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BRASIL CORRUPTO : A REPÚBLICA DE ROSES.* – Por Mary Zaidan.**

Rosemary Noronha: diz que nunca fez nada ilegal. Grande protetora da família. A sua família.

 

 

Um favorzinho aqui, outro acolá. Nomeações, falsificações, tráfico de influência, e sabe-se lá mais o quê. Na semana em que a Suprema Corte encerrou a dosimetria das penas dos réus do mensalão, pela primeira vez decidindo mandar poderosos para a cadeia, a estrela foi Rosemary Noronha. Ou simplesmente Rose, ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, que se vangloria da intimidade com Lula, e que por 12 anos secretariou o agora condenado José Dirceu.

Perto dos crimes do mensalão, os “malfeitos” de Rose parecem pecadinhos, quase risíveis. Mas a naturalidade com que foram cometidos vai além da conhecida confusão do petismo entre o público e o privado. Expõe, em miúdos, como o PT apoderou-se do Estado.

O PT tem muitas Roses.

E o aval à prática veio de cima. Em 2004, a primeira-dama Marisa Letícia achou natural fazer nos jardins do Palácio da Alvorada uma estrela de cinco metros de diâmetro com sálvias vermelhas. Estrela, aliás, que continuava lá quando Dilma Rousseff assumiu a residência oficial.

A ex-ministra da Assistência Social de Lula, Benedita da Silva, também achou que podia ir rezar na Argentina à custa do erário. E o ex-ministro dos Esportes Orlando Silva pagou até tapioca com cartão corporativo, como se dele fora. Isso foi em 2008, quando se desbaratou a farra dos cartões que financiaram todo tipo de particulares com dinheiro do contribuinte.

Menos folclóricos e mais lucrativos foram o aporte milionário da Telemar, hoje Oi, para a Gamecorp, empresa do filho de Lula, ou os negócios da família Erenice Guerra, substituta de Dilma na Casa Civil e amiga da presidente.

A lista de exemplos parece não ter fim.

Dilma foi rápida para demitir os citados no Rosegate, preservando a imagem de faxineira implacável. E antes que a água lhe roçasse o pescoço fez saber que pretende fechar os gabinetes da Presidência que ela própria criou em Belo Horizonte e em Porto Alegre.

O escritório de BH, que como o de São Paulo funciona em um andar de um Banco do Brasil cada vez mais dominado pelo governo de plantão, a presidente entregou para Sônia Lacerda Macedo, colega de ginásio e de armas. Nunca foi lá. Para o de Porto Alegre, que nem foi instalado, designou Cristian Raul Juchum em maio de 2011.

Os chefes regionais são remunerados mensalmente e nada fazem, pelo menos visível ao público pagante. Mas até Rose vir à tona, Dilma achava normal ter estruturas para atender a si nessas cidades, sob o argumento “republicaníssimo” de que nasceu em uma e fez política em outra. Ou seja, por mais que finja tentar, nem Dilma escapa da República de Roses.

 

*Fonte: blog do noblat

**Autora: Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência ‘Lu Fernandes Comunicação e Imprensa, @maryzaidan

BRASIL : BRASILEIRO E O “vício” DE QUERER LEVAR VANTAGEM EM TUDO. *

Lista aponta 10 “práticas de corrupção” comuns no dia a dia do brasileiro

 

Protesto anti-corrupção em Brasília: especialista avalia que jovens estão mais conscientes.

 

Quase um em cada quatro brasileiros (23%) afirma que dar dinheiro a um guarda para evitar uma multa não chega a ser um ato corrupto, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais e o Instituto Vox Populi.

Os números refletem o quanto atitudes ilícitas, como essa, de tão enraizados em parte da sociedade brasileira, acabam sendo encarados como parte do cotidiano.

“Muitas pessoas não enxergam o desvio privado como corrupção, só levam em conta a corrupção no ambiente público”, diz o promotor de Justiça Jairo Cruz Moreira.
Ele é coordenador nacional da campanha do Ministério Público “O que você tem a ver com a corrupção”, que pretende mostrar como atitudes que muitos consideram normal são, na verdade, um desvirtuamento ético.

No Rio, manifestantes defendem “limpeza” no governo.

