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Artigo: Pirâmides confiáveis, somente as do Egito. Fuja das Pirâmides Financeiras… *

Fuja das Pirâmides e vá estudar e pesquisar!

 

 

Pirâmide financeira é ficção de lucro fácil...

Pirâmide financeira é ficção de lucro fácil…

 

“Essa postura denota o egocentrismo dos envolvidos, os quais pensam apenas em si mesmos, garantindo seu retorno de curto prazo.”

 

 

Pirâmides do Egito. 100% confiáveis há 6 mil anos...

Pirâmides do Egito. 100% confiáveis há 6 mil anos…

Na produção do conhecimento científico, novas descobertas estão sempre sujeitas a uma análise crítica, e enquanto os dados não se sujeitam a essas análises empíricas criteriosas os resultados não são facilmente aceitos. Esse é o propósito da academia, pois vai muito além do pragmatismo expresso nos ritos operacionais de muitas organizações.

A premissa acadêmica é a de que o sucesso de um modelo adequado para certos indivíduos ou organizações não é condição essencial para que seja universalmente adotado, pois é necessária primeiramente uma base teórica seguida de inúmeras hipóteses sujeitas a verificações e falseamentos, e mesmo que comprovadas, respeita-se o contexto e variáveis envolvidas.

Como educadores, somos desafiados a incentivar nossos estudantes a buscar fundamentos teóricos e empíricos, a analisar criticamente os modelos com os quais se deparam em suas organizações, e não apenas reproduzir padrões operacionais.

Por que isso é tão difícil? Por que é mais fácil ir às aulas apenas com a finalidade de estudar para as provas com base em slides das aulas, sem aprofundamento teórico? Por que é mais fácil fundamentar sua opinião no que é manipulado pela mídia, com fontes tendenciosas, ao invés de se basear em trabalhos científicos com referências e resultados concretos?

É lamentável observar que os conteúdos de certos programas de televisão pagos para fazer propagandas enganosas têm mais crédito do que o embasamento compartilhado por pessoas que buscam qualificação acadêmica e cujo caminho foi tão árduo para obtê-la.

Lamento profundamente pela ridicularização de meus mestres e companheiros de trabalho, por serem muitas vezes mal interpretados quando desejam que seus orientandos tracem o caminho que os levou a um sucesso que não foi facilmente alcançado, pois tudo o que ensinam é desprezado quando aparece alguém que oferece uma maneira fácil de levar a vida e ganhar dinheiro facilmente, e o “princípio” é: não trabalhar e estudar apenas para ter um diploma baseado em decorebas de resumos das aulas.

É fato que muitos conseguem um “sucesso” com esse comportamento inadequado, mas e quanto à questão ética? E quanto ao desenvolvimento sustentável e satisfação pessoal? A definição consensual de desenvolvimento sustentável é “garantir o suprimento das necessidades atuais sem comprometer os recursos das gerações futuras”.

Ao observarmos certos negócios como pirâmides financeiras, as pessoas não se importam se ganham dinheiro apenas no começo, pois querem garantir o seu lucro, mesmo sabendo do prejuízo iminente para os que ingressam depois nesse tipo de negociação.

Assim, emprega-se a mídia para fazer lavagem cerebral, e ao invés da base ser pesquisa séria e bem fundamentada, as fontes citadas são revistas de notícias e programas tendenciosos, ou testemunhos de pessoas que se tornaram repentinamente ricas, à custa de novos entrantes, assim causando a futura falência de quem está na base.

Essa postura denota o egocentrismo dos envolvidos, os quais pensam apenas em si mesmos, garantindo seu retorno de curto prazo. Isso quando não se destrói a si mesmo vendendo os próprios bens e acumulando dívidas para arriscar tudo em um negócio caracterizado por incerteza e totalmente insustentável.

Dezenas de pessoas leem nossos trabalhos científicos publicados em congressos ou revistas acadêmicas de renome, mas milhões acessam e se deixam levar pelo besteirol midiático que nada acrescenta à sua qualificação pessoal e profissional. Entretanto, pelas dezenas ou unidades de pessoas que valorizam nosso compromisso educacional, prosseguimos como pesquisadores acadêmicos sérios.

Mesmo sendo desafiante, nós, professores, continuaremos lutando por uma sociedade formada por profissionais responsáveis e que buscam o desenvolvimento sustentável de suas famílias, tendo o compromisso de produzir conhecimento fundamentado no que é resultado de muita leitura, testes contínuos e verificações de hipóteses nos mais diversos contextos.

