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HOMENAGEM : ANDREIA E ANTONIO – Por Zezé Freire.*

 

ANDREIA VIEIRA LEITE &

ANTONIO QUINTINO LEITE NETO

“Intimidade é quando a vida da gente relaxa
diante de outra vida e respira macio.
Não há porque se defender de coisa alguma,
nem porque se esforçar para o que quer que seja.
O coração pode espalhar os seus brinquedos.
Cantar a música que cada instante compõe.
Bordar cada encontro com as linhas
do seu próprio novelo.
Contar as paisagens que vê enquanto cria o caminho.
Andar descalço, sem medo de ferir os pés.”

Ana Jácomo

Parabenizamos o casal Andréa Vieira Leite e Antônio Quintino Leite Neto pela celebração das Bodas de Zinco em 30/11/2012 (Igreja Mãe dos Homens e Hotel Estação Cruzeiro /Pesqueira PE).

Regozijamo-nos pela confirmação desse amor que se consolidou em dez anos de casamento.
Lendo a citação pensei na importância que representa encontrar alguém que nos inspire tal confiança, tal conforto.

Acreditando que o casal tenha cultivado a intimidade salutar que os cônjuges necessitam desejamos-lhes que continuem vivendo esse amor com sabedoria!

A) Zezé Freire e Leninho Soares

Crônica/Homenagem : Uma Saudade. “A minha querida Carmo Ribas…” – Por Ducarmo Leite Calado.

UMA SAUDADE

 

“A saudade, a enorme saudade da grande amiga, a minha querida Carmo Ribas, a maior e mais importante de todas, somente Deus sabe.”

 

Se tivesse que escrever minha autobiografia, pinçando fatos que mais me influenciaram para o abrir d’olhos, para a descoberta do mundo, sem dúvida, a família Ribas seria colocada com grande destaque. O espírito de união e respeito, entre os que dela faziam parte, muito me impressionaram. Aquele ambiente harmonioso me proporciona um enorme bem estar e me orgulhava, pelo simples fato de me sentir a ele pertencente, como amiga. As marcas desse convívio são muito importantes para mim. Vivi emoções, aprendi, experimentei a paz e fui feliz.

A saudade, a enorme saudade da grande amiga, a minha querida Carmo Ribas, a maior e mais importante de todas, somente Deus sabe. São passados anos de sua ida para outra Dimensão, mas sinto-a perto, vejo-a com seu jeito tímido, suas atitudes simples, amáveis, compreensíveis para com todos. Surpreendo-me com um sentimento muito intenso de que ela vive. Sim, ela vive em meu coração, pois nele o espaço que lhe pertence é muito grande.

Como ela, ninguém me entendeu tanto. Ninguém compartilhou tanto os meus momentos, Ninguém foi tão espontâneo e verdadeiro. Quando íamos estudar, quando íamos ensinar, quando íamos à praça – saudosa praça – quando íamos à Igreja, ao Clube, às festas, aos bares, às serestas, enfim, quando juntas estávamos, o que ocorria com grande frequência, eu me sentia na melhor das companhias que já tive. Confiança, paz, alegria, segurança, aprendizado eram os ingredientes da nossa amizade.
Mais que uma amiga – um ser especial – cujas atitudes sempre entendi, como sentia as minhas entendidas. Gostos, vontades, dúvidas, erros, acertos não necessitavam de explicações: eles se combinavam ou eram, simplesmente, respeitados.

Mesmo que o quisesse, seria impossível apagar estas lembranças. Elas ainda me confortam diante dessa perda tão prematura e absurda. Sinto-me feliz por tê-la conhecido e com ela ter compartilhado a fase mais bonita da minha vida.

Para ela, hoje, com enorme carinho e com muita saudade, quero desejar o que ela própria desejou-me, em carta datada de 12.06.75, quando o destino nos separara, pois havia me mudado para Recife:

Querida Carmo,

“Apesar de tanto silêncio, não te esqueci. Antes de tudo, espero que já estejas acomodada a essa nova VIDA, aceitando-a com aquela coragem que te é peculiar. E, sobretudo, que aches que valeu a pena mudar. Espero, sinceramente, que tudo corresponda exatamente às tuas aspirações”.

Um grande abraço,

DuCarmo Leite Calado. Sanharoense do Sítio das Moças. É professora Universitária.

a) DuCarmo Leite Calado.