Como lida diariamente com o assunto, Moreira ajudou a BBC Brasil a elaborar uma lista de dez atitudes que os brasileiros costumam tomar e que, por vezes, nem percebem que se trata de corrupção.

1) Não dar nota fiscal

2) Não declarar Imposto de Renda

3) Tentar subornar o guarda para evitar multas

4) Falsificar carteirinha de estudante

5) Dar/aceitar troco errado

6) Roubar TV a cabo

7) Furar fila

8) Comprar produtos falsificados

9) No trabalho, bater ponto pelo colega

10) Falsificar assinaturas

“Aceitar essas pequenas corrupções legitima aceitar grandes corrupções“, afirma o promotor. “Seguindo esse raciocínio, seria algo como um menino que hoje não vê problema em colar na prova ser mais propenso a, mais pra frente, subornar um guarda sem achar que isso é corrupção.”
Segundo a pesquisa da UFMG, 35% dos entrevistados dizem que algumas coisas podem ser um pouco erradas, mas não corruptas, como sonegar impostos quando a taxa é cara demais.

LEIA NA ÍNTEGRA

* Fonte: Da BBC Brasil em São Paulo – Mariana Della Barba

 

BRASIL: COMO JOAQUIM BARBOSA “Traiu” OS PLANOS DE LULA *

“Ratos e homens”

 

AO NOMEAR O PRIMEIRO MINISTRO NEGRO PARA O STF, O EX-PRESIDENTE TINHA UM PLANO: APLAUDIR A SI MESMO PELA QUEBRA DE UM PARADIGMA. DEU TUDO ERRADO E JOAQUIM BARBOSA COLOCARÁ O PT NA CADEIA. ESTA É TESE DE JOSÉ ROBERTO GUZZO NA COLUNA “RATOS E HOMENS”. NEM É PRECISO PERGUNTAR QUEM É O RATO E QUEM É O HOMEM NA AVALIAÇÃO DO JORNALISTA DO CONSELHO DA ABRIL

Joaquim Barbosa, Ministro do STF

 

 

Quando o ex-presidente Lula indicou o nome do procurador Joaquim Barbosa para o Supremo Tribunal Federal, em 2003, aplaudiu a si mesmo por mais esse lance da genialidade política que lhe é atribuída.

Tornava-se, com isso, “o primeiro presidente deste país” a levar um negro à mais alta corte de Justiça do Brasil – o que não é bem assim, pois antes de Barbosa o STF teve dois ministros mulatos, já esquecidos na bruma dos tempos.

Mas o que vale nas coisas da política, em geral, é o que se diz – e o que se disse ali é que havia um plano magistral.

O novo ministro, agradecido pela honra recebida, seria um belo amigo do governo nas horas difíceis. Acontece que os melhores planos, muitas vezes, não acabam em bons resultados; o que decide tudo, no fim das contas, são os azares da vida.

O grande problema para Lula foi que o único negro disponível para ocupar o cargo era Joaquim Barbosa – e ali estava, possivelmente, uma das pessoas menos indicadas para fazer o que esperavam dele.

Para começo de conversa, Barbosa dá a impressão de detestar, positivamente, o rótulo de primeiro “ministro negro” do STF.

Não quer que pensem que está lá para preencher alguma espécie de “cota”; a única razão de sua presença no STF, julga o ministro, são seus méritos de jurista, adquiridos em anos de trabalho duríssimo e sem a ajuda de ninguém.

Nunca precisou de ajuda da “comunidade negra”, nem da secretaria de igualdade racial, ou coisa que o valha. Também não parece se impressionar, nem um pouco, com gente de origem humilde.

É filho de um pedreiro do interior de Minas Gerais, tornou-se arrimo de família na adolescência e ao contrário de Lula, que não bate ponto desde que virou líder sindical, em 1975, Barbosa começou a trabalhar aos 16 anos de idade e não parou até hoje.

O ministro, além disso, é homem de personalidade notoriamente difícil, sujeita a ásperas mudanças de humor e estoques perigosamente baixos de paciência.

É atormentado por uma hérnia de disco que lhe causa dores cruéis e o obriga muitas vezes a ficar de pé durante as sessões do STF. É, em suma, o tipo de pessoa que se deve tratar com cuidado.

Lula e o PT fizeram justamente o contrário.

Quando Barbosa se tornou relator no processo do mensalão, em 2006, continuaram apostando todas as fichas na histórica impunidade com que são premiados no Brasil réus poderosos e capazes de pagar advogados caros.

