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ECONOMIA/NEGÓCIOS: Pesqueira Recebe Investimento de 17 mi do Abatedouro Alvorada – Colaboração de Hugo Torres (*)

 

Pesqueira ganha abatedouro de aves de R$ 17 milhões

Empreendimento está sendo construído às margens da BR-232 e deve ser inaugurado em abril.

Empreendimento está sendo construído às margens da BR-232 e deve ser inaugurado em abril.

O município de Pesqueira, no Agreste, ganha em abril um novo empreendimento industrial. Trata-se do Frigorífico Alvorada (Frigal), um abatedouro de aves que está sendo construído numa área de mais de 7 mil metros quadrados, às margens da BR 232, e deve atender tanto a Pernambuco quanto aos estados de Alagoas e da Paraíba. O investimento é de R$ 17 milhões, sendo R$ 6,3 milhões financiados pelo Banco do Nordeste. O restante será bancado com recursos próprios e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Cerca de 300 empregos diretos devem ser gerados com a inauguração do empreendimento, cuja capacidade instalada prevê 6,5 milhões de aves abatidas por ano. A expectativa da empresa é produzir 16,4 mil quilos anuais de produtos com a marca própria “Frango do Dia”, desde frango inteiro a cortes especiais, já embalados, além de embutidos (linguiça de frango) e subprodutos para alimentação animal, como farinhas (vísceras, ossos, pena e sangue) e óleos.

No momento, o Frigorífico Alvorada está cadastrando supermercados populares nos três estados que pretende atender, para, em seguida, procurar grandes redes de varejo. A empresa também já adquiriu um ponto no Ceasa para virar fornecedores de restaurantes, galeterias, hotéis e domésticos.

“Nossa pretensão é atender o público de todas as classes sociais, produzindo desde o filé de peito até a canjinha de galinha. E como a nossa capacidade de armazenagem frigorífica será de 1 mil toneladas, há a possibilidade de extensão futura da produção com mais um turno de oito horas por dia”, adianta um dos sócios, Tarciso Oliveira Silva.

Atualmente, o empreendimento funciona em área arrendada da Agropecuária Serrote Redondo, em Afogados da Ingazeira, e atende a Região Metropolitana do Recife, o litoral, as Matas Sul e Norte e o Agreste do estado.

(Com informações do Banco do Nordeste do Brasil)

(*) Fonte: DiárioPE

ECONOMIA PERNAMBUCO – Além da Montadora de Veículos a FIAT vai Construir uma Fábrica de Motores.*

Fiat amplia investimentos no estado com

instalação de fábrica de motores em Goiana

Solenidade de Assinatura   da nova planta da FIAT em Pernambuco.

Solenidade de Assinatura da nova planta da FIAT em Pernambuco.

 

Pernambuco ganha mais uma planta da Fiat e confirma Goiana como Polo Automotivo do Nordeste. Nesta quarta-feira (26/12), o governador Eduardo Campos e o Presidente da Fiat/Chrysler América Latina, Cledorvino Belini, anunciaram a instalação de uma fábrica de motores na região. A solenidade aconteceu na Sede provisória do Governo do Estado, no Centro de Convenções.

A nova planta está orçada em R$ 500 milhões e será construída numa área de 50 mil m2, gerando 550 postos de trabalho, com capacidade de produção de 150 mil unidades por ano de uma nova série de motores de última geração. “Consolida aqui um empreendimento que vai marcar a história da indústria pernambucana e aponta para tudo que precisamos em 2013: mais e mais decisões como essa que vão animar a economia para ganharmos o ano com mais investimentos”, disse Eduardo.

Para Belini, o ato é representa “a boa nova de inclusão de uma moderna fábrica de motores que a Fiat implanta no polo automotivo de Goiana, Mata Norte de Pernambuco. Estamos dando em conjunto passos importantes no processo de reindustrialização do Estado, adensando a cadeia produtiva regional”, afirmou, lembrando que a fábrica deve funcionar em 2015, depois da fábrica de automóveis entrar em operação.

