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EDITAL DA APLA – Academia Pesqueirense de Letras e Artes *

ACADEMIA PESQUEIRENSE

DE LETRAS E ARTES

 

Academia Pesqueirense de Letras e Artes

Academia Pesqueirense de Letras e Artes

EDITAL

 

 – Para preenchimento de Vagas de acadêmico titulares.

 

 

Ficam os senhores intelectuais e artistas cientes de que se encontram abertas, para oportuna ocupação, as vagas de Acadêmicos Titulares correspondentes às Cadeiras de nº 02, vaga pelo falecimento de Odete de Andrada Alves e que tem por Patrono Zeferino Cândido Galvão Filho; de nº 08, vaga pela desistência de Flávio Chaves e que tem por Patrono Hilton Sette; de nº 29, vaga pelo falecimento de Aluísio Bezerra Facão e que tem por Patrono Eliseu Magalhães Araújo; de nº 39, vaga pelo falecimento de Israel Ventura de Medeiros e que tem por Patrono Padre Alfredo Câmara e de nº 40, vaga pelo falecimento de Severino Ferreira de Melo e que tem por Patrono João Arruda Marinho dos Santos.

Para concorre às referidas favas, os candidatos deverão preencher as seguintes condições (Art.4º, b.§,4º, do Estatuto):

a) Ser pesqueirense ou natural da área de jurisdição da Academia, nela residindo na área metropolitana do Recife, neste caso mantendo ligações permanente com a sua origem;

b) Possuir atividade intelectual ou artística comprovável, através de títulos, trabalhos publicados, documentos, significando contribuição efetiva para a literatura e para as artes ou benefício para a comunidade acadêmica;

c) Ser possuidor de bom conceito social;

d) Mediante proposta de três acadêmicos titulares ou através de requerimento pessoal encaminhado à Diretoria, expressando o desejo de integrar a Academia e indicando a vaga que pretende preencher;

E ainda (Art. 4º, § 5º, do Est., e Art. 7º e seu § único, do Reg. Int.):

– Apresentar Memorial ou Curriculum Vitae para análise da Comissão de Admissão;
– Apresentar Ficha de Dados Pessoais ( padronizada) devidamente preenchida;
– Juntar termo de concordância em ingressar na instituição e cumprir o Estatuto e Regimento Interno.

Finalmente, fica estabelecido o prazo de (30) dias para apresentação de candidatos ao seu preenchimento de cada uma delas. Maiores informações poderão ser prestadas pela Acadêmica Zuleide Maria Siqueira Calado (fone 87 – 3835-2275 e 9173-9963 Pesqueira) e Acadêmico Gilvan Maciel (fone 81 – 9977-7456 e 9695 -9456, no Recife).

 

Pesqueira, 01 de setembro de 2013.

 

 

Sebastião Gomes Fernandes de Jaquetão

 

 

 

Sebastião Gomes Fernandes – Presidente.

CINEMA: JAMES BOND SERÁ HOMENAGEADO NO OSCAR*

A cerimônia do Oscar, em fevereiro,

vai fazer um tributo a James Bond.

Sean Connery como James Bond

Sean Connery como James Bond

 

“Estamos muito felizes de incluir uma sequência especial em nossa cerimônia saudando os filmes de James Bond em seu aniversário de 50 anos”, disseram os produtores do Oscar deste ano, Craig Zadan e Neil Meron.

Eles descreveram os filmes sobre o espião britânico como “a franquia imagem mais longa de movimento na história, e um fenômeno amado global”.
“Skyfall”, filme atual de Bond, já fez bilheteria de mais de US $ 1 bilhão globalmente até agora.
Isso o torna o filme de James Bond de maior sucesso da franquia da série 23 películas. É estrelado por Daniel Craig em sua terceira atuação como Bond, e foi dirigido por Sam Mendes.
A inclusão de Bond no Oscar alimenta a especulação de que “Skyfall” terá nomeações em 10 de janeiro, quanse os concorrentes ao Oscar são apresentados.
Historicamente, os filmes de 007 só foram indicados ao Oscar por categorias técnicas ou musicais.

LEIA MAIS:

James Bond em números

*Fonte: BbcBrasil

LITERATURA : II SEPLA – Semana Pesqueirense de Letras e Artes. *

Palavra do Presidente da Academia

Pesqueirense de Letras e Artes

 

Abertura da II SEPLA

A II SEPLA – Semana Pesqueirense de Letras e Artes é um movimento literário criado pela nossa Academia e tem como objetivo propiciar a egrégia sociedade pesqueirense, aos admiradores das letras e das artes, aos nossos estudantes e a nossa comunidade, momentos e oportunidades de descontração e de conhecimentos literários e artísticos.

Sei e tenho consciência da minha responsabilidade como gestor dessa instituição voltada para a preservação e o desenvolvimento da nossa cultura. É meu dever e dos nossos confrades aderirmos aos princípios doutrinários e obrigações estatutárias como sejam: contribuir para a defesa do idioma nacional, cultivando-o e estimulando o estudo e o ensino; estimular e cultivar a produção literária e artística dos seus membros; fomentar e estimular as artes plásticas e cênicas, a produção musical, áudio-visual e o artesanato; cultivar e estimular o estudo da memória e da história pernambucana e, sobretudo, dos municípios que fazem parte da nossa jurisdição; manter intercâmbio cultural e social com instituições culturais e, em especial, com entidades congêneres a exemplo do que estamos fazendo neste conclave com a nossa coirmã Academia Belojardinense de Letras e Artes.

Nossa Academia responde ainda estatutariamente com a possibilidade de promover, desde que possível, cursos, conferências, palestras, seminários e outras honrarias; instituir e conferir títulos honoríficos, comendas e medalhas.

Assumimos os destinos da Academia em 02 de junho do corrente ano e de lá até o presente momento temos procurado dinamizar as ações pertinentes às metas programadas, saindo da letargia em que se encontrava!