Descobriram, agora, que o trabalho de Barbosa puxou as condenações em massa no julgamento do mensalão – e jogou uma banana de dinamite no sistema de corrupção que há dez anos envenena a vida pública no Brasil.

A primeira trovoada séria veio quando o ministro aceitou a denúncia da procuradoria contra os quarenta do mensalão. Na época, o único deles com cabeça foi o ex-secretário-geral do PT, Sílvio “Land Rover” Pereira; não contestou a acusação, foi punido com prestação de “serviços comunitários” e acabou resolvendo seu caso a preço de custo.

Os demais, guiados pelo farol de Lula, preferiram ficar debochando.

Durante todo o tempo, ele sustentou que o mensalão “nunca existiu”. Quando o julgamento começou, disse que não iria acompanhar nada: “Tenho mais o que fazer”.

Delúbio Soares, operador-mor do guichê de pagamento do esquema, afirmou que tudo iria acabar em “piada de salão”.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, garantiu que o povo estava interessado, mesmo, é na novela das 9.

O que queria com isso?

Imaginavam que Joaquim Barbosa, trabalhando como um burro de carga, com a tortura da dor nos quadris e seu temperamento de porco-espinho, estava achando engraçado que o seu esforço era uma palhaçada inútil?

Lula e sua tropa tinham certeza de que o processo iria se arrastar até o Dia do Juízo Final.

O ministro Barbosa, hoje, poderia dizer: “Não contavam com a minha astúcia”.

No caso, sua astúcia foi entender a diferença entre “muito tempo” e “nunca”.

Tudo seria demorado, claro. Mas ele tinha certeza de que terminaria o seu trabalho – e que os 80% de popularidade de Lula, aí, não iriam servir para nada.

Em sua curta obra prima Ratos e Homens, um dos clássicos da literatura populista americana, John Steinbeck se inspira num antigo poema escocês para nos dizer que os mais bem cuidados planos deste mundo, sejam feitos por ratos ou por homens, são coisas frágeis; podem ser desfeitos pela roda do acaso, que é indiferente tantos aos projetos mais humildes quanto aos mais ambiciosos, e só acabam deixando mágoa e dor.

Joaquim Barbosa talvez faça com que os mensaleiros se lembrem disso por muito tempo.

 

 

*Fonte: Veja/J Roberto Guzzo.

JUSTIÇA/ALAGOAS – Semana passada os Vereadores foram Presos. Agora foi o Prefeito. *

Prefeito de Rio Largo (AL) é

preso por vender terreno

destinado a desabrigados

 

 

Toninho Lins - Prefeito de Rio Largo-AL.

 

Área de 252 hectares avaliada em R$ 21,4 milhões foi vendida a construtora por R$ 700 mil

 

O prefeito do município de Rio Largo, localizado na grande Maceió, Antonio Lins de Souza Filho (PSB), se apresentou nesta terça-feira, 22, à Justiça de Alagoas. Acompanhado do advogado José Fragoso, o chefe do Executivo municipal compareceu ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), onde foi ouvido pelo desembargador Otávio Leão Praxedes, e em seguida encaminhado para a academia da Polícia Militar, onde permanecerá detido em cela especial.

O pedido de prisão do prefeito foi apresentado ao Tribunal de Justiça do Estado na quinta-feira, 17, pelo procurador-geral de Justiça de Alagoas, Eduardo Tavares, depois que o Ministério Público Estadual (MPE) apresentou denúncia contra (Toninho Lins) Souza Filho pelos crimes de apropriação de bem público, alienação ilegal de bem público, formação de quadrilha e dispensa ilegal de licitação.

Segundo o MPE, Antonio Lins de Souza Filho, o Toninho Lins, é suspeito de participar de um esquema de compra e venda ilegal de um terreno naquele município. O mesmo esquema resultou na prisão de sete vereadores de Rio Largo, ocorrida ainda na noite de quinta-feira, 17. Conforme as denúncias do MPE, o prefeito teria desapropriado uma área de 252,4 hectares pertencente a uma usina de cana-de-açúcar e avaliada em R$ 21,4 milhões, com o objetivo de construir casas para as famílias atingidas pelas chuvas ocorridas em junho de 2010, que deixou centenas de desabrigados município.