Eduardo com o presidente da FIAT Cledorvino Belini.

Eduardo com o presidente da FIAT Cledorvino Belini.

Com o anúncio desta quarta-feira, chega a R$ 6,7 bilhões o total de investimento da montadora em Pernambuco. São R$ 4 bilhões da primeira planta, R$ 2,2 em desenvolvimento de novos produtos e pesquisa, e R$ 500 milhões da fábrica de motores. “Serão equipamentos de nova geração ainda não existentes no mundo e que atenderão as exigências de eficiência energéticas previstas”, explicou Cledorvino Belini.

Além de recursos próprios, a Fiat conta com financiada por distintas instituições e fontes, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil/FDNE (Sudene), Banco do Nordeste do Brasil/ Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Para o governador, o projeto só existe graças um “diálogo federativo” e ao papel da União. “Agradeço à presidenta Dilma em nome dos pernambucanos por colocar de pé um empreendimento que dá outra dimensão a tudo que estamos fazendo e vai animar outros sistemistas, fornecedores da Fiat, a tomar, ainda este ano, a mesma decisão”, ressaltou Eduardo.

*Fonte: Portal do Governo PE.

BRASIL : DOBROU O NÚMERO DE MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DESENVOLVIMENTO MODERADO.*

Dobra o número de cidades do país

com desenvolvimento moderado, aponta Firjan

 

 

SANHARÓ : 3599ª Nacional; 82ª Estadual; Índice Firjan, 0,6051 = Desenvolvimento MODERADO. (Veja no link outros municípios)

 

Na última década, a grande maioria dos municípios brasileiros apresentou uma melhora nos padrões socioeconômicos, embora o país ainda continue dividido. Sul e Sudeste, e recentemente o Centro-Oeste, concentram as cidades com alto grau de desenvolvimento, e Norte e Nordeste ainda apresentam as com índices mais baixos.

A informação está em uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) feita nos 5.565 municípios do país, que resultou no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), divulgado hoje (2). (Veja no link abaixo)

Nesta quinta edição, o índice apontou que, de 2000 a 2010, mais do que dobrou o número de cidades com patamar considerado moderado, saindo de 1.655 para 3.391 municípios. Ao mesmo tempo, caiu o percentual de cidades na categoria de baixo desenvolvimento, de 18,2% para 0,3%, totalizando somente seis municípios.

Para o economista Guilherme Mercês, que coordenou o trabalho, a evolução do índice demonstra que o Brasil tem conseguido superar os efeitos da crise econômica de 2009, que resultou na insolvência de instituições financeiras nos Estados Unidos e em dificuldades enfrentadas até hoje por países europeus.
“A crise de 2009 interrompeu o processo de desenvolvimento que o país vinha passando nos últimos anos, mas em 2010 os resultados mostraram que o Brasil não só retomou a trilha do desenvolvimento, como também atingiu um patamar superior ao pré-crise. O Brasil conseguiu, de fato, superar a crise. Em 2010, houve geração recorde de trabalho, superior a 2 milhões de empregos, culminando com o aumento da renda.”

O IFDM avalia três áreas: emprego e renda, educação e saúde. São utilizados dados oficiais divulgados pelos ministérios do Trabalho, da Educação e da Saúde.
“O Brasil continua dividido em dois, mas as igualdades se reduziram bastante. A gente vê a ascensão do Centro-Oeste, por conta do agronegócio, a padrões muito próximos aos do Sudeste, por exemplo. A Região Sul despontou como a mais desenvolvida do país, principalmente porque tem uma homogeneidade grande, com as desigualdades dentro dela muito pequenas. Já a Região Nordeste vem avançando bastante nos últimos anos e a Região Norte ainda segue muito atrasada em relação às demais.”
De acordo com a pesquisa, em 2010, 97,2% dos municípios da Região Sul apresentaram desenvolvimento moderado a alto. Já o Sudeste concentra os municípios mais desenvolvidos no ranking nacional, com 86 entre os 100 primeiros. No Norte, porém, 77% dos municípios têm desenvolvimento regular ou baixo.

