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BRASIL : BRASILEIRO E O “vício” DE QUERER LEVAR VANTAGEM EM TUDO. *

Lista aponta 10 “práticas de corrupção” comuns no dia a dia do brasileiro

 

Protesto anti-corrupção em Brasília: especialista avalia que jovens estão mais conscientes.

 

Quase um em cada quatro brasileiros (23%) afirma que dar dinheiro a um guarda para evitar uma multa não chega a ser um ato corrupto, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais e o Instituto Vox Populi.

Os números refletem o quanto atitudes ilícitas, como essa, de tão enraizados em parte da sociedade brasileira, acabam sendo encarados como parte do cotidiano.

“Muitas pessoas não enxergam o desvio privado como corrupção, só levam em conta a corrupção no ambiente público”, diz o promotor de Justiça Jairo Cruz Moreira.
Ele é coordenador nacional da campanha do Ministério Público “O que você tem a ver com a corrupção”, que pretende mostrar como atitudes que muitos consideram normal são, na verdade, um desvirtuamento ético.

No Rio, manifestantes defendem “limpeza” no governo.

Como lida diariamente com o assunto, Moreira ajudou a BBC Brasil a elaborar uma lista de dez atitudes que os brasileiros costumam tomar e que, por vezes, nem percebem que se trata de corrupção.

1) Não dar nota fiscal

2) Não declarar Imposto de Renda

3) Tentar subornar o guarda para evitar multas

4) Falsificar carteirinha de estudante

5) Dar/aceitar troco errado

6) Roubar TV a cabo

7) Furar fila

8) Comprar produtos falsificados

9) No trabalho, bater ponto pelo colega

10) Falsificar assinaturas

“Aceitar essas pequenas corrupções legitima aceitar grandes corrupções“, afirma o promotor. “Seguindo esse raciocínio, seria algo como um menino que hoje não vê problema em colar na prova ser mais propenso a, mais pra frente, subornar um guarda sem achar que isso é corrupção.”
Segundo a pesquisa da UFMG, 35% dos entrevistados dizem que algumas coisas podem ser um pouco erradas, mas não corruptas, como sonegar impostos quando a taxa é cara demais.

LEIA NA ÍNTEGRA

* Fonte: Da BBC Brasil em São Paulo – Mariana Della Barba

 

BRASIL: TCU identifica irregularidades em obras, inclusive na Refinaria Abreu e Lima, e manda parar

TCU vê risco de prejuízo de R$ 2,48 bi e recomenda parar 22 obras federais

Tribunal apresentou relatório de 2012 de fiscalização de obras públicas. Foram identificadas irregularidades graves em 124 empreendimentos.

O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou irregularidades graves em 124 obras do governo federal e recomendou nesta terça-feira (30) a paralisação de 22 delas (veja a lista de todas as obras ao final deste texto). De acordo com o tribunal, se os desvios não forem sanados, o prejuízo para os cofres públicos será de R$ 2,48 bilhões.

Os dados constam do relatório anual de fiscalização de obras públicas, que será enviado ao Congresso Nacional para que os parlamentares decidam se acolhem ou não as recomendações de paralisação e retenção de verbas.

Segundo o TCU, 45% das irregularidades encontradas nos empreendimentos se referem a superfaturamento e sobrepreço. A segunda maior causa de sanção por parte do tribunal (41%) diz respeito a projetos deficientes ou desatualizados.

Em Pernambuco a obra listada é a REFINARIA ABREU E LIMA.

LEIAM A MATÉRIA NA ÍNTEGRA

*Fonte: G1/TCU

SUCESSÃO PRESIDENCIAL: Revista inglesa ressalta o nome de Eduardo Campos para 2014

Eduardo Campos ameaça reeleição de Dilma, diz revista britânica

Eduardo Campos – passos largos rumo a presidência. Será?

A revista britânica The Economist traz na edição desta semana um perfil do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, apresentando-o como uma “possível ameaça à reeleição” da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014. “Ele Campos é formalmente um aliado de Dilma Rousseff, sucessora de Lula na Presidência. Mas é também uma ameaça potencial para a sua reeleição no pleito de 2014”, diz a matéria.

Entre as razões apontadas pela revista para a ascensão de Campos, estão o “sucesso” de sua administração no governo de Pernambuco e a “falta de novos quadros” nos dois partidos considerados “os mais importantes do Brasil” pela revista: PT e PSDB. “Enquanto os dois principais partidos que comandaram o Brasil desde 1995 sentem falta de novos quadros, o sucesso de Campos em Pernambuco o torna no momento o político de maior visibilidade no País“.
Em uma retrospectiva da gestão de Eduardo Campos, a The Economist avalia que a política industrial adotada por ele em seu governo é uma das razões de seu sucesso. “Enquanto o resto do Brasil se preocupa com a desindustrialização, Pernambuco não: desde que Campos tornou-se governador, em 2007, a fatia da indústria na economia do Estado aumentou de 20% para 25%, e vai atingir 30% em 2015, segundo dados do próprio governador”, aponta a revista.

“Esse boom” trouxe praticamente o emprego pleno àquele Estado, ao mesmo tempo que também trouxe escassez aguda de mão de obra”, diz, complementando que já há projetos para melhorar a educação profissional da população, mas que essa é uma das fragilidades naquele Estado.