Entretanto, o prefeito teria negociado o terreno com uma construtora por R$ 700 mil, que construiu um condomínio particular no local. Tudo isso com anuência da Câmara de Vereadores do município, que aprovou, por unanimidade, o projeto de lei enviado pelo Poder Executivo, autorizando a negociação em caráter de urgência e sem licitação.

O advogado de Souza Filho, José Fragoso, afirmou que ingressará com um pedido de habeas corpus.

 

* Fonte : Carlos Nealdo, especial para O Estado de S. Paulo

RIO LARGO-ALAGOAS. – Justiça Determina a prisão dos Vereadores por Corrupção.*

Por corrupção, todos os vereadores

de cidade de AL são presos

Toninho Lins. Prefeito de Rio Largo - Alagoas.

 

 

A pedido da 17ª Vara Criminal da Capital, a Força Nacional cercou nesta quinta-feira o prédio da Câmara de Vereadores de Rio Largo, a 25 km de Maceió, e prendeu todos os integrantes do Legislativo Municipal, acusados de corrupção. Segundo as denúncias, eles aprovaram a venda de um terreno, que valia R$ 21,5 milhões, por R$ 700 mil, a uma empresa.

A área foi vendida pelo prefeito da cidade, Toninho Lins, mas com aval da Câmara. Todos estão sendo encaminhados ao sistema prisional.

Conforme denúncia do Movimento de Combate à Corrupção, feita às polícias Federal e Civil, o prefeito Toninho Lins pediu, em 2010, a desapropriação de uma área de 252 hectares, pertencente à usina Utinga Leão, para a construção de casas populares. Pagou R$ 700 mil pela operação. A usina, com dívidas nas receitas federal e estadual, está falida. As residências não saíram.

Depois, com o aval da Câmara, o prefeito vendeu o terreno a uma empresa, pelo mesmo valor da desapropriação, sem licitação: R$ 700 mil. Isso significa que o metro quadrado do terreno custou R$ 0,27.

Na área, está sendo erguido um empreendimento comercial e residencial, com 9 mil lotes, que custam não menos que R$ 20 mil, cada.

A suspeita é que a operação envolva uma tentativa de burlar impostos federais e estaduais.

 

* Fonte: Terra/ODILON RIOS

CRÔNICA : O Cachoeira plantou a síndrome do corno/Arnaldo Jabor. – Colaboração de Lidinho Souza Cintra.

O analfabeto funcional é aquele cara que lê a revista Veja e acredita nela. Inclusive paga assinatura e tudo.

Uma revista que é esquecida em banco de taxi de proposito em São Paulo quando é para veicular escândalos plantados contra os adversários dos galerosos que controlam São Paulo há 18 anos.

Quem tem assinatura da Veja das duas uma.

Ou é um analfabeto funcional, um trouxa, ou um cara que acredita na ideologia que claramente ela prega. O analfabeto funcional vê o Jornal Nacional e o Globo News e jura que os articulistas estão dizendo fatos e não factoides.

Ou ele gosta da lambança neoliberal que eles adoram vomitar. Existem pessoas que sabem que a Veja e o Jornal Nacional tem ideologia, tem patrão e tem interesses. Esses são conservadores, neoliberais e de direita. Esses concordam com o não jornalismo praticado por essa chamada “grande imprensa”.

Os fins justificam os meios.

Nos dois casos, o Carlinhos Cachoeira plantou a Síndrome de Corno. Aquele que descobre que é enganado, mas não quer acreditar no que vê.

O analfabeto funcional prefere continuar acreditando no “Mensalão” porque “não é possível que eu tenha sido enganado todo esse tempo”.

Mesmo com as gravações da Policia Federal das escutas telefônicas do mafioso Carlinhos Cachoeira, do senador corrupto Demóstenes Torres e do chefe do departamento de jornalismo da Veja em Brasília Policarpo Junior, mostrando passo a passo como se formou o plano para desestabilizar o recém-eleito governo Lula.

A elite paulista representada pelo PSDB não queria engolir um presidente operário, nordestino, cabeça chata e o escambau na presidência.

Nunca!

O analfabeto funcional e o direitista estão com Síndrome de Corno. Foda é o ex-esquerdista. Aquele cara que virou ultradireita e neoliberal desapontado pelas “roubalheiras” que a Veja e a Rede Globo publicavam.

