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TECNOLOGIA : Americanos aproveitam cada gota que sai do poço *

Sistema de irrigação é calculado conforme a demanda da área

 

Americanos fabricam produtos econômicos que consomem diesel e gás natural

Americanos fabricam produtos econômicos que consomem diesel e gás natural

HASTINGS, NEBRASKA (EUA) – Os sistemas de irrigação no estado de Nebraska, Estados Unidos, são milimetricamente pensados. O compromisso maior é “aproveitar cada gota retirada dos poços”, segundo descreve o gerente de Vendas Internacionais da T-L Irrigation Company, Travis Thomsen. A empresa é o grande fabricante de pivôs centrais dos Estados Unidos, vende para todo o mundo e ainda tem pontos de vendas espalhados pelo globo. Somente em Nebraska, são 70 mil pivôs em funcionamento e cada um deles atende às demandas específicas da propriedade para a qual foi adquirido.

Não vendemos ‘a granel’. O resultado (produtivo) do nosso cliente é o nosso sucesso”, arremata Thomsen. A empresa tem base familiar, está no mercado desde 1955 e recebeu a missão da Federação da Agricultura de Pernambuco (Faepe) e do Sebrae Pernambuco, que visitou regiões que convivem com a seca nos Estados Unidos e no México.

Os pivôs produzidos pela T-L Irrigation utilizam um sistema simplificado mais econômico, movido a diesel ou gás natural, ao invés de utilizar a energia de alta tensão das bombas. “A vantagem é que é mais simples, mais barato, e o produtor já trabalha com sistemas hidráulicos o tempo todo. Por isso, eles entendem muito mais fácil o manejo dos pivôs centrais que produzimos”, explica Thomsen.

A Conoco, uma das maiores companhias de petróleo do mundo, produz um óleo especial para os modelos fabricados pela T-L (modelo 40NL), “ambientalmente amigável, que emite menos CO2”, comenta. A principal vantagem desse sistema a combustível, explica Thomsen, é que o pivô se movimenta continuamente, em uso, sem as interrupções comuns aos ligados a sistemas elétricos. “Isso dá uniformidade à cobertura sobre as plantas, tanto com água quanto na aplicação de fertilizantes. Melhor também para a vida útil dos eixos, que sofrem menos desgastes”, ensina.

Thomsen comenta que um dos problemas que agravam situações de seca é o uso ineficiente de água. “Aqui, estamos acostumados a produzir sistemas de irrigação prontos para as piores condições climáticas e para usar a água disponível da melhor forma”. Exemplificando: os pivôs têm um sistema de controle de vazão de água. Se houver problemas, o funcionamento da bomba é interrompido automaticamente para que não haja desperdício.

O gerente diz ainda que há representantes de vendas da T-L Irrigation em vários países da América do Sul, como Argentina, Chile, Paraguai, Colombia, Venezuela, exceto no Brasil, embora haja maquinários em algumas propriedades. “No Brasil, há um problema muito sério que é a importação, que joga uma quantidade de impostos muito alta, o que torna o produto muito caro”, completa.

* Fonte: FolhaPE / Tatiana Notaro

APELO A PRESIDENTE DILMA PELA PERENIZAÇÃO DO RIO PARAIBA. – Por Fernando Valença.*

APELO À PRESIDENTE DO BRASIL

A PRESIDENTE DEVERIA CONFIAR AO EXÉRCITO A PERENIZAÇÃO
DO RIO PARAÍBA

Exma. Sra. DILMA ROUSSEF,
PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

O formato deste apelo é de artigo de jornal, típico de colaborador que, neste caso, quer dirigir-se a Vossa Excelência e aos leitores e internautas que me conhecem, “neste pedaço”, antes mesmo de começarem as obras do PROJETO SÃO FRANCISCO; pelo que encareço que Vossa Excelência se digne tolerar tal “informalidade”; não é “Curriculum Vitae”, mas uma reação de quem defenderá a Transposição com a própria vida, se for preciso, acredite! Para tanto, aguardo sua ajuda!

Caros leitores, eis-me aqui de corpo inteiro: após mais de 70 anos de vida, nordestino, criado no cariri mais seco do mundo, Caraúbas, sertão da Paraíba, de onde migrei depois de completar o curso primário, com uns 12 anos de idade; me dei muito bem na escola, dois anos seguidos, por não ter faltado a nenhuma aula, em cada ano; prêmios: um sabonete Eucalol e um extrato Dyrce! Na verdade era um irrequieto, queria conhecer Trem, lâmpada elétrica e pilotar avião: conforme lia em lições na Escola. Mais do que isso: tinha um forte desejo de me enrolar na bandeira Nacional e morrer pelo Brasil! Mas, era um guri, talvez a guerra (1939/45) acabasse antes de eu entrar nela.

Naquele tempo, toda noite eu ia ouvir o Noticiário da BBC de Londres, na casa de Genésio Jordão que tinha um belo rádio. De guerra mesmo, -com tiros de fuzil, granada; navio e avião-, não tomei parte, no entanto, vi outro tipo de “guerra”, a do Flagelo da seca, aqui mesmo em Caraúbas e ali no Lagamá, onde não tinha mais vegetação, o aveloz amarelava, os cactos (xique-xique, facheiro, mandacaru, “corôa de frade” e macambira) mal davam para se fazer coivaras, para queimar os espinhos secos e serem “arremessados”, fumegantes, para o gado faminto e até famílias de sertanejos roerem os talos, tanta era a fome e sede geral.