Talvez conselhos fundamentados em evidências acadêmicas produzissem mais resultados se vendidos, mas estão aí disponíveis para quem quiser aproveitar e se alertar. Não é apenas porque alguém ganha dinheiro facilmente e aparece na televisão ou em outras mídias que nós, cientistas sociais, iremos recomendar a substituição da qualificação pelo lucro fácil e falta de responsabilidade em relação a si mesmo e aos outros.

 

* Autor : Por Odilon Saturnino / para o Acerto de Contas

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Odilon Saturnino é Professor Universitário e Doutorando em Administração/Finanças pelo PROPAD/UFPE

NOTÍCIAS SOBRE INFLAÇÃO TRAZEM MUITO PESSIMISMO AOS BRASILEIROS*

Novos dados de inflação trazem mais

pessimismo ao Brasil, diz Economist

 

A revista britânica The Economist afirma em sua edição desta semana que os novos dados de inflação trazem mais pessimismo ao Brasil.

“Notícias econômicas decepcionantes não param de chegar para os brasileiros”, diz a reportagem, ao citar, entre outros fatores, o fraco crescimento de 2012.

Revista lembra que estiagem de 2012 ameaça a geração de eletricidade nas hidrelétricas brasileiras

Revista lembra que estiagem de 2012 ameaça a geração de eletricidade nas hidrelétricas brasileiras

A revista observa que a inflação de 5,84% em 2012 ficou acima das expectativas do mercado e perto do teto da meta pelo terceiro ano consecutivo e poderia ter sido ainda mais alta se não fosse por medidas como o congelamento de tarifas de transporte público em determinadas cidades antes das eleições de outubro do ano passado.

“A maioria dos analistas agora acha que a inflação será de cerca de 6% neste ano. A cada semana, eles estão revisando para baixo suas estimativas de crescimento para 2012, agora em torno de 3%”, diz o texto.
A revista cita ainda o superávit primário e diz que o Brasil poderia atingir um resultado menor sem colocar em risco a reputação de sobriedade fiscal, mas que a melhor alternativa para isso seria alterar a meta, e não “recorrer a contabilidade criativa”.

A Economist menciona também preocupação com planos de enfraquecer a lei de Responsabilidade Fiscal de 2000.
“Isso sugere que, com uma eleição presidencial prevista para 2014, autoridades vão fazer o que for necessário para atingir a previsão de crescimento de 4% neste ano”, diz a revista.
O texto diz que em termos reais a taxa básica de juros do Brasil é de menos de 1,5%, e cita um analista para quem mais estímulo poderá impulsionar mais a inflação do que o crescimento.

A reportagem diz ainda que outro fator complicador para o cenário neste ano é o fato de a estiagem do ano passado ameaça a geração de eletricidade nas grandes hidrelétricas brasileiras. “(A presidente Dilma) Rousseff não é uma pessoa notoriamente religiosa. Mas ela deve estar rezando por chuva”, diz a revista, ao lembrar que o governo pretende manter cortes nas tarifas prometidos no ano passado.

LEIA TAMBÉM:

Economia da China cresce 7,8% em 2012

 

Banco Mundial reduz previsão para o Brasil e lança alerta a emergentes

*Fonte: BbcBrasil

ECONOMIA PERNAMBUCO – Além da Montadora de Veículos a FIAT vai Construir uma Fábrica de Motores.*

Fiat amplia investimentos no estado com

instalação de fábrica de motores em Goiana

Solenidade de Assinatura   da nova planta da FIAT em Pernambuco.

Solenidade de Assinatura da nova planta da FIAT em Pernambuco.

 

Pernambuco ganha mais uma planta da Fiat e confirma Goiana como Polo Automotivo do Nordeste. Nesta quarta-feira (26/12), o governador Eduardo Campos e o Presidente da Fiat/Chrysler América Latina, Cledorvino Belini, anunciaram a instalação de uma fábrica de motores na região. A solenidade aconteceu na Sede provisória do Governo do Estado, no Centro de Convenções.

A nova planta está orçada em R$ 500 milhões e será construída numa área de 50 mil m2, gerando 550 postos de trabalho, com capacidade de produção de 150 mil unidades por ano de uma nova série de motores de última geração. “Consolida aqui um empreendimento que vai marcar a história da indústria pernambucana e aponta para tudo que precisamos em 2013: mais e mais decisões como essa que vão animar a economia para ganharmos o ano com mais investimentos”, disse Eduardo.

