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MEIO AMBIENTE / SECA : Longa estiagem e praga dizimam o rebanho no agreste

Seca e praga na palma expulsam

criadores do Agreste pernambucano

 

Nove mil animais já foram levados para o Maranhão e o Pará.
Insetos se alimentam da seiva da planta, que acaba morrendo.

 

“A seca terrível que tudo devora…” (patativa do Assaré)

 

 

Em Pernambuco, mais de um milhão de pessoas, de 212 municípios, sofrem os efeitos da estiagem prolongada. Na região da bacia leiteira, no Agreste do estado, criadores de gado fogem da seca e de uma praga que ataca as plantações de palma, que é um dos principais alimentos do animal quando falta a chuva.

Na região, os rios deixaram de correr e os reservatórios já não possuem nenhuma gota de água. Sem pasto, os bezerros disputam a casca da algaroba – os que não conseguem se manter acabam virando carcaça na beira da estrada.

O criador Genildo Bezerra insiste em manter o pequeno rebanho de 40 animais que demorou anos para formar. São vacas leiteiras de excelente genética, que, nesta época de escassez, seriam vendidas por muito menos do que valem. O pecuarista está se endividando cada vez mais para comprar bagaço de cana e farelo de milho. “A esperança é que eu estou mantendo elas para, quando chover, eu vender para pagar as dívidas e continuar, porque eu não tenho outro meio de vida. Eu dependo das vacas e elas não estão retornando”, comentou Genildo, que, até agora, não recebeu nenhuma ajuda oficial.

O município de Itaíba era o maior produtor de leite de Pernambuco, com uma produção de 75 milhões de litros por ano. A produção e o rebanho despencaram. “Teve uma redução aproximadamente de 80% do rebanho leiteiro e da produção de leite do município”, informou o técnico do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), José Evendro Torres. Não há previsão de quando a bacia leiteira pode voltar ao normal depois dos prejuízos.

Praga

Em maio deste ano, 9 mil animais foram levados para o Maranhão e o Pará, na tentativa de escapar da sede e da fome. A situação se agravou porque uma praga conhecida por “cochonilha do carmim” devastou as plantações de palma da bacia leiteira de Pernambuco. As raquetes de palma ficam cobertas pelos insetos que se alimentam da seiva da planta. Ela murcha e morre.

Sem pasto, sem água e sem a palma, pecuaristas pernambucanos juntaram as economias e as esperanças e partiram com os animais. “Para vir aqui até uma moto que eu tinha eu vendi para comprar a palma, tudo pra salvar o rebanho”, lamentou o pecuarista José Vieira Paz.

Vinte pequenos criadores pernambucanos arrendaram terras em Batalha, no Sertão de Alagoas. Na região, as plantações de palma não foram atingidas pela praga. As despesas são grandes, mas pelo menos mil animais estão a salvo, além de dois bezerros que já nasceram.

Governo

De acordo com a Secretaria de Agricultura de Pernambuco, 1,15 milhão de pessoas estão sendo atendidas com linhas de créditos emergenciais, programas sociais e a distribuição de água em caminhões-pipa. O IPA informou que tem desenvolvido e distribuído variedades de palma resistente à cochonilha do carmim e faz pesquisas para combater a praga.

 

*Fonte: G1/Pernambuco

MEIO-AMBIENTE : O QUE FAZER DO NOSSO LIXO DE TODOS OS DIAS. – Por Walter Jorge Freitas.

O LIXO

 

A falta de cidadania começa quando não se respeita os espaços, os horários e a forma de colocar o lixo nos receptores de rua.

LIXO, segundo o Aurélio, quer dizer: aquilo que se varre da casa, do jardim, da rua e se joga fora. Entulho. Tudo o que não presta e se joga fora. Sujidade, sujeira, imundície. Coisa ou coisas inúteis. Resíduos que resultam de atividades domésticas, industriais, comerciais, etc.

