Mais dois feras da nossa lista.

Leonel – filho de Nem e Berg (bombo) Leite e,

Leomilton, filho de Luzia e Artur Guimarães.

Parabens do blog

UFPE/UFRPE/Univasf 2009 – 1ª fase
Candidato HERIS LEONEL DA SILVA LEITE
Instituição U.F.PE
Curso CONJUNTO ENGENHARIAS CTG/UFPE/
Média 1 9,0909 (Português e Literatura)
Média 2 7,5000 (História, Geografia e Línguas)
Média 3 5,5000 (Matemática, Química, Física e Biologia)
Média Final 7,3828 -> APROVADO
Posição no Curso 227
Candidato LEOMILTON DE BRITO GUIMARAES
Instituição U.F.PE
Curso DIREITO/UFPE/RECIFE
Média 1 8,1818 (Português e Literatura)
Média 2 5,0000 (História, Geografia e Línguas)
Média 3 2,5000 (Matemática, Química, Física e Biologia)
Média Final 5,2272 -> APROVADO

LISTA DE FERAS APROVADOS NA 1ª FASE DAS FEDERAIS

UFPE/UFRPE/Univasf 2009 – 1ª fase
Candidato TALES TADEU GUEDES DE SOUZA
Instituição U.F.PE
Curso CONJUNTO ENGENHARIAS CTG/UFPE/
Média 1 8,1818 (Português e Literatura)
Média 2 5,7142 (História, Geografia e Línguas)
Média 3 5,0000 (Matemática, Química, Física e Biologia)
Média Final 6,4674 -> APROVADO
Posição no Curso 651
Candidato HUGO SOARES FERNANDES
Instituição UNIVASF
Curso MEDICINA/UNIVASF/PETROLINA
Média 1 8,1818 (Português e Literatura)
Média 2 8,5714 (História, Geografia e Línguas)
Média 3 6,5000 (Matemática, Química, Física e Biologia)
Média Final 7,8516 -> APROVADO
Posição no Curso 214
Candidato AGATA KELLEN MUNIZ FERREIRA
Instituição U.F.PE
Curso NUTRICAO/UFPE/RECIFE
Média 1 5,4545 (Português e Literatura)
Média 2 4,2857 (História, Geografia e Línguas)
Média 3 3,2500 (Matemática, Química, Física e Biologia)
Média Final 4,5434 -> APROVADO
Posição no Curso 224
Candidato FABRICIO BEZERRA DIDIER LEITE
Instituição U.F.PE
Curso DIREITO/UFPE/RECIFE
Média 1 9,0909 (Português e Literatura)
Média 2 7,5000 (História, Geografia e Línguas)
Média 3 7,0000 (Matemática, Química, Física e Biologia)
Média Final 7,8636 -> APROVADO
Posição no Curso 243
Candidato RANIERE SOARES VALDEVINO
Instituição U.F.PE
Curso CONJUNTO ENGENHARIAS CTG/UFPE/
Média 1 5,4545 (Português e Literatura)
Média 2 5,7142 (História, Geografia e Línguas)
Média 3 6,0000 (Matemática, Química, Física e Biologia)
Média Final 5,7229 -> APROVADO
Posição no Curso 1187
Candidato TATIANY MARIA MELO SILVA DE LIMA
Instituição U.F.PE
Curso MEDICINA/UFPE/RECIFE
Média 1 9,0909 (Português e Literatura)
Média 2 6,0714 (História, Geografia e Línguas)
Média 3 5,2500 (Matemática, Química, Física e Biologia)
Média Final 6,9670 -> APROVADO
Posição no Curso 883
Candidato NATASHA DANIELLI LINS MOURA GUIMARAES
Instituição U.F.PE
Curso MEDICINA/UFPE/RECIFE
Média 1 9,0909 (Português e Literatura)
Média 2 6,4285 (História, Geografia e Línguas)
Média 3 4,2500 (Matemática, Química, Física e Biologia)
Média Final 6,5898 -> APROVADO
Posição no Curso 1050
Candidato PAULO ROMERO LEITE AQUINO
Instituição U.F.PE
Curso CIENC BIOLOG/BACH/UFPE/RECIFE
Média 1 7,2727 (Português e Literatura)
Média 2 6,7857 (História, Geografia e Línguas)
Média 3 5,5000 (Matemática, Química, Física e Biologia)
Média Final 6,5194 -> APROVADO
Posição no Curso 34
Candidato JOAO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERNANDES
Instituição U.F.PE
Curso DIREITO/UFPE/RECIFE
Média 1 5,4545 (Português e Literatura)
Média 2 3,9285 (História, Geografia e Línguas)
Média 3 3,5000 (Matemática, Química, Física e Biologia)
Média Final 4,5148 -> APROVADO
Posição no Curso 2354