Para Belini, o ato é representa “a boa nova de inclusão de uma moderna fábrica de motores que a Fiat implanta no polo automotivo de Goiana, Mata Norte de Pernambuco. Estamos dando em conjunto passos importantes no processo de reindustrialização do Estado, adensando a cadeia produtiva regional”, afirmou, lembrando que a fábrica deve funcionar em 2015, depois da fábrica de automóveis entrar em operação.

Eduardo com o presidente da FIAT Cledorvino Belini.

Eduardo com o presidente da FIAT Cledorvino Belini.

Com o anúncio desta quarta-feira, chega a R$ 6,7 bilhões o total de investimento da montadora em Pernambuco. São R$ 4 bilhões da primeira planta, R$ 2,2 em desenvolvimento de novos produtos e pesquisa, e R$ 500 milhões da fábrica de motores. “Serão equipamentos de nova geração ainda não existentes no mundo e que atenderão as exigências de eficiência energéticas previstas”, explicou Cledorvino Belini.

Além de recursos próprios, a Fiat conta com financiada por distintas instituições e fontes, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil/FDNE (Sudene), Banco do Nordeste do Brasil/ Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Para o governador, o projeto só existe graças um “diálogo federativo” e ao papel da União. “Agradeço à presidenta Dilma em nome dos pernambucanos por colocar de pé um empreendimento que dá outra dimensão a tudo que estamos fazendo e vai animar outros sistemistas, fornecedores da Fiat, a tomar, ainda este ano, a mesma decisão”, ressaltou Eduardo.

*Fonte: Portal do Governo PE.

Crônica: Brasil e Pernambuco. Exemplos e Perspectivas – Por Sebastião Gomes Fernandes.*

O BRASIL E PERNAMBUCO FAZEM HISTÓRIA EM 2012

 

 

Estamos chegando ao final de mais um ano. O Brasil fez história de grande repercussão na vida pública e de renovação da esperança em dias melhores que seu povo tanto almeja! A nossa história não tem registro de decisões judiciais de tamanha solidez e envergadura que nos foi dada por bravos juristas da nossa corte maior! Os corruptos, os sem brio e sem moral, sugadores do erário público receberam com justiça o que plantaram – cadeia e perda de mandatos. Este o resultado final. É evidente que uma outra classe de gestores que fizeram parte da quadrilha também receberam o que lhes couberam.

Sabemos que não são, nem serão os últimos dos enfrentamentos que a nossa egrégia justiça tenha pela frente! Vivemos em um País em que viver e praticar atos desabonadores e de consequências prejudiciais à nação nunca foram levados em consideração, ao contrário, foram sempre deixados para segundo plano!… Todavia algumas pessoas de índole e de moral e ética elevada sempre se preocuparam com tais descasos! Até que surge um procurador da república abnegado e cônscio do seu dever e respaldado em processos e apoio popular entende que é hora de exercer sua função, e segue os trâmites legais a fim de por ordem aos desmandos praticados descaradamente por aproveitadores e usurpadores do dinheiro do povo! Faz chegar ao pode judiciário a denúncia formalizada.

De posse da referida denúncia a mais alta corte judiciária do País composta por juristas de garbo, comprometidos com a função que exercem e com a operacionalidade da justiça a todo custo agem com denodo e competência. Com algumas reservas a nação agradece e se rejubila com estes iluminados juristas que compõem a insigne justiça brasileira!

Tais fatos, cada vez mais se tornam corriqueiros e até nos surpreendem e então perguntamos, por que isso acontece? Porque os envolvidos nada mais são do que os que estão e/ ou estiveram no comando do País. São esse os nossos representantes políticos, com exceções, desde os comandantes de partidos políticos a vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais e senadores. Gestores em funções ministeriais e secretarias, diretorias, empresários etc que enojaram e enojam a imagem do Brasil aos olhos do mundo!

Cabe aos homens e mulheres de bem deste País, exaltarem e agradecerem com honrarias a estes aguerridos defensores da lei que souberam honrar e dignificar suas funções de justiceiros, conhecedores da lei e de defensores dos direitos humanos.

Este é um fato histórico que ficará gravado e servirá de estímulo e arquétipo para as novas gerações de juristas que venham amanhã ou depois ocupar tão importantes e dignas funções.
A complexidade dos fatos deste referendo fundamentada na força de um ato jurídico vem a coroar nossa magistratura por tão honroso feito! Mostra ainda ao povo brasileiro que a justiça é sem dúvida o caminho para a segurança e a normalidade democrática, econômica, social e fraterna de um povo que quer viver em paz e harmonia. Que acredita no trabalho, na moral e na ética como convivência e que desta forma chegar-se-á a um País, com base econômica e social plena. Um País que cresce e se desenvolve fundamentado no princípio da fraternidade, da honradez e da justiça. Que quer ver seu povo progredindo sempre e feliz.