A Academia, depois de 10 anos de fundação, abriu suas portas, como exigência dos nossos trabalhos, dois dias na semana 3ªs e 5ªs feiras durante o horário das 14 às 17h, tendo em vista, ainda, visitação pública. Comemoramos o Dia do Escritor e criamos o Festival da Poesia no dia 14 de março de cada ano. Promovemos palestras com o Escritor Cyl Galindo da Academia Pernambucana de Letras em parceria com o Governo do Estado e o Município. Promovemos 02 lançamentos de livros dos nossos acadêmicos: Conceição Alves e Laurene Almeida, em parceria com o SESC e Prefeitura Municipal, participamos de duas mesas redondas: Um escritor em sua Escola com Luzilá Gonçalves e Maria Lúcia Cordeiro de Menezes, com a mediação de Cida Pedrosa e Parada para leitura com os escritores Sebastião Gomes Fernandes, José Andrade, Socorro Oliveira e Zé Alberto, com a mediação de Aureline Ferreira.

Hoje estamos abrindo a II SEPLA, movimento voltado para os intelectuais das letras e das artes, estudantes e comunidade pesqueirense com o intuito de elevarmos nossa cultura ao píncaro da ordenação literária e cultural.

Estou consciente da minha responsabilidade à frente da nossa Academia de Pesqueira da importância e do papel que temos a desenvolver no contexto literário e cultural da nossa cidade e da nossa região em particular. Aproveito a oportunidade para conclamar nossos parceiros a vestirem a mesma camisa e com garra abraçar ardorosamente nossa instituição que é voltada para o desenvolvimento das letras e das artes pesqueirenses.
E isto já está sendo levado em consideração. Os assuntos que serão tratados pelos nobres palestrantes, homens e mulheres estudiosos e pensadores que enriquecem nossa cultura, nossa região e nossa gente, porque são gente como a gente! São expoentes da nossa querida Pesqueira, terra de Zeferino Galvão, Anísio Galvão, José de Almeida Maciel, Potiguar Matos, entre tantos outros que não é possível enumerá-los, mas que engrandecem a história literária e cultural do nosso município.

Gostaria de chamar a atenção dos senhores e das senhoras, dos estudantes e autoridades presentes para a importância de cada palestra:

Hoje, nesta abertura, vamos ter a oportunidade de conhecermos um pouco mais sobre a vida e obra do nosso querido CARDEAL ARCOVERDE – nosso homenageado. –

Palestrante: Prof. Osvaldo Bezerra de Oliveira.

A manhã dia 16 com duas palestras. – 10h00- Tema da Palestra:

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO – Palestrante Prof. José Antonio da Silva.

19h30 – Tema da Palestra:

GILBERTO FREIRE, UM INTÉRPRETE DO BRASIL – Palestrante Sheila Mayara Ribeiro.

NO DIA 17 – 10H00 – Tema da Palestra:

AÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS ESCOLAS – UMA ESTRATÉGIA PARA MUDANÇAS DE VALORES E ATITUDES. – Palestrante Profª Kalina Curie Tenório Fernandes do Rego Barros

16H00 – Tema da Palestra:

O PAPEL DA EDUCAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO HUMANO – Escritor, Acadêmico e Empresário. Walter Alves Ramalho.

O acadêmico Sebastião Gomes Fernandes é Escritor e Poeta. Formação profissional: Técnico Agrícola, Técnico em Contabilidade e Sociólogo.Livros escritos e publicados: Técnico Entraves ao Desenvolvimento do Cooperativismo no Nordeste. Poesias: A Leveza do Ser, A Leveza do Ser Revisitada e Poemas e Sonetos que Cantam e Encantam a Vida. Prosa: O Despertar da Esperança. É o atual presidente da APLA – Academia Pesqueirense de Letras e Artes.

PESQUEIRA ; HOJE TEM INÍCIO A JORNADA LITERÁRIA 2012.*

JORNADA LITERÁRIA 2012

PORTAL DO SERTÃO

 

PESQUEIRA
Sede
Distrito de Mimoso

 

PESQUEIRA – Terra; da Graça; do Doce e da Renda e da CULTURA…

 

PESQUEIRA | Sede – HOMENAGEM A RONALDO CORREIA DE BRITO

 

 

PROGRAMAÇÃO DA JORNADA LITERÁRIA 2012

 

17 | quarta-feira

 

OFICINA: PEQUENOS CONTOS PARA PEQUENOS ESCRITORES COM RICARDO MELO

Escola Municipal Irmã Zélia – Avenida Ésio Araújo, s/n, Bairro Centro. (crianças) | 9h às 12h
OFICINA DE INICIAÇÃO À ESCRITA COM RAIMUNDO DE MORAES

Instituto Superior de Ensino em Pesqueira, Rua José Nepomuceno das Neves, 47, Bairro Centro. (adolescentes e jovens) | 9h às 12h
UM ESCRITOR NA MINHA ESCOLA – 9H ÀS 11H

Luzilá Gonçalves e Odete Andrada.

Mediação: Cida Pedrosa

PROGRAPE, Rua Cardeal Arcoverde, s/n, Bairro Centro | 9h às 11h
Flávio Magalhães, Jaciel Silva, José Denilson e Josessandro Andrade

Mediação: Jailson Lima

Escola Estadual Eliezer Araújo, Rua Glicério de Almeida Maciel, s/n, Bairro Centenário
Cícero Belmar e Miró. Mediação Romualdo Freitas

Instituto Superior de Ensino em Pesqueira, Rua José Nepomuceno das Neves, 47, Bairro Centro. (adolescentes e jovens)
PARADA PARA  LEITURA

José Andrade, Sebastião Fernandes, Socorro Oliveira e Zé Alberto.

Mediação: Aurilene Ferreira

Academia Pesqueirense de Letras e Artes, Praça Comendador José Didier, s/n (Praça da Rosa), Bairro Centro | 9h às 11h
OFICINA DE HAIKAI COM VALMIR JORDÃO

PROGRAPE, Rua Cardeal Arcoverde, s/n, Bairro Centro. (adolescentes e jovens) | 14h30 às 17h30
OFICINA DE ROTEIRO PARA QUADRINHOS COM JOÃO LIN

PROGRAPE, Rua Cardeal Arcoverde, s/n, Bairro Centro. (adolescentes e jovens) | 14h30 às 17h30
PARADA PARA LEITURA

Tradução em Libras

Histórias, causos, contos e lendas no romance com Cícero Belmar e Homero Fonseca.