No início deste mês, uma importante rede nacional de televisão e os principais jornais da capital, abordaram com vasta apresentação de vídeos e fotos, a forma errada e até irresponsável como as pessoas tratam os resíduos nos centros urbanos.

As imagens da TV mostraram uma triste realidade sobre o lixo: quem o produz, quer se ver livre dele o mais rápido possível, nem que para isto, tenha que sujar a calçada do vizinho a esquina ou o terreno baldio mais próximo. A quantidade de sofás, cadeiras, geladeiras, móveis, colchões e pneus que apareceram boiando nas águas dos rios e canais que cortam as cidades, expuseram o baixo nível de educação do nosso povo.

A maioria das donas de casa, mesmo sabendo que não é dia de coleta, joga as suas sobras nas ruas sem a menor cerimônia. É cena bastante comum, assistirmos funcionários de casas comerciais desembalando mercadorias e colocando papelões e isopor nas calçadas.

No nosso entendimento, essa situação só vai mudar quando todos se sentirem igualmente responsáveis pelo problema e não esperarem apenas pela prefeitura. Nós também podemos colaborar não exagerando na produção de lixo e evitando jogá-lo à toa nas ruas.

Salientamos que o fato de estarmos condenando a população pelo elevado índice de imundície que impera nas cidades, não quer dizer que estejamos querendo isentar os governantes de culpa. Muito pelo contrário. Constata-se com facilidade, que as administrações municipais não estão acompanhando os problemas causados pelo crescimento populacional e isto resulta em serviços públicos ineficientes e precários.

A árdua tarefa de manter uma cidade limpa depende da conjugação das ações da população e do governo municipal. As madames e os donos de estabelecimentos comerciais precisam mudar seus hábitos para que as cidades melhorem no quesito limpeza urbana.

Por outro lado, a prefeitura deve atuar em duas frentes: uma encarregada de varrer as ruas todos os dias. A varrição tem que ser bem feita e não da maneira como se faz atualmente, deixando para trás pedrinhas, bandas de tijolos, sandálias, galhos de mato, carcaças de coco verde e outros restos que emporcalham as ruas e os varredores ignoram. A propósito, ao que parece, o Departamento de Limpeza Pública do nosso município não possui fiscais.

A outra frente – atuando na coleta – deve passar pontualmente nos dias e horários estabelecidos sem falhar, pois uma cidade que almeja figurar entre os principais polos turísticos de uma região, não tem o direito de obrigar moradores e visitantes a conviverem com tudo quanto as pessoas mal educadas jogam nas ruas.

Finalizamos, sugerindo à prefeitura que aumente o número de varredores, forneça equipamentos adequados aos mesmos e amplie a área a ser varrida, pois os detritos de uma artéria, o vento leva para outra, e tal e qual ocorre às estrelas, o lixo também muda de lugar.

Quem circulou pelas ruas de nossa cidade no último final de semana, pode comprovar tudo o que afirmamos no presente texto, cujo objetivo é exclusivamente colaborar. Nada mais que isto.

 

 

* Autor : Walter Jorge Freitas

Pesqueira, 12 de junho de 2012.

HOMENAGEM AO DIA DO MEIO-AMBIENTE/Mandamentos Ecológicos do Padre Cícero. – Colaboração de Ducarmo Leite Calado.*

Quem desmata semeia

o inferno na Terra.

 

 

Padre Cícero Romão Batista. O "Santo" protetor do nordeste.

 

Ontem foi o DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE, muito bom isso. agora é a nossa vez, vamos então fazer com que os outros 364 dias do ano seja pela preservação do nosso meio ambiente, conto com vcs para divulgarem os mandamentos do Pe. Cícero para os agricultores.

 

Os mandamentos do Padre Cícero para os agricultores e preservar a natureza.

 

1. Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau.

2. Não toque fogo no roçado nem na caatinga.

3. Não cace mais e deixe os bichos viverem.

4. Não crie o boi nem o bode soltos; faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer.

5. Não plante em serra acima, nem faça roçado em ladeira muito em pé: deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza.

6. Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água da chuva.

7. Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta.

8. Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, até que o sertão todo seja uma mata só.

9. Aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga, como a maniçoba, a favela e a jurema; elas podem ajudar você a conviver com a seca.

10. Se o sertanejo(a) obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer.

11. Mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.

Quem desmata semeia o inferno na Terra.

*Fonte: Greenpeace.

MEIO-AMBIENTE e SUSTENTABILIDADE : COMITÊ DE BACIAS HIDROGRÁFICAS/PE, FAZ REUNIÃO EM SANHARÓ.

COBH – COMITÊ DE BACIAS

HIDROGRÁFICAS: RECUPERAÇÃO

DE ÁREAS DEGRADADAS E

ABASTECIMENTO SIMPLIFICADO

PARA A POPULAÇÃO.

 

Reunião do COBH em Sanharó. Uso ideal para os recursos oriundos do BID/Banco Interamericano de Desenvolvimento.

 

Na última sexta feira dia 25-05, esteveram Reunidos aqui em Sanharó no salão da casa Paroquial os membros do COBH-IPOJUCA, onde em uma pauta extensa, foram debatidos vários assuntos, entre eles : Uma presentação de um Projeto do Centro Escola Mangue do Pina em área estuarina no qual a Bacia do Ipojuca se enquadra; Relatos dos membros de atividades desenvolvidas em suas Cidades na Semana do dia Mundial da àgua que foi dia 20-03; Visita técnica com Engº da APAC, Compesa, representantes do Comdema de Caruaru, Câmara de Vereadores, Cobh-Ipojuca, CDL de Caruaru e Consubitury, sobre as condições físicas e administrativas das Barragens: Pedro Moura e Bitury em Belo Jardim e Pão de Açúcar em Poção,porque estas barragens causa um temor muito grande a jusante da Pedro Moura nos momentos de transbordamentos e formação de um grupo de trabalho para acompanhamento das ações a serem realizadas na Bacia do Ipojuca com um emprestimo que a SRHE está fazendo com o BID(Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Provavelmente a liberação dos Recursos se dará a partir do mês outubro; O BID solicitou que o Comitê escolhece uma ação de impacto positivo em toda bacia para ser executado e o Colegiado escolheu como prioridade: Recuperação de áreas degradadas por lixões em margens do Rio e Uso de alternativas Simplificadas para abastecimento da População Difusa e atendimento da agricultura Familiar da Bacia do Rio Ipojuca.

O Secretário de Administração Alexandre Caraciolo Albuquerque representou o prefeito Cesar Freitas que tinha agenda programada para o Recife. Estiveram  qui entre outro: Arão Lins Sec. Meio Ambiente de Gravata, Hamilton Didier Secretário de Meio-Ambiente de Pesqueira, Jorge Quintino Sec. Meio Ambiente de Caruaru,Wellingtom Condepe/Fidem;  Joana Tereza Aureliano Semas PE, Sonali Campos CPRH, Jacilene Cezar APAC, Silvia Gonçalves -Ama/Gravatá, Marcelo Antônio Aspescae de Escada, Representantes de Prefeituras,  Associações, Sindicatos e do Centro Sabiá. O valor do Convênio com o BID é de 300 Milhões de Dólares.

Edson Piaba
Secretário Executivo

CÓDIGO FLORESTAL : PRESIDENTE DILMA VETA 12 ARTIGOS E PROPÕE 32 MODIFICAÇÕES.*

Dilma veta 12 trechos

do Código Florestal

 

 

O governo federal anunciou nesta sexta-feira vetos a 12 pontos do Código Florestal aprovado em abril no Congresso e apresentou propostas para substituir os trechos suprimidos.

Conforme já havia sido sinalizado, o veto ao Código se aplicou a trechos considerados tolerantes com o desmatamento.

