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ELEIÇÃO 2014: Eduardo Campos AINDA é um Ilustre Desconhecido *

 

EDUARDO CAMPOS É DESCONHECIDO

PELA MAIORIA DOS ELEITORES

 

 

O nome é bom em Pernambuco. Tirou daqui é um ilustre desconhecido - Diz pesquisa

O nome é bom em Pernambuco. Tirou daqui é um ilustre desconhecido – Diz pesquisa

 

 

Apesar do esforço feito pelo governador de Pernambuco e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Eduardo Campos (PSB), ainda não conseguiu tornar-se m nome conhecido nacionalmente. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o Instituto MDA, 54,6% dos eleitores ouvidos desconhecem o socialista. Dos dois mil entrevistados ouvidos durante o estudo, 18,4% afirmaram conhecer o gestor e 26,6% disseram que já ouviram falar.

Já a atual presidente da República, Dilma Rousseff (PT), lidera o ranking entre os quatro principais presidenciáveis, sendo conhecida por 79,1% dos eleitorados. Por outro lado, apenas 0,4% afirmaram nunca ter ouvido falar na chefe do Executivo federal.

O senador e presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves (MG), é conhecido por 38,4% dos entrevistados e 34,2% já ouviram falar o tucano. Por sua vez, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, é conhecida por 40,7%, enquanto que 34,9% confirmaram já terem ouvido o nome da pré-candidata. A ex-verde é conhecida por 24% dos eleitores.

A pesquisa ouviu dois mil eleitores em 134 municípios de 20 estados, de 1 a 5 de junho deste ano.

 

* Fonte: PE 247

PERNAMBUCO : PARA ONDE IRÁ O Ministro FERNANDO BEZERRA COELHO ? *

 

Com um pé fora do PSB, o atual ministro dará muito trabalho a Eduardo.

(Com um pé fora do PSB, FBC dará muito trabalho a Eduardo Campos. Poderá ir para PMDB)

A possibilidade de o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), ingressar na disputa sucessória do Palácio do Campo das Princesas, no próximo ano, como eventual adversário do nome a ser indicado pelo governador Eduardo Campos (PSB) mexeu, e muito, com os cenários que já se configuravam para o pleito.

O auxiliar da presidente Dilma Rousseff (PT) surgiu, inicialmente, como uma provável opção do PT em resposta às movimentações do chefe do Executivo estadual para o fortalecimento de sua postulação presidencial. Na sequência, o gestor sertanejo foi ligado a um quadro bem mais ousado, no qual assumiria o comando em Pernambuco de uma legenda de médio porte da base aliada do Governo Federal, para a constituição de uma chapa majoritária, que já incluiria o próprio PT e o PP. A mais recente especulação projeta um retorno de Bezerra Coelho ao PMDB, que é comandado pelo senador Jarbas Vasconcelos no Estado. Contudo, esse movimento implicaria numa intervenção da instância nacional peemedebista. Algo que poderia gerar, no mínimo, um constrangimento considerável.

O ministro Fernando Bezerra Coelho não esconde de ninguém o seu desejo, tratado muitas vezes como um sonho, de governar Pernambuco. E há uma interpretação de bastidor de que este seria o seu melhor momento para ingressar na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. O comandante da Integração Nacional tem capilaridade no Interior do Estado e um trânsito invejável junto ao empresariado local. Como ex-secretário de Desenvolvimento Econômico estadual, foi justamente o gestor que construiu as pontes necessárias para o desembarque de grande parte das empresas que chegaram ao Complexo Portuário de Suape nos últimos anos. No entanto, é no campo político que Bezerra Coelho encontraria as maiores resistências. Ele não apareceria na lista idealizada pelo governador Eduardo Campos para representar o PSB.

Sem contar com a preferência do líder da Frente Popular de Pernambuco, Fernando Bezerra teria seu desejo satisfeito pelo PT. O Partido dos Trabalhadores, que saiu enfraquecido da disputa pela Prefeitura do Recife, no ano passado, vê seus principais nomes envolvidos numa briga interna que parece sem fim. Como atualmente não haveria um petista “legítimo” em condições de brigar pelo Governo do Estado com condições de vencer a eleição, a legenda apostaria na “conversão” de um aliado, e o ministro da Integração Nacional reuniria as condições consideradas como ideais para a missão.

