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GARANHUNS – NESTA QUINTA-FEIRA TEM INÍCIO O 21° FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS.

Festival de Inverno de Garanhuns

celebra a arte de Lula Côrtes.

 

GARANHUNS – CIDADE DAS FLORES – 21° FIG (foto Tito Garcez)

 

 

 

Evento que este ano chega a sua 21º edição terá como grande homenageado o cantor, compositor, poeta e artista plástico pernambucano


O Festival de Inverno de Garanhuns terá como grande homenageado da edição deste ano o multiartista Lula Côrtes. Cantor, compositor, poeta e artista plástico, Cortês, que faleceu no último mês de março, ganhará um tributo especial dentro da programação musical do festival. O show acontece nesta quinta (14), abertura do FIG, no palco principal montado na Praça Guadalajara.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lula Côrtes é um dos maiores artistas pernambucanos, símbolo da cultura e da arte produzida de forma independente e crítica”, comenta o secretário de Cultura de Pernambuco, Fernando Duarte a respeito da escolha de Côrtes como homenageado. O tributo, que contará com a participação de artistas que fizeram parte da trajetória de Côrtes, como Zé da Flauta, Lailson, Don Tronxo, Ortinho, Tito Lívio e Daniel Belleza, será acompanhado pelas bandas Má Companhia e Triângulo do Poder. A direção e coordenação é de Luis Carlos Filho e a produção musical é de Rodrigo Carvalho (Morcego).

O tributo será dividido em quatro partes. Após a apresentação, que ficará a cargo de Roger de Renor, haverá a execução em versões acústicas das canções Alegro Piradíssimo e A balada para quem nunca morre. O primeiro bloco, composto de quatro músicas (Pano da alma, A balada cavernosa, As estradas e Dos inimigos) será comandado pela banda Má Comapanhia e contará com as participações de Ortinho e Don Tronxo, entre outros.
No segundo bloco entra em cena a banda Triângulo do Poder acompanhada de Tito Lívio, Dirceu Melo, Zé da Flauta, Sérgio Paes, Daniel Belleza e Paulo Rafael. No repertório, o autêntico rock’n roll representado pelas canções: Desengano, Tarja Preta, As Máquinas e Segredo de Sumé.

O encerramento do show será com O Clone – música que melhor representava o estilo “rock’n roll na veia e nada mais”, característico de Côrtes. No palco, Canibal, Dino Baia e os demais convidados prestam sua homenagem ao grande artista.

Serviço
Festival de Inverno de Garanhuns 2011
Tributo à Lula Côrtes
Quando: 14/07 (quinta-feira)
Local: Praça Guadalajara
Hora: 21h
Acesso gratuito

 

Fonte: Portal Pernambuco Nação Cultural

 

Veja a programação completa  e atualizada –

PELO LINK …

http://www.nacaocultural.pe.gov.br/salvar.php?c=22815&f=1


LANÇAMENTO DE LIVRO: FREI DAMIÃO – O SANTO DOS NORDESTINOS – De Leonides Caraciolo.

 

O NOVO LIVRO DE LEONIDES CARACIOLO

 

 

 

 

 

Será nesse dia 03 de junho, hoje, sexta-feira, o lançamento do Livro, FREI DAMIÃO – O SANTO DOS NORDESTINOS, mais um da lavra do escritor sanharoense, LEONIDES CARACIOLO, Presidente da Academia Pesqueirense de Letras e Artes e Membro da Academia Belojardinense de Letras e Artes.

O historiador, memorialista, pesquisador e emérito colaborador do blog OABELHUDO tem outros cinco livros já lançados, a saber: Sanharó, da Colmeia à Cidade; Memórias de um Engenheiro do DNER; Arcoverde do Cardeal; Barão de Vila Bela; e Origem e História de Belo Jardim. Agora se apresenta com esse trabalho sobre esse figura carismática de Frei Damião de Bozzano, cuja introdução tomamos a liberdade de divulgar em primeira mão.