Meus irmãos, eu tinha uns 7/8 anos e vi o panorama macabro das nuvens de abutres (urubus), que não davam conta de consumirem as inúmeras carniças de ovelhas, cabras, gado que desabavam no campo e ali morriam sem forças para se levantar. . . eu vi um pobre homem, [morto dentro de uma rede], levado por dois filhos dele, adultos, para ser enterrado no cemitério de Caraúbas. Á época não liguei; agora, estou em lágrimas.

Não peço desculpas ao formular essa evocação… É que eu quero, e tenho o direito, de falar da terra onde me tornei gente e da gente daqui: do sertão, do nordeste, do Brasil. Ainda de menor idade fui embora, sentei praça no exército -como se fosse de maior- fiz curso e depois fui peão de canteiro de obras/motorista de caminhão/datilógrafo/vendedor/assistente técnico./gerente/
assessor/chefe de inspetoria de banco oficial/advogado e…aposentado!
Por ser “um irrequieto”, voltei a estudar e me formei em radialismo, estudei jornalismo e fiz curso de piloto (sou brevetado); tive acesso ao Projeto São Francisco e decidi defender a Transposição de água do Rio São Francisco para o semi-árido do NE setentrional, até o fim de minha vida e, se for preciso, com o sacrifício dela como se fosse, e é, uma guerra.
Tudo isso para dizer que saí quase menino e agora voltei: Quando li na mídia que o Sr. Luiz Inácio da Silva, então presidente do Brasil, iria inaugurar a PERENIZAÇÃO do Rio Paraíba, participei de debates, dei entrevistas, fiz palestras (Circulo Militar, CPOR, Clubes LION´S, Escolas, etc.), escrevi artigos, inclusive no site do Min. Da Integração Nacional, -www.mi.gov.br-, tecendo encômios àquele brasileiro, etc. O colega Geraldo Freire, da Rádio JC/Recife, inclusive, descontraidamente,
disse a ele que iríamos, Geraldo e eu, fazermos “greve de Fome”, em favor da obra, etc., “molecagem” do colega, jamais cogitamos daquilo.

Para mim bastou a Revista VEJA publicar que no “ Palácio do Planalto a aposta é que o presidente Luiz Inácio da Silva” inaugurará a Perenização do Rio Paraíba no dia 31.12.2010, para eu concluir a venda de minha casa e chamar o caminhão que, em duas viagens, levou minha mudança para Caraúbas, em 31.Out e 01.Nov.2010 aqui pra as margens do Rio Paraíba, onde estou…… até hoje, esperando a prometida PERENIZAÇÃO que o então presidente da república, jamais HONROU e, pior: até hoje não disse o por quê dessa falha indesculpável.

Quando aquele senhor, muitas vezes destratado como “Nove dedos”, “Pinga 51”, “Mutilado”, “Semi-analfabeto”, “Pau de Arara”, etc., era presidente do Brasil, escrevi muitas linhas defendendo-o e elogiando sua performance como uma grande esperança e que seria feita justiça pelo povo que lhe era grato, etc., sendo certo que a história o consagraria como um bom homem, etc. Não era para agradá-lo, nem nada; apenas eu dizia o que então me parecia; é só reler o rol de matérias que escrevi, de 2004 até Set.2010.

De lá para cá, parece que abriram as portas do inferno, isto é, do min. da Integração Nacional, em relação à Transposição Nacional que não merece o destino calhorda que a tradição política brasileira pratica “governo que entra nunca conclui obra de governo que sai”; só que, neste caso, se não sair logo a conclusão da obra da Transposição em geral e da Perenização em particular, como definidas no Projeto São Francisco, irei desmascarar quem quer que seja do Governo, para o que recorrerei ao Exército. Estou indignado com o que está sucedendo: parece que “almas sebosas” estão agindo contra a PERENIZAÇÃO do Rio Paraiba, em particular e contra a Transposição em geral, para que toda a esperança de cumprimento das promessas do Governo Federal e todos os passos dados visando tornar realidade aquela extraordinária OBRA HUMANITÁRIA, em favor da gente que habita os cariris e sertões, se transforme em ficha vagabunda de jogo de azar de marginais da política nacional que só visam lucros, ora de dinheiro, ora de interesses escusos. Seja como for, essa gentalha do colarinho branco torce e tudo fará para que a Transposição fracasse… Sempre apostaram nisso, o bastante para que a Presidente adote logo um princípio fundamental da guerra: “Desconfiar da própria sombra”, quando despachar com quem tentar defender adiamentos do Projeto São Francisco em geral e não permita que toquem na PERENIZAÇÃO do Rio Paraíba, que já deveria ter sido feita há quase sete meses.

À Senhora Presidente, com todo respeito.

Fernando Valença de paletó e gravata

Autor – Fernando Valença

*advogado,ator,radialista, piloto, jornalista, defensor da Transposição.