http://www.firjan.org.br/ifdm/consulta-ao-indice/

Leia também : NORTE E NORDESTE concentram 96% das PIORES CIDADES DO BRASIL.

http://oglobo.globo.com/economia/norte-nordeste-concentram-96-das-500-piores-cidades-do-pais-6902088

E mais: Indaiatuba, a mais desenvolvida, graças a emprego e curso técnico

http://oglobo.globo.com/economia/indaiatuba-mais-desenvolvida-gracas-emprego-curso-tecnico-6902078

*Fonte: Agência Brasil

ÁGUA NO AGRESTE : 200 Milhões de TUBOS para a ADUTORA DO AGRESTE.*

ADUTORA DO AGRESTE

Contratadas obras de tubulação de adutora

 

 

(Foto Ilustrativa) Adutora do Agreste vai atender 68 municípios de 80 distritos.

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) concluiu a contratação da tubulação do eixo principal da Adutora do Agreste. Os 200 milhões de tubos de ferro levarão a água do Eixo Leste da Transposição para 68 municípios e 80 distritos do Agreste e do Sertão até 2015. O investimento nessa etapa foi de R$ 280 milhões para os quatro lotes da obra, que está estimada em R$ 1,2 bilhão.

De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, o processo de construção da Adutora do Agreste está andando dentro do cronograma esperado. “A licitação está aberta e até dezembro teremos a vencedora que vai iniciar as obras da primeira eta­pa em janeiro de 2013. Nossa ideia é concluir as obras antes da Transposição (do Rio São Francisco)”, afirmou.

Um nova licitação poderá ser aberta na próxima semana. A Compesa vai contratar uma em­presa para fazer o gerencia­mento e os trabalhos social e am­biental. Segundo Tavares, um empreendimento do porte da Adutora do Agreste precisa antecipar as ações de consci­en­tização quanto ao uso da água. “Estamos com essa obra bus­cando água de muito longe para atender a uma parcela da po­pulação que historicamente sofre com a seca, e estamos preo­cupados também em redu­zir ao máximo os impactos am­bientais”, explicou o presidente.

Também foi publicada no Diário Oficial a abertura do edital de licitação para a construção da Adutora Mimoso. O sistema vai atender a cidade de Buíque, no Sertão do Estado.

 

*Fonte: FolhaPE/Kleber Nunes

ARTIGO : O Sabor de Bolo (“Para construir esse novo bolo, é preciso mudar o perfil do PIB…”) – Por Cristovam Buarque.*

O sabor do bolo

 

 

NO LUGAR DE CRESCER PARA DISTRIBUIR OU DISTRIBUIR PARA CRESCER, É PRECISO MUDAR A RECEITA DO BOLO, REORIENTAR O PROPÓSITO DO PADRÃO DO AVANÇO ECONÔMICO, SOCIAL, ECOLÓGICO E CULTURAL

 

 

Por 50 anos, as forças conservadoras têm dito que é preciso crescer o bolo para depois distribuir; e as forças progressistas afirmam que é preciso distribuir para fazer o bolo crescer. O bolo cresceu, mas ficou amargo. É hora de pensar qual o sabor que desejamos para o bolo produzido pela economia brasileira.

