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Artigo/Opinião: Yes, Nós Temos Arenas… – Por Walter Jorge de Freitas *

 

YES, NÓS TEMOS ARENAS

 

 

 

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“Estivessem os compositores carnavalescos contemporâneos mais atentos, não faltariam motivos nos dias atuais para servirem de temas para frevos e marchinhas”.

“Essa irresponsável invenção de fazer uma Copa do Mundo aqui no Brasil, por exemplo, seria um prato cheio para os antigos compositores, principalmente os cariocas”.

 

 

Vai voltar tudo de novo. É por isso que dizem: velho é bicho besta. Mal começa janeiro, eu fico a me lembrar daquelas marchinhas carnavalescas dos anos cinquenta e sessenta, que por terem sido muito tocadas no rádio, ficaram “remoendo” na minha cabeça.

Seus autores, notáveis cronistas sociais, conseguiram enorme sucesso por causa das letras feitas com o intuito de criticar as situações vivenciadas nas metrópoles brasileiras, aproveitando-se sempre do período de carnaval, quando as multidões estavam nas ruas e nos clubes.

A crise do fornecimento de água e luz no Rio de Janeiro serviu de inspiração para que Paquito e Romeu Gentil compusessem a marcha Tomara que Chova. Vitor Simão e Fernando Martins brindaram os foliões com Vagalume, cuja letra diz: Rio de Janeiro/ Cidade que me seduz/De dia falta água/de noite falta luz.

João de Barro fez Yes, Nós Temos Bananas, em parceria com Alberto Ribeiro. Confesso que não sei a que problema essa música fazia referência, mas ela alcançou relativo sucesso a partir do ano de 1938.

João Roberto Kelly, autor de inúmeros sucessos carnavalescos, marcou um gol de placa ao compor com Floriano Faissal a marcha A Cabeleira do Zezé, que segundo ele, surgiu de uma brincadeira com um garçom do Copacabana Palace, porque sua cabeleira chamava a atenção naquela época. O apelido Zezé é fictício. Jorge Goulart gravou  e conquistou o Brasil com o seu vozeirão. Ainda hoje é uma das mais cantadas.

Estivessem os compositores carnavalescos contemporâneos mais atentos, não faltariam motivos nos dias atuais para servirem de temas para frevos e marchinhas.

Essa irresponsável invenção de fazer uma Copa do Mundo aqui no Brasil, por exemplo, seria um prato cheio para os antigos compositores, principalmente os cariocas.

O Mensalão, a falta d’água e os constantes desligamentos de energia elétrica no Rio e outras cidades brasileiras, certamente não passariam em branco. As mentiras dos  nossos políticos, os discursos de Lula e Dilma, o “reinado” da família Sarney, a santidade do casal Garotinho, as “verdades” de Maluf, o Rio novamente sem água e energia, também dariam bons enredos..

Mudando um pouco o rumo da conversa, neste início de semana, emissários da FIFA voltaram a fiscalizar as obras projetadas para a Copa do Mundo.

Embora o governo negue, sabemos que a maioria do que foi prometido não sairá do papel. Os governantes juraram que não entraria dinheiro público, mas está ocorrendo justamente o contrário. Tudo em nome da emergência. As empreiteiras estão adorando!

O certo é que teremos as arenas, os jogos e tudo mais relacionado com o maior torneio de futebol do Globo, entretanto, grande parte da população brasileira continuará sem contar com boas escolas públicas, nossas universidades cada vez mais sucateadas, a saúde pública sem atender às carências dos cidadãos mais pobres, os aeroportos recebendo “puxadinhas” em vez de melhoramentos, a nossa malha rodoviária em estado deplorável e os presídios transformados em depósitos de gente.

E tem mais um detalhe: depois da Copa, alguns estádios (ou arenas), ficarão sem serventia e provavelmente em pouco tempo estarão em ruínas, numa gritante afronta à pobreza que campeia em boa parte do território brasileiro.

 

 

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* Autor: Walter Jorge de Freitas – Walter é pesqueirense, professor, comerciante, cronista, colaborador do blog OABELHUDO, poeta, contista e pesquisador musical.