Programação do Centenário da Banda Santa Cecília

SOCIEDADE MUSICAL SANTA CECÍLIA – ANO DO CENTENÁRIO

P R O G R A M A Ç Ã O

Dia 22.12 –  Segunda-Feira

06:00h – Alvorada

20:00h – Hasteamento dos pavilhões do Brasil, do Município e da Sociedade Musical Santa Cecília, no hall da Secretaria de Cultura do Município.

21:00h – Lançamento do livro autobiográfico do Professor Ulisses Lima.
– Apresentação do memorial dos 100 (cem) anos da Banda Musical.
– Apresentação e distribuição do livreto de autoria da escritora Socorro Costa entitulado: “Banda Santa Cecília: há um século entre nós”.

22:00h – Retreta no largo da Estação Ferroviária.

Dia 23.12 – Terça-feira

22:00h – Baile comemorativo dos 100 (cem) anos da Sociedade Musical Santa Cecília, no Spark Clube de Sanharó, abrilhantado pela Ópera Banda Show.

Dia 24.12 – Quarta-feira
Data festiva do centenário da Santa Cecília e da Emancipação Política de Sanharó – 60 anos.

06:00h – Alvorada

19:00h – Aposição de Placa Comemorativa do Centenário da Banda Santa Cecília.

20:00h – Missa campal em Ação de Graças por um século da Banda Santa Cecília e pelos 60 (sessenta) anos de Emancipação Política de Sanharó.

22:00h – Concerto Oficial da Sociedade Musical Santa Cecília. Intercalando; entrega das Placas Comemorativas aos Músicos presentes, Maestros, Benfeitores (atuais e do Passado e “in-memorium”, culminando com a apresentação da Orquestra Nostalgia, da cidade de Garanhuns.

Dia 25.12 – Quinta-feira

22:00h Noite do Chorinho

Dia 26.12 – Sexta–feira

22:00h – Noite da Seresta

Dia 27.12 – Sábado

06:00h – Alvorada

16:00h –  1º Encontro de Bandas de Música da cidade de Sanharó, com a participação de várias bandas de música, convidadas. Nos intervalos das apresentações, serão entregues as “Comendas do Centenário”, a quem delas fizer jus.

IMPORTANTE: Para efeito de contribuição para o evento supracitado, solicitamos que os doadores emitam cheques nominativos e cruzados à Sociedade Musical Santa Cecília de Sanharó, ou o façam através de depósito no BRADESCO/237 – Agência 3215-8 / Conta Nº 500.844-1.

Noivados e casamentos: ginasianos e normalistas.

Os flertes se davam de preferência nos intervalos entre as aulas. Havia também o recreio de 10 minutos quando todos saiam das salas e ficavam na área comum da escola. Durante o dia funcionava o Grupo Escolar Dr. Benjamim Caraciolo.  À noite o Ginásio Comercial Pio XII e a Escola Normal Emilia Câmara. Criadas graças à tenacidade de Padre Heraldo Cordeiro de Barros e um grupo de excelentes e dedicados professores. Foram essas duas famosas e históricas escolas que propiciaram muitos dos futuros casamentos entre os jovens que ali estudavam. Da paquera ao namoro, passaram pelo noivado e posteriormente pelo casamento.

Os rapazes de fardas cáqui, camisas de mangas compridas, com dois bolsos e botões de farda militar e as meninas-moças de saias creme com blusas brancas representando as ginasianas. Além, Claro, as normalistas com suas tradicionais saias plissadas e pregueadas, na cor azul-marinho com as blusas brancas. As fardas continham também as divisas identificando qual ano o aluno cursava.

 Havia outro momento onde os idílios afloravam com mais intensidade: os piqueniques. Normalmente eram feitos em sítios e fazendas nas redondezas do município. Fazia-se uma cota e levava-se um sanfoneiro acompanhado de zabumba, triângulo e maraca. Enquanto a meninada se esbaldava nas brincadeiras, os mais velhos, organizavam a sala da casa para iniciarem o “rela-bucho”. Ah, os famosos piqueniques! Lembrar do sanfoneiro Luiz Félix e depois de Lucas ou Manezinho de Lucas encilhando a sua sanfona e Hildelbrando Laurentino ou simplesmente Debrando, nas maracas a cantar o sambinha “Eu lhe dei a mão/mais não lhe dei meu coração…”.