 

INTRODUÇÃO

 

Seguindo a mesma linha dos meus livros anteriores, eis mais um, de pesquisa histórica. Não sou pesquisador nem historiador, sempre fui um engenheiro rodoviário, apenas, após aposentado, encontrei uma maneira útil e prazerosa de ocupar meu tempo. Desta vez, fui buscar no catolicismo popular um personagem carismático, só igualável ao padre Cícero Romão Batista, do Juazeiro do Norte, Ceará: o capuchinho frei Damião de Bozzano.

Frei Damião, um missionário, que percorreu o Nordeste brasileiro por mais de meio século, teve a vida, suas pregações e seus milagres registrados na literatura popular, como um personagem de escol, muito divulgado e consagrado. Por isso, o presente trabalho teve como um dos seus apoios uma vertente de pesquisa não muito comum: a popular literatura de cordel. A elite erudita não vê esse gênero literário com bons olhos, pelo contrário, é visto até com certo desdém. Todavia, trata-se de uma manifestação autêntica do povo, expressão legítima da cultura popular, que aos poucos vai galgando seu espaço nas bibliotecas eruditas. É através dessa literatura, lida nas fazendas, nos povoados, nas vilas, nas feiras das cidades, que são cultivados e às vezes até concebidos os heróis e ídolos populares do Nordeste. Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto e Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna são clássicos da literatura brasileira escritos sob inspiração dessa literatura.

O missionário capuchinho foi um dos beneficiados por esse meio de divulgação, para o êxito das santas missões, num ambiente religioso receptivo às suas pregações, onde não circulavam jornais nem livros. Hoje, frei Damião é um santo canonizado pelos seus devotos e romeiros, cujo sentimento está bem expresso nestes versos de cordel:

Não chore, diz a criança Dentro de sua inocência, -Mamãe tenha paciência Não perca a esperança Mantenha viva a lembrança Console seu coração Não perdemos nada não Apenas nos enganamos Pois nós agora ganhamos O santo Frei Damião .

Mas, não só a literatura popular cuidou das ações do missionário, os meios de comunicação mais elitizados como jornais de grande circulação do Nordeste e do país noticiavam as santas missões e publicavam reportagens sobre o frade capuchinho. Há também vários livros tratando dos milagres e da vida simples de frei Damião. O Museu de Imagem e Som de Pernambuco, Empresa Pernambucana de Turismo e Centro de Pesquisa e Documento de Caruaru também registraram as palavras e ações do missionário de Bozzano, consagrado pelos nordestinos.

O escritor, historiador e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, Leonardo Dantas da Silva escreveu parafraseando o poeta Ascenso Ferreira, que definiu o culto aos heróis consagrados pelo imaginário popular:

“A minha terra tem um Deus-de-Carne-e-Osso! Um Deus verdadeiro que é todo bondade! Que tudo pode, tudo manda e tudo quer… O capuchinho frei Damião de Bozzano! Que bem poderia ser chamado: Frei Damião do Brasil!”

Frei Damião do Brasil que em breve será São Frei Damião, um santo brasileiro. O povo nordestino espera ansiosamente a sua canonização pelo Vaticano, desde que já o consagrou pela fé e devoção como o Santo do Nordeste brasileiro.

 

 

LEONIDES CARACIOLO

www.leonides-caraciolo@bol.com.br

Sanharó-Pe, junho de 2011

LIVRO POLÊMICO: A GRANDE DIFERENÇA DO QUE SE FALA PARA O QUE SE ESCREVE…

 

 

O fato de um livro aprovado pelo Ministério da Educação (MEC) afirmar que é legítimo, sim, usar modos de falar populares reavivou antigas polêmicas. Como de hábito, várias vozes se levantam, a maioria contrária à posição do livro, e com muita frequência se manifestam com tom carregado de paixões.

Antes de tudo, antecipamos nosso ponto de vista: a escola deve assegurar aos alunos a aprendizagem da variante culta da língua portuguesa, que é a variante usada nos principais debates sobre as questões da vida pública, na produção científica e em grande parte de nossa produção cultural. No que diz respeito a esse objetivo, não se devem fazer concessões de espécie alguma.

Isso posto, cabe-nos dizer que o debate embola uma série de questões diferentes e seria produtivo se pudéssemos ter clareza sobre elas e discuti-las com alguma serenidade.