BRASIL: Câmara aprova projeto que dá brecha à criação de municípios *

Levantamento do GLOBO identificou 410 novos**

pedidos em assembleias legislativas

 

pressão das galerias na votação da Câmara ontem

pressão das galerias na votação da Câmara ontem

 

Com as galerias repletas de manifestantes que, de pé, aplaudiram os deputados, a Câmara aprovou nesta terça-feira, por 319 votos a favor e 32 contra, além de duas abstenções, projeto de lei complementar que reabre a possibilidade de criação de novos municípios via assembleias legislativas dos estados. Sete destaques para modificar o texto ainda foram apreciados. A farra de criação de novos municípios foi interrompida em 1996, quando emenda constitucional aprovada exigiu a aprovação de lei federal traçando os novos critérios para a criação, incorporação e desmembramentos de cidades a serem seguidos pelas Assembleias estaduais. O texto original já tinha sido aprovado no Senado, mas como foi modificado pela Câmara, retorna àquela Casa para nova votação.

Levantamento feito pelo GLOBO nas Assembleias dos 26 estados da federação revelou que, se a porteira for novamente aberta, o país poderá ganhar até 410 novos municípios, elevando para quase 6 mil o número de cidades brasileiras — hoje já são 5.578 municípios. A criação de novos municípios implica em aumento de gastos para custear as estruturas de Executivo e Legislativo da nova cidade, além de novos representantes a serem eleitos, os servidores públicos que irão dar suporte.

O texto base, negociado pelo governo federal com os parlamentares, foi aprovado por volta de 21h30m. Seis dos sete destaques que tentavam modificar o texto, tornando as regras mais flexíveis, foram derrotados e apenas um aprovado, contra a vontade do governo. Foi retirada do texto o impedimento de desmembrar municípios que tenham áreas pertencentes à União, suas autarquias e fundações. O líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), fez o apelo para que o texto acordado fosse mantido.
– Vamos manter o texto, foi fruto de acordo. Se modificarmos, o texto irá ao Senado, mas não se sabe quando será votado – ameaçou Chinaglia, ao perceber que partidos da base aliada estavam apoiando a emenda apresentada pelos tucanos.
O apelo de Chinaglia não surtiu efeito. Dividida, a base aliada permitiu a aprovação da emenda. Os deputados que defenderam a modificação argumentaram que o texto inviabilizaria a emancipação em vários estados, como o Pará, onde existem muitas terras da União. Mesmo se houver o desmembramento, argumentaram técnicos da Câmara, a terra continuará sendo da União.

* Fonte: O Globo

**NOTA DO BLOG

Em Pernambuco, a expectativa é de que alguns distritos consigam emancipação, salvo, se o Senado alterar, também, o que está aprovado pela câmara dos deputados. Os distritos de Cavaleiro e Curado, ambos em Jaboatão dos Guararapes têm condições legais de se emanciparem. Isso é um processo que ainda vai passar pela Assembleia Legislativa e um plebiscito junto à população. Alguns parlamentares defendem que outros distritos, também, teriam condições, a exemplo de:

Nascente – distrito de Araripina;

Rajada – distrito de Petrolina

Pão de Açucar – distrito de Taquaritinga do Norte

São Domingos – distrito de Brejo da Madre de Deus

Negras – distrito de Itaíba

Rainha Isabel – distrito de Bom Conselho e

Caraibeiras – distrito de Tacaratu.

Pelo que está aprovado, o distrito terá obrigatoriamente que ter uma população, não inferior a 8 mil habitantes…Em nossa opinião o projeto é absolutamente desnecessário e tem um viés apenas eleitoreiro. Tomara que o Senado demore, pelo menos, mais dez anos para votá-lo.

Dom Pablito

Editor

SENADO FEDERAL: Nomeados por atos secretos, sete garçons recebem remuneração de até R$ 15 mil *

Todos contratados de uma só vez, em 2001, pelo então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia

O garçom do Senado Federal, José Antonio,(Zezinho) durante seu trabalho servindo água mineral e cafezinho para os senadores. (O Globo / Ailton de Freitas)

O garçom do Senado Federal, José Antonio,(Zezinho) durante seu trabalho servindo água mineral e cafezinho para os senadores. (O Globo / Ailton de Freitas)

O cafezinho dos senadores tem um custo alto, menos pelo produto servido, mais pelos garçons que servem os parlamentares no plenário e na área contígua. O Senado tem uma equipe de garçons com salários até 20 vezes maiores do que o piso da categoria em Brasília. Para servir os senadores, sete garçons recebem remuneração entre R$ 7,3 mil e R$ 14,6 mil — três deles atuam exclusivamente no plenário, e quatro ficam no cafezinho aos fundos, onde circulam parlamentares, assessores e jornalistas. O grupo ocupa cargo comissionado na Secretaria Geral da Mesa com título de assistente parlamentar. Todos nomeados de uma só vez, num dos atos secretos editados em 2001 pelo então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia.