BRASIL : MINISTRO FBC DÁ ENTREVISTA SOBRE TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO.*

Transposição terá contratação especial

FBC PALACIO GOV PE

 

ENTREVISTA – FERNANDO BEZERRA COELHO

 – O ministro da integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, foi sabatinado ontem no Senado, na Comissão Especial que acompanha as obras da Transposição do São Francisco. Em entrevista ao JC, ele comentou os desafios de recolocar a obra nos eixos para 2013.

canal abandonado e os animais pastando Sao_Francisco_Wilson_Pedrosa_AE_30112011_300

 

 

LICITAÇÕES

Temos duas licitações na rua de saldos remanescentes (lotes que tiveram execução interrompida e serão relicitados). A meta 1 leste, que teve edital lançado no dia 14 de novembro e que terá propostas abertas amanhã. A outra é a meta 1 norte, que foi publicada no dia 23 de novembro e vamos abrir as propostas logo após o Natal. Essa é referente aos saldos dos lotes 1,2, 3 e 4, num total de aproximadamente R$ 700 milhões. Além dessas duas, a meta 2 norte já foi contratada e vamos visitar a obra na quinta-feira (amanhã).
Essa meta é equivalente ao lote 5 do eixo norte. Também vamos publicar a meta 3, com previsão de ser publicada até o final de fevereiro. E a meta 3 leste, que terá edital publicado na primeira quinzena de março de 2013. Já o Ramal do Agreste será publicado em janeiro do próximo ano. Com isso vamos concluir tudo o que precisa ser relicitado até o primeiro trimestre de 2013.

NOVO MODELO

Os novos contratos da obra serão alterados para garantir agilidade nas contratações e menor custo. Dos saldos remanescentes que serão relicitados, as metas 1 leste, 1 norte, 2 norte e o Ramal do Agreste não terão mais como base a 8.666 (Lei das Licitações). O novo modelo será o Regime Diferenciado de Contratações (RDC), onde o próprio consórcio executor elabora o projeto executivo da obra. Como no caso das obras do São Francisco os projetos executivos estavam praticamente todos prontos, não poderemos utilizar o regime da RCD integral, porque não vamos pagar duas vezes por um projeto que já existe, mas vamos adotar um modelo intermediário.

VANTAGENS

A vantagem do RDC sobre a Lei 8.666 é a redução de até 50% do tempo no processo de contratação das empresas. Na Lei das Licitações é preciso realizar primeiro a habilitação técnica das empresas para só depois ir para as propostas de preços. Isso dura de 90 a 120 dias e pode chegar a 150 dias nos casos em que as empresas ingressam com recursos, contestando o resultado da licitação. No RDC existe uma inversão de fases. Existe um critério de habilitação das empresas, mas não existe uma fase só para isso. A licitação vai direto para a abertura de preços e é realizada a checagem de cumprimento das exigências de habilitação técnica, apenas com a proposta vencedora de preço. O governo federal começou a fazer RDC através do Dnit e da Secretaria de Aviação Civil. O prazo médio que eles têm conseguido é de 75 dias. Outra vantagem
é o limite de reajuste de preços, que na Lei das Licitações é de 25% e no RDC é de 10%.

canal em pedaços sao_francisco_AE_

ABANDONO

Por enquanto, não temos nenhuma empresa que tenha paralisado a obra e que não tenha reparado os serviços para que a gente possa dar aceitação naquela parte parcial dos serviços realizados. Por enquanto não está caracterizada a negativa da empresa de reparar serviços que não sejam considerados adequados pelo Ministério. Quem já parou e já saiu? Eu posso dar alguns exemplos. A Encalso está concluindo o contrato dela e refazendo todos os serviços para a gente poder receber a obra. A Camter diz que vai reparar as obras. Se não, vai ser punida. A multa é de 2% do valor do contrato e ainda pode ficar proibida de participar de outras licitações do governo federal. A OAS que tinha parado o lote 12 está anunciando a volta. A Emsa está conversando com o nosso pessoal técnico para saber se volta.

MANUTENÇÃO

As empresas contratadas são obrigadas a entregar a obra em perfeitas condições. E a Codevasf agora está entrando para ficar responsável pela operação, sobretudo nessa fase pré-operacional. Por exemplo, o Exército que já entregou o trecho da captação em Cabrobó e agora vai entregar em Floresta, quem vai assumir as obras entregues será a Codevasf.

EXECUÇÃO

O índice de execução da obra está em 43%. Das obras que estão em andamento e o Ministério tem contrato é de 33,3% e as obras que faltam licitar representam 23,7%. Estamos num processo de remobilização, com frentes sendo abertas como as das sete barragens que vão estar com faturamento bom até o primeiro trimestre do ano que vem. E com a conclusão desses saldos remanescentes nós deveremos estar com a obra em ritmo de cruzeiro, como gostaríamos de estar agora em dezembro, entre maio e junho de 2013. Entre 2011 e 2012 o percentual de execução foi de 14% da meta física.

CRONOGRAMA

Vamos entregar o eixo norte em 2015. Teremos água no canal entre Cabrobó e Jati até meados de 2014. E o eixo leste nós também vamos entregar em 2015, mas teremos água correndo em 2014.