Crônica: PESSOAS – Por Zezé Freire

PESSOAS

Você que vem de dentro da saudade que eu sentia,
da noite mal dormida, da minha fantasia,
Você, momento eterno ... Roberto Carlos

Que acariciante encontrar pessoas queridas, dar um mergulho nas doces lembranças de um passado tão vivo e inerente à nossa história! É a dose feliz que emociona e traz sorrisos às nossas faces, servida anualmente no Reencontro dos Antigos Alunos de Pesqueira. Neste ano, acontecido nos dias 26 e 27 de outubro. No abraço, aceno ou aperto de mão ofertamos e recebemos o melhor de nós: a confirmação da amizade que não se perdeu na distância, nem no tempo. No reencontro de 2012 a grata satisfação de rever Edna e Paulinho Muniz; Graça e Clóves Freitas – Coca – (Sanharó); Sônia e Walter Ramalho; os Torres: Teca, Zezita, Fernando, Ana Rita e Toinho; Célia e Assunção Maciel; a família Alves de Souza; as irmãs Vanda e Vaneide Santos; George Keops e Íris; Zilma e Dilma Chacom; Livaldo Oliveira, José João da Silva, Pompéia Farias- fiéis leitores da coluna Pessoas :morro de satisfação! Jaime Maciel e Lúcia Dalva (Fortaleza); Lúcia Souza (Brasília); os irmãos Álvaro e Maria Luiza Ferreira – apresentando sua belíssima filha (Indaiatuba-SP). Da cidade, dezenas de amigos que amo, porém encontro pouquíssimo. Nos nomes citados, apenas uma pequena representação, de tantos que povoam o meu coração e as minhas mais caras recordações.

Saudades de todos que não puderam se fazer presentes… Agradecimentos a Adilson Mendes e Osmar Júnior, responsáveis diretos por tão emocionante evento.

A cronista e o carinho da sua mãe

 

 

 

 

 

Zezé Freire – Cronista

OBS: Muito feliz e grata pelo convite de Paulo Muniz para participar do (nosso) Blog oabelhudo.com.br

CANETADAS ON LINE : HOMENAGEM A FABIANO MONTEIRO. – Por Jurandir Carmelo.*

CANETADAS ON LINE

 

 

Fabiano Monteiro, Jurandir e Severino (Xiquexique)...Momentos de saudade no Boa Esperança...

 

No Blog OABELHUDO, uma Crônica para FABIANO.

 

Hoje, 08 de maio, um mês depois da morte de ANTONIO FABIANO MONTEIRO, carinhosamente conhecido por FABIANO, ou FABIANO DA TUBA (A tuba é um instrumento musical de sopro da família dos metais. Consiste num tubo cilíndrico recurvado sobre si mesmo e que termina numa campânula em forma de sino. Dotado de bocal e de três a cinco pistões, possui todos os graus cromáticos), continuo a lembrar do meu bom respeitado amigo. Conheci FABIANO pelas mãos amigas de FRANCISCO MEDEIROS DE AQUINO, ou simplesmente CHICO DE DONA FINU (à época que juntos trabalhávamos no Sanepe, hoje Compesa). Igualmente, através de Chico conheci Paulo Muniz e dona Noêmia (pais de Paulinho e as meninas, editor deste blog), Arquimedes, Zé Medeiros, Zita (seus irmãos, entre outros), Waldemar de Margarida, Ditinho, Parracho, o Mestre João Pessoa, entre tantos e tantos outros ilustres sanharoenses, aos quais homenageio nas pessoas de Mano de Fabiano, Biu da Piscina e Cláudio Freitas.

A ÁRVORE

Desse tempo pra cá, convivi ativamente com Sanharó. Depois me tornei advogado, voltando a morar em Pesqueira e atuando na vida forense da região. Tive uma longa caminhada pelo Fórum de Sanharó, chegando a defender até mesmo uma ÁRVORE, JÁ FRONDOSA, ADULTA, CHEIA DE VIDA, CHEIA DE SOMBRAS E BELEZAS MIL. Uma árvore com história! Uma árvore plantada na Praça principal de uma Cidade é uma relíquia que, ainda, encanta os eternos namorados.

Naquele momento havia efetiva ameaça para se cortar a “pobre” da árvore, sem se aperceberem os seus algozes que ela, a Árvore, ao contrário de pobre, era rica. Rica de história, de sentimentos, de saudades. Não, não se podia corta-la, para dá lugar a um ‘trailer’, que serveria de uma lanchonete-bar!

No dia que se propunha a municipalidade ceifar a árvore, chegaram ao meu escritório Iral, Nelbinho, Biu da Piscina, Mano de Fabiano, entre outros vereadores para contratar os meus serviços em defesa da desprotegida árvore. Aceitei, na hora! Adotei a medida judicial competente, cujo resultado foi determinante: VIDA PARA A ÁRVORE! VIVA A ARVORE! Até hoje a histórica árvore está viva, mesmo que subjudice, resistindo às intempéries da vida, e salvando-se quase sempre da ação depredadora, dos que não têm sensibilidade com a história de sua própria terra natal.

Ora, derrubar uma árvore com saúde, que é vida, que dá sombra, que embeleza a Cidade, não faz nenhum sentido. Aqueles que falam com as árvores, com os pássaros, com os animais, sabem disso. Considero o derrubar de uma árvore com vida, com saúde, mais um do que um crime ambiental. Para mim é um crime contra a humanidade. Depois disso, as árvores assim como as pessoas, têm a sua história, como têm as praças, avenidas, ruas, travessas, becos e vielas, de uma Cidade, etc. Também, os nomes das vias públicas, que retratam uma homenagem a um dos seus cidadãos ou cidadãs, não devem ser mexidos, trocados. Aqui na minha terra Pesqueira, hoje é moda derrubar uma árvore, duas árvores, dezenas de árvores, não importa quantas, só para as “autoridades” possam ver o carnaval passar, a banda passar. Não a banda de Chico Buarque: (…pra ver a banda passar cantando coisa de amor…).