Nestes 12 anos, os garçons (ou assistentes parlamentares) foram promovidos a cargos comissionados superiores ao mencionado no ato secreto: saíram do AP-5, que tem remuneração básica de R$ 3,3 mil, para o AP-4 e até mesmo o AP-2, com vencimentos básicos de R$ 6,7 mil e R$ 8,5 mil, respectivamente. Em março, o maior salário pago foi a José Antonio Paiva Torres, o Zezinho, que serve exclusivamente os senadores no plenário. Ele recebeu R$ 5,2 mil somente em horas extras. A remuneração bruta chegou a R$ 14,6 mil.

Outros dois garçons também têm a obrigação de cuidar do cafezinho dos senadores no plenário. Um deles é Jonson Alves Moreira, que virou notícia na última sexta-feira, quando O GLOBO mostrou Jonson fazendo as vezes de um dublê de senador, num plenário vazio, a pedido do único orador que fazia uso da palavra naquele momento, João Costa (PPL-TO). Enquanto João Costa falava, Jonson concordava com a cabeça. O salário pago a ele em março foi de R$ 7,3 mil.

Na copa, ficam os outros quatro garçons. Todos eles são amigos de longa data. O grupo assumiu os cargos de uma só vez, em 17 e 18 de outubro de 2001, menos de um mês depois da edição do ato secreto por Agaciel Maia, hoje deputado distrital. Boa parte era vinculada a empresas terceirizadas. A nomeação a um cargo comissionado ocorreu num momento de vazio da gestão do Senado. O ato secreto é de 20 de setembro de 2001, dois dias depois da renúncia do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) ao mandato e à presidência do Senado, e no dia em que Ramez Tebet assumiu o comando da Casa.
— Aqui todo mundo se conhece há um tempo, a gente viu muitos senadores passarem por aqui. O serviço é bem tranquilo — diz um dos garçons do Senado.

Os assistentes parlamentares estão vinculados à Secretaria Geral da Mesa. A secretaria, aliás, tem um garçom do grupo — que diz apenas distribuir papéis atualmente — à sua disposição. Em resposta ao O GLOBO, a assessoria de imprensa do Senado afirma que os servidores realizam atividades de apoio previstas no Regulamento Administrativo da Casa.

* Fonte: O Globo / Vinícius Sassine

HOMENAGEM: 06 de Março – DATA MAGNA DO ESTADO DE PERNAMBUCO *

O "Sacrifício" de Frei Caneca - O Mártir da Revolução Pernambucana.

O “Sacrifício” de Frei Caneca – O Mártir da Revolução Pernambucana.

 

(Revolução de 1817)

06 DE MARÇO foi instituída como “A DATA MAGNA DO ESTADO DE PERNAMBUCO”, por ter sido um Marco Histórico de Libertação de Portugal, (representando o Sentido de Liberdade) do povo pernambucano contra a opressão do domínio português( D. João VI).

Foi um ato que deixou Pernambuco Independente de Portugal. Foi o único Estado Brasileiro a ficar livre do domínio português antes da Independência do Brasil, acontecida em 07 de Setembro de 1822.

A História :

Em 16 de Fevereiro 1800, o antigo Colégio dos Jesuítas, então entregue ao Bispo Diocesano Dom José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho, foi transformado em Seminário, cuja finalidade era dar instruções à mocidade em todos os principais ramos da Literatura, própria não só, de um eclesiástico, mas também, de um grande cidadão que se propõe a servir ao Estado.

Com a chegada do Século XIX, as idéias liberais republicanas, divulgadas pelos teóricos da Revolução Francesa(1789) eram debati das nas sociedades secretas, nos púlpitos das igrejas e entre os alunos no recém-instalado Seminário de Olinda (ONDE AS IDEIAS REVOLUCIONÁRIAS BROTAVAM ).