EMPREGOS

Hoje estamos com 4.100 empregos e temos em torno de 1.000 equipamentos na obra. Em 2013 deveremos ter entre 6.000 e 7.000 pessoas, a partir de junho de 2013. A obra não vai voltar ao pico que teve lá atrás (9.000 pessoas) porque a parte de terraplenagem já foi concluída e essa fase que emprega muita gente.

TCU E SENADO

O Tribunal de Contas aqui é todo o dia, além da Controladoria-Geral da União. Essa é uma realidade do cotidiano de uma obra grandiosa e complexa como essa. É grande o número de ofícios que os órgãos de controle encaminharam para o Ministério só este ano, pedindo explicações ou fazendo recomendações. Vou mostrar no Senado que a obra não anda no ritmo que gostaríamos, mas que está próxima a ingressar nesse ritmo. Foram muitas as dificuldades que a obra enfrentou e estamos superando.

DIFICULDADES

Deficiências do projeto básico, do processo licitatório, como a fragmentação da obra. A obra foi dividida em 16 frentes de serviço. Não sei se essa foi a melhor solução. As escolhas dos índices de reajustes dos contratos não foram as melhores, tendo em vista os reajustes de mão de obra e materiais verificados no período. As dificuldades do projeto executivo, da própria execução da obra. As dificuldades que ocorreram na supervisão até por decisões do TCU. Ocorreram falhas na supervisão. As dificuldades na execução dos projetos ambientais, os problemas nas desapropriações, a estrutura fundiária.

Adriana Guarda do JC Economia

 

*Fonte: JC/Economia / Adriana Guarda(foto) adrianaguarda@jc.com.br

ÁGUA NO AGRESTE : 200 Milhões de TUBOS para a ADUTORA DO AGRESTE.*

ADUTORA DO AGRESTE

Contratadas obras de tubulação de adutora

 

 

(Foto Ilustrativa) Adutora do Agreste vai atender 68 municípios de 80 distritos.

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) concluiu a contratação da tubulação do eixo principal da Adutora do Agreste. Os 200 milhões de tubos de ferro levarão a água do Eixo Leste da Transposição para 68 municípios e 80 distritos do Agreste e do Sertão até 2015. O investimento nessa etapa foi de R$ 280 milhões para os quatro lotes da obra, que está estimada em R$ 1,2 bilhão.

De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, o processo de construção da Adutora do Agreste está andando dentro do cronograma esperado. “A licitação está aberta e até dezembro teremos a vencedora que vai iniciar as obras da primeira eta­pa em janeiro de 2013. Nossa ideia é concluir as obras antes da Transposição (do Rio São Francisco)”, afirmou.

Um nova licitação poderá ser aberta na próxima semana. A Compesa vai contratar uma em­presa para fazer o gerencia­mento e os trabalhos social e am­biental. Segundo Tavares, um empreendimento do porte da Adutora do Agreste precisa antecipar as ações de consci­en­tização quanto ao uso da água. “Estamos com essa obra bus­cando água de muito longe para atender a uma parcela da po­pulação que historicamente sofre com a seca, e estamos preo­cupados também em redu­zir ao máximo os impactos am­bientais”, explicou o presidente.

Também foi publicada no Diário Oficial a abertura do edital de licitação para a construção da Adutora Mimoso. O sistema vai atender a cidade de Buíque, no Sertão do Estado.

 

*Fonte: FolhaPE/Kleber Nunes

TRANSPOSIÇÃO : EXÉRCITO ENTREGA O PRIMEIRO LOTE. Aleluia! *

TRANSPOSIÇÃO DÁ O PRIMEIRO SINAL:

INAUGURADO O 1º TRECHO

 

Descerramento de Placa alusiva ao momento,

 

Nessa quarta-feira (20), após terem sido investidos R$ 143,2 milhões, o Exército Brasileiro entregou as obras do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco ao Ministério da Integração Nacional, em Cabrobó, no Sertão de Pernambuco.

 

 

Um canal de aproximação com 2.080 metros, entre o rio São Francisco e a primeira estação de bombeamento (EB1), com profundidade de 8 a 14 metros foi concluído. A barragem Tucutú, com 1.790 metros de extensão, possui 22 metros de altura e capacidade de captação de 25 metros cúbicos de água. Previsto para ser concluído em 2015, o Eixo Norte vai beneficiar mais de 7,1 milhões de pessoas nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

As obras começaram há cinco anos e foram executadas diretamente pelo 2º Batalhão de Engenharia de Construção pertencente ao 1º Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Nordeste. As estruturas foram concluídas em maio deste ano e cerca de 1,8 mil pessoas, entre militares e civis, trabalharam na construção.

Obra inaugurada tem um efeito simbólico. Renova a esperança...

Na cerimônia de entrega das obras em Cabrobó (PE), o secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, Francisco Teixeira, falou dos prazos de entrega do restante da obra e das medidas para agilizar a conclusão do Projeto São Francisco. Os serviços remanescentes de alguns contratos paralisados estão sendo reativados e novas licitações para, até o final de setembro, serão feitas. A previsão é concluir o Eixo Norte na sua totalidade até o final de 2015, e o Eixo Leste até o final de 2014.