Primeiro: somos, ainda hoje, culturalmente reféns de uma gramática normativa e de um ideal de correção linguística muito distanciados da norma culta falada e escrita efetivamente praticada. Para ficarmos com uma ilustração simples: de acordo com a gramática normativa e os manuais de redação, deveríamos usar sempre o verbo gostar com a preposição de. Uma pesquisa realizada pelo linguista Carlos Alberto Faraco, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), mostra, porém, que jornais de grande circulação e peças de publicidade rompem com essa regra, escrevendo, por exemplo, do jeito que você gosta e não do jeito de que você gosta. Esse é um exemplo simples, mas usual. Todos temos a lembrança de aulas de gramática que nos mostravam que falamos uma língua errada. Na verdade, somos reféns de uma gramática normativa anacrônica e de uma idealização do que seria o modo correto de falar e de escrever, que não reconhece a validade e a adequação sequer da nossa variante culta escrita, tal como praticada de fato.

Segundo: não há uma língua portuguesa única, mas várias. A língua varia na história e nos grupos sociais. As variações não estão apenas no “sotaque” ou no vocabulário das regiões e grupos, estão também nas construções sintáticas. Muitos dizem os livro; há quem pergunte quer ficar aqui mais eu?. Os mineiros dizem estou apaixonado com, os cariocas, tu vai e, os paulistas que alguém aposentou (sem o se). São exemplos simples, mais uma vez. Não estamos falando dos desvios daquele que está aprendendo a língua e se arrisca em hipóteses equivocadas, mas sim de formas de longa duração e consagradas pelo uso. No confronto das variações, temos que o falar de uns é errado segundo as normas de outros. E aqui está um ponto importante: uma dessas variantes é a variante de prestígio, a variante usada pela imprensa, pela ciência, pelo Estado, por boa parte das artes; em suma, é a variante das práticas culturais letradas, a variante culta. A variante culta, mesmo não correspondendo exatamente à norma gramatical, torna-se medida do erro e do acerto das demais variantes. Ora, tomar o seu universo cultural como medida para avaliar a cultura do outro é… em linguagem simples, preconceito.

Terceiro: o desenvolvimento das capacidades de pensamento e raciocínio não está ligado às variantes linguísticas. Bem verdade que a apropriação da língua é o que permite aos seres humanos o desenvolvimento das funções psicológicas. Contudo, isso pode ser feito em qualquer variante linguística. Em suma, é possível ser néscio e obtuso em linguagem culta e ser muito inteligente em uma variante popular, com pouco prestígio, e vice-versa. Aliás, filosofar em alemão, inglês, francês ou russo, por exemplo, só foi possível porque em um dado momento as “línguas bárbaras” foram tomadas pelos filósofos como línguas para a prática da cultura letrada, desbancando o monopólio do velho latim.

Quarto: é importante que a escola reconheça a validade relativa das variantes linguísticas e, igualmente, a existência de uma variante culta. Para muitas crianças originárias dos diversos segmentos das camadas populares de nosso País, a língua da escola é uma língua estrangeira no sentido mais estrito do termo: é língua do outro. Ora, se essa variante, culta e prestigiosa, impõe-se como referência do falar certo, ela exerce, sim, sobre os falantes das outras variantes, uma forma de violência simbólica que nega a validade e a legitimidade do universo cultural dessas crianças e de suas famílias. O pacote só é vendido inteiro: negar a validade das variantes linguísticas é negar a diversidade cultural de nosso País e negar a cultura popular. Contudo, como afirmamos logo no início, é papel da escola ensinar e assegurar a aprendizagem da variante culta. Mas isso não precisa ser feito negando as demais. Pode ser feito, simplesmente, estimulando a existência de cidadãos capazes de falar múltiplas variantes, cidadãos “bilíngues” em sua própria língua.