A revista afirma ainda que o aumento nos salários recebidos pela população – conquista atribuída ao governador pela revista – auxiliou a chegada de investimento privado em Pernambuco. “A Fiat está prestes a começar o funcionamento de uma fábrica ao lado da principal estrada no norte de Recife. Fábricas de comida, roupas e calçados estão chegando ao interior pobre do Estado”, afirma.

A vitória de seu partido nas eleições municipais – quando o PSB tornou-se o quinto partido com o maior número de prefeituras sob seu comando e o quarto com o maior número de habitantes governados – é apontada como outro fator de ele ter se tornado uma ameaça à reeleição da presidente Dilma. “Por enquanto, a aposta se pagou. Campos se reelegeu em 2010 e seu Partido Socialista Brasileiro (PSB) se deu bem nas eleições municipais deste mês, em Pernambuco e outras cidades”, cita a reportagem.

Como contraponto, a revista afirma que Campos ainda não solucionou questões relacionadas à pobreza em Pernambuco. “Ao lado dos residenciais opulentos construídos diante das suas praias ornadas com palmeiras, Recife tem 600 favelas e as suas lagoas são fétidas com esgoto sem tratamento”, diz a The Economist.

É ressaltado também o passado político de sua família, com seu avô, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes. A revista britânica diz ainda que muitos o criticam por ser uma “versão moderna dos antigos coronéis”, destacando que “algumas pessoas” dizem que ele “não desafiou a antiga ordem rural, trocando apoio por empregos e favores, além de congelar os dissidentes“.

De acordo com a publicação, o antecessor de Campos no governo, Jarbas Vasconcelos, já teria deixado as bases do “renascimento” de Pernambuco. “Ele teve sorte porque seu antecessor – menos alardeado – lançou as bases do renascimento de Pernambuco. Ele se apoiou nisso para modernizar o Estado”, conclui a reportagem.

Leia a matéria no original

* Fonte : Terra/The Economist

POLÍTICA / BRASIL: O Fator Eduardo Campos para a sucessão em 2014

Eduardo Campos – Governador de Pernambuco. Dilma que se cuide…

A presidente Dilma Rousseff continua tratando o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, como um aliado, mas desde já procura criar alternativas a sua eventual candidatura presidencial em 2014. No Palácio do Planalto e no PT, ninguém sabe exatamente qual é o jogo de Campos.

Ontem, Dilma foi a Manaus (AM) para participar de um comício da candidata do PCdoB a prefeito, Vanessa Grazziotin. A candidata comunista tem chances remotas de vitória. Segundo as últimas pesquisas conhecidas, o candidato tucano, o ex-líder do PSDB no Senado Artur Virgílio lidera com mais de 30 pontos de diferença.

Um cenário desfavorável que Dilma poderia muito bem evitar. Associar-se à derrota de Vanessa, sem dúvida, dá um gostinho a mais à provável vitória de Virgílio, já considerada “simbólica” pelos tucanos. Mas o que Dilma quer é fazer um afago no PCdoB e enviar um sinal a Eduardo Campos. O partido de Vanessa, aliado histórico do PT, nos últimos anos tem orbitado o PSB de Eduardo Campos.

Ao mesmo tempo, Dilma decidiu não se envolver na eleição de Fortaleza, onde PSB e PT disputam o segundo turno no próximo domingo. Na capital do Ceará o aceno é para os irmãos Gomes, o governador Cid e o ex-ministro Ciro, os únicos integrantes do PSB em condições de tentar, pelo menos em parte, minar a hegemonia de Campos no PSB. Com Cid e Ciro ela mantém uma ponte com o PSB, se vier a precisar da sigla, mais tarde, na campanha sucessória.

À exceção de São Paulo, Eduardo Campos em geral situou-se com o candidato contrário aos interesses do PT e do governo. Um caso exemplar é São Luis do Maranhão, onde campos desembarcou logo após o primeiro turno a fim de fazer campanha para o candidato do presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), inimigo do clã Sarney.

Dilma poderia apoiar o candidato de Flávio Dino em São Luis. O adversário é da oposição. Tucano de ocasião. Mas o chefe do clã, José Sarney, pediu que ela não se envolvesse na eleição da ilha. E a presidente prefere não comprar briga com o presidente do Senado. Além de ser do PMDB, partido com o qual deve manter aliança preferencial, ajuda mais que atrapalha. Veja-se o caso dos vetos presidenciais ao Código Florestal, cuja votação o presidente do Senado jogou para o fim da fila.

A última sexta-feira só reforçou a necessidade de a presidente ter um Plano B para a hipótese de Campos ser candidato à sua sucessão: o governador de Pernambuco fez campanha em Uberaba (MG), ao lado do tucano Aécio Neves, o mais provável candidato do PSDB em 2014.

Leia o artigo na íntegra

*Fonte: Valor Econômico/Autor – Raymundo Costa

Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras.

BRASIL : DIÁRIO OFICIAL COMPLETA 150 ANOS.*

Diário Oficial completa 150 anos

de publicação das decisões

administrativas do país

 

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.
Em Circulação desde 1º de outubro de 1862

 

 

O Diário Oficial da União completa hoje (1°) 150 anos de circulação no Brasil. Chamado inicialmente Diário Official do Imperio do Brasil, a publicação é o meio pelo qual o cidadão pode acompanhar os atos oficiais da Administração Pública, como leis, decretos, nomeações de servidores, abertura de concursos públicos, autorizações de viagens de autoridades para o exterior e orçamentos, entre outros que influenciam diretamente a vida das pessoas.