Entretanto, como no PT nada é tão fácil de se concretizar, o ministro poderia encontrar resistência em algumas das tendências do partido que, atualmente, flertam com o Palácio do Campo das Princesas. Vale lembrar que após as polêmicas prévias para a escolha do candidato petista à Prefeitura do Recife, o partido não conseguiu chegar ao consenso em nenhum dos debates que se apresentaram até o momento.

Para evitar possíveis problemas com a logística do PT pernambucano, alguns aliados do ministro Fernando Bezerra Coelho entendem que o melhor caminho para o gestor é contar com o apoio do partido da presidente Dilma Rousseff, mas entrar na disputa por outra legenda. Esse cenário ainda apresentaria um outro ponto significativo capaz de seduzir ainda mais o chefe da Integração Nacional. O comando de uma sigla da base do Governo Federal possibilitaria ao sertanejo um caminho mais seguro na disputa estadual. Com o controle de sua agremiação, Bezerra Coelho teria como evitar qualquer investida da Frente Popular para minar suas pretensões. Além do fato de que uma legenda somada à dupla PT/PP poderia render um tempo significativo ao ministro.

* Fonte: FolhaPE

ELEIÇÃO 2014: CIRO GOMES – Está à Serviço do PT para Sabotar a Candidatura de Eduardo Campos (*)

“DECLARAÇÕES DE CIRO NÃO

REFLETEM POSIÇÃO DO PSB”

Eduardo Campos enfrenta a "sabotagem" dos irmãos: Cid e Ciro Gomes contra a sua possível candidatura...

Eduardo Campos enfrenta a “sabotagem” dos irmãos: Cid e Ciro Gomes contra a sua possível candidatura…

Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, reage aos ataques do ex-ministro Ciro Gomes de que ele e os oposicionistas Aécio Neves e Marina Silva, que devem se candidatar à presidência em 2014, não têm propostas; “discordo da opinião dele, essa não é a opinião do partido”, declarou o presidente do PSB

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, afirmou nesta segunda-feira 25 que as declarações do ex-ministro Ciro Gomes não refletem a posição do PSB. No último sábado 23, Ciro disse* que os presidenciáveis Eduardo, Marina Silva, do Rede Sustentabilidade (lançado no último dia 17), e o senador Aécio Neves (PSDB) não têm propostas para fazer o Brasil se desenvolver.

“Isso é uma opinião que ele vem dando há algum tempo. Não é nenhuma novidade. Só que ontem ele falou em relação à Dilma (Rousseff), a Aécio (Neves), a Marina (Silva). Discordo da opinião dele, essa não é a opinião do partido”, declarou Eduardo Campos.

Ciro Gomes O Sabotador  4ef5e5f8fb170f37b21e71248d154b9464e25179

Em entrevista à rádio Verdes Mares, Ciro Gomes foi irônico e disse que a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, pode ganhar por WO. “Eduardo Campos, Aécio Neves e Marina não têm nenhuma proposta, nenhuma visão. Isso é o que me preocupa”, afirmou.

Para Ciro, o governador pernambucano precisaria de mais “bagagem”, “estrada” para tentar ser presidente da República e, mais uma vez, não poupou Aécio Neves nem Marina Silva, ex-ministra de Meio Ambiente do governo Lula.

“O Eduardo não tem estrada ainda. Não conhece o Brasil. O Aécio não conhece o Brasil. A Marina Silva representa uma negação ética, uma negação desses maus costumes, mas não representa a afirmação de rigorosamente nada”, disparou.

Não é de hoje que Ciro Gomes se posiciona contra a candidatura de Eduardo Campos a presidente. O ex-governador cearense quis se candidatar à Presidência em 2010, porém teve se contentar com o lançamento da candidatura de Dilma Rousseff. Agora, Ciro vem reforçando a sua posição a favor do PT nas próximas eleições presidenciais.

O governador pernambucano negou as especulações de que estaria ocorrendo uma movimentação dentro do PSB para tirar Ciro Gomes da legenda. “O partido é democrático, as pessoas têm direito de fazer o debate. Esse debate vai ser travado no tempo certo e nas instâncias certas, que é quem decide”, afirmou Campos no evento “Nordeste: Como enfrentar as dores do crescimento”, do ciclo de debates Diálogos das Capitais, que está sendo promovido pela revista Carta Capital.