Aos nossos corajosos juristas que nos presentearam com um fim de ano onde o que prevaleceu foi na verdade a justiça. Não o lobby.

Pernambuco fez e faz história tendo como fundamentação a sua solidez econômica e que sem dúvida melhora o bem-estar social do seu povo. Mesmo que em doses modestas, mas com resultados satisfatórios. Dentre os Estados do Nordeste foi o que mais recebeu projetos de investimentos e que se encontram em execução.

Vejamos os projetos:

1. REFINARIA DE ABREU E LIMA – investimento de R$ 232,1 bilhões da Petrobrás com a Venezuela PDSVA terá capacidade para processar 230 mil barris por dia. A obra deve terminar em 2014.

2. POLO-PETROQUÍMICO SUAPE – Investimento de R$ 3,7 bilhões produzirá polímeros com derivados gerados pela refinaria Abreu e Lima. A previsão é que viabilize a formação de uma nova cadeia têxtil no Nordeste.

3. ESTALEIRO ATLÂNTICO SUL – Maior estaleiro do hemisfério Sul, com capacidade de processar 160 mil toneladas de aço por ano, tem uma carteira de pedidos de R$ 8,1 bilhões.

4. TRANSNORDESTINA – Com 1.728 km, a ferrovia vai ligar Suape ao Porto de Pecém (CE). O investimento de R$ 1,3 bilhão será importante conexão do litoral com o sertão nordestino.

5. TRANSPOSIÇÃO – A Obra do Rio São Francisco levará as águas a 63 cidades do agreste. O projeto é uma parceria do governo estadual com a União.

6. SIDERÚRGICA SUAPE – O complexo ganhará uma siderurgia para laminação de aços planos, o primeiro projeto do tipo na região Nordeste. A obra prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão.

7. FIAT – A montadora iniciará a formação de um pólo automotivo no Nordeste. Investirá R$ 3 bilhões na nova fábrica em Suape, onde deve produzir 200 mil veículos por ano a partir de 2014.
Estes são sem dúvidas os impulsionadores do crescimento econômico de Pernambuco.

Segundo RAFAEL BARROS JUNIOR (Sócio – Diretor da Barros & Barros e da Barros Pesquisa) os números de Pernambuco têm demonstrado vigor nos últimos anos. O PIB pernambucano demonstra vigor e o combustível é sem dúvida o Complexo Industrial e Portuário de Suape. Em 2010, o PIB estadual foi de R$ 87 bilhões – expansão de 18,78% num só ano.

A forte expansão econômica elevou a renda per capita do Estado a quase R$ 10 mil, acima da média do Nordeste, de R$ 7.488, mas ainda inferior à renda nacional, de R$ 19.990. Hoje, a receita de Pernambuco é de R$ 14 bilhões, impulsionada pela arrecadação de ICMS que cresceu 18,2% em 2010.

Face aos dados acima expostos os estudiosos da economia preveem que Pernambuco terá uma expectativa para 2013 de crescimento e que não sofra descontinuidade.

Esperamos que apesar de estarmos sofrendo com uma das maiores seca dos últimos 40 anos, o nordestino que antes de tudo é um forte, encontre forças, coragem, determinação e muita fé para ingressar no novo ano que se aproxima, acreditando que dias melhores virão!…

Sebastião Gomes Fernandes de Jaquetão

 

Pesqueira, 26 de dezembro de 2012.

*Autor: Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, escritor, poeta e cronista. É presidente da Academia Pesqueirense de Letras e Artes.

BRASIL ; STF x CONGRESSO NACIONAL x PRODUTORES E NÃO PRODUTORES. Como Fica a Situação dos Royalties? *

Como fica a disputa sobre royalties

após impasse no Congresso

Descoberta do pré-sal foi anunciada durante governo Lula, aguçou a cobiça de estados e municípios.

Descoberta do pré-sal foi anunciada durante governo Lula, aguçou a cobiça de estados e municípios.

 

Em meio a um confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso decidiu adiar para o ano que vem a votação dos vetos parciais da presidente Dilma Rousseff à nova lei dos royalties. De quebra, acabou postergando também a aprovação do Orçamento.

Na quarta-feira, os parlamentares previam apreciar mais de 3 mil vetos presidenciais, como reação a uma decisão do ministro do STF Luiz Fux tomada dois dias antes.