A publicação é da Imprensa Nacional, inicialmente Imprensa Régia, órgão criado em 1808 com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, vinculada à Casa Civil da Presidência da República. Antes do Diário Oficial, a Imprensa Nacional publicava os atos oficiais em outros veículos que não tiveram continuidade. As decisões administrativas também foram publicadas em jornais privados, como matérias pagas. A iniciativa de unificar a publicação dos atos oficiais foi do imperador dom Pedro II, concretizada em 1º de outubro de 1862.

Desde então, não só leis federais, como todos os atos que envolvem verbas e interesse nacional e que, por lei, exigem divulgação, têm seu espaço no jornal, diariamente editado, impresso e disponibilizado em papel e eletronicamente pela Imprensa Nacional. A lei também exige a publicação de movimentações de grandes empresas, como sociedades anônimas, bancos e empresas de seguro.

Para Fernando Tolentino, diretor-geral da Imprensa Nacional, a publicação é meio de exercício da cidadania. “O Diário Oficial da União é instrumento básico de cidadania e transparência de Estado, tão importante que todos os atos oficiais só têm validade a partir do momento em que são publicados nele. Os atos impõem direitos e obrigações e só é licito que as pessoas tenham essas obrigações e acesso a esses direitos a partir do conhecimento deles, e esse conhecimento é dado pelo Diário Oficial”, explicou.

Tolentino conta que a imprensa no Brasil surgiu com atraso, e que o Diário Oficial tornou-se um instrumento revolucionário do ponto de vista tecnológico. A imprensa offset e a imprensa rotativa no país tiveram a Imprensa Nacional como pioneira. Hoje, são distribuídos cerca de 7 mil exemplares impressos, mas a maior fonte de acesso é a internet.

A versão eletrônica do Diário Oficial da União foi disponibilizada na internet em 1999. Atualmente, ela pode suportar mais de 10 mil acessos simultâneos e bate recordes de acesso nas primeiras horas da manhã nos dias úteis. “[Na versão eletrônica] temos recursos modernos, pesquisa instantânea, procura por palavras, a acessibilidade mais moderna existente, e a pesquisa fonética. Nessa pesquisa, mesmo que a pessoa escreva em uma ortografia ou outra, se a pronúncia for a mesma, ela chegará à informação desejada. Isso faz com que o Diário Oficial seja uma ferramenta inclusiva, que permite que pessoas com menor formação cultural possam ter pleno acesso às informações”, diz Tolentino.

Outra ferramenta oferecida nessa versão é o aviso de publicação, em que o interessado não precisa acessar a página todo dia para ver se saiu o ato que espera. Ele entra na página uma vez, cadastra as palavras identificadoras daquele ato que quer ver e receberá um e-mail todos os dias avisando se saiu ou não.

A publicação também cumpre a função de registrar diariamente a vida administrativa do Brasil. “A entrada do Brasil na segunda grande guerra, o ato de transferência da capital para Brasília, o direito de voto das mulheres e analfabetos, as constituições, os direitos do consumidor, a Lei Áurea. Também temos atos infausta memória, que são aqueles que a gente queria que não tivessem existido, como os da ditadura”, acrescentou Tolentino.

Qualquer pessoa pode ver as edições desde o ano 1990 pela internet. As outras publicações oficiais, a partir de 1808, têm a sua versão eletrônica que pode ser acessada na sede da Imprensa Nacional.

 

*Fonte: AB- Aline Leal / Repórter da Agência Brasil

 

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL : Dom Pedro e a Comitiva Histórica. *

Sabores da independência

 

 

Famoso quadro do pintor Pedro Américo sobre o Grito do Ipiranga.

 

Pedro de Alcântara Francisco Antonio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon nos libertou de Portugal. Por aqui, era Pedro I. Por lá, Pedro IV – o Rei Soldado. Nada a estranhar numa terra em que Santo Antônio é de Lisboa e é também de Pádua. E foi esse Pedro de muitos nomes que, em 14 de agosto de 1822, partiu do Rio de Janeiro em direção a São Paulo – que estava em pé de guerra, segundo informações do Ministro Conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva.

Naquele tempo, teve que atravessar matas fechadas e rios. Mas, no vigor de seus 24 anos, não se intimidou – “dormirei sobre uma esteira e farei de travesseiro uma canastra (caixa revestida de couro, onde se guardam objetos). Alimentar-me-ei de feijão e, à falta de pão, não desdenharei a farinha de mandioca”. Andou 96 léguas em 11 dias. Um feito. Esse caminho que percorreu, um século depois, seria transformado na estrada Rio – São Paulo.

São muitos os registros de alimentação durante o trajeto. Na maior parte do tempo, teve a comitiva que se contentar com tatus, carne seca, farinha de mandioca, queijo curado (puro ou com algum doce). Dessa viagem saudades tiveram apenas das fartas e generosas refeições servidas em fazendas de café – Real Fazenda de Santa Cruz, Olaria, Três Barras e Pau d’Alho.

Ali, tudo era luxo e requinte – toalhas de linho rendado, talheres e baixelas de prata, porcelanas, cristais. Nas mesas, leitões assados inteiros (decorados com limão na boca), guisados de frango e de lebre, virado de feijão com torresmo.