Claro que só os crimes do PT. Da noite para o dia a esquerda virou os “corruptos e ladrões”.

O PSDB e o DEM, nicho da direita, eram “os honestos”. O paladino da justiça era o Demóstenes Torres e o Arthur Virgílio Cardoso.

Ninguém aguenta tanta decepção. Então melhor a Síndrome de Corno. Já o ex-esquerdista. Esse perdeu o rumo da história.

 

O Arnaldo Jabor que o diga.

JUDICIÁRIO : DOIS DESEMBARGADORES DO RN SÃO AFASTADOS, SOB A ACUSAÇÃO DE CORRUPÇÃO. (*)

Corte Especial referenda afastamento

de desembargadores denunciados por

fraude em precatórios

 

 

Em decisão unânime, a Corte Especial referendou o afastamento cautelar dos desembargadores Osvaldo Soares da Cruz e Rafael Godeiro Sobrinho, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). A decisão se deu na tarde de quarta-feira (18) em questão de ordem suscitada pelo relator, ministro Cesar Asfor Rocha. O inquérito investiga suposto esquema de fraude no pagamento de precatórios no TJRN.

De acordo com o ministro relator, há nos autos elementos suficientes e contundentes para o processamento da investigação contra os desembargadores e para o afastamento dos cargos públicos. Eles são ex-presidentes daquele tribunal Osvaldo Cruz no biênio 2007-2008 e Godeiro Sobrinho no biênio 2009-2010.

O ministro Cesar Rocha considerou haver fortes elementos indiciários e probatórios de desvios de recursos públicos provenientes das contas destinadas ao pagamento de precatórios, o que demonstraria a incompatibilidade com o exercício da função, colocando em risco a atividade judicante, a credibilidade de suas decisões e do próprio Poder Judiciário, bem como o curso normal das investigações.

No tocante à existência de possíveis fraudes, conclui-se que existem desde erros formais até a manipulação de procedimentos, contou o ministro Cesar Rocha. Conforme a investigação já realizada, é possível deduzir que se trata de esquema montado há bastante tempo.

A fraude

 

Em 31 de janeiro de 2012, o MP e a Polícia Federal deflagraram a Operação Judas. De acordo com a investigação, eram basicamente três os esquemas de fraudes: a multiplicação de pagamentos de precatórios; a fabricação de processos administrativos e a criação de contas fraudulentas para crédito e saque de valores referentes a precatórios; e o recebimento de valores por pessoas estranhas aos processos.

O sucesso do esquema teve como instrumento a fabricação de processos administrativos e a criação de contas judiciais fraudulentas para crédito e retirada de valores. Num primeiro momento, a líder do esquema foi identificada como ex-chefe da divisão de precatórios do TJRN.

O MP, diante do que foi apurado, ofereceu a denúncia contra ela e outros envolvidos. No curso do processo, a ex-diretora da divisão, por conta de compromisso de delação premiada, revelou que o esquema contava com o envolvimento direto dos dois desembargadores, que receberiam considerável montante desviado.

Segundo a delatora, a idéia das fraudes teria partido do desembargador Osvaldo Cruz. Com a assunção de Godeira Sobrinho à presidência do TJRN, o esquema teria continuado, com a divisão dos valores para ele, também.

Acompanharam o relator os ministros Felix Fischer, Gilson Dipp, Francisco Falcão, Laurita Vaz, João Otávio de Noronha, Teori Albino Zavascki, Castro Meira, Arnaldo Esteves Lima, Massami Uyeda, Humberto Martins e Maria Thereza de Assis Moura. O ministro relator marcou audiências para oitiva dos desembargadores para o dia 24 de abril.

Autor: Coordenadoria de Editoria e Imprensa do STJ.

(*) Fonte: JusBrasil

POLÍCIA FEDERAL JÁ PRENDEU 83 POLICIAIS EM COMBATE AO CRIME ORGANIZADO.

PF prendeu 83 policiais em

operações este ano

 

 

 

O recorde de seis ministros demitidos por suposto envolvimento com malfeitos foi acompanhado por outro placar dilatado que expõe a corrupção governamental. Em tempos de faxina no setor público, a Polícia Federal (PF) prendeu este ano 83 policiais em dez operações de combate ao crime organizado realizadas em todos os Estados. O número de prisões é quase cinco vezes maior que em 2010, quando foram detidos 17 policiais em três operações.