Os mais atrevidos começavam a ocupar o improvisado salão enquanto os menos afoitos iam descobrir quem havia trazido uma branquinha para ajudar a quebrar o martírio da inibição. Às vezes as meninas também ajudavam se insinuando e provocando os cavalheiros que não tinham como recusar. E tome música e lá vai samba, chorinho, xote ou baião. E Debrando leva outro: “Me leva em teus braços/aqui não posso mais ficar/por ti em tudo faço/só pra não te ver chorar…”.

Tendo se originado no colégio é claro, a tendência dessas paqueras seria invariavelmente se propagarem pelos cenários adequados, tais como: o cinema, às terças-feiras e aos domingos; no clube em dias de bailes ou até mesmo em ensaios de quadrilha em épocas juninas, além dos “assustados” nas casas onde se realizavam. Mesmo tendo catalogado nomes de muitos casais, certamente, corro o risco de ter esquecido alguém. Iniciaria por Carmem e Geraldo Freitas; Maria Almeida e Zezinho de Pascácio; Socorro e Carrinho de Oscar; Marly e Valdemir Freitas.

 Zezinho e Valdemir, inclusive, fizeram parte da turma de primeiros concluintes do Ginásio, esse fato, está completando quarenta e dois anos. , Lembrou-me bem o amigo Marrudo; os namoros não eram bem vistos pela direção do colégio. O namoro de Rubão Maciel, então viúvo, com Vera Aquino, professora e secretária do colégio e mais: o casamento das irmãs Zezé e Terezinha, ambas, filha de Artur Leite, com Zenaide e Adauto de Cazé, quebraram a animosidade que até então havia e celebraram um novo tempo para os futuros casais enamorados.  

Dora de Zé Amaro e Osvaldo Santana; Nilza Leite e João de Pascácio; Enerieta Batista e Vavá de dona Regina; Marliete Ribas e Metódio Ramalho; Adeilda e Zé Nilson Fernandes; Socorro Costa e Deoclécio de seu Zé Julio; Vaninha de dona Maria de São Bento e Abilinho de dona Yolanda; Nedja Fernandes e Lucinho de Victor de seu Dodô;

 Socorro Mascarenhas e Josué Ledo; Toinho “mata-homem” e Rosa Epifânio; Edileusa e Gel de Telila; Gracinha Mascarenhas e Gustavo de Teodora; Sineide e Roberto Monteiro; Marleide e Marcos Ramalho; Cristina e Erivaldo Monteiro.

 E segue-se uma nova geração de casamentos: Côca de seu Sitonho e Nedson Fernandes; Graciete e Valdemir de Zé Rodrigues; Lulu de seu Joventino e Flávio Foerster; Graça de seu Plácido e Coca de Dindô, Edna de João Soares e Paulinho de Paulo Muniz; Zezé de dona Maria e Juju Lêdo.

Há alguns pares que se desfizeram na fase que brotava o namoro. Dos que casaram muitos ainda hoje persistem. Alguns não prosperaram pelas agruras da vida e ficaram como relicários de um período que trouxe de fato, momentos felizes. Amores, alguns, ardentes que foram “esquecidos” com o passar do tempo e outros que continuam a vicejar no brilho dos olhos, hoje, não tão jovens, mais que sobrevivem intensamente.

À tardinha já bem próximo ao por do sol, os músicos já estão um tanto cansados. O caminhão de seu Deoclédio Mota que descansava na sombra de um cajueiro, encosta na casa para apanhar a todos. Nesse instante, Socorro Costa, sugere uma música de saideira e o nosso maraqueiro, já meio rouco, pede uma lapada de cana e começa a entoar: “Proibiram que eu te amasse/proibiram que eu te visse/proibiram que eu saísse e/perguntasse a alguém por ti…”. E é essa cantiga, cujo final ressalta o desejo de continuar amando, mesmo na adversidade que ficaria martelando na cabeça dos que fizeram daquele, um dia de glória. ”Proíbam muito mais/preguem avisos… nosso amor perdurará e daí e daí/Daí por mais cruel perseguição/eu continuo a te adorar/ninguém pode parar meu coração/que é teu/que é todo teu…”.  Agora já na carroceria do caminhão, na brisa da noite que se avizinhava, esse refrão ficaria como um zumbido, misturando saudade com alegria…

 

Ao mergulhar nesse passado tão próximo, a emoção perpassa pelo recôndito de almas tão jovens. No limiar da fase de adolescentes para adultos, tudo parecia festa. E, como se para coroar aquele dia festivo, ouvia-se na difusora do cinema, Miltinho, a cantar: “Lembro um olhar/lembro o lugar/seu vulto amado. Lembro o sorriso/e o paraíso/que tive a seu lado. A seguir o locutor, Rubinho de Sebastião Porfírio exclamar: “e com  essa página musical, retira-se de ar o serviço de auto-falante do Cine Paroquial, para voltar amanhã, no seu horário habitual”.