Que mereça registro, só um fato. Quando, na Fazenda Pau d’Alho, o coronel João Ferreira de Souza saiu cedo de casa, com o filho Francisco, para receber D. Pedro na estrada, sua mulher, D. Maria Rosa de Jesus, cuidava dos últimos preparativos para o jantar. Foi quando, atravessando a fileira de coqueiros que rodeava a casa, lhe chegou um jovem cavaleiro empoeirado. Identificou-se como integrante da comitiva real. E confessou ter chegado na frente apenas por estar faminto, razão por que lhe pediu alguma comida.

“Banquete e mesa não”, disse ela, por se destinar ao príncipe que logo viria. Roída pela piedade, ofereceu-lhe um prato da comida dos peões, servido em mesa de canto. Só mais tarde voltou o coronel. E logo beijou a mão daquele jovem faminto e brincalhão – o próprio príncipe D. Pedro. D. Maria perdeu a fala. E a fome.

Só em 25 de agosto chegou D. Pedro a São Paulo. Ao contrário do que esperava, tudo por lá estava calmo. Foi recebido com missas, fogos de artifício e muitas festas. Numa delas conheceu D. Domitila de Castro, futura Marquesa de Santos, com quem teria 4 dos seus 18 filhos – mas essa é outra história.

Em 7 de setembro, às margens do riacho Ipiranga, recebeu carta de seu pai, D. João VI. A notícia era a de que perderia o status de regente, passando a ser mero delegado da Corte, tendo ainda que se conformar em ver todos os ministros do Brasil nomeados por Lisboa. Junto vieram duas outras cartas – uma de Jose Bonifácio, outra de D. Leopoldina, sua esposa. Ambas lhe aconselhavam a romper com Lisboa. Assim se deu.

Dizem que o príncipe não estava bem, naquele dia, vítima de terrível diarréia. Por conta da água salobra de Santos ou de algum prato condimentado da viagem. Apesar disso montou em seu cavalo, foi até o topo da colina e gritou: “Independência ou Morte”.

Independência política, claro. Que no reino dos sabores, feito da mistura democrática de ingredientes dos índios, dos jeitos de fazer dos escravos africanos e das receitas portuguesas aqui adaptadas, desde muito antes a culinária brasileira já era independente.

 

RECEITA

Virado de feijão com torresmo

Ingredientes:

– 1 kg de feijão;
– 250 gr de toucinho cortado em cubos;
– 100 ml de azeite;
– 4 dentes de alho amassado;
– Sal e pimenta do reino a gosto;
– Cebolinha cortada;
– Farinha de mandioca.

Para o torresmo
– 1 kg de toucinho;
– 2 dentes de alho;
– 1 colher de sopa de vinagre;
– Sal e pimenta do reino a gosto.

Preparo:

– Lave, escolha e cozinhe o feijão até ficar bem macio, e sempre com bastante água;
– Em panela de ferro coloque o azeite, o alho e doure o toucinho;
– Junte os grãos de feijão e misture bem. Acrescente o caldo. Tempere com sal, pimenta, cebolinha verde e deixe ferver;
– No momento de servir, despeje a farinha de mandioca no feijão, lentamente e em fogo brando, sempre mexendo, até que o caldo engrosse – mas ficando ainda mole;
– Prepare o torresmo – corte em pedaços, tempere com alho, vinagre, sal e pimenta. Em panela, leve os pedaços de toucinho ao fogo bem baixo, sempre mexendo. Quando dourarem, levante bem o fogo para o toucinho ficar estufado;
– Coloque torresmo e cebolinha cortada para decorar o feijão.

Colunista

 

*Fonte:FolhaPE/Letícia Cavalcanti(Foto)

RESGATE NA HISTÓRIA : JOÃO GOULART FOI UM GRANDE POLÍTICO. *

O grande presidente João Goulart

 

 

João Goulart, Um Grande Presidente. Um Grande Político.

 

JANGO NÃO FOI O POLÍTICO MEDÍOCRE QUE A REAÇÃO CONSERVADORA SEMPRE ALARDEOU; LEIA ÍNTEGRA DO DISCURSO NA CENTRAL DO BRASIL

 

 

 

“João Goulart era o herdeiro politico de Getúlio Vargas. Como tal, daria continuidade às reformas e ao processo de independência e de autonomia do Brasil. Por causa dessa realidade, a reação conservadora traiu a Nação, porque efetivou, em 1964, um golpe empresarial e militar, que se aliou a estrangeiros (EUA) e impediu, até a era de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal —, o povo brasileiro de ascender economicamente, além de não ter o direito de ser incluído socialmente, por intermédio de um estado de bem-estar social”.

João Goulart fez um corajoso discurso no comício de 13 de março de 1964, na Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Poucos dias depois, em 1 de abril, os generais — a serviço dos latifundiários e do grande capital nacional e estrangeiro, com o apoio direto do governo dos EUA e o respaldo dos donos da mídia privada, monopolista e cartelizada — deram o golpe de estado e depuseram o presidente eleito democraticamente e que anunciava à Nação importantes reformas de base no Brasil.

Se as reformas fossem efetivadas por Jango, certamente o Brasil estaria em um patamar de desenvolvimento social e econômico mais avançado, porque desde 1930, com a assunção do trabalhista Getúlio Vargas ao poder, o povo brasileiro estava a experimentar em um tempo de 34 anos o estabelecimento da modernização do estado, da criação de importantes estatais e do início de programas de infraestrutura , que visavam a desenvolver o interior do País.