Também, em Pesqueira, como em feira de troca-troca, mudam sem nenhum sentido a denominação de ruas, avenidas, praças, etc. Para mim esse tipo de comportamento se constitui em verdadeiro atentado contra a história das cidades, de seus filhos e filhas.

O HOMEM, O PAI…

E o que tem isso a ver com o nosso saudoso tubista FABIANO. Claro que tem. E como tem! Vamos aos fatos.

Como todos sabem Fabiano, os irmãos e irmãs herdaram dos pais, Ernesto e Maria Pacífica, o imóvel rural denominado de SÍTIO BOA ESPERANÇA, fincado em terra sanharoense. No Sítio Boa Esperança, Fabiano viveu com os irmãos: Ignês; Judite; José; Maria Anunciada; Alzira; Paulo; Severino; e Francisco. Nele viveu com dona Edite, sua estimada esposa, sua companheira de todos os momentos, com quem se casou a 22 de fevereiro de 1962, vendo nascerem os filhos: Maria Pacífica; Maria Clara; Hermano Belxior (Mano), Eugênio Pacelli, José de Anchieta; Maria da Conceição; João Bosco e Domingos Sávio. Nas terras do Sítio Boa Esperança, Fabiano foi feliz ao lado de dona Edite na construção de sua prole, mais tarde aumentada pelos netos e netas, bisnetos e bisnetas. Fabiano era o Senhor dos senhores, porque amado, respeitado, querido. Ele sempre dizia que ali era o seu lugar.

Os outros irmãos saíram para outras plagas. Foram em busca de novos rumos na vida, a exemplo de Severino (Xiquexique), que se debandou pras bandas de São Paulo, aonde fez a sua vida, seu nome respeitado, trabalhando como Delegado do Trabalho, criando a sua família, mesmo que sentindo saudades da sua Terra Sanharó, das suas ruas descalças, por onde descalço andou. Mesmo em São Paulo, esteve sempre presente na sua Sanharó, ora visitando a “terrinha”, e nela o seu querido Sítio Boa Esperança, onde encravada está parte da sua história, ora ligado pelo sentimento da saudade dos seus irmãos e irmãs, dos seus familiares todos, dos seus amigos de infância, das serenatas sob a luz do luar, dos namoros na pracinha da Cidade que lhe viu nascer, dos bailes à luz do lampião, da banda de música Santa Cecília (aí sim: “…pra ver a banda passar cantando coisas de amor…”), na qual desfilava com entusiasmo o irmão Fabiano, soprando a sua tuba, para alegria dos cidadãos e cidadãs sanharoenses.

Disse-me Severino, que tinha carinho por todos os seus irmãos, mas que sempre teve uma queda maior por Fabiano, porque Ele representava toda a história do Sítio Boa Esperança. Disse mais: Perdi irmãos e irmãs, sem poder vir de São Paulo. Só não esperava esta aqui, para ver meu irmão, para enterrá-lo. Foi Deus que quis assim!

E o leitor dessas notas deve está se perguntando: E o que tem haver a parte preambular dessas Canetadas, com Fabiano. É que lá escrevi que certa vez estive em Sanharó para defender uma ÁRVORE. Lá no prólogo, destas Canetadas, disse que estiveram em meu escritório, em Pesqueira, tempos atrás, vereadores de Sanharó, entre Eles: Hermano Belxior, Mano, filho de Fabiano, para que Eu defendesse uma árvore, ameaçada de ser ceifada por uma moto-serra, e por determinação da municipalidade.

Agora a pouco, há alguns dias que antecederam a morte de Fabiano, chegaram à minha casa (também, escritório), Mano (seu filho), o próprio Fabiano e Severino, seu irmão, carinhosamente conhecido por Severino “Xiquexique”. É que Severino tem tudo dessa “planta” nascida nas terras nordestinas, e que transferida para São Paulo, em forma de Homem, deu a grande lição de que o “Sertanejo (do nordeste brasileiro) é antes de tudo um forte”, como bem ensinou Euclides da Cunha. E Eu digo: Severino não é só um “Xiquexique”, é também, uma “baraúna”, pois apesar das dificuldades que enfrentou soube vencer as adversidades da vida, sendo espelho de lutas mil na trajetória de sua caminhada, alcançando o sucesso por caminhos nunca tortuosos como os galhos da baraúna, porém, tal e qual as suas folhas retilíneas, e suas flores brancas, que encantam aos olhos de quem as enxergam.

Em minha casa, Severino foi o interlocutor do grupo. Contou-me a história dos açudes, das suas águas cristalinas, mornas. Dos peixes a pular e pular de alegria e vida, fazendo manobras nas águas dos dois açudes, contíguos, que só a natureza explica. Hoje, os peixes não mais pulam e pulam. Estão mortos, sem vidas. Lembrou Severino, das pescarias lá realizadas. Dos banhos da meninada e da rapaziada da eterna Sanharó, cujo símbolo maior é uma abelha. Abelha que em vida eterniza o respeito à própria vida, ao meio ambiente, e que alimenta as pessoas, com o doce mel que produz.