Projeto de Integração do Rio São Francisco – Vai levar água para 12 milhões de pessoas em 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. É uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sob responsabilidade do Ministério da Integração Nacional. As frentes de serviço nos dois eixos do projeto (Leste e Norte) chegam a 700 km de extensão, incluindo canais, barragens, estações de bombeamento, aquedutos e túneis. Ainda em 2012, as diversas estruturas serão testadas num projeto piloto de 16 km em Floresta (PE).

* Fonte : DPnet

PERNAMBUCO : PROGRAMA CISTERNA-CALÇADÃO SERÁ LANÇADO AMANHÃ EM PESQUEIRA. *

Projeto para construir cisternas

vai atender a 85 mil pessoas no

Agreste e Sertão de PE

 

Cisternas-Calçadão. Mais uma opção de armazenamento de água na região nordeste.

 

A população rural de 87 municípios pernambucanos – 40 do Sertão e 47 do Agreste – vai contar com uma nova alternativa para ampliar o acesso à água para produção de alimentos. O Projeto Pernambuco Mais Produtivo realizado pela Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (SARA), por meio da Secretaria Executiva da Agricultura Familiar (SEAF) vai construir 15,5 mil cisternas calçadão. O lançamento do Projeto será nesta quarta-feira (30), às 16 horas, em Pesqueira, na quadra esportiva do Colégio Santa Dorotéa,  com a presença do governador Eduardo Campos, do secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Ranilson Ramos, do secretário executivo da Agricultura Familiar, Aldo Santos e dos bispos Dom Dino, da Diocese de Caruaru e Dom José Luiz, da Diocese de Pesqueira.

O programa conta com a parceria da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) e beneficiará 85 mil pessoas. O investimento é da ordem de R$ 140 milhões do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e R$ 25 milhões de contrapartida do Governo do Estado. A proposta é melhorar a estrutura hídrica da Área Rural do Estado, ampliando a capacidade produtiva das famílias atendidas. Segundo Aldo Santos, a cisterna capta a água de chuva por meio de um calçadão de cimento de 200 metris quadrados construído sobre o solo. Cerca de 300 milímetros de chuva são suficientes para encher o reservatório, que tem capacidade para 52 mil litros.

No evento, também será assinado o convênio para seleção e capacitação das famílias a serem contempladas. O contrato prevê na primeira etapa a construção de cisternas em 26 municípios – Araripina, Santa cruz, Exu, Ipubí, Serrita, Afogados da Ingazeira, Calumbi, Carnaíba, Flores, Iguaracy, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Terezinha, Tabira, Triunfo, Sertânia, Alagoinha, Altinho, Cachoeirinha, Cupira, Ibirajuba, Lagoa dos Gatos, Panelas, Pesqueira, Poção, São bento do Una e Lajedo.

“Políticas Públicas como essa permitem melhores condições para o homem e a mulher do campo produzir alimentos, principalmente, nos períodos de forte estiagem”, enfatiza Santos. Ele explica que o calçadão também é usado para secagem de alguns grãos como feijão e milho, raspa de mandioca, entre outras culturas. Outra vantagem é a irrigação de quintais produtivos, o plantiode hortaliças e de plantas medicinais, além de auxliar o fornecimento de água para os animais

Evento: às 16:00 Horas – Data : Quarta-feira – 30/05/2012.

Local : Quadra Esportiva do Colégio Santa Dorotéa.

* Fonte : Portal do Governo PE.

HOMENAGEM – 22 de MARÇO – DIA MUNDIAL DA ÁGUA – Colaboração de Davi Calado. (*)

22 DE MARÇO

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

 

 

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mais porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar ideias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Dados da Unesco nos dão conta que para se produzir 1kg de carne bovina, de boi criado a pasto, o gasto de água é de 14 mil a 16 mil litros, para produzir-se 1 kg de carne de boi confinado o gasto com água passa de 20 mil litros, 1 kg de carne de frango gasta 4 mil litros e 1 kg de carne suína 6 mil litros de água. Para se produzir 1 kg de milho utiliza-se 0,45 mil litros de água, podendo esse valor subir para 1,1 mil litros se a cultura for irrigada e situar-se em local de elevada evapotranspiração. Para feijão usa-se 1,5 mil litros de água/kg e em cultura irrigada 2,3 mil l de água/ kg. Outros dados:

Banana: 500 litros/kg
Batata: 105 a 160 litros/kg
Laranja: 378 litros/kg
Tomate: 105 a 280 litros/kg
Trigo: 1150 a 2000 litros/kg
Manteiga: 18000 litros/kg

A maioria de nós tem noção do gasto direto individual mensal de água. Para obter-se esse dado o processo é simples, basta dividir-se o consumo de água de uma residência pelo número de moradores da casa. Considera-se como valor médio de consumo direto, na área urbana, 4m³ , que correspondem a 4mil litros, por habitante e por mês.