O grande presidente trabalhista João Goulart não foi um político fraco e medíocre como quis fazer crer a imprensa burguesa e hegemônica e os acadêmicos de direita, que tentaram, em vão, desqualificar a memória e a história do herdeiro de Getúlio durante décadas, que, em ato de muita coragem, anunciou as reformas de base para o povo brasileiro, que luta até hoje para ter acesso a uma vida de melhor qualidade.

João Goulart era um político de grandeza e cônscio de suas responsabilidades, ou seja, sabia o que estava a fazer e o que teria de enfrentar, porque ele foi ministro do Trabalho de Getúlio Vargas e, evidentemente, foi testemunha do que o estadista passou até a sua morte em agosto de 1954. Goulart morreu duas vezes. A primeira na Argentina, em 1976, onde estava exilado. A segunda morte teve como carrascos a imprensa golpista deste País, os generais, os políticos de direita e os historiadores que, por ideologia e preconceito de classe (odiavam saber que um filho da elite fosse trabalhista e pregava as reformas), tentaram, sistematicamente, diminuir seu legado e seu valor político e humano.

O golpe civil e militar promovido pelas elites brasileiras, que se aliaram a estrangeiros para traírem seu próprio povo, e com isso “devolver” o estado brasileiro àqueles que sempre se locupletaram dele, foi uma lástima para os brasileiros, que somente puderam reviver a escalada do desenvolvimento com liberdades democráticas, distribuição de renda e de emprego com a chegada dos presidentes Lula e Dilma à Presidência da República.

Os grandes empresários, os banqueiros, os latifundiários, além de setores retrógados e reacionários da Igreja Católica, que, em 2010, juntaram-se ao candidato tucano José Serra e fizeram campanha contra a candidata do campo progressista, Dilma Rousseff, jamais arrefeceram suas essências e índoles golpistas, bem como nunca reconheceram os avanços sociais ocorridos nesta última década de governos trabalhistas. João Goulart foi um grande brasileiro, corajoso e essencialmente democrata. Ele não era sanguinário e por não ser assim foi para o exílio e vivo nunca mais pisou no Brasil.

Mais do que um discurso, o que João Goulart apregoou e anunciou na Central do Brasil foi um programa de governo, um projeto de cidadania generoso, que as forças democráticas brasileiras sempre apresentaram ao povo, como constata a história. O discurso é, na verdade, um tratado político, econômico e estrutural com o povo brasileiro. Não foi à toa que a direita golpista e raivosa tentou de todas maneiras impedir sua posse em 1961 após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Se os golpistas tentaram impedir o presidente Juscelino Kubitschek de assumir o poder em 1955, imagina se não fariam pior com um governante trabalhista e herdeiro político de Getúlio Vargas. A direita rasga as constituições como se rasgasse jornais. A reação percebeu que Jango, com as reformas de base, iria completar o trabalho de Getúlio e mudar para sempre o destino do Brasil.

Leia no link abaixo, o discurso na íntegra e fique a saber das propostas do grande presidente João Goulart para o Brasil:

 

http://altamiroborges.blogspot.com/2011/04/o-discurso-de-jango-e-o-golpe-de-1964.html

 

**(Articulista do Brasil 247)

 

* Fonte: Brasil 247/Por Davis Sena Filho.**

BRASIL: UM PLANO QUE DEU CERTO! O Plano Real Completa sua Maioridade. *

Plano Real completa

18 anos de implementação

 

 

Lançado no dia 1º de julho de 1994, o Plano Real está completando neste domingo (1º) 18 anos de implementação. De acordo com o Ministério da Fazenda, a inflação estava em torno de 50% ao mês em junho de 1994 e baixou para 1,7%, nos primeiros meses de 1995.

O ministério registra ainda que o plano entrou em vigor em um momento “quando há 35 anos não se registravam taxas tão reduzidas de inflação”. Além de baixar a inflação, o plano tinha como objetivo enunciado promover o desenvolvimento econômico.

A inflação elevada durante a vigência do cruzeiro real, moeda vigente até então, motivava a necessidade de reajuste quadrimestral de salários, com base na inflação do período. Em alguns quadrimestres, os salários reajustados chegavam a dobrar seu valor nominal.

O plano ainda trocou o cruzeiro real pelo real. Antes, houve um período de transição com a atualização monetária por meio da Unidade Real de Valor (URV), que convertia os valores ainda cobrados em cruzeiro real.

Com a estabilização da inflação, o Brasil adotou, em 1999, o regime de metas da inflação, que estabelece percentuais mínimo e máximo para a variação de preços. Em 2005, o Banco Central (BC) definiu a meta de 4,5% para a inflação anual até 2014.

Em 2005, o resultado apurado ao final do ano foi 5,69%. Em 2006, caiu para 3,14%; em 2007 para 4,46%; em 2008 subiu para 5,9%; em 2009 caiu para 4,31%; em 2010 se elevou a 5,91%; e, em 2011, atingiu o teto da meta, 6,5%.

Para 2012, levando em conta projeções do mercado financeiro, o BC elevou em 0,3 ponto percentual, no último dia 28, a projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), estipulando a previsão em 4,7%. O cenário foi desenhado com base em uma taxa de câmbio de R$ 2 e na meta da taxa básica de juros, a Selic, de 8,5% no ano.