A votação maciça e sem precedentes, entretanto, não foi para frente.
Entenda a polêmica sobre a lei dos royalties e o futuro da exploração do chamado “ouro negro” no Brasil.

Lei dos royalties

Como é hoje (2012):

União: 30%

Estados produtores: 26,25%

Municípios produtores: 26,25%

Municípios afetados: 8,75%

Estados não produtores: 7%

Municípios não produtores: 1,75%

 

Como ficará (2020):

União: 20%

Estados produtores: 20%

Municípios produtores: 4%

Municípios afetados: 2%

Estados não produtores: 27%

Municípios não produtores: 27%

LEIA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA:

Como fica a disputa sobre royalties após impasse no Congresso

*Fonte; Da BBC Brasil em São Paulo / Luís Guilherme Barrucho

ÁGUA NO AGRESTE : 200 Milhões de TUBOS para a ADUTORA DO AGRESTE.*

ADUTORA DO AGRESTE

Contratadas obras de tubulação de adutora

 

 

(Foto Ilustrativa) Adutora do Agreste vai atender 68 municípios de 80 distritos.

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) concluiu a contratação da tubulação do eixo principal da Adutora do Agreste. Os 200 milhões de tubos de ferro levarão a água do Eixo Leste da Transposição para 68 municípios e 80 distritos do Agreste e do Sertão até 2015. O investimento nessa etapa foi de R$ 280 milhões para os quatro lotes da obra, que está estimada em R$ 1,2 bilhão.

De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, o processo de construção da Adutora do Agreste está andando dentro do cronograma esperado. “A licitação está aberta e até dezembro teremos a vencedora que vai iniciar as obras da primeira eta­pa em janeiro de 2013. Nossa ideia é concluir as obras antes da Transposição (do Rio São Francisco)”, afirmou.

Um nova licitação poderá ser aberta na próxima semana. A Compesa vai contratar uma em­presa para fazer o gerencia­mento e os trabalhos social e am­biental. Segundo Tavares, um empreendimento do porte da Adutora do Agreste precisa antecipar as ações de consci­en­tização quanto ao uso da água. “Estamos com essa obra bus­cando água de muito longe para atender a uma parcela da po­pulação que historicamente sofre com a seca, e estamos preo­cupados também em redu­zir ao máximo os impactos am­bientais”, explicou o presidente.

Também foi publicada no Diário Oficial a abertura do edital de licitação para a construção da Adutora Mimoso. O sistema vai atender a cidade de Buíque, no Sertão do Estado.

 

*Fonte: FolhaPE/Kleber Nunes

BRASIL : SOMOS OS “imperialistas” EM ANGOLA. VAMOS PASSAR NO TESTE DE SER POTÊNCIA? *

Brasil testa papel de potência

global em Angola

 

 

Luanda capital de Angola. Um canteiro de obras e grandes investimentos do Brasil. Que será que estamos ensinando?

 

Enquanto aguarda na fila de carros à entrada do único shopping de Luanda, capital de Angola, um motorista angolano abre as janelas de seu jipe. Os alto-falantes ecoam “Eu quero tchu, eu quero tchá”, música da dupla sertaneja brasileira João Lucas e Marcelo.
Em instantes, após estacionar o veículo, ele entrará num edifício erguido por uma empreiteira brasileira (Odebrecht), cruzará com trabalhadores brasileiros, fará compras em lojas brasileiras (Ellus, Nobel) e, possivelmente, comerá numa rede de fast-food brasileira (Bob’s).

O alto teor brasileiro do programa não é coincidência: nos últimos anos, Angola se tornou um dos maiores palcos externos do Brasil. Lá, a influência brasileira se alastrou em grande escala pela cultura, pela economia e até pela política local.

Em Talatona, bairro ao sul de Luanda que abriga o Belas Shopping, a presença brasileira alcança seu ápice. Luxuosos condomínios fechados abrigam boa parte dos engenheiros, médicos e consultores do Brasil em Angola. No bairro, eles vivem rodeados por supermercados, academias e restaurantes administrados por compatriotas.
Porém, a maioria dos brasileiros em Angola, estimados em até 25 mil, mora em alojamentos ou casas coletivas: são pedreiros, operadores de máquinas, motoristas e outros técnicos contratados por empreiteiras brasileiras para executar obras no país.