Auditório do CICRE/Cine-Teatro, Shopping Rosa, Praça Comendador José Didier, s/n(Praça da Rosa), Bairro Centro | 14h30

CERIMÔNIA DE ABERTURA – DIREÇÃO DO SESC PERNAMBUCO E COORDENAÇÃO DE CULTURA

Tradução em Libras

A PROSA E O DRAMA – UM ENCONTRO DE RONALDO CORREIA DE BRITO COM MARCONDES LIMA E MÔNICA MELO

Mediação: Conrado Falbo

Auditório do CICRE/Cine-Teatro, Shopping Rosa, Praça Comendador José Didier, s/n(Praça da Rosa), Bairro Centro | 19h

CORAL VOZES DO SERTÃO UMA VIAGEM POR LUA CAMBARÁ, BAILE DO MENINO DEUS, ARLEQUIM E BANDEIRA DE SÃO JOÃO, REGÊNCIA EDUARDO ESPINHARA

Tradução em Libras

Auditório do CICRE/Cine-Teatro, Shopping Rosa, Praça Comendador José Didier, s/n(Praça da Rosa), Bairro Centro | 21h

18 | quinta-feira

OFICINA: PEQUENOS CONTOS PARA PEQUENOS ESCRITORES COM RICARDO MELO

Escola Municipal Irmã Zélia – Avenida Ésio Araújo, s/n, Bairro Centro. (crianças) | 9h às 12h
OFICINA DE INICIAÇÃO À ESCRITA COM RAIMUNDO DE MORAES

Instituto Superior de Ensino em Pesqueira, Rua José Nepomuceno das Neves, 47, Bairro Centro. (adolescentes e jovens) | 9h às 12h
UM ESCRITOR NA MINHA ESCOLA

Ícaro Tenório e Micheliny Verunschk

Mediação: Miro Carvalho

Instituto São Francisco – Rua Buarque Macedo, 30 – Centro | 9h às 11h
Alexandre Furtado, Fernando Farias e Miró

Mediação: Rita Marize

Universidade Aberta do Brasil (UAB), Avenida Ésio Araújo, 17, Bairro Centro
Chico Pedrosa e Gleison Nascimento

Mediação: Cida Pedrosa

Escola Estadual Eliseu Araújo, Rua Glissério de Almeida Maciel, s/n – Centenário
OFICINA DE HAIKAI COM VALMIR JORDÃO

PROGRAPE, Rua Cardeal Arcoverde, s/n (adolescentes e jovens) | 14h30 às 17h30
OFICINA DE ROTEIRO PARA QUADRINHOS COM JOÃO LIN

PROGRAPE, Rua Cardeal Arcoverde, s/n (adolescentes e jovens) | 14h30 às 17h30
PARADA PARA LEITURA

Tradução em Libras

LITERATURA DE CORDEL NAS ONDAS DA INTERNET COM JORGE FILÓ, MARIA ALICE AMORIM E SENNOR RAMOS

Academia Pesqueirense de Letras e Artes, Praça Comendador José Didier, s/n, (Praça da Rosa), Bairro Centro | 14h30
RECITAL COM OS POETAS ALTAIR LEAL, CLÉCIO RIMAS, GLEISON NASCIMENTO E THIAGO MARTINS

Auditório do CICRE/Cine-Teatro, Shopping Rosa, Praça Comendador José Didier, s/n, (Praça da Rosa), Bairro Centro | 16h
A POESIA QUE NOS UNE COM EVERARDO NORÕES E GERALDO HOLANDA CAVALCANTI

Tradução em Libras

Mediação: Alexandre Furtado

Auditório do CICRE/Cine-Teatro, Shopping Rosa, Praça Comendador José Didier, s/n(Praça da Rosa), Bairro Centro | 19h
APRESENTAÇÃO DO GRUPO EM CANTO E POESIA

Tradução em Libras

Praça de Eventos/ Shopping Rosa, Praça Comendador José Didier, s/n, (Praça da Rosa), Bairro Centro. (geral) | 21h

* Fonte : PORTAL DO SESC

HOMENAGEM HISTÓRICA.1 : LUIZ GONZAGA DO NASCIMENTO. Um Homem além do seu tempo.* – Colaboração de Cláudio Freitas.**

LUIZ GONZAGA E

SUA DISCOGRAFIA.1

 

 

Luiz rei Gonzaga baião. O Pernambucano do Século passado...

 

 

Cantor e compositor, Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu na fazenda Caiçara, no município de Exu, sertão de Pernambuco, a 13 de dezembro de 1912, filho de Ana Batista de Jesus e do sanfoneiro Januário José Santos, com quem aprender tocar sanfona.

Considerado uma instituição da música popular brasileira, o “rei do baião”, como era conhecido, gravou 56 discos e compôs mais de 500 canções.

Entre seus grandes parceiros, estavam Zé Dantas e Humberto Teixeira. Deixou sua cidade natal em 1930, em busca de emprego, e acabou entrando para o Exército, em Fortaleza, Ceará.

Por conta da Revolução de 1930, esteve na Paraíba, além de outros estados nordestinos, e, em 1932, foi transferido para Juiz de Fora, Minas Gerais.

Depois de deixar o Exército, segue, em 1939, para o Rio de Janeiro, onde inicia a carreira de músico, tocando em um conjunto que se apresentava nos cafés da zona de prostituição.

Participou de programas de calouros, como os de Almirante e Ary Barroso e, em 1941, grava o seu primeiro disco -apenas como solista; a primeira música cantada, Dança Mariquinha, seria gravada em 1945.

A partir de então passa a percorrer o Brasil, fazendo shows, iniciando sua longa carreira de sucesso. Influenciou vários compositores da chamada moderna música nordestina, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Raimundo Fagner e outros.

Entre suas composições mais famosas estão Asa Branca, Vozes da Seca, A Triste Partida, Juazeiro.

Foi Luiz Gonzaga quem levou para o disco os ritmos e as batidas do xote e do baião – já conhecidos entre os cantadores de viola do Nordeste: ele pegou a batida e criou o jogo melódico, daí ser considerado o criador do baião.

Morreu no Recife a 02 de agosto de 1989, depois de passar 41 dias hospitalizado.

 

Mausoléu do Gonzagão em Exu-PE.

 

Discografia

 

1941: Véspera de São João – mazurca (Luiz Gonzaga e Francisco Reis); Numa serenata – valsa (Luiz Gonzaga); Saudade de São João del-Rei – valsa (Simão Jandi); Vira e mexe – chamego (Luiz Gonzaga); Nós queremos uma valsa (Nassara e Frasão); Arrancando caruá – choro (Luiz Gonzaga); Farolito -vaIsa (Agustín Lara): Segura a polca (Xavier Pinheiro).