Quinto: a transposição didática dessas questões teóricas é importante, mas não é uma tarefa simples, nem suficiente. Trata-se de algo que deve ser feito com cuidado, sob o risco de aumentar os mal entendidos. O livro didático deve falar para o aluno e para o professor, frequentemente pessoas que têm nele sua principal fonte de formação e informação. A escrita didática, assim como todas as formas de divulgação, inclusive a jornalística, é necessariamente simplificadora. E aí está o coração do desafio. Deve-se ser teoricamente consistente, devem-se explicitar com clareza e sem dubiedades os objetivos didáticos, em linguagem simples e acessível a um público amplo, muito maior que o público leitor dos jornais de grande circulação. Deve-se tentar ao máximo evitar o risco de ser mal entendido – no caso, de “autorizar” ou “incentivar” a escola a não ensinar a variante culta ou, ao contrário, reforçar os preconceitos contra as variantes lingüísticas populares e os estigmas que pesam sobre os alunos de meios desfavorecidos. É necessário reconhecer, então, que qualquer livro didático, por melhor que seja, possui seus limites. Um deles reside na adequada formação daqueles que os utilizam.

Por fim, cabe-nos reconhecer que as principais decisões sobre a qualidade da educação são de natureza política, mais que técnica. Envolvem disputas de poder sobre os aspectos de nossa cultura que julgamos legítimos e que queremos que sejam transmitidos às novas gerações. Em nosso caso, queremos um país culto e culturalmente diversificado, um país cujos cidadãos se apropriem das formas eruditas da cultura, mas que valorizem a riqueza de nossos legados culturais, inclusive aqueles que nos ligam de modo intenso e vivo ao rico e complexo universo da gente simples e da cultura inventiva de nosso povo.”

(*) Maria Alice Setubal* e Maurício Ernica** – Especial para o Estadão.edu

 

* PRESIDENTE DO CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM EDUCAÇÃO, CULTURA E AÇÃO COMUNITÁRIA (CENPEC)
** PESQUISADOR DO CENPEC

CULTURA HUMANITÁRIA: Violino STRADIVARIUS vai à LEILÃO para ajudar vítima do TSUNAMI.

Cultura
Raro violino Stradivarius será leiloado para ajudar vítimas de tsunami no Japão

Um raro violino Stradivarius em condições excepcionais de conservação, o Lady Blunt, será leiloado para angariar fundos para vítimas do tsunami no Japão.

 


Feito em 1721, o instrumento está sendo vendido pela Nippon Music Foundation.

A organização pagou mais de US$ 10 milhões (R$ 15,8 milhões) quando adquiriu o violino, em 2008.

O dinheiro proveniente da venda será doado a um fundo de auxílio para vítimas do terremoto seguido de tsunami que devastou o nordeste do país.

No século passado, o Lady Blunt bateu recordes de preço todas as vezes em que foi vendido.

O site de leilões de instrumentos Tarisio anunciou que vai vender o violino online no dia 20 de junho.

Falando à BBC Brasil, Ethan Ladd, gerente do site, disse esperar que a peça alcance pelo menos um valor semelhante ao que foi pago por ela em 2008.

Linhagem

Segundo Christopher Reuning, da loja de instrumentos Reuning & Son Violins, em Boston, nos Estados Unidos, raramente um Stradivarius desta qualidade, em condições tão perfeitas e com uma história tão significativa é colocado à venda.

O especialista acredita que o Lady Blunt seja talvez o mais bem-preservado Stradivarius colocado à venda no último século.

Os leiloeiros Tarisio descreveram a decisão da Nippon Music Foundation, de vender o “melhor violino de sua coleção” como um gesto de “profunda generosidade”.

Segundo os últimos números divulgados pela polícia japonesa, 14.704 pessoas teriam morreram e outras 10.969 continuam desaparecidas após o terremoto e tsunami ocorridos em março.

O violino recebeu o nome de um de seus proprietários, Lady Anne Blunt, neta do poeta inglês Lord Byron.

O instrumento já passou pelas mãos de muitos colecionadores e especialistas, entre eles, Jean Baptiste Vuillaume, fabricante de instrumentos, empresário e inventor que viveu no século 18, e o barão Johann Knoop, colecionador de instrumentos nascido em Moscou no século 19.

A Nippon Music Foundation possui alguns dos mais valiosos Stradivarius e Guarneri (outra ilustre marca de instrumentos musicais fabricados no século 17) do mundo.

O presidente da fundação, Kazuko Shiomi, disse: “Todos os instrumentos da nossa coleção são muito preciosos para nós”.

Entretanto, o grau de devastação no Japão é muito sério e nós sentimos que todas as pessoas e organizações devem fazer algum sacrifício pelos que foram afetados por essa tragédia”.

BbcBrasil