Fricções e proximidade

Embora não haja relatos de hostilidade contra brasileiros em Angola, o grupo começa a gerar desconforto em alguns círculos. “Nas empresas, os angolanos dizem que os operários brasileiros são privilegiados, que têm salários maiores. Isso já provoca algumas fricções”, diz o jornalista Reginaldo Silva, autor do blog Morro da Maianga.
Ele diz, no entanto, que a relação entre operários brasileiros, que “gostam de brincar, têm comportamento parecido com o nosso” e angolanos costuma ser boa.
“Já os (brasileiros) mais privilegiados, da classe média, vivem isolados em seus condomínios e têm muito pouco contato conosco.”

Se, para o jornalista, a convivência entre os brasileiros mais ricos e os angolanos ainda é fria, os governos dos dois países vivem período de grande proximidade. Entusiasta das relações Brasil-África, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Angola três vezes nos últimos cinco anos. A última visita ocorreu em 2011, ano em que a presidente Dilma Rousseff também viajou ao país.
Atribui-se a uma indicação de Lula a atuação do marqueteiro brasileiro João Santana na eleição angolana deste ano. Ele chefiou a campanha do presidente José Eduardo dos Santos, no poder há 33 anos. Vencedor com mais de 70% dos votos, ele estenderá seu mandato até 2017.

Independência

Brasil e Angola mantêm boas relações desde que o país africano se tornou independente de Portugal, em 1975. O Estado brasileiro foi o primeiro a reconhecer Angola como nação soberana, gesto que até hoje lhe rende agradecimentos de dirigentes angolanos. As relações bilaterais, no entanto, só se intensificaram na última década, quando o governo brasileiro ampliou os financiamentos a obras de empreiteiras brasileiras no país africano.

Desde 2006, quando o BNDES (Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social) passou a canalizar a maior parte desses empréstimos, foram criadas linhas de crédito de US$ 5,2 bilhões (R$ 10,5 bilhões) para essas companhias.
O montante é mais do que o dobro do custo inicialmente estimado para a transposição do rio São Francisco (R$ 4,8 bilhões), uma das maiores obras em curso no Brasil. Em 2011, Angola só foi superada pela Argentina entre os países estrangeiros que mais receberam empréstimos do BNDES.

“A cultura brasileira domina completamente Angola. Pela via cultural, há uma colonização absoluta de Angola pelo Brasil” Reginaldo Silva, jornalista e autor do blog Morro da Maianga

Os financiamentos têm o petróleo angolano como garantia – o país ocupa o segundo posto entre os maiores produtores de petróleo da África Subsaariana, com extração ligeriamente inferior à do Brasil.
Após o fim da guerra civil angolana (1975-2002), as vendas do produto ampararam um amplo programa de reconstrução conduzido pelo governo em parceria com empreiteiras brasileiras, portuguesas e chinesas.

Marqueteiro brasileiro João Santana chefiou campanha de José Eduardo dos Santos à reeleição.

 

Com BNDES e negócios com políticos, Odebrecht ergue ‘império’ em Angola

 

 

“Caminho aberto”

As construtoras abriram o caminho para consultorias, comerciantes e companhias de variados setores: de acordo com o banco sul-africano Standard, atraídas pelo elevado ritmo de crescimento de Angola, ao menos 200 empresas brasileiras abriram filiais no país. Em 2007, o então embaixador do Brasil em Angola, Afonso Pena, disse que elas eram responsáveis por 10% do PIB angolano.
No auge do programa de reconstrução, entre 2004 e 2008, Angola cresceu em média 14% ao ano. A crise econômica mundial, porém, derrubou a cotação das commodities e suspendeu a evolução do PIB.
Espera-se, contudo, que nos próximos anos a recuperação nos preços do petróleo alavanque um novo ciclo de crescimento. Segundo a Economist Intelligence Unit, até 2016, a economia de Angola deverá ultrapassar a da África do Sul, hoje a maior do continente.

“Colonização cultural”

Na cultura, como na economia, Angola mantém laços sólidos com o Brasil. Três canais de TV brasileiros (Globo, Record e, mais recentemente, Band) transmitem sua programação no país.
A grande audiência das emissoras faz com que crimes com grande repercussão no Brasil sejam acompanhados pela imprensa angolana. Brigas de casais brasileiros famosos, por sua vez, acabam nas páginas da Caras Angola, filial da revista de celebridades.
E como revela a cena à entrada do shopping, músicas que estouram no Brasil em pouco tempo ganham as rádios angolanas.
“A cultura brasileira domina completamente Angola”, diz Reginaldo Silva.
Segundo o jornalista, a influência do Brasil nesse campo é tão grande que já altera o modo de falar dos angolanos, que passaram a incorporar gírias e expressões brasileiras.
“Pela via cultural, há uma colonização absoluta de Angola pelo Brasil”.

