos e peruanos serem explorados na indústria têxtil. Mais da metade dos 100 mil imigrantes bolivianos entraram no Brasil de forma irregular e são facilmente manipulados por meio da violência, das ameaças de deportação, e da servidão por dívida, segundo a pesquisa.

A organização ressaltou o progressivo comprometimento do governo e das empresas com a erradicação do trabalho forçado no Brasil. Um das medidas lembradas foi a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Trabalho Escravo, que determina a expropriação de imóveis urbanos e rurais onde seja constatada a exploração de trabalho análogo à escravidão. Outra medida importante é a lista suja do trabalho escravo, elaborada pelo Ministério do Trabalho.

“O Brasil é um dos líderes mundiais no combate à escravidão. A lista suja e os grupos móveis de combate ao trabalho escravo são muito importantes e nenhum outro país tem medidas como essa”, disse Bales.

Leia a Íntegra:

No Brasil, trabalho escravo atinge 155,3 mil pessoas

Saiba Mais

 

* Fonte: AEB/Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

Construtoras denunciadas operam grandes obras no Brasil e em vários países *

 

Escândalo na Petrobras

As dez maiores construtoras

brasileiras, que movimentam

bilhões em obras, foram citadas

na Operação Lava Jato

 

 

 

 

Muro alto

 

* Fonte: Folha de São Paulo/Poder

Petrobrás/Escândalo Petrolão: Gerente ganhava 20 mil reais e tem quase 100 milhões de dólares para DEVOLVER *

 

 

Subordinado de Renato

Duque vai devolver cerca

de US$ 100 milhões

 

Ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco faz delação premiada na Lava-Jato

(Ex-diretor da Petrobrás Renato de Souza Duque que está preso no Paraná. Pedro Barusco era seu subordinado)

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco concordou em devolver cerca de US$ 100 milhões desviados da companhia. Ele era subordinado a Renato de Souza Duque, um dos presos na Operação Lava-Jato da Polícia Federal, e fez acordo de delação premiada.

O nome de Barusco é mencionado em diversos trechos do relatório do Ministério Público Federal (MPF) sobre a operação. Dois executivos da Toyo Setal, Julio Gerin Camargo e Augusto Ribeiro de Mendonça, que fazem delação premiada sempre se referem a Barusco como o responsável por operacionalizar a propina que era paga ao ex-diretor.

O MPF já aponta no relatório que US$ 20 milhões em nome de Barusco estavam apreendidos administrativamente na Suíça pelas autoridades daquele país. Apesar de todas as menções ao subordinado de Duque, o nome dele ficou de fora dos pedidos de prisão e busca e apreensão. Isso ocorreu porque colabora com as investigações. O relatório cita ainda nove obras da Petrobras nas quais houve desvios de recursos. Em sete delas os delatores contaram ter pago propina a Duque e Barusco.

O depoimento dos delatores da Toyo Setal afirma que os pagamentos a Duque e Barusco eram feito, em sua maioria, por meio de contas na Suíça e no Uruguai. Dizem que poucos pagamentos foram feito no Brasil. Camargo afirmou que foram feitos pagamento em espécie por emissários enviados pelo ex-diretor e pelo ex-gerente. Disse que nunca entregou dinheiro diretamente nas mãos de Renato Duque pois este era “extremamente cauteloso”.

Leia também:

* Fonte: O Globo/POR JAILTON DE CARVALHO E EDUARDO BRESCIANI

Brasil: Juiz Federal Sergio Moro. O Herói da Operação Lava-Jato… *

 

 

PETROLÃO

JUIZ DA LAVA JATO DEFENDE

ACORDOS DE DELAÇÃO PREMIADA

 

HERÓI DA OPERAÇÃO LAVA JATO, O JUIZ SERGIO MORO DEFENDE A COLABORAÇÃO

 

Juiz disse: “crimes não são cometidos no céu e, em muitos casos, as únicas pessoas que podem servir como testemunhas são igualmente criminosos.” (Foto: JF Diorio/AE)

(Juiz disse: “crimes não são cometidos no céu e, em muitos casos, as únicas pessoas que podem servir como testemunhas são igualmente criminosos.”) (Foto: JF Diorio/AE)

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, defendeu os acordos de delação premiada firmados com os investigados na Operação Lava Jato. No despacho em que decretou novas prisões na sétima fase da investigação, Moro disse que “crimes não são cometidos no céu e, em muitos casos, as únicas pessoas que podem servir como testemunhas são igualmente criminosos.”

Na decisão, o juiz reconheceu que os depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa devem ser vistos com precaução pelo fato de os investigados serem acusados de crimes graves. No entanto, Moro afirma que a colaboração é necessária para avançar nas investigações.

“Mesmo vista com reservas, não se pode descartar o valor probatório da colaboração premiada. É instrumento de investigação e de prova válido e eficaz, especialmente para crimes complexos, como crimes de colarinho branco ou praticados por grupos criminosos, devendo apenas serem observadas regras para a sua utilização, como a exigência de prova de corroboração. Sem o recurso à colaboração premiada, vários crimes complexos permaneceriam sem elucidação e prova possível”, disse o juiz.

Sérgio Moro defendeu a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal na condução da investigação. Segundo ele, os acusados não foram coagidos a assinar os acordos de delação premiada.

“Nunca houve qualquer coação ilegal contra quem quer que seja da parte deste Juízo, do Ministério Público ou da Polícia Federal na assim denominada Operação Lava Jato. As prisões cautelares foram requeridas e decretadas porque presentes os seus pressupostos e fundamentos, boa prova dos crimes e principalmente riscos de reiteração delitiva dados os indícios de atividade criminal grave reiterada e habitual. Jamais se prendeu qualquer pessoa buscando confissão e colaboração”, afirmou.

O juiz destacou que a investigação da Operação Lava Jato vai além dos depoimentos testemunhais. Moro cita que foi feito um rastreamento específico dos valores desviados das obras da Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, para contas das empreiteiras. “A prova mais relevante, porém, é a documental. Os depósitos milionários efetuados pelas empreiteiras nas contas controladas por Alberto Youssef constituem prova documental, preexistente às colaborações premiadas, e não estão sujeitas à qualquer manipulação”.

Na quarta-feira (12), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, confirmou que mais investigados fecharam acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Segundo Janot, três acordos aguardam homologação da Justiça e mais cinco ou seis estão em curso.

Leia também – Justiça

Juiz da Lava Jato defende acordos de delação premiada