Pois bem, o consumo de água virtual é muito maior do que o consumo direto, apesar de ser quase invisível. Para se produzir um único par de sapatos de couro utiliza-se 8m³ de água, ou seja 8 mil litros. Se a pessoa comprar um par de sapatos de couro por mês a água utilizada na sua produção é o dobro do consumo médio direto mensal por indivíduo. Mas pode-se argumentar que poucas pessoas compram um par de sapatos de couro todo mês. Pois bem, para se produzir um único hambúrguer gasta-se 2,4m³ de água, ou 2 mil e 400 litros. Quem come apenas dois hambúrgueres por mês, está consumindo indiretamente uma quantidade de água 20 por cento maior do que todo o gasto direto individual, os dados são da WWF.

De maneira geral, os produtos de origem animal são disparados os maiores gastadores de água.

O Brasil exporta 8 milhões de toneladas de carne bovina anualmente, para produzir essa quantidade, são utilizados 128 bilhões de m³ de água, isto é 128 trilhões de litros. Esse volume inimaginável nos dá uma ideia do desperdício de água pela indústria da morte. . Essa água de sangue e produtos químicos vai para os rios, o custo do tratamento dessa água é arcado por todos nós para que o pecuarista lucre, o industrial lucre e o governo comemore a entrada de divisas. A sujeira fica por aqui, para que o europeu possa comer carne sem sujar a água de seus rios. A isto, aqui, chamam de progresso: sujar a água, para que poucos obtenham vantagens. Agregada à indústria da carne está a indústria do couro, que, talvez, seja mais poluente do que a primeira, três a quatro vezes por ano lemos nos jornais que ocorre morte de peixes na bacia do Rio Dos Sinos causada pelos efluentes dos curtumes da região. Não há interesse em se apontar os responsáveis, até porque todos são conhecidos. Observe que usei como exemplo apenas a carne bovina, mas há a carne suína, carne de aves, açúcar, soja, álcool, café, suco de laranja, que são os produtos agrícolas exportados pelo Brasil em grande quantidade.

Há uma “outra” água que chama menos ainda a atenção do que a água virtual, mas que daqui para frente deve ser levada em conta no cômputo do gasto hídrico com produção, apesar de o volume ser pequeno quando se compara com a outra. Uma vez que os recursos hídricos do planeta estão sendo dilapidados rapidamente, em prol do consumismo exacerbado e nada racional, a “água de exportação” – aquela que sai do lugar de origem porque faz parte do produto exportado – terá cada vez mais destaque e creio que futuramente seu valor deva ser agregado ao produto.

(*) Davi Calado é Fotógrafo profissional e Gestor Ambiental.

OBRAS DA TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO TEM AUMENTO BILIONÁRIO. (*)

Custo da transposição do rio S. Francisco

tem um aumento bilionário

 

 

 

Obra do S.Francisco. O trabalho não acompanha o ritmo dos custos orçamentários.

Governo diz que reajuste ocorreu devido à necessidade de adaptação no projeto base

 

Novo balanço do PAC 2 (segunda etapa do Programa de Aceleracao do Crescimento), divulgado na última quarta-feira, mostra que o custo da obra de transposição do rio São Francisco teve mais um aumento bilionário.

O projeto, que inicialmente era orçado em R$ 4,6 bilhões, agora custa 77,8% mais caro: R$ 8,18 bilhões, de acordo com o relatório do Ministério do Planejamento. Diante da estimativa anterior de R$ 6,85 bilhões, feita em 2011, o reajuste é de 19,4%.

Desde 2007, quando as obras começaram, o preço da transposição foi alterado uma vez durante o governo Lula (2003-2010) e duas durante a gestão de Dilma Rousseff.

O governo diz que as alterações são resultado do melhor detalhamento das obras pelos projetos executivos e de mudanças na metodologia de acompanhamento.

De acordo com o relatório, entre 2007 e 2010 foi empenhado (reservado para o gasto) R$ 1,8 bilhão só nos 287 quilômetros do eixo leste da obra, entre Paraíba e Pernambuco. Até 2014, o governo planeja empenhar R$ 1,1 bilhão.

Já no eixo norte, que se estende por 426 quilômetros em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, o empenho foi de R$ 1,7 bilhão nos primeiros quatro anos.

Até o final do governo Dilma devem ser investidos outros R$ 3,2 bilhões, e mais R$ 386 milhões estão previstos para depois de 2014.

O eixo leste, que deveria ter sido inaugurado em 2010, tem 48% de execução. A última previsão de conclusão é dezembro de 2014.

O eixo norte deveria ficar pronto neste ano. Tem 19% de execução. Com três lotes parados (3, 4 e 7), aguardando rescisão contratual, a conclusão deve ficar somente para dezembro de 2015.

Acompanhamento

Alguns trechos tiveram quer ser novamente licitados porque o governo fez a concorrência prevendo um determinado valor, mas as obras tiveram de ser feitas de maneira diferente.

No mês passado, Dilma visitou trechos da obra em Pernambuco e no Ceará. Comprometeu-se a acompanhar o andamento do serviço e afirmou que sua presença na região era um “março” para a retomada das obras.

Segundo a Integração Nacional, o novo aumento de custo se deve a adaptações no projeto, a necessidade de atender moradores do entorno e a reajustes de preços no setor de construção civil.

“Há questões de reajustes de contratos existentes e serviços adicionais que surgiram do melhor detalhamento do projeto”, disse o secretário nacional de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira.