* LEIA O QUE CIRO GOMES FALOU:

Ciro disse

(*) PE 247

 

ELEIÇÃO 2014: Por que Eduardo Campos é o Nome mais Comentado, Hoje, no Brasil? (*)

O estilo, a trajetória e as ambições de Eduardo Campos, o governador mais popular do país

 

Quem é o protagonista da política nacional e nome incontrolável nas conversas sobre sucessão presidencial – embora ele insista em negar ser candidato

Capa de Época com Eduardo Campos  19208_517454498277957_72778331_n

O governador Eduardo Campos, de Pernambuco, é um ótimo piloto de cadeira giratória de rodinhas. Logo ao sentar-se, elegante e espaçoso, já sublinha a que veio. A cadeira é uma das 13 de uma grande mesa preta, em forma de U, na sala de reuniões contígua a seu gabinete. Não terá um minuto de sossego por quase três horas. Campos a manobra para todos os lados possíveis, a esporeia com o ritmo acelerado de sua fluência verbal e, quando a leva, num tiro curto, em direção ao interlocutor, o dorso ainda atlético de 47 anos também assoma, enfático. Seus translúcidos olhos verdes são, surrupiando um autor contemporâneo, como pássaros querendo voar para fora da cara. Campos é, sobretudo, olhos. Na beleza variante da cor, que fisga a atenção, e, principalmente, na mirada, no manejo que lhes sabe dar, ora águia, ora cobra, focados na sedução. “Sedutor” é um recorrente qualificativo até entre adversários regionais – como o senador Humberto Costa, do PT, ou o deputado federal Mendonça Filho, do DEM. Campos sabe que, nos dois casos, o sentido é “cuidado com ele!” – ambos, afinal, são vítimas de peia eleitoral. Mesmo assim, não desgosta.

Não é o caso quando é chamado de “coronel”, como fez a revista britânica The Economist em reportagem recente, que também registrou seu lado de gestor dinâmico e empreendedor à frente do Estado que governa pela segunda vez, com aprovação recorde – 89% na última pesquisa. Provocado – “O senhor leva mesmo um jeitão de coronel…” –, Campos não esconde o desconforto. Leva a cadeira para a frente e para trás, dá uma brusca freada de general e responde:
– Isso só acontece quando alguém nasce por aqui. Nunca vi um rótulo desses num político carioca, paulista ou mineiro. Então lamento, porque é uma coisa desqualificando. Que maneira tenho de botar ordem aqui? “É um coronel.” Tá bom. (Falar) é um direito (deles). Fazer o quê?

Entre dez governadores pesquisados pelo Ibope no final do ano passado, Campos obteve a maior aprovação: 34% acham sua gestão “ótima”; 45%, “boa”; 15%, “regular”; 4%,“ruim”; e 3%,“péssima”. É tamanha popularidade que explica por que tantos políticos têm se aproximado dele e que seja impossível discutir a sucessão da presidente Dilma Rousseff sem que seu nome venha à tona. Ele próprio negou, em entrevista publicada por ÉPOCA em dezembro, que pretenda se candidatar à Presidência. Na ocasião, disse que “sem dúvida” apoiaria a reeleição de Dilma. É nessa canoa que os pés de Campos estão, ambos. Antes da eleição municipal de Pernambuco, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava disposto a costurar sua candidatura a vice, já em 2014. Depois que Campos praticamente humilhou o PT, ao lançar candidato próprio à prefeitura do Recife – e vencer –, Lula e Dilma sabem que ficou mais difícil. O desejo de ambos é mantê-lo na canoa para, quem sabe?, um voo solo em 2018. Ser ministro de Dilma reeleita, em Pasta de visibilidade, é uma possibilidade.

LEIA MAIS:

O bloco das eleições presidenciais está nas ruas

(*) Fonte: Revista Época / LUIZ MAKLOUF CARVALHO

CORRIDA PRESIDENCIAL: Foi dada a largada. Quatro candidatos já despontam em Plena Campanha (*)

Com eventos e discursos, partidos dão

largada para eleição de 2014

Lula aparece entre a mulher, Marisa (esq.) e Dilma (dir.) em evento do PT na capital paulista na quarta.