Diante do elevado grau de corrupção entre agentes públicos, a PF decidiu intensificar em 2012 as ações repressivas voltadas para o setor policial e as carreiras de estado das áreas de fiscalização e controle. Novas operações com esse foco, segundo a reportagem apurou, estão programadas.

Os expurgos do setor público atingiram em cheio não só a PF, mas todas as carreiras típicas de estado, inclusive as que têm o dever cobrar dos outros o cumprimento da lei. De 2004 a 2011, a Controladoria Geral da União (CGU), órgão que faz o papel de xerife dos bons costumes no Poder Executivo, puniu malfeitos de 64 analistas e técnicos de finanças da própria equipe.

AE – Agência Estado

PERNAMBUCO : PREFEITO É AFASTADO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.

ARARIPINA-PE

 

 

Prefeito Lula Sampaio. Afastado por improbidade (corrupção) administrativa.

 

Prefeito de Araripina afastado

do cargo por improbidade

 

 

O prefeito de Araripina, Lula Sampaio, foi afastado do cargo por improbidade administrativa, por meio de ação movida pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), representado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE). A Operação Alcaide, realizada conjuntamente pelo MPPE, Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), TCE, Tribunal de Contas da União (TCU) e Secretaria de Defesa Social (SDS), com as Polícias Civil e Militar, na manhã desta segunda-feira (12), resultou no afastamento do prefeito do cargo e na busca e apreensão de documentos e equipamentos de informática na sede da Prefeitura. O MPPE ainda não descartou a hipótese de uma intervenção estadual no município, devendo o pedido ser efetuado de acordo com o desenrolar os fatos.

Neste exato momento, promotores de Justiça e auditores do TCE, acompanhados por policiais civis e militares, encontram-se na sede da Prefeitura lacrando documentos e equipamentos de informática e recolhendo provas. O vice-prefeito Alexandre Arraes vai assumir o cargo de prefeito.

Desde às 10h, o procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon, e o presidente do Tribunal de Contas do Estado ), Marcos Loreto(TCE, concedem entrevista coletiva na sede do Ministério Público de Pernambuco para dar maiores detalhes da Operação Alcaide.

Com informações da Assessoria de imprensa

CONSELHO FARÁ DEVASSA NAS FOLHAS DE PAGAMENTO DO JUDICIÁRIO.

 

CNJ fará devassa na Justiça de

todo o país

 

Quem informa é Mônica Bergamo, colunista da Folha de S.Paulo.

 

Em três parágrafos, ela conta o seguinte:

A devassa do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) na folha de pagamento do TJ (Tribunal de Justiça) de SP vai se estender por todo o país. Levantamento do órgão identificou mais de 50 magistrados e servidores, da ativa e aposentados, que tiveram movimentações financeiras atípicas. A investigação será realizada em outros 21 tribunais.

Os próximos a ser fiscalizados serão o Tribunal Regional do Trabalho de Campinas e o TJ da Bahia.

Uma das movimentações que mais chamaram a atenção do CNJ foi a de um magistrado de SP que recebeu depósito de R$ 1 milhão.

Uma bolada! E sem precatório…

Um grupo formado por 17 integrantes da cúpula do Tribunal de Justiça de São Paulo que está sob investigação do CNJ pode ter recebido ilegalmente R$ 17 milhões dos cofres públicos em 2010. Os corregedores do CNJ colheram indícios de que o dinheiro foi usado para pagar – sem precatórios – de uma só vez, R$ 1 milhão a cada um dos juízes, a pretexto de resolver uma antiga pendência salarial da categoria.

As informações são do jornal Folha de S. Paulo, em matéria assinada pelo jornalista Flávio Ferreira.

Os 17 magistrados tinham direito a receber pelo menos parte desse dinheiro, mas os pagamentos foram feitos em condições privilegiadas, de acordo com duas pessoas familiarizadas com as investigações. Não houve necessidade de que se submetessem à fila dos precatórios. Outros integrantes do TJ-SP e juízes da primeira instância que também têm direito a esses pagamentos estão recebendo o dinheiro em parcelas mensais de pequeno valor. Também sem precatórios.

SBT/Divulgação.