Uma vez que, o grande acervo literário e cultural e os mais destacados professores, os futuros dirigentes da Revolução encontravam-se no Seminário de Olinda :

-Padre José Ignácio Ribeiro de Abreu e Lima (Padre Roma),

-Padre João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro, e

-Padre Miguel Joaquim de Almeida Castro(Padre Miguelinho).

Ensinando Teologia, Filosofia, Geometria, Geografia, Grego, Francez e Belas Artes.

E ao mesmo tempo,

As sociedades secretas (Maçonarias) continuavam sua revolução doutrinária, “a fim de tornar conhecido o estado geral da Europa, os estremecimentos e destroços dos governos absolutos, sob os influxos das idéias democráticas.” Tornando-se verdadeiro celeiro de liberais.

Paralelamente os lentes e seminaristas do Seminário de Olinda se encarregavam de difundir as ideias de Jean Jacques Rousseau e Montesquieu, juntamente com preceitos da Constituição dos Estados Unidos da América e da Declaração Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, provocando assim uma verdadeira mudança cultural.

Em 1801, foi descoberta e sustada a misteriosa conspiração dos Suassunas, que tinha por fim, transformar Pernambuco em uma República, sobre a proteção de Napoleão Bonaparte, com a prisão dos irmãos Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, Luis e José,

Estas reuniões realizadas em lojas maçônicas- em suas residências, na cidade de Itambé vamos encontrar Dr.Manoel de Arruda Câmara, em Jaboatão no Engenho dos Suassuna – temos o Sr. Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque (que em 1835 foi Governador em Pernambuco) e a terceira loja maçônica ficava no Pátio do Paraíso, na Atual Av. Dantas Barreto, defronte do prédio INSS.

Nestas reuniões os assuntos eram estritamente nacionalistas, contra o Governo de D. João VI. Nos púlpitos das Igrejas, espalhadas por toda a província, as novas idéias eram propagadas pelos padres recém saídos do Seminário de Olinda, alguns com estudos na Europa, criando um clima, por demais favorável, à revolta; que a tradição popular veio a denominar … a Revolução de Padres. Esse longo processo de mais de 16 anos,veio eclodir em 1817 encabeçada pelo padre João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro, Domingos José Martins e Antonio Gonçalves da Cruz, além de alguns soldados do regimento de primeira linha.

Imediatamente, foram convocados os Oficiais Generais Portugueses, que se encontravam no Recife e, determinada a prisão dos civis e militares envolvidos, entre eles os Capitães de Artilharia Domingos Teotônio Jorge Martins Pessoa, José de Barros Lima(Leão Coroado), Pedro da Silva Pedroso e José Mariano de Albuquerque.

A prisão dos implicados dar-se-ia no dia seguinte, 06 de Março de 1817, tendo se destacado o Marechal José Roberto Pereira da Silva para efetuar a prisão dos civis.

O Brigadeiro Manuel Barbosa de Castro, chefe da Artilharia “português, orgulhoso, altivo, violento, e severo”. Reuniu a tropa e resolveu desacatar os oficiais suspeitos, acusando-os de agitadores.

Domingos Teotônio Jorge o repeliu, tendo o Brigadeiro imediatamente ordenado ao Capitão Antonio José Vitorino que efetuasse a sua prisão na Fortaleza de Cinco Pontas.

De maneira diferente procedeu o Capitão José de Barros Lima, conhecido pela alcunha de “Leão Coroado”, que ao ser intimado da voz de prisão, desembainhou a sua espada e deferiu-a contra o Brigadeiro português, matando-o . Dando assim, início a revolta.

Foi então no dia 06 DE Março, deflagrado o início da “Revolução de 1817”.

(Conhecida como a única revolução brasileira pelo “sentido de liberdade, não por motivos financeiros como todas as demais – a prova disso, foi que a mesma importância em dinheiro encontrada nos cofres, nunca foi tocado. foram devolvidos os mesmos 600.000$000 réis, na rendição). Mostrando a honestidade e seriedade e caráter dos Governantes da Revolução de 1817).

“O então Governador- Caetano Pinto de Miranda Montenegro refugiou-se com seus familiares, no Forte do Brum”.

Foi assinado um ultimato por Domingos Teotônio Jorge, Padre João Ribeiro e Domingos José Martins, este documento foi levado ao governador pelo advogado José Luiz de Mendonça, exigindo a sua rendição, que foi de pronto aceita pelos oficiais portugueses e o governador. Providenciados de imediato o transporte de todos para o Rio de Janeiro.