Lula aparece entre a mulher, Marisa (esq.) e Dilma (dir.) em evento do PT na capital paulista na quarta.

“Eles podem se preparar, juntar quem quiserem, que, se eles têm dúvida, vamos dar como resposta a reeleição de Dilma em 2014“, disse o ex-presidente Lula.

Movimentações de quatro lideranças políticas são vistas como prévias de suas estratégias rumo ao Planalto.

Dilma, Aécio, Eduardo Campos e Marina Silva se destacam como futuros candidatos...

Dilma, Aécio, Eduardo Campos e Marina Silva se destacam como futuros candidatos…

A presidente Dilma Rousseff deu o tom do que se espera ser sua estratégia eleitoral para 2014 ao afirmar que os críticos de suas políticas sociais e econômicas sofrerão “prejuízos financeiros e políticos” e que o PT “não herdou nada” dos governos anteriores, pouco após ser lançada como candidata à reeleição pelo antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma fez as declarações num evento em São Paulo na noite desta quarta-feira que marcou os 33 anos do Partido dos Trabalhadores e os dez anos da legenda à frente do governo federal, no mesmo dia em que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), cotado para ser candidato em 2014, fez um discurso no Congresso, em Brasília, tecendo duras críticas ao PT, num sinal do que pode ser sua plataforma de campanha para tentar levar os tucanos de volta ao Planalto no ano que vem.

Marina Silva e Eduardo Campos

O gesto do tucano ocorre dias após outros dois políticos se movimentarem com vistas a 2014. No sábado, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva lançou seu novo partido, a Rede Sustentabilidade.

O partido precisa coletar 500 mil assinaturas em ao menos nove Estados para ser registrado no Tribunal Superior Eleitoral até setembro, prazo para que a legenda tenha condições de concorrer na próxima eleição. Ainda que sua candidatura em 2014 seja tida como certa caso o partido obtenha o registro, Marina tem dito que sua participação no pleito é uma “possibilidade”, que deverá ser debatida com aliados. Marina deixou o PT em 2009 e concorreu à Presidência pelo PV em 2010. Ela recebeu 20 milhões de votos e ficou na terceira posição. Após o pleito, deixou a sigla em meio a desentendimentos com sua cúpula. Nos últimos dias, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) – também tem ensaiado passos para 2014. Campos planeja cruzar o Brasil nos próximos meses para uma série de debates batizados de “Diálogos para o Desenvolvimento”. Os encontros, segundo ele, terão como tema estratégias para que os brasileiros “saiam da dependência dos governos”. No entanto, o pernambucano, um dos governadores mais bem avaliados no país, também tem desconversado quando questionado sobre sua possível candidatura.

A postura de Campos em 2014 é alvo de grande especulação. Caso concorra à Presidência, acredita-se que ele possa enfraquecer o apoio a Dilma no Nordeste. No entanto, sua sigla integra a coalizão governista e, ainda que venha adotando tom mais crítico ao governo nos últimos meses, ainda não anunciou a intenção de romper com o Planalto – gesto tido como condição para que lance candidatura no próximo pleito presidencial.

LEIA A ÍNTEGRA:

Partidos dão largada para eleição de 2014

(*) Fonte BBCBrasil /

Crônica: IMAGEM E SEMELHANÇA – Por Dora Kramer*

 

Congresso Nacional vai "renovar" suas presidências

Congresso Nacional vai “renovar” suas presidências

Não surpreende a sem cerimônia com que o Congresso se prepara para eleger presidentes de suas duas Casas um deputado e um senador cujas trajetórias colidem com o decoro formalmente exigido para o exercício da atividade parlamentar.

A razão da naturalidade é a pior possível: o Parlamento não se dá ao respeito e isso não causa espanto nem move forças suficientes para mudar o curso da triste história.

A menos que o inesperado faça uma surpresa, daqui a duas semanas Henrique Eduardo Alves e Renan Calheiros serão os escolhidos para presidir a Câmara e o Senado, respectivamente, pelos próximos dois anos.

Ungido por força de um acordo de rodízio entre PT e PMDB firmado ainda no governo Lula, na reta final, Alves está envolto em atmosfera de irregularidades relativas à destinação de emendas e verbas de representação parlamentar.