Nesse período, a produção cresceu e nos fez a sexta economia do mundo, com R$ 4,1 trilhões por ano, sendo R$ 21 mil para cada brasileiro; as ruas estão cheias de carros, e as casas, de eletrodomésticos. Mas, ao redor desta abundância, o país continua entre os mais desiguais do mundo, com 10% de sua população analfabetos; 3,8 milhões de crianças fora da escola, das quais muitas nas ruas; as notas do Ideb envergonham e amarram o progresso; as florestas queimam; os campos estão vazios e as cidades, inviáveis. Além disso, a violência no trânsito e no crime deixam cerca de 100 mil mortos por ano, além de dezenas de milhares de deficientes que fazem o Brasil parecer um país recém-saído de uma guerra.

O crescimento econômico baseado no aumento do consumo no mercado interno e na produção de commodities está se esgotando pela falta de poupança e investimentos, pelo endividamento das famílias, por razões ecológicas ou pelo risco de redução na demanda externa. O estado de bem-estar, incluindo as transferências de renda, não está criando portas de saída para a pobreza e se esgota financeiramente.

O futuro, mesmo se o bolo crescer, não parece promissor. No lugar de crescer para distribuir ou distribuir para crescer, é preciso mudar a receita do bolo, reorientar o propósito do padrão do avanço econômico, social, ecológico e cultural.

O crescimento econômico deve ser visto como um meio para alcançarmos uma sociedade na qual as pessoas possam andar sem medo; sem a vergonha da posição no campeonato mundial de concentração de renda. Tenha competitividade decorrente de uma população educada e culta; com um sistema de saúde que atenda nossa população; com todas as crianças bem cuidadas, em boas escolas; com um Estado eficiente, capaz de reduzir a carga fiscal e usar os recursos obtidos para oferecer serviços com qualidade ao público de hoje e do futuro; com processo produtivo capaz de concorrer no mercado internacional, não apenas por custo baixo, mas, sobretudo, pela capacidade de inovar e oferecer novos produtos baseados em alta tecnologia.

Tudo isso deve ser parte da receita para o bolo que, ao crescer, carregará o bem-estar social e a distribuição dos benefícios no presente e no futuro.

Para construir esse novo bolo, é preciso mudar o perfil do PIB, não apenas fazê-lo crescer. Ele deve ser produzido a partir do respeito ao meio ambiente e equilíbrio social e priorizar investimentos que levem o país a ter um novo retrato, especialmente na educação de qualidade para todos. Porque a educação é o principal condimento do sabor desejado para o bolo que queremos.

Cristovam Buarque é senador pelo PDT( DF).

 

 

* Fonte: Brasil 247

BAIANOS ESTÃO COM CIÚMES DO AVANÇO DA ECONOMIA DE PERNAMBUCO.*

Baianos com ciúme da

economia pernambucana

 

 

Governadores; Jacques Wagner/Bahia e Eduardo Campos/PE.

 

 

PARLAMENTARES DO ESTADO VIZINHO SE MOSTRAM INCOMODADOS COM A FORÇA DE ATRAÇÃO DOS PERNAMBUCANOS NO QUE DIZ RESPEITO À CONQUISTA DE PROJETOS FEDERAIS

 

Rivalidade é o que não falta quando o assunto é a disputa não oficial entre os estados vizinhos Pernambuco e Bahia. Mas quando o quesito em questão é economia, Pernambuco vem saindo na frente em vários aspectos. A divulgação do Plano Plurianual (PPA) do Governo Federal para o período de 2012 a 2015 aponta que estão previstos recursos para o Estado da Bahia da ordem de R$19,9 bilhões, enquanto para o Pernambuco, o montante é mais que o dobro, de R$42 bilhões.

O desempenho também se deve aos incentivos fiscais oferecidos pelo governado pernambucano, comandado pelo socialista Eduardo Campos, para 28 projetos industriais, sendo 23 indústrias e cinco projetos de importação, com perspectiva de R$ 707,1 milhões em investimentos nessa área nos próximos anos.