Além dos vetos, foram promovidas 32 modificações – das quais 14 recuperam o texto aprovado no fim de 2011 pelo Senado, cinco correspondem a novos dispositivos e 13 tratam de ajustes ou adequações de conteúdo ao projeto de lei.

As alterações serão feitas por meio de Medida Provisória, a ser publicada junto com os vetos no Diário Oficial da União de segunda-feira. O novo texto do código ainda não foi apresentado.

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o objetivo do governo foi recompor o texto do Senado, preservar acordos, não anistiar desmatadores, preservar pequenos proprietários e responsabilizar todos pela recuperação ambiental.
Todos terão que recuperar o que foi desmatado ou suprimido de vegetação no passado”, ela afirmou, em coletiva de imprensa.
Este não é o código dos ambientalistas, e não é o código dos ruralistas. É o código daqueles que acreditam que o Brasil pode produzir mantendo o respeito ao meio ambiente”, acrescentou o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.

 

Margens de rios

 

Uma das principais alterações ocorreu no artigo que trata da reflorestação em margens de rios. O governo retomou a versão aprovada no Senado, que obriga donos de terra a recompor a mata ciliar em níveis que variam conforme a largura do rio. O texto da Câmara não obrigava a recuperação em margens de rios com mais de dez metros de largura.

Outra mudança diz respeito à reserva legal, dispositivo que determina níveis obrigatórios de preservação em porcentagem que varia conforme o bioma em que a propriedade se encontra, chegando a 80% para fazendas na Amazônia.
O dispositivo havia sido alterado no Congresso, permitindo a redução da reserva para 50% em Estados com mais de 65% de suas áreas ocupadas por unidades de conservação.
O governo, porém, derrubou a mudança e manteve os critérios atuais.
O novo texto também mantém como Áreas de Proteção Permanente (APPs) todas as nascentes, veredas, áreas úmidas, pântanos, topos de morro e manguezais do país. A Câmara havia definido que, para pequenos produtores, a soma das APPs dentro de uma propriedade seria limitada a um percentual da fazenda.
Ainda assim, segundo Teixeira, o governo resguardou os pequenos produtores na nova proposição, ao reduzir a exigência de recuperação em APPs desmatadas dentro de pequenas propriedades.
Foi acrescentada à MP um escalonamento das faixas de recuperação de florestas, de acordo com o tamanho da propriedade. “Todos terão que contribuir para recomposição das APPs. Mas a recomposição vai levar em consideração proporcionalmente o tamanho da propriedade de cada produtor”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.
Quem tem menos área de terra, vai recompor menos APP. Quem tem mais, vai recompor mais”.
Teixeira disse que a elaboração do texto levou em conta que 90% das propriedades rurais do país são pequenas, compreendendo 24% da área agrícola do país. As terras cultivadas restantes (76%) pertencem a grandes e médias propriedades (10% do total dos imóveis).
Vargas disse que as alterações no código não afetarão a produção de alimentos no Brasil. Durante a discussão do código no Congresso, parlamentares ruralistas disseram que o texto defendido pelo governo prejudicaria a produção de alimentos no país.
Segundo Vargas, a agricultura familiar – que será poupada de restrições maiores – produz 70% dos alimentos consumidos no mercado brasileiro.
Já as grandes propriedades, segundo ele, são lucrativas e têm condições de recuperar porcentagem maior de terras desmatadas sem prejuízos à produção.

Opinião pública

O prazo para análise da legislação ambiental se encerrava nesta sexta.