Antes, em 2002, havia sido obrigado a abrir mão da candidatura de vice-presidente da chapa de José Serra em decorrência de informações dadas pela ex-mulher, Mônica Azambuja, em processo de divórcio litigioso, sobre depósitos de R$ 15 milhões em contas sem a devida declaração, em paraísos fiscais mundo afora.

LEIA A ÍNTEGRA DO ARTIGO:

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Imagem e semelhança’, por Dora Kramer

*Fonte: Estadão

BRASIL / POLÍTICA :Eduardo Campos baixará tom das críticas ao governo Dilma*

 

Aparentemente está tudo bem. Dilma sabe das intenções de Eduardo...

Aparentemente está tudo bem. Dilma sabe das intenções de Eduardo…

 

Apesar de continuar trabalhando para viabilizar sua candidatura à Presidência da República em 2014, o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PE), deve baixar o tom das críticas que tem feito à política fiscal do governo federal.
Mesmo sendo entusiastas da candidatura própria, governadores e prefeitos do PSB não querem se indispor, por ora, com o Palácio do Planalto, de quem dependem para conseguir dinheiro para obras e programas, além de renegociação de dívidas. Pelo menos em 2013.

O PSB permanece na base aliada, ocupando dois ministérios, enquanto avalia as chances de uma candidatura própria em 2014. Neste cenário, Campos faz um jogo de morde e assopra em relação à presidente Dilma Rousseff, que ontem voltou a Brasília, depois de passar 12 dias de férias na base naval de Aratu, em Salvador. Dilma, por sua vez, corteja o aliado e seu partido, na tentativa de convencê-los a desistir da ideia de enfrentá-la nas próximas eleições.

Nesse cortejo, Dilma nem sempre acerta. No mês passado, sondou o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), sobre a volta de seu irmão, Ciro Gomes, para a Esplanada dos Ministérios. Ciro ocupou a pasta da Integração Nacional no governo Lula e gostaria de ir para o Ministério dos Transportes, atualmente com o PR. A eventual entrada de Ciro na equipe de Dilma é considerada uma afronta por Campos. A relação do presidente do PSB com os irmãos Gomes é péssima desde que Campos implodiu a pré-candidatura presidencial de Ciro, em 2010.

Seria uma declaração de guerra para o Eduardo — diz um integrante do PSB, pertencente ao grupo de Campos.

O governador de Pernambuco havia adotado, desde o final de novembro, um discurso crítico à política de desonerações promovida pelo governo federal, que tem impacto na receita de estados e municípios. Além de criticar o governo por lançar mão de instrumentos que não seria mais eficazes para aquecer a economia, ele vinha atacando a forma como o governo implementou sua política de desonerações, privilegiando setores e regiões do país.

Diante do ensaio de voo solo de Campos, Dilma tem feito um esforço para se aproximar do aliado. Ela o recebeu para jantar no Palácio da Alvorada, no início de novembro, logo após as eleições municipais, quando PT e PSB romperam a aliança em Recife e em Fortaleza. Repetiram o encontro em almoço no último sábado, em Salvador.

Apesar do esforço de Dilma, Campos se ressente de não ter com ela uma relação próxima como tinha com Lula. O governador de Pernambuco queria ter sido ouvido, por exemplo, sobre a redistribuição dos royalties do petróleo. Mas esse não é o estilo de Dilma, conhecida pela centralização das decisões e pela falta de gosto pela política.

Se, por um lado, pretende evitar críticas ao governo federal, Campos usará este ano as propagandas regionais de seu partido na televisão, em todos os estados, para nacionalizar seu nome.

*Fonte: (O Globo)

ELEIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS – 05 Pontos que o Leitor Precisa Saber para Entender. *

Cinco coisas que você precisa

saber sobre as eleições nos

Estados Unidos

 

 

Barack Obama e Mitt Romney: disputa pelo voto latino. os debates são vitais.

 

 

A campanha presidencial nos Estados Unidos pega impulso nessa terça-feira, com a transmissão, pela TV, do  segundo debate entre os dois candidatos. Um mês antes de os americanos irem às urnas, em 6 de novembro, a BBC explica cinco questões centrais a essas eleições:

1. Economia, o grande tema

Cerca de 80% dos eleitores dizem que a economia terá grande influência na maneira como vão votar, segundo uma pesquisa publicada na semana passada pela empresa Rasmussen Reports.