 

*Fonte: João Fellet / Enviado especial da BBC Brasil à Angola

ARTIGO : O Sabor de Bolo (“Para construir esse novo bolo, é preciso mudar o perfil do PIB…”) – Por Cristovam Buarque.*

O sabor do bolo

 

 

NO LUGAR DE CRESCER PARA DISTRIBUIR OU DISTRIBUIR PARA CRESCER, É PRECISO MUDAR A RECEITA DO BOLO, REORIENTAR O PROPÓSITO DO PADRÃO DO AVANÇO ECONÔMICO, SOCIAL, ECOLÓGICO E CULTURAL

 

 

Por 50 anos, as forças conservadoras têm dito que é preciso crescer o bolo para depois distribuir; e as forças progressistas afirmam que é preciso distribuir para fazer o bolo crescer. O bolo cresceu, mas ficou amargo. É hora de pensar qual o sabor que desejamos para o bolo produzido pela economia brasileira.

Nesse período, a produção cresceu e nos fez a sexta economia do mundo, com R$ 4,1 trilhões por ano, sendo R$ 21 mil para cada brasileiro; as ruas estão cheias de carros, e as casas, de eletrodomésticos. Mas, ao redor desta abundância, o país continua entre os mais desiguais do mundo, com 10% de sua população analfabetos; 3,8 milhões de crianças fora da escola, das quais muitas nas ruas; as notas do Ideb envergonham e amarram o progresso; as florestas queimam; os campos estão vazios e as cidades, inviáveis. Além disso, a violência no trânsito e no crime deixam cerca de 100 mil mortos por ano, além de dezenas de milhares de deficientes que fazem o Brasil parecer um país recém-saído de uma guerra.

O crescimento econômico baseado no aumento do consumo no mercado interno e na produção de commodities está se esgotando pela falta de poupança e investimentos, pelo endividamento das famílias, por razões ecológicas ou pelo risco de redução na demanda externa. O estado de bem-estar, incluindo as transferências de renda, não está criando portas de saída para a pobreza e se esgota financeiramente.

O futuro, mesmo se o bolo crescer, não parece promissor. No lugar de crescer para distribuir ou distribuir para crescer, é preciso mudar a receita do bolo, reorientar o propósito do padrão do avanço econômico, social, ecológico e cultural.

O crescimento econômico deve ser visto como um meio para alcançarmos uma sociedade na qual as pessoas possam andar sem medo; sem a vergonha da posição no campeonato mundial de concentração de renda. Tenha competitividade decorrente de uma população educada e culta; com um sistema de saúde que atenda nossa população; com todas as crianças bem cuidadas, em boas escolas; com um Estado eficiente, capaz de reduzir a carga fiscal e usar os recursos obtidos para oferecer serviços com qualidade ao público de hoje e do futuro; com processo produtivo capaz de concorrer no mercado internacional, não apenas por custo baixo, mas, sobretudo, pela capacidade de inovar e oferecer novos produtos baseados em alta tecnologia.

Tudo isso deve ser parte da receita para o bolo que, ao crescer, carregará o bem-estar social e a distribuição dos benefícios no presente e no futuro.

Para construir esse novo bolo, é preciso mudar o perfil do PIB, não apenas fazê-lo crescer. Ele deve ser produzido a partir do respeito ao meio ambiente e equilíbrio social e priorizar investimentos que levem o país a ter um novo retrato, especialmente na educação de qualidade para todos. Porque a educação é o principal condimento do sabor desejado para o bolo que queremos.

Cristovam Buarque é senador pelo PDT( DF).

 

 

* Fonte: Brasil 247

ECONOMIA MUNDIAL : APESAR DAS DIFICULDADES BRASIL CONSEGUE AVANÇAR A SUA ECONOMIA.*

Brasil foi única economia dos Bricsa a

vançar em ranking de competividade,

diz pesquisa

 

 

Montadoras de automóveis – Brasil voltou a subir cinco posições no ranking e ultrapassou África do Sul entre os Brics.(Reuters)

 

O Brasil foi a única economia do chamado bloco dos Brics (formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que cresceu no Relatório de Competitividade Global 2012-2013, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial.

O país teve um aumento de cinco posições em relação ao ano anterior, passando para a 48ª colocação e ultrapassou a África do Sul, assumindo a segunda posição entre os Brics. Em 2011, o Brasil também já havia subido no ranking na mesma proporção em relação a 2010, passando da 58ª para a 53ª colocação.