Às 12hs do dia 07 de Março de 1817, foi constituído o “Primeiro Governo Republicano do Brasil” em Pernambuco, para cuidar da Causa da Pátria.

Foram nomeados 5 Patriotas:

da parte do Eclesiástico ,João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro,

da parte Militar, Capitão Domingos Teotônio Jorge Martins Pessoa,

da parte da Magistratura, José Luiz de Mendonça,

da parte de Agricultura Coronel Manuel Correia de Araújo

e, da parte do Comércio, Domingos José Martins.

Estava, pois, consolidado o movimento que Manuel de Oliveira Lima, veio denominar de a “única Revolução Brasileira” digna desse nome”

De imediato,

– Foi instaurada, a Lei Orgânica de Pernambuco de 1817, um estatuto onde constavam todos os projetos e normas de governar, numa Legislatura em 28 itens.

– Foi oficializada a criação da atual Bandeira de Pernambuco,
e Benta pelo Deão Bernardo Luiz Ferreira Portugal em 02 de Abril de 1817, na igreja do Pátio de São Pedro.

Nas comemorações, o carmelita, Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, que mais tarde veio a ser Mártir da Confederação do Equador, fez a distribuição de versos patrióticos, denominados “Canção Pernambucana”

Dos quais, apenas, três estrofes chegaram aos nossos dias;

Cidadãos pernambucanos

Sigamos de Marte a lida;

È triste acabar no ócio,

Morrer pela Pátria é vida.

 

Quando a voz da Pátria chama

Tudo deve obedecer;

Por ela a morte é suave,

Por ela cumpre a morrer.

 

O patriota não morre

Vive além da eternidade

Sua glória, seu renome

São troféus da humanidade.

MORRERAM PELA PÁTRIA !

martires da Revolução pernambucana

 

 

* Casa da Cultura PERNAMBUCO

ELEIÇÃO 2014: Por que Eduardo Campos é o Nome mais Comentado, Hoje, no Brasil? (*)

O estilo, a trajetória e as ambições de Eduardo Campos, o governador mais popular do país

 

Quem é o protagonista da política nacional e nome incontrolável nas conversas sobre sucessão presidencial – embora ele insista em negar ser candidato

Capa de Época com Eduardo Campos  19208_517454498277957_72778331_n

O governador Eduardo Campos, de Pernambuco, é um ótimo piloto de cadeira giratória de rodinhas. Logo ao sentar-se, elegante e espaçoso, já sublinha a que veio. A cadeira é uma das 13 de uma grande mesa preta, em forma de U, na sala de reuniões contígua a seu gabinete. Não terá um minuto de sossego por quase três horas. Campos a manobra para todos os lados possíveis, a esporeia com o ritmo acelerado de sua fluência verbal e, quando a leva, num tiro curto, em direção ao interlocutor, o dorso ainda atlético de 47 anos também assoma, enfático. Seus translúcidos olhos verdes são, surrupiando um autor contemporâneo, como pássaros querendo voar para fora da cara. Campos é, sobretudo, olhos. Na beleza variante da cor, que fisga a atenção, e, principalmente, na mirada, no manejo que lhes sabe dar, ora águia, ora cobra, focados na sedução. “Sedutor” é um recorrente qualificativo até entre adversários regionais – como o senador Humberto Costa, do PT, ou o deputado federal Mendonça Filho, do DEM. Campos sabe que, nos dois casos, o sentido é “cuidado com ele!” – ambos, afinal, são vítimas de peia eleitoral. Mesmo assim, não desgosta.

Não é o caso quando é chamado de “coronel”, como fez a revista britânica The Economist em reportagem recente, que também registrou seu lado de gestor dinâmico e empreendedor à frente do Estado que governa pela segunda vez, com aprovação recorde – 89% na última pesquisa. Provocado – “O senhor leva mesmo um jeitão de coronel…” –, Campos não esconde o desconforto. Leva a cadeira para a frente e para trás, dá uma brusca freada de general e responde:
– Isso só acontece quando alguém nasce por aqui. Nunca vi um rótulo desses num político carioca, paulista ou mineiro. Então lamento, porque é uma coisa desqualificando. Que maneira tenho de botar ordem aqui? “É um coronel.” Tá bom. (Falar) é um direito (deles). Fazer o quê?