1942: Saudades de Ouro Preto – valsa (Luiz Gonzaga); Pé de serra – chamego (Luiz Gonzaga); Saudade – valsa (Carlos Dias Carneiro); Apitando na curva – polca (Luiz Gonzaga); Sanfonando chorinho (Luiz Gonzaga); Verônica – valsa (Luiz Gonzaga); Calangotango – picadinho mineiro (Luiz Gonzaga); Minha Guanabara – valsa (Francisco Reis); Saudades de Areal – valsa (Mário Magalhães); Pisa de mansinho – chamego (Luiz Gonzaga); Seu Januário – chamego (Luiz Gonzaga); Santana – mazurca (Luiz Gonzaga); Aquele chorinho – choro (Luiz Gonzaga); Ligia – valsa (Luiz Gonzaga).

1943: Apanhei-te cavaquinho – choro (Ernesto Nazaré); Ivone – valsa (Xavier Pinheiro); Manolita – valsa (Leo Daniderff); 0 chamego da Guiomar (Luiz Gonzaga); Araponga – choro (Luiz Gonzaga); Meu passado – valsa (Luiz Gonzaga e Waldemar Gomes); Destino – valsa (Carneiro Filho e Vasco Gomes); Galo garnizé – choro (Luiz Gonzaga e Antonio Almeida).

1944: Subindo ao céu – valsa (Aristides M. Borges); Fuga da África – polca (Luiz Gonzaga); Recordações de alguém -choro (Bisoga); Pingo namorando – choro (Luiz Gonzaga); Escorregando – choro (Ernesto Nazaré); Madrilena – valsa (Antônio Almeida e Luiz Gonzaga); Luar do Nordeste – valsa (Luiz Gonzaga); Bilu-bilu – choro (Luiz Gonzaga); Xodó -choro (Luiz Gonzaga); Caprichos do destino – valsa (Odete Duprat Fiúze); Vanda – valsa (Luiz Gonzaga); Catimbó – chamego (Carneiro Filho e Vasco Gomes); Despedida – valsa (Luiz Bittencourt); Passeando em Paris – valsa (Luiz Gonzaga); Aperriado – chamego (Luiz Gonzaga); Fazendo intriga – chamego (Luiz Gonzaga).

1945: Provocando as cordas – choro (José Miranda Pinto); Última inspiração – valsa (Peterpan); Dança Mariquinha – mazurca (Luiz Gonzaga e Miguel Lima); Impertinente – polca (Luiz Gonzaga); Na hora h – choro (Luiz Gonzaga); Nara – valsa (Luiz Gonzaga); Penerô xerém – chamego (Luiz Gonzaga e Miguel Lima); Sanfona dourada – valsa (Luiz Gonzaga); Bolo mimoso – choro (Tito Ramos); Dança do macaco – quadrilha (Luiz Gonzaga); Queixumes – valsa (Noel Rosa e Henrique Brito); Zinha – polca (Carneiro Filho); Caxangá – choro (Luiz Gonzaga); Cortando pano – mazurca (Luiz Gonzaga, Miguel Lima e Jeová Portela); Festa napolitana – marcha-tarantela (Inácio de Oliveira); Ovo azul – marcha (Miguel Lima e Paraguaçu); Perpétua – marcha popular (Luiz Gonzaga e Miguel Lima).

1946: Marieta – valsa (Luiz Gonzaga); De Juazeiro a Pirapora – polca (Luiz Gonzaga); É pra rir ou não é? – samba (Luiz Gonzaga e Carlos Barroso); Devolve – valsa (Mário Lago); Não quero saber – valsa (Mário Lago); Ó de casa – chorinho (Luiz Gonzaga e Mário Rossi); Chamego das cabrochas (Miguel Lima e Luiz Gonzaga); Não bate nele – mazurca (Zé Fechado e Lourenço Pereira); Calango da lacraia – calango (Luiz Gonzaga e Jeová Portela); Pão-duro – marcha (Assis Valente e Luiz Gonzaga); Sabido – choro (Luiz Gonzaga); Saudades de Matão – valsa (Jorge Galati); Brejeiro – choro (Ernesto Nazaré); Toca uma polquinha – polca (Luiz Gonzaga); Feijão cum côve – embolada (Jeová Portela e Luiz Gonzaga); Eu vou cortando – marcha (Miguel Lima, Luiz Gonzaga e Jeova’ Portela); Cai no frevo – marcha (Luiz Gonzaga); No meu pé de serra – xote (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Pagode russo – polca (Luiz Gonzaga).

1947: Vou pra roça – marchinha (Luiz Gonzaga e Zé Ferreira); Asa-branca – toada (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Balanço do calango – calango (Luiz Gonzaga e Jeová Portela); Coração de mulher – valsa (Zezinho); Todo homem quer – marcha-frevo (Peterpan e José Batista); Tenho onde morar – samba (Luiz Gonzaga e Dário de Sousa); Quer ir mais eu? – marcha-frevo (Luiz Gonzaga e Miguel Lima); Pau-de-sebo – marcha (Dunga e Luiz Gonzaga).

1948: Moda da mula preta (Raul Torres); Firim, firim, firim -polca (Luiz Gonzaga e Alcebíades Nogueira).

1949: Lorota boa – polca (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); Mangaratiba – xote (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); Juazeiro – baião (Lujz Gonzaga e Humberto Teixeira); Baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Siridó – ritmo novo (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Légua tirana – valsa-toada (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); Vou mudar de couro – batucada (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); Gato angorá – marcha-baiao (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Vem morena – baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Quase maluco – baião (Vitor Simon e Luiz Gonzaga); Dezessete léguas e meia – baião (Humberto Teixeira e Carlos Barroso); Forró de Mané Vito (Luiz Gonzaga e Zé Dantas).

1950: Assum-preto – toada (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); Cintura fina – xote (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Chofer de praça – mazurca (Evaldo Rui e Fernando Lobo); No Ceará não tem disso não – baião (Guio de Morais); – Xanduzinha – baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); A volta da asa-branca – toada (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Macapá -baião (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); Boiadeiro – toada (Klécius Caldas e Armando Cavalcanti); Adeus Rio de Janeiro – xote (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Rei bantu – maracatu (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Estrada de Canindé – toada-baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); O torrado (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Qui nem jiló – baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Paraíba- baião (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); Respeita Januário – baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); A dança da moda – baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga).