Apesar de ter caído três posições na classificação geral, a China, que ocupa a 29ª colocação, ainda lidera o grupo. Os demais países do grupo também registraram quedas em relação ao ano passado.
A Índia caiu três posições passando para 59ª colocação, a África do Sul passou da 50ª para a 52ª colocação e a Rússia desceu uma posição no ranking, passando para o 67º lugar.
O ranking de competitividade é elaborado a partir de pesquisas de opiniões e percepções com 14 mil empresários em 144 países no mundo.

Brasil

O relatório de Competitividade Global destaca que o Brasil aparece agora entre as 50 economias mais competitivas do ranking, e que a melhora de posição acontece “apesar do índice de inflação de quase 7%”.

O estudo afirma que o Brasil melhorou nas suas condições macroeconômicas e tira proveito de ter o sétimo maior mercado interno do mundo.
O país também é elogiado por seu uso cada vez maior de tecnologias da informação e comunicação e no acesso a financiamentos para projetos de investimentos.

No entanto, o Brasil ocupa posições baixas na avaliação de empresários sobre eficiência do governo e confiança em políticos.

Apesar destes pontos fortes, o país também enfrenta desafios importantes. A confiança em políticos é baixa (121º no ranking específico para o tema), assim como a eficiência do governo (111º), por causa de excesso de regulação governamental (144º) e desperdício em gastos (135º).”
“A qualidade da infraestrutura de transportes continua como um desafio de longo prazo que não foi abordado, e a qualidade da educação não condiz com a necessidade cada vez maior de força de trabalho qualificada.”

Os esforços do Brasil para incentivar micro e pequenas empresas são reconhecidos, mas o país ainda é visto como um dos mais difíceis para novos empreendedores, com percepção de que os impostos são altos demais e provocam distorções na economia.

O relatório diz que algumas percepções dos empresários não refletem necessariamente a realidade brasileira.
Sobre competitividade sustentável, “o desempenho geral relativamente bom do Brasil mascara uma série de preocupações ambientais, como desmatamento da Amazônia, com o país registrando um dos maiores índices de desmatamento do mundo. E apesar de o Brasil demonstrar um desempenho geral razoável na área de sustentabilidade social, a desigualdade enorme do país segue preocupante”.

América Latina

Na América Latina, o Chile, em 33º lugar, manteve a sua liderança mesmo tendo caído duas posições e vários países latino-americanos registram avanços, como o Panamá, que foi do 49º lugar para o 40º, o México, que foi do 58º para o 53º e o Peru, que passou da 67ª para a 61ª colocação.

 

Ranking da competitividade 2012-2013

1. Suíça (1º no ranking anterior)

2. Cingapura (2)

3. Finlândia (4)

4. Suécia (3)

5. Holanda (7)

6. Alemanha (6)

7. EUA (5)

8. Grã-Bretanha (10)

9. Hong Kong (11)

10. Japão (9)

29. China (26)

48. Brasil (53)

52. África do Sul (50)

59. Índia (56)

67. Rússia (66)

 

*Fonte: BBCBrasil

BRASIL; GOVERNO RESOLVE PRORROGAR A REDUÇÃO DO IPI DE AUTOMÓVEIS. – Colaboração de Carlos Henrique Soares Muniz.

Governo vai prorrogar IPI menor

para carro por mais dois meses

 

 

Montadoras vão respirar aliviadas por pelo menos mais dois meses…

 

O governo decidiu prorrogar por mais dois meses a alíquota menor de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produção veículos. O benefício, que vigora desde maio, terminaria na próxima sexta-feira. A avaliação da equipe econômica é que, apesar do recorde de vendas em julho (364 mil unidades), o setor ainda mantém estoque elevados e, retirar a medida agora poderia levar a um retrocesso, com impactos negativos nos empregos.

Para evitar prejuízos para as vendas no fim de semana, o anúncio oficial da prorrogação somente deverá ocorrer na próxima semana. As montadoras estão fazendo campanhas publicitárias para alertar o consumidor que o benefício está acabando.

De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), com o IPI reduzido, as vendas diárias subiram de 12 mil em maio para 16 mil em agosto. No mês passado, a medida foi bastante questionada, depois que a GM anunciou que demitiria funcionários em uma das fábricas de São José dos Campos.

A notícia irritou a presidente Dilma Rousseff, que cobrou como contrapartida a manutenção dos empregos. Depois de intensas reuniões entre representantes da empresa, do governo (Ministérios da Fazenda e do Trabalho) e o Sindicato dos trabalhadores no local, as demissões foram adiadas.

*Fonte; O Globo.