Entre dez governadores pesquisados pelo Ibope no final do ano passado, Campos obteve a maior aprovação: 34% acham sua gestão “ótima”; 45%, “boa”; 15%, “regular”; 4%,“ruim”; e 3%,“péssima”. É tamanha popularidade que explica por que tantos políticos têm se aproximado dele e que seja impossível discutir a sucessão da presidente Dilma Rousseff sem que seu nome venha à tona. Ele próprio negou, em entrevista publicada por ÉPOCA em dezembro, que pretenda se candidatar à Presidência. Na ocasião, disse que “sem dúvida” apoiaria a reeleição de Dilma. É nessa canoa que os pés de Campos estão, ambos. Antes da eleição municipal de Pernambuco, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava disposto a costurar sua candidatura a vice, já em 2014. Depois que Campos praticamente humilhou o PT, ao lançar candidato próprio à prefeitura do Recife – e vencer –, Lula e Dilma sabem que ficou mais difícil. O desejo de ambos é mantê-lo na canoa para, quem sabe?, um voo solo em 2018. Ser ministro de Dilma reeleita, em Pasta de visibilidade, é uma possibilidade.

LEIA MAIS:

O bloco das eleições presidenciais está nas ruas

(*) Fonte: Revista Época / LUIZ MAKLOUF CARVALHO

CORRIDA PRESIDENCIAL: Foi dada a largada. Quatro candidatos já despontam em Plena Campanha (*)

Com eventos e discursos, partidos dão

largada para eleição de 2014

Lula aparece entre a mulher, Marisa (esq.) e Dilma (dir.) em evento do PT na capital paulista na quarta.

Lula aparece entre a mulher, Marisa (esq.) e Dilma (dir.) em evento do PT na capital paulista na quarta.

“Eles podem se preparar, juntar quem quiserem, que, se eles têm dúvida, vamos dar como resposta a reeleição de Dilma em 2014“, disse o ex-presidente Lula.

Movimentações de quatro lideranças políticas são vistas como prévias de suas estratégias rumo ao Planalto.

Dilma, Aécio, Eduardo Campos e Marina Silva se destacam como futuros candidatos...

Dilma, Aécio, Eduardo Campos e Marina Silva se destacam como futuros candidatos…

A presidente Dilma Rousseff deu o tom do que se espera ser sua estratégia eleitoral para 2014 ao afirmar que os críticos de suas políticas sociais e econômicas sofrerão “prejuízos financeiros e políticos” e que o PT “não herdou nada” dos governos anteriores, pouco após ser lançada como candidata à reeleição pelo antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma fez as declarações num evento em São Paulo na noite desta quarta-feira que marcou os 33 anos do Partido dos Trabalhadores e os dez anos da legenda à frente do governo federal, no mesmo dia em que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), cotado para ser candidato em 2014, fez um discurso no Congresso, em Brasília, tecendo duras críticas ao PT, num sinal do que pode ser sua plataforma de campanha para tentar levar os tucanos de volta ao Planalto no ano que vem.

Marina Silva e Eduardo Campos

O gesto do tucano ocorre dias após outros dois políticos se movimentarem com vistas a 2014. No sábado, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva lançou seu novo partido, a Rede Sustentabilidade.

O partido precisa coletar 500 mil assinaturas em ao menos nove Estados para ser registrado no Tribunal Superior Eleitoral até setembro, prazo para que a legenda tenha condições de concorrer na próxima eleição. Ainda que sua candidatura em 2014 seja tida como certa caso o partido obtenha o registro, Marina tem dito que sua participação no pleito é uma “possibilidade”, que deverá ser debatida com aliados. Marina deixou o PT em 2009 e concorreu à Presidência pelo PV em 2010. Ela recebeu 20 milhões de votos e ficou na terceira posição. Após o pleito, deixou a sigla em meio a desentendimentos com sua cúpula. Nos últimos dias, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) – também tem ensaiado passos para 2014. Campos planeja cruzar o Brasil nos próximos meses para uma série de debates batizados de “Diálogos para o Desenvolvimento”. Os encontros, segundo ele, terão como tema estratégias para que os brasileiros “saiam da dependência dos governos”. No entanto, o pernambucano, um dos governadores mais bem avaliados no país, também tem desconversado quando questionado sobre sua possível candidatura.