“O assunto mais importante é a economia, e empregos são apenas uma parte – muito importante – disso“, disse o fundador da empresa, Scott Rasmussen. “E não é algo que preocupa apenas os desempregados – 28% dos trabalhadores temem perder seu emprego em breve”.
“E tem o mercado imobiliário. Apenas 47% dos que possuem casa própria acham que a casa vale mais do que a hipoteca, o que é um índice inacreditável nos EUA. Nos ensinaram que íamos crescer, comprar uma casa e ver seu valor subir”, disse. “Tantas pessoas se sentem traídas.”
Os ex-presidentes Jimmy Carter e George Bush (o pai), que governaram durante um único mandato cada, deixaram a Casa Branca em períodos de deterioração econômica. Tanto que a campanha o sucessor de Bush, Bill Clinton, tornou famoso o slogan “É a economia, estúpido”.

O desemprego continua acima dos 8% há 43 meses e a dívida federal passou dos US$ 16 trilhões, levando muitos comentaristas a se perguntarem por que Obama não está atrás nas pesquisas. Ou a questionarem se a economia seria mesmo um tema tão importante quanto os eleitores dizem ser.
Os números não são apenas negativos, disse Rasmussen. “Os americanos não sentem que estão melhores do que estavam há quatro anos, mas tampouco sentem que estão piores, é por isso que a eleição está tão competitiva.”
Mas o fato de o presidente liderar as pesquisas não quer dizer que a economia não seja uma questão importante, acrescentou. Muitas pessoas que rejeitam Obama não estão certos de que Romney faria melhor.

Além disso, muitos americanos ainda culpam o antecessor George W Bush pelos problemas econômicos.

Protesto pede mais empregos na Carolina do Norte; questão é central nps EUA atualmente.

Temas centrais em debate nos EUA

Economia
Ética do Governo
Impostos
Saúde
Políticas Energéticas
Educação
Previdência Social
Imigração
Segurança Nacional

Fonte: Rasmussen

2. Apenas alguns Estados realmente importam

Tudo depende dos chamados swing States (Estados-pêndulo), onde se trava a verdadeira batalha. Isso porque grande parte dos Estados Unidos é democrata ou republicana, e há pouca probabilidade de mudanças nesses locais.

Ohio, cujo índice de desemprego está abaixo da média nacional, tem a reputação de líder nacional: em cada eleição desde 1960, o Estado vem selecionando o candidato vitorioso nas eleições presidenciais.
Os gastos de ambos os partidos com suas campanhas nesse Estado, com 18 votos de colégios eleitorais, chegam a dezenas de milhões de dólares.
Residências situadas em Ohio vêm recebendo chamadas telefônicas automatizadas falando sobre as campanhas duas vezes por semana nos últimos seis meses. E todas as noites o horário nobre na televisão é dominado por anúncios políticos.
“Morei em seis Estados diferentes e nunca vi tal saturação na TV, rádio e outras mídias”, disse Tim Gaddie, de 37 anos, estudante da Bowling Green State University, em Ohio.
“Na última eleição, estava em Indiana e aqui o envolvimento é definitivamente maior. A coisa mais irritante são os telefonemas, mas também têm seu lado bom. Acho bom que as pessoas se importem, se envolvam e queiram ter uma discussão”.
Existem dois Estados Unidos durante a campanha eleitoral: um onde é difícil escapar do bombardeio dos slogans e mensagens das campanhas e outro onde a vida segue quase normalmente.

Dez importantes estados-pêndulo

Com base em sua população, cada estado possui um número de votos de colégios eleitorais
Quase todos os estados trabalham com um sistema do tipo ‘o vencedor leva tudo’

Flórida (29 votos)
Pensilvânia (20)
Ohio (18)
Carolina do Norte (15)
Virgínia (13)
Wisconsin (10)
Colorado (9)
Iowa (6)
Nevada (6)
New Hampshire (4)

O presidente é eleito com 270 votos dos colégios eleitorais

 

3. O eleitorado está mudando

A cada mês, 50 mil hispânicos ganham o direito ao voto nos Estados Unidos. A comunidade ultrapassou a marca dos 50 milhões em 2010 e corresponde hoje a 16,3% da população nacional.