E a bancada de oposição da Bahia na Câmara Federal está na bronca. Os parlamentares apontam para uma perspectiva de menor atração de investimentos e menos incentivos fiscais em solo baiano, em confrontação com os dados pernambucanos. O deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), oposicionista à gestão do PT em âmbito local, disse que falta interlocução do gestor para conquistar mais demandas. “Isso é fruto da incompetência gerencial e administrativa, falta de uma grande liderança”, disparou em matéria publicada no Jornal Tribuna, da Bahia, desta quinta-feira (10).

O deputado Leur Lomanto Jr. (PMDB-BA), responsável por arregimentar nove deputados para uma recente visita a Pernambuco, também acredita que a menor quantidade de recursos federais para a Bahia “está associada à ausência de projetos mais consistentes”, enquanto, em Pernambuco, as solicitações chegam bem mais bem construídas à Brasília.

A opinião de que a falta de articulação política é que tem feito a Bahia perder o espaço conquistado para Pernambuco também é compartilhada por especialistas em economia. Segundo eles, a Bahia não tem se organizado para se tornar mais competitiva. “Talvez isso seja resultado de uma fraqueza na representação política. Pode estar havendo falta de interesse de nossa bancada em nível federal ou do governo”, diz o economista e professor da área de Auditoria Pública Pedro Gomes.

O professor da Economia Brasileira Ney Cardim enfatiza que a distribuição de recursos depende da força política. “Não existem princípios de prioridades, mas sim o fato de um político ter mais prestígio do que outro. O que existem são os interesses maiores de determinados gestores. Esse, infelizmente, é o modelo da política brasileira”, afirma.

 

* Fonte : PE247, com Bahia247

PERNAMBUCO RECEBERÁ UMA FÁBRICA DE CAMINHÕES. *

Pernambuco anunciará

montadora de caminhões

O Sucesso atual de Pernambuco, atrai Montadora de Caminhões.

 

 

REUNIÃO ENTRE O GOVERNADOR EDUARDO CAMPOS E OS EXECUTIVOS DO SHAANXI AUTOMOBILE GROUP, NA CHINA, NA PRÓXIMA SEMANA, DEVERÁ SELAR A IMPLANTAÇÃO DE UMA UNIDADE FABRIL DA MARCA SHACMAN; INVESTIMENTOS DEVERÃO CHEGAR A US$ 600 MILHÕES

 

Após vários meses de negociação, o Governo do Estado e o Shaanxi Automobile Group (SAG) parecem ter chegado a um acordo para a implantação de uma nova fábrica de caminhões pesados da marca Shacman no Estado. O investimento, antecipado pelo PE247 ainda no ano passado, é estimado em US$ 600 milhões em função da empresa já ter iniciado suas operações no mercado nacional, através de uma central de importação de veículos e peças localizada no Porto do Recife. O martelo deverá ser batido oficialmente na próxima quinta-feira (10), durante reunião entre o governador Eduardo Campos e os executivos do SAG, na sede da empresa em solo chinês.

O longo período de negociação para a concretização do negócio se deu por conta do interesse dos chineses em construir uma unidade fabril sob um regime diferenciado de tributação. A empresa entendia que, com a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na casa dos 30%, seria mais vantajoso importar do que fabricar seus veículos no Brasil. Para o SAG, o ideal seria uma alíquota de 5% e um escalonamento do índice de nacionalização dos veículos de 65% em um período de até seis anos.

Além do investimento de US$ 600 milhões, a nova unidade fabril da Shacman deverá gerar cerca de 2 mil empregos diretos quando a planta entrar em operação, por volta de 2013. A nova fábrica do SAG estava sendo disputada também pelos Estados de Alagoas, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo.

As atividades da central de distribuição da Shacman no Porto do Recife, que são gerenciadas pela trade Comexport, movimentam cerca de 100 caminhões/mês. O preço médio de cada unidade importada chega a um preço médio de R$ 200 mil.

O governador Eduardo Campos aproveitará sua estadia na China para tentar prospectar outros negócios para Pernambuco. Durante viagem de cinco dias, que será iniciada hoje (5), o gestor terá uma pesada agenda administrativa que inclui visita a fábricas, reunião com empresários e encontros oficiais em Pequim e nos estados de Hebei e Shaanxi.