O BOA ESPERANÇA

Discorrera-me Severino, sob o olhar tristonho do irmão Fabiano, e o olhar atento do sobrinho Mano, sobre as terras férteis do Sítio Boa Esperança, das plantações tantas, que passavam pelo capim e pela palma para alimentar o gado e outros animais.

Severino se manifestou sobre aquelas terras, de forma respeitosa e carinhosa, saudosa até, demonstrando profundo sentimento de dor. Uma dor incontida, afirmando que o Sítio Boa Esperança se constituía em fonte de riqueza da família. Do gado leiteiro, produzia o leite que alimentou a tantos e tantos. Dele se fazia o queijo que, também, enchia os tambores da Cilpe, empresa que, por muito tempo, deu riquezas as terras sanharoenses, fazendo de Sanharó uma das maiores e mais importante bacias leiteiras do Estado de Pernambuco. Do gado de corte falou da qualidade da carne que alimentava a família e que repassava para o açougue da Cidade, que, também, alimentava parte da população.

Mais, ainda: revelou-se apaixonado e saudoso do “Sítio Boa Esperança”, de ontem, quando pelas suas terras férteis era fonte de riquezas da família, em cujas terras plantaram hortaliças diversas, feijão e milho, mandioca para fazer a farinha, da sua massa o beiju, a tapioca, o bolo, para o sustento da prole. Lembrou Severino os tempos que os caminhões transportavam frutas, legumes e verduras para a CEASA. Saia de lá caminhões de cenouras. Era tudo muito bonito. Recordou, também, do gado, sempre alimentado e sem sede, dos cavalos, das aves, dos passarinhos que vinham beber nas águas cristalinas dos açudes.

Depois, silenciaram todos! De voz embargada e olhos lacrimejando, Severino concluiu: “mais do que Eu sabe meu irmão Fabiano que viveu e tomou conta de tudo, em toda essa vastidão de tempo, em nome de todos os irmãos e irmãs”. Disse mais: “Sabe Fabiano da dor que todos nós sentimentos pela agressão que as “autoridades” (aspas nossas) da nossa terra, parentes até, promoveram contra as terras que nos deixaram, por herança, esse patrimônio conseguido com muito trabalho e suor, os nossos pais, “seu” Ernesto e dona Maria Pacífica”.

“De repente, não mais do que de repente“, como diria o poeta Vinicius, ao olhar para a face do meu amigo Fabiano, vi lágrimas. Vi lágrimas, pela primeira vez no rosto austero de Fabiano. Vi lágrimas na face de um homem simples, de grande caráter, um sanharoense autêntico, tão violentamente desrespeitado no seu patrimônio.

Depois disso, contou-me Severino, já com o apoio de Fabiano, que os açudes do Sitio Boa Esperança haviam sido invadidos pela ação nefasta do próprio Município, que lhes vira nascer. Não o Municipio em si, mas Município que como ente público, como entidade, como Prefeitura, o qual deveria socorrer as terras, as plantas, as águas e o ar da nossa Sanharó.

Do Município que como ente público deveria primar e defender o meio ambiente, não destruindo a esperança de dias melhores para o seu povo, para o seu munícipe, para o seu contribuinte, não poluindo as suas águas, não decepando a nossa história, não derrubando as suas árvores históricas. Ao contrário disso deveria incentivar a pacífica união entre o Homem e a Natureza. O Homem, que é vida! A natureza, que é vida! O Homem que não vive sem contemplar a natureza, dela dependendo desde os primórdios.

O DIREITO

A verdade é que o Município de Sanharó, como entidade, poluiu as águas dos açudes do Sítio Boa Esperança, os açudes de Fabiano e de Severino “Xiquexique”, de seus familiares, dos seus filhos e filhas, dos seus netos e netas, dos seus bisnetos e bisnetas, na própria ordem sucessória da vida, enquanto vida, ou após a morte, com o agravante de ter sido o projeto aprovado pela Caixa Econômica Federal, para a construção de Casas. Que se construam casas, vielas, becos, travessa, ruas, avenidas, praças. Que se construam novas Cidades dentro da mesma Cidade, mas que se respeite a propriedade, princípio constitucional assegurado no inciso XXII, do artigo 5º da Constituição Federal: (Art. 5º XXII – é garantido o direito de propriedade).

Que se respeite, mais ainda, quando a propriedade atende a sua função social. As terras de Fabiano e Severino sempre atenderam a sua função, além de serem elas fonte do sustento alimentar da família, cumprindo assim, o dispositivo constitucional determinado pela a CF, Art. 5º, inciso XXIII – “a propriedade atenderá a sua função social”.

Mas, ao invés dessas constitucionais garantias, invadiram-nas, transformaram os seus açudes, em meros depósitos de fezes, fezes humanas, as quais escorrem, mais ainda hoje, caminho afora, caminho adentro, por linhas sinuosas ou não, até caírem nas então águas cristalinas dos açudes fincados nas terras do Sítio Boa Vista.