1951: Mariá – coco-baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Amanhã eu vou – valsa (Beduíno e Luiz Gonzaga); Olha pro céu – marcha junina (José Fernandes e Luiz Gonzaga); Propriá – baião (Guio de Morais e Luiz Gonzaga); Tô sobrando – polquinha (Luiz Gonzaga e Hervê Clodovil); Moreninha, moreninha -toada (Hervê Clodovil e Luiz Gonzaga); Madame Baião – baião (Luiz Gonzaga e Davi Nasser); Conversa de barbeiro – rancheira (Davi Nasser e Luiz Gonzaga); Sabiá – baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Cigarro de paia – baião (Klécius Caldas e Armando Cavalcanti); Baião da Penha (Guio de Morais e Davi Nasser); Baião na garoa (Luiz Gonzaga).

1952: São João do Carneirinho – baião (Luiz Gonzaga e Guio de Morais); Imba1ança – baião (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); São João na roça – marcha junina (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Juca – valsa (Lupicínio Rodrigues); Catamilho na festa – chorinho (Luiz Gonzaga); Pau-de-arara – maracatu (Luiz Gonzaga e Guio de Morais); Acauã – toada (Zé Dantas); Adeus Pernambuco – toada (Manezinho Araújo e Hervê Clodovil); Baião na garoa (Luiz Gonzaga e Hervê Clodovil); Piauí – toada (Sílvio Moacir de Araújo); Marabaixo (Julião Tomás Ramos); Jardim da saudade – valsa (Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves); Xaxado (Luiz Gonzaga e Hervê Clodovil); Vamos xaxear (Geraldo Nascimento e Luiz Gonzaga); Beata Mocinha – valsa romeira (Manezinho Araújo e Zé Renato); 0 balaio de Veremundo (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Pronde tu vai Lui? (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Januário vai tocar (Januário José dos Santos).

1953: Moreninha tentação – baião (Sílvio Moacir de Araújo e Luiz Gonzaga); Saudade de Pernambuco – baião (Sebastião Rosendo e Salvador Miceli); 0 xote das meninas (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Treze de dezembro – choro (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); São João chegou – baião (Marisa P. Coelho e Luiz Gonzaga); 0 casamento de Rosa – rancheira (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); A letra i – baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Algodão – baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); ABC do sertão -baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Vozes da seca – toada-baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Paraxaxá – xaxado (Luiz Gonzaga e Sílvio Moacir de Araújo); A vida do viajante – toada (Luiz Gonzaga e Hervê Clodovil).

1954: Feira de Gado – aboio (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Velho Novo-Exu – baião (Luiz Gonzaga e Sílvio Moacir de Araújo); Olha a pisada – baião-xaxado (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Vô casá já – baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Noites brasileiras – baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Lascando o cano – polca (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Cana, só de Pernambuco – chamego (Luiz Gonzaga e Vitor Simon); Relógio baião (Sérgio Falcão e José Roi); A canção do carteiro (Mauro Pires e Mércia Garcia); Cartão de Natal – toada (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Velho pescador – baião (Luiz Gonzaga e Hervê Clodovil); Minha fulô – baião (Luiz Gonzaga e Zé Dantas).

1955: Baião granfino (Marcos Valentim); Só vale quem tem – baião (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Paulo Afonso – baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Padroeira do Brasil – bumbá (Luiz Gonzaga e Raimundo Granjeiro); Café – baião-coco (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Cabra da peste – baião (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Baião dos namorados (Sílvio Moacir de Araújo); Ai amor – baião (Luiz’ Gonzaga e Zé Dantas); Forró do Zé Tatu (Zé Ramos e Jorge de Castro); Riacho do Navio – xote (Zé Dantas e Luiz Gonzaga).

1956: Buraco de tatu – xote (Jair Silva e Jadir Ambrósio); Açucena cheirosa – toada (Rômulo Pais e Celso Garcia); Mané e Zabé – baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Lenda de São João – baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); 0 cheiro da Carolina – xote (Zé Gonzaga e Amorim Roxo); Aboio apaixonado – aboio (Luiz Gonzaga); Derrarnaro o gai – coco (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Vassouras – xote (Luiz Gonzaga e Davi Nasser); Tacacá – baião (Luiz Gonzaga e Lourival Passos); Chorão (Luiz Gonzaga); Praia dengosa – maracatu (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Tesouro e meio – baião (Luiz Gonzaga); Siri jogando bola – coco (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Saudade da Boa Terra – baião (Maruim e Ari Monteiro).

1957: A Feira de Caruaru – baião-folclore (Onildo Almeida); Capital do Agreste – baião (Onildo Almeida e Nelson Barbalho); O passo da rancheira – rancheira (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); São João antigo – baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Quarqué dia – toada (Jairo Argileu e Heron Domingues); Malhada dos bois – baião (Luiz Gonzaga e Amâncio Cardoso); São João no arraiá – marcha junina (Zé Dantas); Testamento de caboclo – toada (Renê Bittencourt e Raul Sampaio); Dia dos Pais – baião (Luiz Gonzaga e Chico Anísio); Estrela de ouro – baião (Antônio Barroso e José Batista); Linda brejeira – toada (Rui Morais e Silva Joaquim Lima); Meu Pajeú – toada (Luiz Gonzaga e Raimundo Grangeiro); 0 delegado no coco – coco (Zé Dantas); Comício no mato – baião-coco (Joaquim Augusto e Nelson Barbalho); Sertão sofredor – baião (Joaquim Augusto e Nelson Barbalho); Gibão de couro – baião (Luiz Gonzaga); Moça de feira – xote (Armando Nunes e Jeová Portela); Xote das moças (Nelson Barbalho e Joaquim Augusto); Forró no escuro (Luiz Gonzaga).

1958: Festa no céu – arrasta-pé (Zeca do Pandeiro e Edgar Nunes); Que modelo são os seus – xaxado (Luiz Gonzaga); Balance eu – toada (Luiz Gonzaga e Nestor de Holanda); Dezessete e setecentos – calango (Luiz Gonzaga e Miguel Lima); Chamego – chamego (Luiz Gonzaga e Miguel Lima); 0 torrado da Lili -xaxado (Helena Gonzaga e Miguel Lima); Bamboleando – maxixe (Luiz Gonzaga e Miguel Lima); Três e trezentos – baião (Miguel Lima e Gerson Filho); Chorei, chorão (Luiz Gonzaga e Lourival Passos).