A pasta também informou ter alterado a metodologia de monitoramento de execução das obras, o que levou a uma redução dos percentuais de andamento dos serviços.

(*) FolhaSãoPaulo/Daniel Carvalho

DESENVOLVIMENTO : AUDIÊNCIA PÚBLICA DEFINE RUMOS DA ADUTORA DO AGRESTE. Pesqueira, Sanharó e Belo Jardim serão os primeiros beneficiados.

ADUTORA DO AGRESTE TERÁ

EDITAL LANÇADO ATÉ O

DIA 15 DE MARÇO

 

 

O edital para licitação da primeira etapa da Adutora do Agreste será publicado até o dia 15 de março. Essa foi a previsão anunciada hoje (23) pelo presidente da Compesa, Roberto Tavares, durante a audiência pública para apresentação do empreendimento realizada, esta manhã, na sede da empresa, na Avenida Cruz Cabugá. O evento é uma exigência da Lei 8666, que rege as licitações, cujo artigo 39 prevê que obras com investimento superior a R$ 150 milhões sejam precedidas de escuta da sociedade.

“Este foi o primeiro passo para tornar a Adutora do Agreste uma realidade”, afirmou o presidente Roberto Tavares, ao informar que a ata da audiência será o documento que dará início ao processo formal de contração do projeto, que vai construir 1.300 quilômetros de adutoras e produzir 4 mil litros de água por segundo para 68 municípios e 80 localidades do Agreste. A adutora beneficiará 2 milhões de pessoas na região do Agreste, que possui o pior balanço hídrico do Nordeste e do País.

Com investimentos previstos de R$ 2 bilhões, a Adutora do Agreste será o maior empreendimento hídrico da história da Compesa e um dos maiores sistemas integrados do mundo. A água a ser transportada pela Adutora do Agreste será proveniente do Ramal do Agreste, que é uma derivação do Eixo Leste do Projeto de Transposição do Rio São Francisco. “Pelo volume de investimentos e alcance social do projeto, a adutora será uma das mais importantes obras hídricas do País”, prevê Roberto Tavares.

Ainda durante a apresentação do projeto, que reuniu mais de 100 pessoas, entre prefeitos, políticos, empresários e representantes da sociedade, o presidente da Compesa lembrou que a Adutora do Agreste será um marco para a companhia e demonstra o compromisso assumido pelo governador Eduardo Campos de resolver a questão da falta de água em Pernambuco. “Um projeto dessa magnitude é um indicativo da força do governo para soerguer a Compesa, de devolver a companhia aos pernambucanos, para que ela seja forte e se transforme numa das maiores empresas do País”, frisou.

O edital que será publicado em março se refere à primeira etapa do projeto, que foi dividido em três lotes, e vai contemplar 12 municípios. O volume de investimentos dessa etapa é de R$ 821 milhões. A previsão é iniciar as obras no segundo semestre de 2012, com prazo de conclusão de dois anos a partir da assinatura da ordem de serviço.

O primeiro lote será o maior em termos de recursos. Vai custar R$ 537 milhões e vai beneficiar as cidades de Pesqueira, Sanharó e Belo Jardim. Nessa fase, serão construídos dois reservatórios, uma estação elevatória (sistema de bombeamento), 63 Km de adutoras e uma estação de tratamento de água.

O segundo lote contemplará os municípios de Arcoverde, Alagoinha, Venturosa, Pedra e Buíque, onde serão aplicados R$ 143 milhões e prevê a construção de 118 Km de adutora de água tratada e uma estação elevatória, além das derivações para os municípios supramencionados. O terceiro e último lote contemplará as cidades de Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas e Iati, com investimento de R$ 141 milhões e a construção de 99, 1 Km de adutoras de água tratada e as derivações para as cidades de Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas e Iati. Ainda nesta fase, serão licitados mais dois lotes: uma para automação do sistema e outro para implantação de todo o sistema elétrico.

A expectativa do secretário de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco, Almir Cirilo, é de que a Adutora do Agreste fique pronta no final de 2014, mesmo prazo estimado para conclusão do Ramal do Agreste, da transposição do Rio São Francisco. A grandiosidade e a importância da obra também foram referenciadas pelo secretário, que considerou o empreendimento uma marca do governo estadual na área de recursos hídricos.

No evento, Almir Cirilo fez uma retrospectiva da história da Adutora do Agreste. Lembrou que, em 2007, o então governador Miguel Arraes foi contra o projeto original porque não contemplava Pernambuco. “Ele entendia que o povo pernambucano também merecia receber água do Rio São Francisco e fez disso uma bandeira para mudar a concepção do projeto”, lembrou.

Ainda na audiência pública de hoje, a Compesa também apresentou as características da segunda etapa do projeto, que vai atender mais 12 municípios e cujo edital deverá ser lançado em maio deste ano. Nesta fase, serão beneficiadas as cidades de Tacaimbó, São Caetano, Caruaru, Bezerros, Gravatá, Brejo da Madre de Deus, São Bento do Una, Lajedo, Cachoeirinha, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, através da construção de 250 Km de adutora de água tratada. O custo estimado da segunda etapa é de R$ 524 milhões.