 

* Fonte : Lourenço Canuto*/Repórter da Agência Brasil/*Colaborou Kelly Oliveira

Santiago do Chile, em 17 de junho de 1962 – BRASIL BI-CAMPEÃO DE FUTEBOL.*

INVICTO E INDISCUTÍVEL

 

Cinco vitórias, um empate, nenhuma derrota. Catorze
gols marcados e cinco sofridos. Do estádio Sausalito de Viña
Del Mar ao Nacional de Santiago, nossa rota para o bi

 

O capitão Mauro levanta a taça Jules Rimet. Brasil Bi-Campeão do Mundo.(A hora da glória: Mauro levanta a taça em Santiago. O Brasil se igualava a Uruguai e Itália com dois títulos mundiais cada)

 

 

Primeira fase
30 de maio, Viña del Mar: Brasil 2 x 0 México

Na paradisíaca paisagem de Viña del Mar, a seleção iniciou a defesa do título mundial contra o México – força mediana, em uma análise muito generosa, no cenário futebolístico internacional. Mas o que prometia ser apenas um passeio na praia tomou ares de uma apimentada tormenta. Em um primeiro tempo feroz, os astecas colocaram o Brasil contra a parede, perdendo ao menos quatro chances claras de gol. A contagem zerada ao fim da primeira etapa foi uma dádiva para os campeões mundiais, que só se recompuseram na volta do intervalo. Zagallo, completando de peixinho um cruzamento de Pelé, marcou o tento inaugural do Brasil na competição. O placar ganhou contornos finais no traço afiado das chuteiras da maior estrela do esporte: depois de passar por três oponentes, Pelé fuzilou de canhota para as redes, sem chances para o goleiro Carvajal. Seria a única pérola do camisa 10 canarinho no Chile.

Brasil: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nílton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo (técnico: Aymoré Moreira)

México: Carbajal; Del Muro, Cárdenas, Sepúlveda e Villegas; Najera e Jasso; Del Aguilla, Reyes, Hernández e Diaz (técnico: Ignácio Trellez)

Local: Estádio Sausalito (Viña del Mar)

Público: 10.484
Arbitragem: Gottfried Dienst (Suíça), Carl Erich Steiner (Áustria) e Pierre Schwinte (França)
Gols: Zagallo, 11min, e Pelé, 27min do 2º tempo.

Clique no link e veja os gols)

VEJA NA HISTÓRIA Junho de 1962 Brasil bicampeão do mundo A campanha Invicto e indiscutível

 

Seleção sem Pelé – A Majestade
2 de junho, Viña del Mar: Brasil 0 x 0 Tchecoslováquia

Composto pela base do esquadrão militar do Dukla de Praga, a equipe da Tchecoslováquia impunha respeito não somente por seu incontestável vigor atlético: técnica e talento faziam parte também do repertório dos vermelhos, que tinham no arqueiro Wilhelm Schroiff e no meia Josef Masopust – grande candidato a astro europeu deste ano – seus grandes destaques. Antes da partida, Aymoré Moreira pregava cuidado extremo com o adversário, e o suado empate sem gols ao final de 90 minutos mostrou que toda e qualquer preocupação do treinador brasileiro não era demasiada. A nota mais importante do prélio foi a quase cataclísmica contusão de Pelé, que, aos 25 minutos do primeiro tempo, arriscou um petardo de fora da grande área, sentiu uma distensão no músculo da coxa direita e arrastou-se a partir de então pelo campo de jogo do Estádio Sausalito. Seria a última participação do rei na Copa de 1962.

Brasil: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nílton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo (técnico: Aymoré Moreira)
Tchecoslováquia: Schroiff; Lala, Pluskal, Popluhar e Novak; Masopust e, Scherer; Stibranyi, Kvasnak, Adamec e Jelinek (técnico: Rudolf Vytlacil)

Local: Estádio Sausalito (Viña del Mar)

Público: 14.903
Arbitragem: Pierre Schwinte (França), Artur Massaro (Chile) e Gottfried Dienst (Suíça)

(Clique no link)

VEJA NA HISTÓRIA Junho de 1962 Brasil bicampeão do mundo A campanha Invicto e indiscutível2

 

BRASIL E ESPANHA – Virada fenomenal.

6 de junho, Viña del Mar: Brasil 2 x 1 Espanha

Com a ausência do astro do Santos, o Brasil entrou em campo contra a Espanha na derradeira partida da primeira fase necessitando de ao menos um empate para avançar às quartas-de-final sem depender de outros resultados. Já ao selecionado ibérico, tido e havido como um dos melhores do Velho Continente, só a vitória era suficiente – a derrota na estréia contra a Tchecoslováquia havia deixado a Fúria em desvantagem em relação às outras duas forças do grupo. Para lograr triunfo contra os campeões mundiais, o técnico argentino Helenio Herrera, apóstolo do ferrolho, teve de abdicar de suas convicções defensivas e colocar sua talentosa equipe à frente. Comandado por Ferenc Puskas e Paco Gento, o setor ofensivo espanhol anunciava-se arrasador: Adelardo abriu o placar aos 35 minutos. A meta de Gilmar quase foi ultrapassada em pelo menos mais um par de ocasiões, antes do empate anotado por Amarildo, o substituto de Pelé, que só veio na segunda etapa, aos 27 minutos. No último quarto, a partida ganhou contornos dramáticos, com chances para ambos os lados, e só foi decidida a quatro minutos do fim: Garrincha centrou para el matador Amarildo espetar o aguilhão que abateria em definitivo o valente touro espanhol.