* Gilberto Prazeres e Paulo Emílio _PE247

AEROPORTO EM MARAGOGI-AL, SERÁ OBRA DE DOIS GOVERNOS. (*)

Governos de AL e PE vão

construir aeroporto

 

Theo Viela de Alagoas e Eduardo Campos de Pernambuco. Juntos construirão um novo aeroporto em Maragogi-(divisão AL/PE)

 

O primeiro compromisso firmado entre o governador Teotonio Vilela e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é o de assinar um convênio específico para efetivar a implantação do aeroporto de forma conjunta. O encontro foi realizado nesta quinta-feira (26) e contou com a participação do secretário de Estado da Infraestrutura, Marco Fireman, e do secretário adjunto de Transporte da Seinfra, Manoel Messias Costa.

Os governadores marcaram para a próxima quinta-feira (3) uma viagem a Brasília a fim de buscar mais recursos para a obra junto ao Governo Federal, que defende a importância da ampliação do número de aeroportos regionais, para que a malha aeroportuária brasileira alcance a eficiência pretendida, estimulando o turismo e o desenvolvimento regional.

“Essa é mais uma parceria que fazemos com o governo de Pernambuco e que mostra que os dois estados estão focados no desenvolvimento do Nordeste. A construção desse aeroporto abre várias oportunidades para o crescimento da economia de Alagoas e de Pernambuco e só temos a agradecer a Eduardo Campos essa forma de trabalharmos conjuntamente pelos nossos Estados”, avalia o governador Teotonio Vilela.

O governador Eduardo Campos aprovou o projeto apresentado pelo Governo de Alagoas. “É maravilhoso ver um projeto elaborado com a preocupação com a própria sustentabilidade. Vamos unir forças para concretizá-lo e, assim, trazer o desenvolvimento que com certeza beneficiará toda a região”, reconhece Eduardo Campos.

A consolidação da integração entre os dois estados visa garantir a sustentabilidade do empreendimento. Para o secretário Marco Fireman, é fundamental pensar no aeroporto como um projeto que vai além das obras físicas.

“Implantar o aeroporto não significa apenas construí-lo, mas também pensar em como ele será utilizado de forma sustentável, para não transformá-lo em um elefante branco e gerar prejuízos para o Estado. Pela localização estratégica ele pode atender, inclusive, ao Porto de Suape, no litoral Sul de Pernambuco”, explicou Marco Fireman.

O projeto

As obras de implantação do aeroporto de Maragogi estão orçadas em cerca de R$ 70 milhões. O Governo de Alagoas já firmou convênio com o Ministério do Turismo, por meio do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur), garantindo R$ 15 milhões para o início das obras.

(*) Fonte: Alagoas 24 horas/Nordeste.com

PERNAMBUCO : PARQUE INDUSTRIAL GANHARÁ MAIS 13 INDUSTRIAS e 10 AMPLIAÇÕES. (*)

Treze novas indústrias e

dez ampliações em Pernambuco

 

 

Treze novas indústrias e dez ampliações de plantas já existentes foram anunciadas na 78ª reunião do Conselho Estadual de Política Industrial, Comercial e de Serviços (Condic), realizada na manhã desta terça-feira na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD/Diper).

Ao todo, são R$ 707,104 milhões em investimentos e 2,4 mil empregos gerados. A maior parte dos postos de trabalho são na Região Metropolitana do Recife (RMR), com 1.386 das vagas.

O maior aporte é o da Wind Power Energia. A nova fábrica do grupo argentino Impsa terá R$ 277,3 milhões em uma planta que vai produzir turbinas para a hidrelétrica de Belo Monte, entre outros equipamentos. No entanto, o empreendimento que mais vai absorver mão de obra é uma fábrica de produtos de higiene e limpeza da Flora, dona de marcas como Minuano, Assim, Albany, Neutrox, Kolene e OX. Serão empregadas 600 pessoas.