1959: Xote do veio (Nestor de Holanda e Joaquim Augusto); Sertanejo do norte – maracatu (João Vale e Ari Monteiro).

1960: Meu padrim – baião (F. Marcelino); Casamento atrapaiado (Walter Levita e Renato Araújo); Marcha da Petrobrás (Nelson Barbalho e Joaquim Augusto); Amor da minha vida – guarânia (Raul Sampaio e Benil Santos).

 

* Fonte : Pernambuco de A a Z  **Pesquisador Cultural

(Fotos e video-Google e Youtube)

HOMENAGEM : PERSONALIDADE DA CULTURA NORDESTINA/João Silva** – Colaboração de Renato Didier. *

JOÃO SILVA:

Um Menestrel do Forró

João Silva. um dos melhores compositores da música nordestina...

 

“E eu, pra não morrer de tristeza me sento

na mesma mesa mesmo sabendo quem és…”

 

 

João Silva nasceu em Arcoverde. Aos sete anos já tocava pandeiro e cantava em rádios no Recife. Aos quinze, por dores do mal d’amor, foi para o Rio de Janeiro tentar a fama, para um dia voltar e dizer à Iracema; “Tá vendo o que perdeu ?”. E voltou. Foi à sua casa. Ela veio, ficou na porta, ele falou-lhe: “Tá vendo o que você perdeu?” Calada estava, calada ela ficou. Mestre João me falou que lhe veio um nó angustial nos “grugumilhos“. Passado um tempo, Iracema balbuciou: “Vou ali beber água.” Não mais voltou. Naquele fatal momento nasceu: ” … “Bebeu água foi simbora / nem se despediu de mim.”

Este é o Mestre João Leocádio da Silva. O mais profícuo, fiel e leal parceiro de Luiz Gonzaga. Nos idos de 1988, Gonzaga ia fazer um show no Canecão. Um crítico “alma sebosa”, do Rio de Janeiro, escreveu no jornal que aquela música de paraibas ia conspurcar o templo sagrado do samba. Gonzagão se “arretou”: “João, vamos dar uma pisa nesse “fela”. João retrucou: “Não, Gonzaga, vamos fazer isso com música”!. Seu Luiz não titubeou. Chamou o grande Geraldo Azevedo e, no LP “Ai Tem“, ambos cantaram “Taqui Pá Tu“, onde os dois craques “dixeram de um tudo” contra aquele beócio. No final da canção Gonzaga fala: “…Sabe, Geraldinho, o que esse cabra é, ele é um fela…”

Eis um tantinho de João Silva, que mostro aos caros leitores. Aos setenta anos, vivendo em Aracaju, ainda produzindo bem, um pouco magoado com Pernambuco, João Silva compôs, para Seu Luiz , desde 1964 (LP Sanfona do Povo, Não Foi Surpresa, de João Silva e João do Vale) até 1989 (onde canta com Gonzaga, no LP Alvorada Nordestina, da autoria dos dois, Vamos Chegando), sem esquecer de “Vou Te Matar de Cheiro”, no LP do mesmo nome, composta pelos parceiros e em homenagem à Edelzuita, último amor do Rei. No show final e inesquecível de Gonzagão, no Teatro Guararapes, sempre a segunda parte de cada música era cantada por João, a pedido de Lua, cujas forças estavam se exaurindo.

Não existe na Música Popular Nordestina e talvez na MPB, quem tenha maior quantidade de músicas gravadas por diversos artistas (mais de duas mil), do que Mestre João. Vejamos alguns: Gérson Filho, Severino Januário, Zé Gonzaga, Chiquinha Gonzaga, Joquinha Gonzaga, Ary Lobo, Marinês e Abdias, Dominguinhos, Joãozinho do Exú, Quininho de Valente, Novinho da Paraíba, Pinto do Acordeon, Cremilda, Elba Ramalho, Cirano, Trio Nordestino, Alcione, Beth Carvalho, Flávio Leandro, Flávio José, Genival Lacerda, Núbia Lafayette, Ney Matogrosso.

Aliás, para compor, João é multifacetado. O hino da boemia nordestina, sem dúvida, é Pra Não Morrer de Tristeza, supra sumo do samba de latada, que Mestre João chama “samba apracatado“. Mas ele compõe, além de todo tipo de forró, merengue, bolero, guarânia, lamento, toada, carimbó, como se pode ver no Lp “Mixto Quente”, que ele gravou em 1979.

Um grupo de pessoas, que amam a música nordestina, em parceria, chamaram Mestre João Silva, para resgatar-lhe vida e obra. Quando aceitou, João citou versos de Nélson Cavaquinho, sambista como ele: “… Quem quiser fazer por mim / que faça agora...” O projeto chama-se MESTRE JOÃO SILVA – PRA NÃO MORRER DE TRISTEZA – O MAIOR PARCEIRO DE LUIZ GONZAGA. Na tarefa estão engajados este escriba que vos fala, Roberta Jansen, Rinaldo Ferraz, Herbert Lucena, a gravadora A FÁBRICA, Mávio Holanda, Jr. do Bode e esperamos a necessária ajuda das autoridades culturais. Certamente contaremos com o apoio desta Folha de Pernambuco, para lançar luz sobre o mais popular compositor pernambucano vivo.

Pra finalizar, só mesmo trazendo, aqui, a letra de “Flor de Croatá, de Mestre João, que o grande Flávio José considera como a música que ele mais gosta de cantar: ” Vou bater porta /Pra quem abusou de mim /Esse meu rosto triste /Não nasceu assim /Era bonito que nem flor / De Croatá/ E então zangado/ Era danado pra cheirar/ Tinha alegria /Que jorrava noite e dia / Mas se excedeu / Pra um tal malvado/ De um amor/ Que não deu gosto/ Só deu desgosto/ E tudo em fim/ Foi até bom/ Que me ensinou a ser ruim.”

* Fonte : FolhaPE

** poeta pernambucano.

HOMENAGEM : CAUSOS DE GONZAGÃO NA COMEMORAÇÃO DO SEU CENTENÁRIO. – Por Cláudio Freitas.

 

SHOW… DE GRAÇA, MAS

COM DIREITO A VINGANÇA

 

Causo 1

Esta, quem me contou foi o meu compadre Jesuíno Barbeiro, lá de Vitória da Conquista – BA.