Ora, se por necessidade de transformar os açudes em bens de utilidade pública, que atendessem esses gestores, ao que preconiza o inciso XXIV do art. 5º da Constituição Federal, que assim determina: – “a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição”.

E para os casos, se fosse o caso, em que os bens particulares de Fabiano e Severino, oferecessem iminente perigo público, o que nunca foi, a Carta Magna permitira à municipalidade a aplicação do que conceitua o seu inciso XXV, do artigo 5º, que assim se pronuncia: “No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano”.

Ora, Senhores e senhoras, Cidadãos e cidadãs sanharoense, o que fizeram com os açudes do Sítio Boa Esperança foi brutal, criminoso até, fato este que se constitui no mais grave desrespeito à pessoa humana. Quem conheceu Fabiano, que conhece Severino Xiquexique, sabe que eles não mereciam esse tratamento, como não mereciam, igualmente, os demais filhos de “seu” Ernesto e dona Maria Pacífica.

Que se construam casas e mais casas, mas não se permitam ferir o Estado de Direito, dentro da concepção de uma sociedade livre, justa e solidária. Que se construam o que o Município precisa para que se promova o seu desenvolvimento, mas não se afronte a cidadania das pessoas, para não gerar desigualdade social, para não ferir o direito adquirido, o direito a propriedade, preconizado pela CF, respeitando-se assim o direito à vida, não submetendo as pessoas a tratamento desumano.

A SAUDADE…

A foto acima publicada aqui no OABELHUDO é o registro do nosso último encontro, do meu encontro com Fabiano, quando fui conhecer de perto a brutalidade, o desrespeito que praticaram essas “autoridades” nos açudes da Fabiano e Severino. Esse encontro se deu às margens dos açudes cavados em terras da família, ainda construídos pelo seu esforço de seus pais, Ernesto Maria Pacífica. As fotografias outras, são prova inconteste do crime que foi praticado nas terras da Fabiano, nos açudes de Severino.

Foi lá que vi Fabiano pela última vez. Foi lá que o vi chorar. Foi lá que o vi tristonho e cabisbaixo. Foi lá, nas terras da “Boa Esperança”, que o vi sem ESPERANÇA. O seu semblante, na foto, bem demonstra a tristeza que carregava em si, sem saber que da vida estava se despedindo.

Ao seu sepultamento compareci, eu vi a sua Cidade chora a sua morte. Vi a homenagem que os seus conterrâneos e conterrâneas lhes prestaram. Vi o choro incontido dos seus filhos e filhas, netos e netas, bisnetos e bisnetas. Vi o discurso emocionado de Severino seu irmão, que falou com o coração e alma, mesmo que partidos pela dor, pela saudade que ali se iniciara. Vi em dona Edite a mesma mulher forte que sempre foi, e que ao seu lado criou os filhos. Ouvi o badalar dos sinos da Matriz de Sanharó, mas o som que ecoava, se nos chegava, como o som da sua tuba, que tantas vezes sopradas na banda Santa Cecília, que presente lhe prestou uma justa homenagem.

Aceitei o desafio de defender os AÇUDES de Fabiano e Severino, com a mesma ênfase, com a mesma coragem, com o mesmo sentimento de Justiça, com os quais defendi aquela ÁRVORE, fincada na praça principal da sua Cidade.

De lá de cima, ao lado do Arquiteto do universo, tocando a sua tuba na banda celestial dos anjos, saiba Fabiano que lutarei pelo seu direito, agora direito de dona Edite e de seus filhos, também, do seu irmão Severino.

 

* De Pesqueira para Sanharó

Jurandir Carmelo

NOTA DE PESAR – E lá se foi Gilberto de Zuca…

GILBERTO MATIAS GOMES

“Gilberto de Zuca Guarda”

 

 

OS PÊSAMES DA FAMÍLIA OABELHUDO

 

Tomei conhecimento agora pela manhã que o estimado amigo – GILBERTO MATIAS GOMES ou Gilberto de Zuca, faleceu. Não sei de que foi, ainda. Todavia uma coisa me ocorreu. Lembrei-me de
Gilberto em alguns da minha vida. Menino criado ali na dr. Benjamim, era comum vê-lo com meu amigos Zé de Ineizinha, Coca, Gustavo e alguns outros. Fazia parte do nosso convívio na sinuquinha que Zé de Ineizinha tinha em casa e que era ponto de todos nós, nas tardes calorentas dessa nossa Sanharó.

Integrou também a nossa Banda de Música Santa Cecília e foi um bomempregado da Laticínios Sanharó, desde à época de seu Cloves, Heriberto e Gilberto Guimarães. Continuou ali na administração da Cilpe e até o seu fechamento aí já no comendo da Parmalat que conseguiu o milagre de naufragá-la, quase levando nosso município na infeliz empleitada.