“Mas cerca de 40% (1.017 empregos) serão em cidades do interior do estado. São novas fábricas chegando em municípios como Gravatá, Bezerros, Carpina e Glória de Goitá”, ressalta Geraldo Júlio, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico.

Na reunião do Condic, foram aprovados para esses empreendimentos descontos no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de até 95% (caso dos empreendimentos instalados no interior do estado).

Quatro empresas também receberam incentivos para aumentarem a pauta de importação de produtos, dentro do estado. Entre elas, o grupo Pão de Açúcar, cujo volume anual a receber o benefício fiscal será de R$ 283,2 milhões.

Veja a relação das novas fábricas:

 

AMXCC (Gravatá): R$ 12,25 milhões e 120 empregos

Cimenteira Santo Antônio (Santa Maria do Cambucá): R$ 37,3 milhões e 86 empregos

Herval Nordeste Indústria de Móveis, Colchões e Espumas (Bezerros): R$ 17,4 milhões e 134 empregos

Flora Produtos de Higiene e Limpeza (Jaboatão dos Guararapes): R$ 150 milhões e 600 empregos

Vofsi (Jaboatão dos Guararapes): R$ 570 mil e 26 empregos

Inoplast (Carpina): R$ 3,4 mi e 60 empregos

Koilflex – Indústria e comércio de plásticos (Paulista): R$ 5,3 milhões e 46 empregos

Lilou Indústrias de Cerâmica (cabo de Santo Agostinho): R$ 1,6 milhões e 16 empregos

Mineradora Rostale (Afogados da Ingazeira): R$ 4,2 milhões e 40 empregos

Nissin-Ajinomoto Alimentos (Glória do Goitá): R$ 46,5 milhões e 252 empregos

Nova Piramidal Thermoplastics (Jaboatão dos Guararapes): R$ 1,4 milhões e 13 empregos

Tramo Eeuipamentos (Recife): R$ 1,8 milhões e 30 empregos

Wind Power Energia (Cabo de Santo Agostinho): R$ 247,3 milhões e 386 empregos

 

(*) Por Mirella Falcão, da equipe do Diário de Pernambuco.

EXU: A cidade que viu o Rei Gonzagão nascer – Por Cláudio de Oliveira Freitas

EXU E SEU FILHO ILUSTRE LUIZ GONZAGA.

GONZAGÃO: de Exu para o Mundo.

Exu poderia ser como tantas pequenas cidades do Sertão nordestino. Pode-se andar quilômetros pela zona rural sem se ver ninguém, enquanto a área urbana se torna cada vez mais populosa. O transporte público é inexistente e as motocicletas proliferam em um trânsito desordenado assim como em Sanharó. É uma cidade pobre como tantas outras – o seu Índice de desenvolvimento Humano é de apenas 052 – para efeito de comparação, a média pernambucana é de 0718. Nas rádios e nos bares, o brega e o forró eletrônico dominam.

Exu poderia ser apenas mais uma cidade, mas não é. Por conta de um homem que nasceu em uma casa miserável de pau a pique, Exu se fez única. Luiz Gonzaga , seu mais ilustre filho cantou o que viu e viveu ali no Sertão do Araripe em mais de 50 discos e 800 composições, eternizando Exu para o mundo. Amava tanta a sua terra que sempre a visitava, mesmo nos anos da fama, e foi lá que decidiu morar na sua velhice.