Além dessas duas etapas, a Adutora do Agreste terá, ainda, mais duas. Nestas duas, serão atendidas as cidades de Poção, Jupi, Jucati, Calçados, Garanhuns, Caetés, Capoeiras, Paranatama, Saloá, Canhotinho, Angelin, Palmerina, Brejão, Terezinha, Bom Conselho, Lagoa do Ouro, Correntes, Ibirajuba, Jurema, Panelas, Altinho, Agrestina, Barra de Guabiraba, Bonito, Camocim de São Felix, Cupira, Lagoa dos Gatos, Sairé, São Joaquim do Monte, Riacho das Almas, Cumaru, Salgadinho, Passira, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Surubim, Vertentes do Lério, Casinhas, Orobó, Bom Jardim, João Alfredo e Machados.

A Adutora do Agreste é uma parceria do governo de Pernambuco com o governo federal, por meio do Ministério de Integração Nacional.

PREFEITOS – Prefeitos de várias cidades do Agreste pernambucano compareceram à audiência. Para o prefeito de São Caetano, Jadiel Braga, os projetos que contemplaram o município, como a Adutora da Taquara e agora a Adutora do Agreste, são muito importantes para o desenvolvimento da região. “O projeto também se destaca por contemplar distritos que antes eram abastecidos apenas por carros-pipa”, destacou.

A prefeita de Bezerros, Bete Lima, afirmou que a Adutora do Agreste acabará com o sofrimento da falta de água no município. “Parabenizamos o governador Eduardo Campos pela audácia em realizar uma obra tão extensa e importante como a Adutora do Agreste”, disse. Já o prefeito de Águas Belas, Genivaldo Menezes, se mostrou muito satisfeito com a execução do projeto. “Acredito que outros prefeitos da região também estejam, pois essa obra gigante vai resolver o problema de racionamento que afeta o Agreste”.

 

Fonte : Portal da Compesa

MEIO-AMBIENTE : “FALTA DE ÁGUA É O MAIOR ENTRAVE PARA ALIMENTAR A POPULAÇÃO CRESCENTE”…

AGRAVA-SE A FOME NO MUNDO

 

 

Brasileiro José Graziano. Diretor da FAO/ONU

 

 

A necessidade de aumentar a produção agrícola para alimentar a crescente população mundial pressionará os recursos naturais, principalmente a água, segundo José Graziano, que em 2012 assumirá a direção geral da FAO (agência da ONU para agricultura e segurança alimentar).

“A água se tornou o maior entrave à expansão da produção (de comida), especialmente em algumas áreas como a região andina, na América do Sul, e os países da África Subsaariana”, diz à BBC Brasil Graziano, atualmente diretor da FAO para a América Latina e ex-ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome no governo Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi o responsável pela implementação do Programa Fome Zero.

Segundo previsão da FAO, até 2050, a produção mundial de alimentos terá de crescer 70% para dar conta do aumento populacional.

Graziano diz que, apesar da pressão sobre os recursos naturais, é possível pôr fim à fome no mundo por meio de quatro ações principais: a aplicação de tecnologias modernas na lavoura (muitas já disponíveis), a criação de uma rede de proteção social para populações mais vulneráveis, a recuperação de produtos locais e mudanças nos padrões de consumo em países ricos.

“Se pudéssemos mudar o padrão de consumo em países desenvolvidos, haveria comida para todos”, diz ele. “Nós desperdiçamos muita comida hoje, não só na produção, mas também no transporte e no consumo”.

Segundo Graziano, enquanto a comida é mal aproveitada em nações ricas, cerca de 1 bilhão de pessoas passam fome em países emergentes.

“Precisamos assegurar que esse bilhão de pessoas sejam alimentados, que tenham bons empregos, bons salários e, se não pudermos dar-lhes empregos, encontrar uma forma de proteção social para eles”.

Bolsa Família

Graziano afirma que programas de transferência de renda, como o Bolsa Família no Brasil, hoje atendem cerca de 120 milhões de pessoas na América Latina, ajudando a combater os índices de fome na região. Ele defende ampliar essas ações para outros países afetados pela falta de alimentos, especialmente na África.

Outra ação que Graziano advoga é recuperar produtos agrícolas típicos de cada região. Segundo ele, por não serem commodities, esses produtos não são afetados por variações bruscas de preços, o que favorece consumidores e produtores. Além disso, geram um ciclo de produção e consumo local, barateando a comida.

“O que é caro nos alimentos é o transporte, a produção de alimentos é muito barata. Se conseguirmos diversificar, fazer uma regionalização e melhor distribuição de alimentos e consumo, os preços serão muito mais baixos.”

Graziano diz ainda que o estímulo à produção de produtos tradicionais ajudaria a diversificar a fonte de alimentos.

“Hoje caminhamos para ter poucos produtos responsáveis pela alimentação de quase 7 bilhões de pessoas. Precisamos diversificar essa fonte, criar maior variabilidade”.

Ele afirma que a prioridade dada a alimentos cotados em mercados internacionais tem feito com que a América Latina, por exemplo, venha perdendo a capacidade de produzir feijão – um alimento tradicional altamente nutritivo, produzido a um custo baixo.

BbcBrasil