A última vez que o vi foi no velório de Delço de Zequinha Metro. Me parecia bem. Reclamou de algo, mas ele mesmo arrematou dizendo ser mal da idade…

São os percalços da vida. Nos dispersamos uns dos outros e quando damos por conta, a vida passou, amizade diminuiu, o tempo encurtou e os assuntos pessoais mais ainda. Só temos assuntos velhos que o tempo ainda não destruiu…É um caso a se pensar.

Aonde estão os nossos velhos camaradas. Os moleques do jogo pinhão. do Jogo de bila e de castanha nas velhas calçadas…

Gilberto tinha a titela avantajada. Brincávamos com ele, dizendo que engulira um caroço de manga e este ficara ali; atravessado.

Para um domingo morno, talvez iguais a tantos outros, por instante me vejo menino brincando com os gilbertos da vida…

Aos seus familiares as condelências da Família OABELHUDO e o desejo de que Deus o acolha dentre os bons como assim o foi aqui na terra. Bom filho, bom amigo e bom pai. Enfim que todos que gozaram da alegria da convivência, encontrem em Deus o conforto pela sua inesperada perda.

O velório está acontecendo em sua residência, no sítio das moças. O enterro será logo mais às 16:00 horas.

Paulinho Muniz

PESQUEIRA EM 02 MOMENTOS : MORRE O EX VEREADOR RAIMUNDO BEZERRA. – Editoria Política

Ex-vereador Raimundo Bezerra é

sepultado em Pesqueira

 

 

De personalidade forte, o ex-vereador e agropecuarista Raimundo Bezerra da Silva, fez história na política pesqueirense. Foi presidente da câmara pelo extinto Partido da Frente Liberal (PFL) entre 1989 e 1992, na época do governo João Leite. Na legislatura anterior (1982 a 1988), no primeiro mandato de Evandro Maciel Chacon (na época do PFL), foi personagem de um dos fatos políticos mais inusitados de Pesqueira e de Pernambuco: era um dos três irmãos que se elegeram vereadores e tinha que se confrontar na tribuna da Casa Anísio Galvão com o próprio sangue. Raimundo, Bonifácio e Daniel Bezerra, filhos de Zé Novo, foram os três irmãos que se elegeram numa mesma legislatura, caso nunca ocorrido na história da política brasileira. Raimundo pelo PDS, Bonifácio pela sublegenda PDS II e Daniel pelo PMDB. “A convivência era democrática. Eram amigos, mas defendiam ideais diferentes”, explica Danielzinho, filho de Daniel e sobrinho de Raimundo.

Raimundo de Zé Novo, como era mais conhecido, após duas vitórias seguidas (entre os anos de 1982 a 1992), perdeu espaço político e deixou de lado a vida pública. Dedicou-se, neste ínterim, ao negócio agropecuário. Radicou-se por alguns anos em Mato Grosso e visitava o município vez por outra. Recentemente, voltou a Pesqueira e filiou-se ao Partido Verde (PV), cuja legenda seria suporte da candidatura a vereador que defenderia em outubro deste ano.

Lutava bravamente contra o câncer, mas não resistiu às complicações do mal e veio a falecer na última segunda-feira, dia 06 de fevereiro, em Arcoverde. O sepultamento ocorreu na terça-feira, dia 07, no cemitério de Pesqueira e o cortejo foi acompanhado por milhares de pessoas e autoridades, inclusive a prefeita Cleide Oliveira, o vice Vambrug Sá e colegas vereadores. A câmara de vereadores decretou luto oficial por três dias.

Pesqueira:

vereador Erisvaldo Guedes

luta pelo mandato

 

Vereador Eris Guedes.

 

Recluso desde ontem, dia 08, no presídio Desembargador Augusto Duque, em Pesqueira, o vereador Erisvaldo Guedes de Carvalho (PP) está calmo e espera que “a Justiça seja feita” para ganhar a liberdade. A informação foi dada pelo irmão dele, o ex-vereador Eraldo Guedes, que hoje (quarta-feira) procurou a Câmara de Pesqueira em busca de informações jurídicas para tentar solucionar o caso. Eraldo informou que advogados trabalham na tentativa de libertar o vereador nas próximas horas.

A Polícia Civil de Pesqueira, com o apoio da Polícia Militar, cumpriu nesta quarta-feira ao meio-dia um mandado de prisão preventiva, expedido contra o vereador, que é primeiro-secretário da Câmara Municipal de Pesqueira. O delegado titular de Pesqueira, Luiz Bernardo Moraes, que comandou a operação, informou a um blog local que o vereador foi condenado em segunda instância no Tribunal de Justiça de Pernambuco, incurso no artigo 129 § 2º, Inc. I, III e IV do Código Penal Brasileiro, por lesão corporal gravíssima.

O delegado informou ainda que os policiais após tomarem conhecimento do mandado fizeram campana em frente à câmara de vereadores e depois próximo da residência do vereador. Após terem a certeza do mesmo estar em casa, realizaram a prisão do político, que está à disposição da justiça local. A pena imposta pela justiça é de seis anos de reclusão em regime semiaberto e ficará a critério do Juiz da Vara de Execuções Penais de Pernambuco, a forma como o imputado irá cumprir a pena.