Brasil: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo, Nílton Santos; Zito, Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo, Zagallo (técnico: Aymoré Moreira)
Espanha: Araquistain; Rodri, Etchevarria, Pachin, Gracia; Vérges, Peiró; Collar, Adelardo, Puskas, Gento (técnico: Helenio Herrera)

Local: Estádio Sausalito (Viña del Mar)

Público: 18.715
Arbitragem: Sérgio Bustamente (Chile), Esteban Marino (Uruguai) e José Antonio Sundheim (Colômbia)
Gols: Adelardo, 35 min do 1º tempo; Amarildo, 27min e 41min do 2º tempo.

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Quartas-de-final

10 de junho, Viña del Mar: Brasil 3 x 1 Inglaterra

Novo dono do time, Garrincha esteve impossível na batalha contra a Inglaterra, humilhando os adversários pela terra, como sempre, e agora até mesmo pelo ar – sobrepujando o English Team em sua principal arma. Em uma cobrança de escanteio, ainda na primeira etapa, o diabrete de Pau Grande, do alto de seu metro e setenta, e olhe lá, subiu mais que o becão Maurice Norman – quase um e noventa – para abrir o placar. Os inventores do futebol, que igualaram o escore antes do intervalo com Hitchens, receberam novas lições do irrefreável avante brasileiro no segundo tempo: o goleiro Springett não segurou o petardo de Garrincha, em cobrança de falta, e a bola sobrou para Vavá desempatar, aos oito minutos do segundo tempo. Seis minutos depois, o camisa 7 do Botafogo colocaria números finais na peleja ao disparar, de fora da grande área, um traiçoeiro balázio que morreu em arabesco na rede britânica. O resto foi baile, em uma das atuações individuais mais impressionates de um atleta na história das Copas do Mundo.

Brasil: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nílton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo e Zagallo (técnico: Aymoré Moreira)
Inglaterra: Springett; Armfield, Moore, Wilson e Flowers; Norman e Haynes; Douglas, Greaves, Hitchens e Bobby Charlton (técnico: Walter Winterbottom)

Local: Estádio Sausalito (Viña del Mar)

Público: 17.736
Arbitragem: Pierre Schwinte (França), Gottfried Dienst (Suíça) e Sérgio Bustamente (Chile)
Gols: Garrincha, 31 min, e Hitchens, 38min do 1º tempo; Vavá, 8min, e Garrincha, 14min do 2º tempo

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Semifinal

 

13 de junho, Santiago: Brasil 4 x 2 Chile

 

Um frenesi tomou o Chile de assalto após a vitória dos rojos contra a poderosa Rússia, nas quartas. A oscilante equipe do treinador Fernando Riera vingou e conquistou o suporte de todo o país para o selecionado chileno. A atmosfera que esperava o Brasil para o jogo no Estádio Nacional de Santiago, portanto, em nada lembrava a tranquilidade de Viña Del Mar. Determinada a mostrar que o jogo se ganhava no campo, a seleção abriu 2 a 0, sempre com Garrincha. Três minutos antes do intervalo, Toro diminuiu, em linda cobrança de falta, colocando o Chile de novo na partida. As esperanças dos anfitriões esfriaram quando Vavá, aos dois minutos da segunda etapa, devolveu a vantagem dupla ao Brasil. Um pênalti cometido por Zózimo e convertido por Leonel Sanchez reanimou os chilenos – mas apenas por alguns minutos, até Vavá, novamente, marcar de cabeça. Com o placar definido, Garrincha, que havia sido caçado durante toda a contenda, não resistiu a mais uma agressão de Rojas e revidou, chutando o adversário. Flagrado pelo árbitro, o gênio das pernas tortas recebeu o cartão vermelho e saiu de campo sob uma chuva de apitos, vaias e garrafas – uma delas, certeira, lhe abriu um corte no cocuruto. Nada mais grave, para sorte de Aymoré Moreira e da Seleção.

Brasil: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nílton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo e Zagallo (técnico: Aymoré Moreira)
Chile: Escutti; Eyzaguirre, Contreras, Raul Sánchez e Rojas; Rodrigues e Tobar; Ramírez, Toro, Landa e Leonel Sánchez (técnico: Fernando Riera)

Local: Estádio Nacional (Santiago)

Público: 76.500
Arbitragem: Arturo Yamazaki (Peru), Esteban Marino (Uruguai) e Luis Antonio Ventre (Argentina)
Gols: Garrincha, 9min e 32min, e Toro, 42min do 1º tempo; Vavá, 2min, Leonel Sánchez (pênalti), 16min, e Vavá, 33min do 2º tempo.