Que significado terá o crescimento da população hispânica para os Estados Unidos?

Esta é a primeira eleição em que ambos os candidatos apareceram em canais de televisão em língua espanhola, participando de um fórum sobre imigração.
Em 2008, Obama obteve 68% dos votos da população hispânica e deve conseguir mais ou menos o mesmo apoio dessa vez, disse Gabriel Sánchez, especialista em política hispânica da Universidade do Novo México.
“A questão não é se Romney pode conseguir votos latinos suficientes para vencer, mas se o comparecimento dos latinos vai ser alto o suficiente para o presidente vencer.”
Conscientes de que a linha dura de Romney em relação à imigração pode estar custando caro em matéria de votos, republicanos influentes como Jeb Bush pediram que o candidato modere o tom quando falar sobre esse assunto.

4. Não se trata apenas de Estados Unidos

A política externa ainda é tida como um assunto de segundo plano entre eleitores americanos, embora o assassinato, no mês passado, do embaixador americano na Líbia, Christopher Stevens, tenha empurrado o tema mais para cima na agenda da campanha. Agora, Irã, Israel e Afeganistão estão sendo amplamente discutidos na imprensa americana.

Romney, acusado de oportunista ao atacar Obama após a morte de Stevens, disse que o presidente tem sido muito brando no trato com o Irã e que traiu Israel.
Ele também jurou que vai falar duro com a China em relação ao que chamou de “manipulação da moeda”, aumentando as chances de que haja uma guerra de comércio.
Em um eleitorado tão grande e diverso como o americano, haverá sempre um assunto quente de política exterior”, disse Shaun Bowler, professor de ciência política da Universidade da Califórnia em Riverside.
“Por exemplo, você talvez veja árabes americanos muito motivados por discussões sobre a questão palestina, ou cubanos americanos motivados por políticas em relação a Cuba. No clima atual, ainda há espaço para que a política externa desempenhe um papel.”
Outros temas que podem “trazer a política externa para o centro das discussões”, diz ele, são o programa nuclear do Irã e a reação de Israel, o conflito na Síria ou atentados terroristas.

5. Quem quer que seja o vencedor, prepare-se para mais impasses políticos

A eleição no dia 6 de novembro não escolherá apenas o presidente dos Estados Unidos: Todos os assentos na Câmara dos Representantes (deputados) e um terço dos assentos no Senado estão sendo disputados.

Se por um lado essas disputas não têm recebido muita atenção, por outro podem ser decisivas para o sucesso do presidente eleito, seja ele Obama ou Romney.

Os republicanos controlam a Câmara e os democratas controlam o Senado. Então, a não ser que uma dessas instituições mude de lado, os impasses recentes podem continuar. O número de leis aprovadas em 2011 foi tão pequeno que criou-se o termo “do-nothing Congress” (em tradução livre, Congresso do faz nada).

Essa inércia – que ganhou proeminência no ano passado, quando o Congresso americano não conseguiu chegar a um acordo de longo prazo sobre o teto da dívida pública do país – contribuiu para baixos índices de aprovação do Legislativo pela opinião pública.

*Fonte: BbcBrasil

ELEIÇÃO 2012 : EX-GARI É O CAMPEÃO DE VOTOS NO AGRESTE.*

Um ex-gari é campeão

de votos no Agreste

 

Eleito com 2.490 votos, Josenildo – Tio do Pastel é um bom exemplo de político.

 

 

O ex-gari Josenildo Oliveira da Silva (PSD), 36, conhecido como Tio do Pastel, foi o vereador mais votado de Belo Jardim, no Agreste do Estado, com 2.490 votos. Ele começou a ganhar a vida vendendo lanches nas ruas da cidade, trabalhou como gari e, no ano passado, foi eleito para o Conselho Tutelar. Tio do pastel diz que só gastou cerca de R$ 5 mil na campanha.

“Estou feliz e agradecido a Deus, foi uma vitória difícil. Os humilhados serão exaltados”, disse o novo vereador, que fará parte da bancada de apoio ao prefeito eleito, João Mendonça (PSD).

Ele conta que o apelido vem dos tempos de menino, quando vendia lanches nas ruas e em lojas da cidade. “Eu perguntava: ‘tio, vai querer pastel’. E as pessoas acabaram me chamando de Tio do Pastel”.