 

Às 19h30min pontualmente, Gero de Zequinha, faria soar a sirene, anunciando: “dentro de poucos instantes iniciaremos mais uma sensacional película de amor – Adeus as Ilusões”. Com Richard Burton e a monumental Elizabeth Taylor. Não percam!

 

 

Dom Pablito

Julho/2008

 

 

Moisés Alves de Siqueira e suas… Claridades…

No dia 31 de outubro, tive o prazer de ir ao lançamento de Claridades, o terceiro livro do poeta e conterrâneo Moisés Alves de Siqueira. Os dois primeiros foram: Sanharó, Memórias Poéticas, em 1992, e Cotidiano Antigo de Sanharó em 2000. O evento deu-se na sede UBE – União Brasileira dos Escritores e contou as presenças ilustres de vários colegas do anfitrião, membros da Academia Pesqueirense de Letras e Artes, além, claro, de familiares, amigos e conterrâneos. Tudo regado a uma boa conversa, vinho e scotch – que ninguém é de ferro. Nessa mesma noite, viajei à Sanharó e levei o bendito livro comigo na esperança de poder folheá-lo, o que me foi inteiramente impossível tal a intensidade da farra de final de semana. Pior: deixei o livro e, por isso, somente agora estou falando sobre o tal.

Folheei-o página a página à procura de algo que revelasse Sanharó. Encontrei LOAS À TERRA NATAL – TOADAS DE SANHARÓ. Uma saudação à Vila do menino de então…

A vida da minha Vila

Soa como um tambor;

Os homens tanto trabalham,

Desde a sangüinea aurora,

Até à hora do sol se por.

Mas, tudo decorre

Num ritmo pachorrento

E preguiçoso.

 

Há o poeta, político contestador, o filósofo, o lírico, o historiador. O romântico, o saudosista. O nacionalista e o frasista. Todos se revelam de forma contextual, em épocas e ocasiões bem distintas. A sua narrativa expõe, de modo contundente, tal qual a sua NUVEM TRANSITÓRIA que ilustra a contracapa e se revela tão linda e tão ameaçadora, quando arremata:

…Esta NUVEM, tão mágica,

Que parecia feita para a ETERNIDADE,

LOGO PASSARÁ.

 

O que dizer sobre o minguado salário do Professor, tão vagaroso pra chegar e um bólido a correr para “contas a pagar” e se sentir livre, leve e solto. Há o Lírio, a Cachorrinha tão longeva. É o homem e seus amores tão distintos. O amor paterno, a lembrança de seu Neco e o afeto a sua “Femfém”. O Seresteiro e a lua e o verso divinal em Lampejos:

Não quero a Poesia

Que me faz pensar.

Eu quero a Poesia

Que me faz sentir

 

Como enfrentar o teimoso Passarinho que insiste em bicar as plantas do seu jardim… Com bom humor. Se quiser, passo a escritura.

Além, claro, da boa cepa, o poeta esmerou-se na diversidade das pessoas e das coisas que estão ao seu redor. Um mundo poético até desconhecido pelo menos aos que, como eu, apenas conhecia os seus dois trabalhos iniciais. Felizes os que participaram com ele desse projeto. O prefácio, a orelha e os depoimentos enriqueceram sobremaneira e resumiram de forma densa e límpida a força da poesia desse ser tão sanharoense. Em cada poema encontra-se o muito de cada um de nós. Sobre a fogueira junina, tão nossa ”… Antes, mesmo, de eu ver a Fogueira/Ela me iluminava por dentro…”. Nada ou quase nada escapou à sua verve apurada.

Finalizo essa “opereta” onde mais tergiversei do que desejava. Malgrada a minha pouca convivência com o estilo usar da prerrogativa de conterrâneo e amigo e consagrar tudo que queria ter dito, numa estrofe, aliás, filha única do poema Confissão:

O Poema mais belo

Não é o poema que eu escrevi.

O poema mais belo

É o poema que eu senti.

 

Dom Pablito