Diz ele que é a mais pura verdade:

Em junho de 1.972 Luiz Gonzaga foi contratado ( verbalmente) por um tal de Duda Matias, dono de um grande forró, para animar, com sua sanfona e seu talento, uma festa junina, naquela cidade.

Festa grande, quadrilha, bares, barracas de comida e bebida, um som “estrondoso” para época, um palco imenso!

E a atração principal, claro, Luiz Gonzaga!

Pois bom.

Terminado o show, sucesso total, o povo ao delírio… Gonzaga ficou esperando o promotor da festa, para receber o cachê, verbalmente combinado.

E não é que homem sumiu com o dinheiro? Cadê o seu Duda? Sei não… Cadê Duda? sumiu de novo!!!

Comentaram que ele tinha esse estranho costume.

Seu Lua esperou, esperou, e… Nada!

Lá pelas tantas, muita gente na festa, o forró comento solto, com a banda do meu Compadre Arnaldo Peron.

E Gonzaga, cansado de esperar, tomou uma súbita decisão:

Que saber? Vou resolver isso agora! do meu jeito!

Voltou ao palco, pegou o microfone, parou a banda e bradou com àquele se vozeirão:

“Gente, eu fiz um combinado cum seu Duda Matias, o dono da festa. Não vou cobrar nada dele! Cantei de graça, pra vocês. E ele, pra compensar, disse que, de agora em diante, TUDO AQUI É DE GRAÇA!!! Nos bares, nas barracas, tudo. É de vocês.

Pode invadi, mô fi!!! É DI GRATIS!!!  E viva São João!!!

Disse isso, desceu do palco, entrou no carro e foi embora, tranquilo e satisfeito!…

Foi uma confusão dos diabos. O povo invadiu e não sobrou nada!

Diz o meu compadre Jesuíno Barbeiro que o tal “dono da festa” até hoje está trabalhando para pagar o prejuízo!!!

Eita Gonzagão!!! Ô vei macho!!!

Se eu tenho provas? Sei não… Só sei que foi assim!!!

Pensem num cabra cantador da mulesta…Toquem aqui e escutem.

 

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QUEBROU A COLEÇÃO

 

Causo 2

 

Este caso foi contado por Flávio José, ótimo sanfoneiro, cantor e compositor nordestino, nascido em  Monteiro localizada no Sertão Paraibano.

 

O Flávio estava realizando um show em Senhor do Bonfim, cidade do Sertão Baiano, e passou a relatar o seguinte:

Estava em Recife na casa de um primo, que por sua vez, era fã incondicional de Luiz Gonzaga, a ponto de ter a coleção completa dos discos do Gonzagão.

E o velho Lua iria fazer um show em uma churrascaria da cidade, então foram assistir ao show, Flávio José e os primos.

Chegando lá, Gonzagão estava cantando, aí o fã chamou o garçom deu uma gorjeta e pediu ao garçon que levasse um bilhete ao velho Lua, solicitando que o mesmo cantasse a música Cacimba Nova, composição de Zé Marcolino, que fazia lembrar a região que eles moraram.

O garçom, por sua vez, entregou o bilhete a Luiz Gonzaga, de imediato Gonzaga disse que ele teria vindo ali para cantar o que ele queria e o que ele gostava, e que não veio para atender pedido de ninguém não.

Foi a maior gargalhada!

O pessoal falando para o primo: Você viu? Tá pensando que Luiz Gonzaga atende pedido de qualquer um? E coisas desse tipo.

Indignado por não ter seu pedido atendido, o rapaz chegou em casa e quebrou a coleção toda que ele tinha do velho Lua!!!

Em homenagem ao primo de Flávio José e aos nossos fieis leitores, aí vai Cacimba Nova…

 

 

* Cláudio Freitas

HOMENAGEM : ARIANO SUASSUNA É INDICADO PARA O PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA. *

 

CRE apoia indicação de Ariano

Suassuna para Nobel de Literatura

 

 

Mestre Ariano Suassuna. O paraibano mais pernambucano do Brasil...

 

 

Autor de obras como O Auto da Compadecida, o escritor paraibano Ariano Suassuna poderá ser indicado pelo Brasil como candidato ao Prêmio Nobel de Literatura de 2012. Este é o objetivo do requerimento 234/12, de autoria do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que foi aprovado nesta quinta-feira (24) pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

Por meio do requerimento, o senador solicita que a Presidência do Senado, “utilizando os meios diplomáticos competentes”, indique o nome de Susssuna à apreciação da Academia Sueca, como candidato brasileiro ao prêmio. Requer ainda que a instrução do pedido seja feita com colaboração do Ministério das Relações Exteriores.

suas aulas/espetáculos são simplesmente - espetaculares...

 

Na justificativa de seu requerimento, Cunha Lima observa que a vida e a obra de Suassuna contêm “uma expressão filosófica que consegue transpor as limitações temporais e de gerações, conseguindo atingir todos os públicos e transportar-se pelos mais diversos e modernos meios de comunicação”. Ele recorda ainda que há traduções de obras do escritor para línguas como inglês, francês, italiano, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês.

Ao apresentar seu voto favorável, o relator ad hoc do requerimento, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), disse que a comissão não poderia negar “apoio unânime” à proposta, no sentido de levar em consideração da Academia Sueca o nome do escritor.

 

* Fonte : Agência Senado.

PERSONALIDADES DA HISTÓRIA DE SANHARÓ/Zeferino Galvão- Colaboração Leonides Caraciolo.

Zeferino Galvão

 

Zeferino Cândido Galvão Filho (Sinhozinho),

 

Zeferino Cândido Galvão Filho (Sinhozinho), nasceu na Fazenda Olho d’Água, município de Brejo da Madre de Deus, em 09 de maio de 1864. Filho do Capitão Zeferino Cândido Galvão e Dona Francisco de Franca Tôrres. Do casal nasceram, além de Zeferino, mais sete filho: Liberato, Olívia, Vespasiano, Flora, Hidelbrando, Cícero e Pacífico. Zeferino conviveu com mais 03 (três) irmãos, filhos do 1º casamento de seu pai: Dorindo, Rudezina e Juvêncio. Foram seus avós paternos Belchior Leite do Amaral*e Dona Maria Querubina da Fonseca Galvão, que residiam na Fazenda Capivara, em Sanharó. Criou-se Zeferino num ambiente de trabalho, vendo seu pai manejando diariamente ferramentas de ferreiro e de carpinteiro.