Os sonhos do rei precisam de cuidados…

Hoje, Exu parece ter esquecido Luiz Gonzaga. Andando pelas ruas da cidade, não é muito fácil identificar que ali é a terra do Rei do Baião. Há uma praça com um painel com a letra de Asa Branca, é verdade. Há diversos estabelecimentos comerciais que fazem referência a Gonzaga no nome. Há, ainda, todos os anos, uma festa para celebrar seu aniversário, no dia 13 de dezembro. E, mais importante, há o Parque Aza Branca (escrito errado), criado pelo o próprio Gonzaga para preservar a sua memória. Isso tudo, porém, é muito pouco para celebrar a história do homem que colocou Exu no mapa. ao construir o Parque, Gonzaga pensou também no desenvolvimento da cidade. Construir lá duas pousadas. chegou a montar um frigorífico, que fechou em pouco tempo. Depois teve a ideia de uma fábrica de enlatamento de feijão de corda, produzido na região, que desistiu. Vendeu duas fazendas que tinha para realizar o seu mais ambicioso sonho comercial: um posto de gasolina. Batizado de Gonzagão. O estabelecimento era o mais completo e maior da região. Mas foi difícil: demorou quase dois anos para receber combustível e acabou não dando o lucro esperado.

O parque Aza Branca foi o seu grande xodó, com suas duas pousadas, o museu, a casa dele e do pai Januário e um palco para shows dos amigos. Quando Gonzaga morreu, em agosto de 1989, Gonzaguinha assumiu o parque com planos audaciosos. Queria não só aumentar o local, como transformar Exu em uma cidade turística em torno do Rei do Baião. Construiu o mausoléu ao lado do museu, onde estão sepultados Januário e Gonzagão, além de suas esposas e o sanfoneiro de oito baixos Severino Januário, irmão de Luiz Gonzaga. Mas não teve tempo de fazer mais nada: morreu em 1991, em um acidente de carro na cidade de Pato Branco-PR, aos 45 anos.

No parque, então, ficou apenas a esposa de Gonzagão. Dona Helena, que se foi em fevereiro de 1993. A filha adotiva do casal, Rosinha Gonzaga, que mora no rio de Janeiro, vendeu o parque Aza Branca por telefone para José Alves de Alencar, (ZITO URBANO), semanas após a morte da mãe. Zito morreu pouco depois e o local é hoje administrado pelo seu cunhado, Francisco Parente, o Beba – que está internado no Recife em estado de coma e tudo indica que é um caminho sem volta para o administrador do parque asa Branca.

SOBRE O CENTENÁRIO DO GONZAGÃO

Luiz Gonzaga deve ser o nome mais homenageado deste ano. Começou no carnaval com a Unidos da Tijuca na Sapucaí e o Galo da Madrugada, no sábado em Recife. Para a festa viva Gonzagão deste ano, em Exu, a expectativa é de multidão. A tradicional missa ao pé do Juazeiro no parque Aza Branca será celebrada pelo padre Marcelo Rossi, Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha, que está montando uma orquestra com 24 músicos para tocar o repertório do avô na festa do centenário.

Em singela homenagem ao autor do texto, grande fã do rei do baião e emérito colaborador do blog, postamos um video com um grande sucesso de  autoria de Petrucio Amorim, na voz do forrozeiro Flávio José. O Rei nas Estrelas.

O Rei Nas Estrelas (Petrucio Amorim)

Flávio José

Quem viu a terra tremer
Quem viu o sol se esconder
Por entre nuvens,quem viu

Quem viu o tempo parar
Sabe também lamentar
Que o rei menino partiu

Mas quem chorou, não se iluda
Que um rei não morre, se muda
Pró reino da ilusão

Lá onde os astros se ouvem
Lá onde mora beethoven
Mora o rei do baião

Luiz, luiz, luiz
Agora és estrela lá no céu
Luiz, luiz, luiz
O povo agradece o teu papel
Luiz, luiz, luiz
A asa branca diz pró sabiá
Enquanto houver sanfona
Um xote e um baião
Seu nome lembrará uma canção

Lá onde os astros se ouvem
Lá onde mora beethoven
Mora o rei do baião.

(video e fotos do Google/Youtube)