A postura de Campos em 2014 é alvo de grande especulação. Caso concorra à Presidência, acredita-se que ele possa enfraquecer o apoio a Dilma no Nordeste. No entanto, sua sigla integra a coalizão governista e, ainda que venha adotando tom mais crítico ao governo nos últimos meses, ainda não anunciou a intenção de romper com o Planalto – gesto tido como condição para que lance candidatura no próximo pleito presidencial.

LEIA A ÍNTEGRA:

Partidos dão largada para eleição de 2014

(*) Fonte BBCBrasil /

QUANTO CUSTAM OS SUPLENTES DE SENADORES QUE SÓ EXISTEM NO BRASIL? (*)

Senadores suplentes gastam R$ 5 milhões em 2 anos

 

Plenário do Senado Federal. Suplentes de senadores representam 1/3 do total da Casa.

Plenário do Senado Federal. Suplentes de senadores representam 1/3 do total da Casa.

Políticos sem voto, assumem o mandato na falta dos titulares dos mandatos.

Dinheiro gasto se refere ao ressarcimento por despesas diversas.

Proposta de alterar sistema de suplência não prospera na Casa.

 

Nos últimos anos o Senado tem mantido cerca de 20% de sua composição preenchida por senadores que não receberam votos nas eleições para a Casa. É o que acontece atualmente: 17 dos 81 senadores em exercício são do grupo dos “sem-voto”, formado pelos suplentes. Eles assumem o mandato quando os titulares estão de licença, morrem ou renunciam.

Na atual legislatura –que começou em 1º.fev.2011 e terminará em 1º.fev.2015– já exerceram mandato de senador 27 suplentes. Juntos, pegaram do Senado reembolso de R$ 5.071.119,83 por gastos que disseram ter feito em decorrência do cargo (uma média de R$ 187.819,25 cada um). Isso inclui de alimentação e passagens aéreas a combustível e aluguel de carros.

O reembolso é legal, feito mediante apresentação das notas fiscais dos fornecedores ao Senado, segundo previsto e autorizado pelo regimento interno.

A média de gastos dos “sem-voto” está compatível com o que consomem os titulares. Os 97 políticos que já exerceram mandato no Senado desde fev.2011, incluindo os “com” e os “sem-voto”, receberam R$ 23.014.564,71 de reembolso (média de R$ 237.263,55 cada). Os dados estão disponíveis na  do site seção “transparência” e do Senado.

O que chama a atenção nos gastos dos suplentes é que eles consumiram R$ 5 milhões sem ter recebido um único voto para exercer os mandatos no Senado. Além das despesas ressarcidas, esses “sem-voto” ganham também o salário de R$ 26,7 mil. E mais: os que exercem o mandato por 180 dias garantem também um plano de plano de saúde vitalício para si e seus familiares.

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LEIA A ÍNTEGRA DA MATÉRIA:

Senadores suplentes gastam R$ 5 milhões em 2 anos

(*) blog Fernando Rodrigues

Prefeitos dizem enfrentar dificuldades para contratar médicos*

Profissional médico para cidades do interior é a maior dificuldade.

Profissional médico para cidades do interior é a maior dificuldade.

O presidente da Associação Brasileira de Municípios (ABM), Eduardo Tadeu, disse hoje (22) que os prefeitos têm enfrentado dificuldades para contratar médicos. O relato foi feito ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Durante a reunião, a associação e outras entidades representativas entregaram carta endereçada a presidenta Dilma Rousseff em que pedem a adoção de medidas por parte do governo federal para resolver o problema.

Segundo Tadeu, as prefeituras tentam de várias formas contratar médicos, mas não conseguem preencher as vagas. “Eu fui prefeito por oito anos e nunca consegui completar o número de médicos necessário nas unidades básicas de saúde. Tem um número pequeno de profissionais e os municípios ficam quase fazendo um leilão por esses profissionais”, contou.

Para resolver o problema, o presidente defende ampliação das vagas nas faculdades de medicina e mais facilidades para a contratação dos profissionais formados no exterior. “Esses médicos [graduados fora do país] poderiam prestar serviços nos municípios mais necessitados, principalmente na atenção básica. O governo poderia flexibilizar o exame exigido para esses profissionais, até mesmo reconhecendo algumas faculdades estrangeiras”, sugere.