Tio do Pastel – O ex-gari.

Em 2010, Josenildo começou a trabalhar de gari para a empresa que faz o serviço de limpeza urbana de Belo Jardim. Como sempre realizou trabalhos sociais, principalmente voltados para a prática esportiva, um ano depois foi eleito para o Conselho Tutelar, com 647 votos.

Entre as ações que ele realiza está a campanha do agasalho, desenvolvida há dez anos e que recolhe roupas e alimentos para serem distribuídos em comunidades carentes. Também promove várias corridas e incentiva a prática esportiva para pessoas de todas as idades. “Gosto de correr, todos os anos participo da Corrida de São Silvestre, em São Paulo”, destacou.

Tio é um grande incentivador das corridas de pedestrianismo em BJ. Boa praça e bom camarada. Teve o devido reconhecimento.

Na segunda-feira (8), Tio do Pastel estava pelas ruas de Belo Jardim agradecendo os votos que recebeu e disse que pretende honrar o mandato. “Teve gente que gastou mais de R$ 330 mil e não se elegeu. Muita gente disse: ‘vou pegar o dinheiro deles (outros candidatos), mas vou votar em você’. Mas eu jamais comprei um voto, eu conquisto”, pontuou. Natural de Pesqueira, na mesma região, Tio do Pastel diz que já se sente um belojardinense.

 

 

*Fonte : Por Pedro Romero – Do JC Online

ELEIÇÃO 2012 : PROCESSOS SOBRE “Fichas-Sujas” AINDA ESTÃO NO TSE.*

Eleitores votarão domingo sem

saber se seu candidato é ficha suja

 

Regendo sua primeira eleição, a Lei da Ficha Limpa levou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedidos de impugnação de 1.361 candidaturas de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em todo o país. Apesar de a votação ocorrer no próximo domingo (7), no entanto, a grande maioria dos políticos sob suspeição disputará o voto do eleitorado sem saber se será enquadrada como ficha suja.

 

 

 

 

A incerteza vai marcar a eleição porque o plenário do TSE não conseguirá julgar todos os processos antes do próximo domingo. Até lá, estão previstas, inicialmente, duas reuniões da Corte, hoje (2) e quinta-feira (4). Contudo, há a possibilidade de os ministros decidirem por sessões extras para acelerar o julgamento dos processos.

Além dos casos motivados pela Lei da Ficha Limpa, o TSE também tem que analisar milhares de outras ações envolvendo registros de candidaturas. Nos casos em que não houver deliberação da Justiça Eleitoral, os candidatos concorrerão no próximo domingo sub judice e os votos serão computados normalmente.

Contudo, a vitória nas urnas não será a garantia de posse no cargo ao qual disputou. Isso porque, se posteriormente o candidato tiver o registro impugnado pelo TSE, os votos serão considerados nulos. O tribunal analisará caso a caso qual será o procedimento nas situações em que o vencedor tenha seu registro cassado.

Entre as hipóteses, estão a diplomação do segundo mais votado ou até a realização de uma nova disputa, no caso de eleição majoritária. No caso dos vereadores, serão empossados os candidatos que tiverem o maior número de votos.

Aprovada em 2010, a Lei Complementar 135, batizada como Lei da Ficha Limpa, está valendo para as eleições municipais deste ano. Pela legislação, não podem se candidatar a cargo eletivo os políticos condenados pela Justiça em decisão colegiada (por mais de um desembargador), mesmo em processo não transitado em julgado (com condenação definitiva).

Entre outros pontos, a lei também pune o político que renunciar ao mandato quando já houver representação ou pedido de abertura de processo, aumentando o período de inelegibilidade pela soma do que resta do mandato e mais oito anos. Antes, a suspensão ia de três a oito anos.

» Barrados pela Ficha Limpa em Pernambuco

Na lista pernambucana aparecem 70 candidatos a vereador barrados, somados a mais 14 nomes de candidatos a prefeito e mais dois a vice-prefeito. Dentre os municípios do Estado, Jaboatão dos Guararapes aparece com o maior número de candidatos impugnados, um a prefeito e nove a vereador, seguido de Igarassu, com 8 nomes de postulantes à câmara municipal. A capital Recife aparece na lista com apenas o nome de um candidato a vereador.

*Fonte: Agência Brasil