De acordo com informações da Assessoria Especial da Câmara de Vereadores de Pesqueira, baseadas na Lei Orgânica do Município, de abril de 1990, “pode perder o mandato o vereador que sofrer condenação criminal em sentença definitiva e irrecorrível”, o que não é o caso de Eris Guedes. Mas a notícia caiu como uma bomba nos meios políticos de Pesqueira, uma vez que não é primeira vez que o vereador tem seu mandato ameaçado. Eris Guedes responde também a uma investigação por infidelidade partidária, quando trocou o PSDB pelo PP.

Já uma fonte, que preferiu não se identificar, informou que, confirmada a condenação de Eris Guedes, qualquer vereador poderá solicitar a instauração de um Requerimento de Cassação por Quebra de Decoro Parlamentar, que pode ou não ser aceita e avaliada pela presidência da câmara. A fonte lembrou ainda que “nenhum funcionário público pode exercer o cargo tendo condenação criminal”. O Presidente da Casa Evandro Junior informou, através de sua assessoria, que só vai se pronunciar sobre o caso após ouvir o Departamento Jurídico da Câmara de Vereadores de Pesqueira.

O vereador é acusado de, em 1998, desferir um tiro contra um amigo depois de uma discussão numa bebedeira. Após a confusão, a vítima permaneceu hospitalizada por meses e ficou até hoje com sequelas irreparáveis.

CONTO : “Zoião apenas ria…”. Amigo é pra essas coisas…- Por Marco Aurélio F Soares.

AMIGO É PRA ESSAS COISAS…

 

 

Marco Soares

 

 

Zoião saiu de sua cidade no interior do Nordeste e danou-se para São Paulo. Lá trabalhou que nem um cavalo e resolveu voltar para a sua terrinha quando os anos começaram a lhe pesar. Queria viver seus momentos finais rodeado dos seus parentes e amigos de infância e juventude. A mulher por lá falecera e os filhos já tinham seus lares, de modo que lhe pareceu que o momento era mais que propício.

Logo que ele chegou a notícia se espalhou pela pequena cidade e Zeca, amigo de infância, apressou-se em convidá-lo para um almoço em sua casa. Neste almoço ele encontrou Tonhão, convidado especialmente por Zeca, que sabia da amizade que este dedicava à Zoião nos tempos de juventude. Entre goles de uísque, puseram-se a conversar. Zoião falou que trabalhou trinta e cinco anos em São Paulo, a maior parte na LIGHT – a companhia energética de lá, na época.

Tonhão ponderou: “Você está certo Zoião, boa aposentadoria, os filhos todos no seu cada qual, tem mais é que aproveitar a vida. Vocês estão convidados para almoçar na próxima semana lá em casa”. Zeca emendou: “É… muitos vão, mas poucos voltam vitoriosos. Nem todo mundo tem a sua sorte, Zoião. Você foi inteligente em ter vindo: São Paulo está ficando cada dia mais complicado para se viver, o melhor mesmo é você usufruir o que tem por aqui”. Zoião apenas ria.

Na semana seguinte lá estavam eles novamente tomando uísque da melhor qualidade. Farra longa, entremeada de muitas risadas: Zoião era uma pessoa alegre, contadora de causos, muito agradável.

Na hora da despedida Zeca e Tonhão o intimaram: “na próxima semana é sua vez”. Zoião, meio desconcertado, disse: “Olha, sinceramente eu não posso retribuir por enquanto seus gestos de amizade, porque tenho que viver com as pequenas economias que fiz em São Paulo e com o que me coube do acordo que fiz com a LIGHT, o que não é muita coisa”. Zeca e Tonhão perguntaram simultaneamente: “Você não está aposentado?”. Zoião, desanimado, respondeu: “Ainda faltam treze anos, exatamente o tempo que eu trabalhei como camelô”. Despediu-se e foi embora.

Zeca se voltou para Tonhão e, furioso, comentou: “É um f.d.p, deixou um emprego bom para vir vagabundear aqui às nossas custas”. Tonhão não perdeu o humor e, resignado, falou: “Amigo é pra essas coisas…”

SOLIDARIEDADE : PADRINHO DE CASAMENTO DOA RIM A ESPOSA DO AMIGO. (*)

Padrinho de casamento doa rim

a esposa de amigo

 

 

Uma mulher com sérios problemas renais teve sua vida mudada depois de receber um rim do padrinho de seu casamento.

 

Doador e a Receptora. Um grande gesto de humanidade e Solidariedade.

 

 

Desde 2007, depois de sofrer falência renal, Leanne Stefanovic, de 31 anos, era obrigada a se submeter a sessões diárias de nove horas de diálise. Sem as sessões de diálise, ela correria risco de morte

Mas a situação mudou na semana passada, quando ela recebeu em transplante um rim de Stuart Kilgannon, de 39 anos, que foi padrinho do casamento da britânica, ocorrido no Chipre, em 2011.
O marido de Leanne, Shaun Stefanovic, e outros familiares constataram, em exames, que seus órgãos não eram compatíveis para serem usados em um possível transplante.
“Me sinto normal de novo. Não pensei que ia me sentir tão bem tão rapidamente”, disse Leanne após a operação.
Tenho muito o que agradecer a Stuart agora.”