Atualmente, a taxa é 1,9 médico por mil habitantes no Brasil. Para o Ministério da Saúde, o ideal seria elevar para 2,7 médicos por mil habitantes, o mesmo índice do Reino Unido. No ano passado, o ministério anunciou a criação de cursos de medicina e expandir as vagas nas faculdades já existentes, com o objetivo de ampliar o número de profissionais no país.

A ABM e as outras entidades agendaram uma nova reunião sobre o tema para segunda-feira (28) com o ministro da Saúde.

*Fonte: Agência Brasil

Crônica: NOSSAS EXPECTATIVAS – Por Walter Jorge de Freitas*

 

 

Nós, brasileiros, somos por natureza um povo sonhador. Mal acabamos de emplacar o ano de 2013, já começamos a alimentar novos sonhos e novas esperanças.

Os habitantes do Estado do Rio de Janeiro, abatidos por mais uma catástrofe, esperam por medidas capazes de minimizar seu sofrimento, mesmo sabendo que seus governantes são incapazes e insensíveis.

Os paulistanos, por sua vez, sonham com uma São Paulo livre das inundações e da violência urbana que lhes tiram a vontade de viver. O poder público, para variar, não está nem aí.

O recifense, não é de hoje, almeja morar em uma cidade limpa, menos violenta, com seus morros bem protegidos e desfrutando da tal mobilidade urbana tão prometida ao longo dos anos.

O pesqueirense, para não ser diferente, inicia o ano depositando suas esperanças na experiência do Dr. Evandro que pela terceira vez recebe a incumbência de governar o nosso município. Diante do acúmulo de problemas, ele e seus auxiliares devem eleger os mais urgentes e começar a agir em caráter emergencial.

Na nossa modesta opinião, seria oportuno criar uma comissão suprapartidária e sob a sua liderança, procurar ter um encontro com o governador Eduardo Campos, a fim de fazer algumas reivindicações e até cobranças, pois como se sabe, muito do que foi prometido, seja em campanhas ou em visitas oficiais, ainda não saiu do papel.

Estamos plenamente de acordo com aqueles que acham que o prefeito começou a sua administração de forma muito discreta e, como se diz nos meios futebolísticos, até meio-sonolenta. Deveria ter adotado medidas de impacto, pois existem mazelas que se não forem combatidas de imediato, correm sérios riscos de se institucionalizarem, o que sem dúvida, dificultará cada vez mais a sua solução.
Juntamo-nos à parcela da população que torce por uma equipe de governo mais enxuta, moderna, coesa e eficiente. Se Isto não ocorrer, dificilmente sairemos da situação em que nos encontramos.

Walter Jorge Freitas

 

Pesqueira, 21 de janeiro de 2013.

*Autor: Walter Jorge de Freitas/Comerciante, escritor, cronista e compositor.

EDUCAÇÃO: Piso salarial dos professores terá reajuste de 7,97% em 2013*

 

Professores dão aulas em mais de uma escola para ter um salário compatível.

Professores dão aulas em mais de uma escola para ter um salário compatível.

 

O valor piso salarial nacional do magistério da educação básica terá reajuste de 7,97% em 2013. A informação foi divulgada hoje (10) pelo Ministério da Educação. Com o aumento, o valor passa de R$ 1.451 para R$ 1.567 e já será pago, por estados e municípios em fevereiro. A composição do piso leva em conta o custo anual por estudante dos últimos dois anos, calculado pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O reajuste do piso em 2013 não segue a tendência de aumento dos últimos dois anos, quando foi registrado 22%, em 2012, e 18%, em 2011. Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o reajuste menor é por causa da desaceleração da economia e da queda na arrecadação de receitas. O Fundeb é um fundo contábil e composto por uma cesta de impostos e transferências estaduais e municipais, e sua vigência se estende até 2020. Por lei, pelo menos 60% dos recursos do Fundeb devem ser usados para pagamento do salário dos professores e gestores educacionais.

“Não tem o mesmo impacto que a correção do ano passado, mas é um reajuste acima da inflação. O problema é que nós partimos de um patamar muito baixo de salário, R$ 1.567, é pouco mais que dois salários mínimos”, disse o ministro.

*Fonte: AGBrasil / Heloisa Cristaldo