Em maio de 1870, aos 06 (seis) anos de idade, a família de Zeferino mudou-se para Pesqueira, exatamente numa quarta-feira, ao cair da tarde. Foi em Pesqueira que viu pela primeira vez, um mercado e uma feira. A partir daí, instalou-se definitivamente naquela que seria sua “cidadezinha”, desejando que ali seus restos mortais fossem sepultados.

Com 18 (dezoito) anos de idade, Zeferino recebe um convite do Sr. João Gomes Coimbra, que havia sido seu professor em Pesqueira, para ir trabalhar como censor e, posteriormente, como professor das línguas português e Francês, no Instituto Acadêmico, regido pelo matemático Dr. José Ferreira da Cruz Gouveia, no velho sobrado da antiga Rua do Sebo, atual Rua Barão de São Borja, no Recife… durante toda a viagem, sonhava que seria Bacharel em Direito, Magistrado, Professor da Faculdade de Direito e até Chefe de Polícia. No mesmo dia em que chegou ao Recife, soube que fora enganado por seu professor em Pesqueira. O ordenado era de $ 10.000,00 mil réis por mês; a cama que lhe deram para dormir, mal o cabia e o travesseiro era feito por ele próprio, com uma pilha de livros; lavagem de roupa por sua conta.

Foi nomeado professor do Colégio Pernambucano (Rua da Aurora), tendo como alunos, entre outros, o Cel. Adalberto Cavalcanti de Freitas, Padre Joaquim Elísio e o Historiador José de Almeida Maciel.

Um dia pensou: Antes a morte que semelhante vida. Voltou para sua cidadezinha, seguindo o provérbio: “na terra da a gente a dor dói menos”. Chegando em Pesqueira, fundou uma escola particular na Fazenda Cacimbão, que era frequentada pelas crianças das famílias da redondeza. A Escola teve algum sucesso e alunos que se tornaram ilustres: João Camilo Valença (Janja), Desidério Alves da Silva Valença, Adolfo e José Cordeiro Valença, Elias Cordeiro de Farias, José Odilon Filho, José de Almeida Cavalcanti, Hermógenes Galvão e seus irmãos.

Escritor, romancista, poeta, dicionarista, filósofo, historiador, lexicógrafo, cronista, professor, tipógrafo, jornalista e poliglota. Zeferino aprendeu em sua ‘cidadezinha’ Pesqueira, entre outros conhecientos, à sua própria custa, sem ter ninguém para ajudá-lo, latim, francês, italiano, espanhol, eslavo e esperanto.

Zeferino Galvão prestou relevantes serviços à comunidade pesqueirense. Foi o professor público, abriu um curso de ensino secundário, foi arquivista de correio, arquivista do Conselho Municipal, Secretário de Educação da Prefeitura de Pesqueira. Foi também Conselheiro Municipal no período legislativo de 1916 a 1919, e ainda delegado de Polícia de Pesqueira.

Este artigo foi postado pela Fundação de Cultura Zeferino Galvão, de Pesqueira.

Nota de Leonides:

 

*BELCHIOR LEITE DO AMARAL casou em segunda núpcias com Querubina da Fonseca Galvão, da fazenda Cacimba de Paus, tendo seis filhos: Bernardino, Belchior, Helena, Manoel, Maria Gloria e Zeferino Cândido Galvão. Zeferino Galvão Filho, neto de Belchior, fundou no início da vida uma escola em Cacimbão, onde teve como aluno, entre outros, Hermógenes Cordeiro Galvão, tronco de uma tradicional família de Sanharó. Francisco Cintra Galvão, conhecido como Cicero de Hermógenes, casado com Terezinha Monteiro, é o pai do meu amigo Hermógenes Monteiro Galvão, atual secretário de agricultura da Prefeitura de Sanharó e atua também, como projetista credenciado pelo Banco do Nordeste.

Os descendentes de Belchior não adotaram o sobrenome paterno, a partir de seu filho Zeferino Cândido Galvão, por isso não consta nos seus descendentes nem o  Leite nem o Amaral.

No meu livro DA COLMEIA À CIDADE, no capítulo sobre Belchior, escrevi:
Nos meados do século XIX, Belchior Leite do Amaral fundou uma fazenda às margens do rio Ipojuca, em Sanharó, nas terras que iriam constituir-se a fazenda Capivara. À frente da casa, foram plantados dois pés de boabá, com sementes trazidas da África. Um deles resiste ao tempo e lá está belo e imponente, sob os cuidados dos filhos de João Américo de Freitas (Dindô), entre outros,Célio e Coca.

Belchior Leite do Amaral era edil ao Senado da Câmara de Cimbres, com brilhante atuação e tomou partido contrário à implantação da Constituição do Império, que D. Pedro I outorgou com mão de ferro à nação brasileira. Em 1824, ao lado de José Francisco Leite, fundador de Sanharó, fez parte do movimento revolucionário conhecido como Confederação do Equador. O movimento foi reprimido energicamente. Foram condenadas à morte doze pessoas, dentro os quais o famoso Frei Caneca. Belchior escapou da repressão num esconderijo muito seguro, mas mesmo assim foi condenado, à revelia, com a pena de banimento.
Diz o historiador pesqueirense, José de Almeida Maciel: “Belchior era da mesma estirpe e idêntica têmpera de João Alves Leite, João Leite Torres Galindo e Joãozinho Leite”.

Leonides de Oliveira Caraciolo.

BELO JARDIM : A 19ª EDIÇÃO DA NOITE DA POESIA. *

 

 

Programação completa:

04 de maio- sexta-feira:

DECIMA NONA NOITE DA POESIA POPULAR DE BELO JARDIM-PE

Local: Pátio de Eventos

Horário: 20:00 horas

Violeiros repentistas:

Geraldo Amancio
Valdir Telles
Sebastiao Dias
Sebastião da Silva
Raimundo Caetano
João Lourenço
Hipólito Moura
Antonio Marcos
Nogueira Netto
Raudenio Lima(Declamador)
Bem Te Vi e Estrela – Coquistas
Patricio e Zito Alves – Aboiadores.

Bandas:


Os Virgulados e Voadores do Forró.

05 de maio: Sábado:

 

Asas da América – abertura

Trio da Huanna – Saindo da Praça da Criança para o Pátio de Eventos.

Horário: 20:00 horass.

Fonte: Blog A Voz do Povo