Recuperação

Leanne, o marido e o padrinho são da região de East Yorkshire, no nordeste da Inglaterra. A operação de transplante de rim foi realizada no hospital St James, na cidade de Leeds

O doador, Kilgannon sentiu fortes dores logo após a operação e pegou uma infecção durante a recuperação, mas já conseguiu passar o final de semana em casa.
“É difícil descrever, mas é um sentimento fantástico”, disse o doador.
“Já vi a Leanne e ela parece dez anos mais jovem. O funcionamento do rim dela está melhor que o meu. Ver como ela está é inacreditável”, acrescentou.
Leanne precisará tomar remédios contra rejeição para o resto da vida, mas não precisará voltar a fazer diálise.
Kilgannon é amigo do marido, Stefanovic, que o visitou logo após a doação.
“Vi Stuart (Kilgannon) logo depois, choramos juntos”, disse o marido de Leanne.
“Não consigo expressar em palavras o que ele fez por nós. Como você agradece a uma pessoa que faz isso por sua esposa? Ele é meu herói.”
Stuart está sentindo muita dor, mas ele está animado e todos nós estamos muito alegres”, disse Debbie Kilgannon, mulher do doador.
É um presente excelente (dado por Stuart). Estou muito orgulhosa dele”, acrescentou.

(*) BbcBrasil

NOTA PESAR : FALECEU JEFFERSON CORDEIRO VALENÇA.

 FALECEU

DR. DEZINHO DE SEU LILI

 

Do estimado colaborador Paulinho Foerster, recebemos a notícia que repassamos aos nossos leitores. Faleceu hoje pela manhã o Dr. Jefferson Cordeiro Valença ou, para nós sanharoenses, Dr. Dezinho. Era filho de dona Nazinha – Maria Aurora Madeiros Valença e de seu Lili – Elias Cordeiro Valença e formado em odontologia, em 1952. Dentre seus irmãos, vivos, residentes em Sanharó, citamos dona Anilda Valença Foerster (viúva do ex-vereador e ex-prefeito, Paulo Foerster) e Valdemir Cordeiro Valença.

Atuou profissionalmente por muitos anos aqui em nossa terra. Além disso, prestou eméritos serviços como Professor do Ginásio Pio XII e da Escola Normal Emilia Câmara. Escolas criadas pelo saudoso Padre Heraldo Cordeiro de Barros que mudou a história de Sanharó. Dr. Dezinho, juntamente com Tonico Caraciolo, Amaro Soares de Souza, dona Conceição Lemos Pereira, o ex-padre José Vanildo Cordeiro e alguns abnegados transformaram a vida de muitos sanharoenses oferecendo-lhes uma oportunidade de crescimento intelectual e profissional.

Enfim, deixar aqui e agora registrado que Sanharó tem uma dívida de gratidão com esse homem pelo que foi e mais ainda pelo legado deixado aos seus antigos alunos.

A dona Zuleide Valença, em nome dos demais familiares as condolências da Família OABELHUDO.

Dom Pablito

Transcrevo o bilhete enviado pelo nosso colaborador:

 

Paulinho de Lá

A notícia, desta vez, não é boa, mas faz parte de qualquer ser vivo.
Faleceu no início da manhã,e foi sepultado no final de tarde no Cemitério da Paz, Dr. Jefferson ou Dr. Gerson, para mim era tio Dezinho.
Além de ser primeiro dentista de Sanharó, sua terra natal, onde residiu por longos anos e onde nasceram vários dos seus filhos. Creio que ele fazia parte do grupo dos primeiros professores dos colégios de Sanharó. Além das citações, era um sanharoense nato. Tricolor doente, e me recordo que todos os domingos que o Santa jogava, lá em casa estavam alguns torcedores para assistirem o jogo pelo rádio (Seu Ernesto Barbeiro,Dezinho, Eriberto, algumas vezes João Pessoa, além de mim). Em Sanharó nessa época não tinha energia elétrica.

 

REFLEXÃO : AMIZADE FRATERNA E INDISSOLÚVEL. – Colaboração de Ducarmo Leite Calado.

AMIZADE ou AUTO RETRATO

 

 

BONSAI - Em homenagem a minha e a sua Primavera...

 

 

 

Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo… Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo bobo que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão “avant garde” no meu pátio. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante.

Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.

Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia?

Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 &70, e se eu, ao mesmo tempo, desejo chorar por um amor perdido … Eu vou.
Vou andar na praia em um short sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set.

Eles, também, vão envelhecer.

Eu sei que eu sou às vezes esquecido. Mas, há mais algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes.

Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.

Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.
Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais.

Eu ganhei o direito de estar errado.

Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser velho. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer).

Que nossa amizade nunca se separe porque é direto do coração!

 

Fonte: (AS VANTAGENS QUE SÓ A IDADE PROPORCIONA) – Circula pela Internet

(Foto e frase retirado do 50eMAIS)