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Final

17 de junho, Santiago: Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia

 

Após superar as poderosas Alemanha e Iugoslávia nas quartas e semifinais, a Tchecoslováquia chegava à decisão contra o Brasil disposta a consumar sua surpreendente campanha em terras sul-americanas. Tal façanha ficou próxima quando os vermelhos abriram o placar, aos 16 minutos, com Masopust. Pela segunda vez seguida, a seleção saiu atrás no placar em uma final de Copa do Mundo – mas, também pela segunda vez, conseguiu a virada, desta feita sem uma atuação brilhante de Garrincha, liberado para atuar na decisão. Amarildo, em uma arrancada pela esquerda, finalizou quase sem ângulo e logo empatou. O jogo, parelho, permaneceu indefinido até os 24 minutos da etapa final, quando o substituto de Pelé, novamente, desequilibrou: em jogada pela ponta esquerda, Amarildo cortou o marcador e cruzou na medida para Zito cumprimentar de cabeça. A margem mínima no placar, sempre perigosa, duraria apenas nove minutos, cortesia de uma falha do arqueiro Schroiff, até então bastião quase inexpugnável da meta tchecoeslovaca. Djalma Santos enviou um despretensioso balão para a área, mas o goleiro, hesitante, perdeu o tempo do lance: suas mãos apenas resvalaram na pelota, que sobrou limpa para Vavá empurrar para as redes. O avante do Palmeiras tornou-se o primeiro homem a marcar em duas finais de Copa do Mundo e selou o bicampeonato mundial de futebol para o Brasil.

Brasil: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo, Nílton Santos; Zito, Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo, Zagallo (técnico: Aymoré Moreira)
Tchecoslováquia: Schroiff; Tichy, Pluskal, Popluhar, Novak; Masopust, Scherer; Pospichal, Kadraba, Kvasnak, Jelinek (técnico: Rudolf Vytlacil)

Local: Estádio Nacional (Santiago)

Público: 69.000
Arbitragem: Nicolai Latyshev (URSS), Leo Horn (Holanda) e Bob Davidson (Escócia)
Gols: Masopust, 15min, e Amarildo, 17min do 1º tempo; Zito, 24min, e Vavá, 33min do 2º tempo.

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* Fonte : Veja na História.

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HOMENAGEM : 23 de Abril – DIA NACIONAL DO CHORO. Por Walter Jorge Freitas*

O CHORO

 

 

A chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil em 1808 provocou mudanças sociais, econômicas, políticas e culturais. Com a Corte, vieram funcionários e familiares que trouxeram para cá instrumentos e hábitos musicais diferentes daqueles que já eram executados aqui. (Dicionário Cravo Albin da MPB).

A música instrumental já existia no nosso território, pois os indígenas muito antes da chegada dos portugueses, usavam flautas, cornetas, taquaras, trompas, cabaças e outros instrumentos feitos de madeiras ocas e outros materiais.

Aos poucos, notava-se a presença marcante do sotaque brasileiro na maneira de tocar os instrumentos e os gêneros musicais trazidos pelos europeus, até que no ano de 1845, no Teatro Imperial de S. Pedro (atual Pedro Caetano), aconteceu a primeira apresentação musical da POLCA como dança.

Foi assim que provavelmente surgiu o CHORO, tendo sofrido influências mais diretas da polca e do lundu. A polca virou moda. Era só que se dançava e se tocava nas rodas e nos encontros musicais realizados na cidade do Rio de Janeiro.

Atribui-se a JOAQUIM ANTÔNIO DA SILVA CALLADO JÚNIOR (1848-1880) a façanha de ter introduzido o CHORO no cenário musical brasileiro a partir de 1870, mais ou menos. Foi CALLADO, flautista e compositor, o fundador do primeiro grupo musical do gênero, ao qual se deu a denominação de “O Choro Carioca”. Por ter pertencido à primeira geração de chorões e ter atuado bastante tocando e ensinando essa maneira plangente de executar o choro, recebeu o título de “Pai dos Chorões”.

O DIA DO CHORO é comemorado em 23 de abril, em homenagem a PIXINGUINHA (1897-1973) maior expoente da música popular brasileira. Filho de músico, o iluminado instrumentista e compositor deixou verdadeiras joias para enriquecer o nosso cancioneiro. Rosa, Lamentos e Carinhoso, são algumas delas.

O CHORO apesar de ter passado uma época meio esquecido, vem aos poucos retomando o seu lugar. Isto se deve à luta de grandes nomes da música instrumental que estão compondo e divulgando esse gênero de forma incansável, mesmo sem contar com a participação das rádios e da televisão como parceiras.

Aqui em Pernambuco, felizmente, o choro é produto de primeira qualidade. Isto tem motivado comentários elogiosos de Ícones como Paulinho da Viola, Pedro Amorim, Maurício Carrilho, Hamilton de Holanda, Henrique Cazes, Guinga, Reco do Bandolim, Luciana Rabello e Armandinho. Marco César, Adalberto Cavalcante, Henrique Annes, Bozó, Dalva Torres, Inaldo Moreira, Carlos Dantas, José Arimatea e Luiz Guimarães trabalham incansavelmente na divulgação desse gênero que teve João Pernambuco, Rossini Ferreira e Luperce Miranda como precursores.

Não devemos esquecer a importância dos clubes do choro em algumas cidades brasileiras e a existência de escolas de música como a que funciona na sede da Cruzada Feminina de Pesqueira, de onde estão surgindo verdadeiras promessas, justificando, assim, a fama de berço de grandes chorões.

 

* Walter Jorge de Freitas-Professor e Comerciante

Pesqueira, 23 de abril de 2012. (foto Google)

 

 

 

Também do pesqueirense Tonhé – Antonio Xavier de Brito, o blog posta o choro de sua autoria – Sentimento.*

* Pequenos defeitos na gravação, não invalidam a boa qualidade da música.

Mais 03 pérolas do choro brasileiro: Ingênuo, Lamento e Carinhoso da autoria de Pixinguinha.

Lembranças do grande Paulo Moura.

(Videos Youtube)