Desde que o projeto chegou ao Planalto, há três semanas, ONGs ambientalistas e outras organizações pressionavam Dilma a vetá-lo integralmente, argumentando que o texto estimularia futuros desmates.
Também diziam que a sanção do código mancharia a imagem do país às vésperas da Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável que ocorrerá em junho no Rio.
Na última quinta-feira, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse a jornalistas que “a reação da opinião pública confirmou a tese que defendíamos de que seria melhor termos apostado no acordo do Senado”.
Os vetos da presidente, bem como a Medida Provisória editada, serão encaminhados ao Congresso, que pode derrubá-los ou alterá-los, prorrogando ainda mais a indefinição quanto ao tema.
O governo, no entanto diz que explicará aos parlamentares os motivos por trás de sua decisão.
“Atendido o pequeno agricultor, e atendido ao equilíbrio ambiental, o projeto tem todas as condições de ser mantido integralmente no Congresso”, disse Vargas.
A versão atual do Código Florestal data de 1965. Tanto ambientalistas quanto ruralistas argumentam que a legislação precisa ser reformada para se adequar às mudanças ocorridas no país desde então.

 

* Fonte : João Fellet – Da BBC Brasil em Brasília

CORDEL/POESIA : O PÉ DE NÃO SEI O QUÊ./A árvore na praça de Sanharó. – Por João Roberto Maciel Aquino.

S A N H A R Ó

E A ÁRVORE

A dita árvore. Tem mais de 70 anos e dá sombra ao bate-papo todas as tardes...

O PÉ DE NÃO SEI O QUÊ

 

 

Tem um pé de não sei o quê
Na Praça de Sanharó
Onde um magote de homens
Antes do cair do sol
Senta sob sua sombra
Pra discutir futebol

 

E, além de futebol,
Política, religião,
Noticiários do rádio,
Jornal e televisão,
Até dar hora da ceia
Ou a de comprar o pão.

 

Igual a pardais vão chegando
Pra diária reunião:
Demar, Chico, dois Tadeus,
Paturi, Bibita, João,
Severino Xiquexique,
Bertinho, César Babão.

 

Se o Náutico perde uma
É uma gréia danada.
Quando é o Santa que perde
É meio mundo de piadas.
E quando o Sport se lasca
A cachorrada é dobrada.

E no pé de “Não sei o quê”
Tem até um sabiá
Que ali fez o seu ninho
E toda tardinha tá lá
Nos galhos do “Não sei  quê”
Ouvindo a turma arengar.

 

Aparecem corinthianos,
Flamenguistas, vascaínos,
Santistas, palmeirenses,
Calanguistas, são paulinos,
Tirando onda, arengando,
Parece um molhe de meninos.

 

É o resumo do dia:
Quem nasceu, quem morreu,
Quem foi embora ou chegou,
Curou-se ou adoeceu,
Preço do leite, do boi,
Se faltou água ou choveu.

 

Quem vai sair candidato,
Matou, foi preso, roubou,
Quem levou ou botou gaia,
Casou-se ou se separou
Onde vai ter uma festa,
Quem comprou e não pagou.

 

Uns passam, param, escutam,
Opinam ou saem calados,
Dão risadas, pegam ar,
Informam e saem informados,
Feito o armazém de Estevinho
De certo tempo passado.

 

Queira Deus dure pra sempre
A árvore e aquela praça.
E que aquelas amizades
Nada e ninguém as desfaça,
Pra que nosso entardecer
Mantenha sempre essa graça.

Tombar com patrimônio
Cultural ou “não sei  quê”,
Seria a garantia
Pra nunca ninguém mexer
No lazer dessa moçada,
Na pracinha arredondada
Nem no “PÉ DE NÃO SEI O QUÊ”.

 

 

Autor  :  João Roberto Maciel de Aquino

GESTÃO AMBIENTAL : GOVERNO DE PERNAMBUCO FIRMA CONVÊNIO PARA REVITALIZAR O RIO IPOJUCA.

Eduardo firma parceria com BID para

saneamento da bacia do Rio Ipojuca

 

(O Ipojuca quando chega a Caruaru recebe, ainda mais, uma grande carga de resíduos poluentes) Foto Google. 

 

A visita do governador Eduardo Campos ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) rendeu mais que a apresentação de palestras para a diretoria-executiva e gerentes de gestão do Banco.

 

Em reunião com o presidente do BID, Luis Alberto Moreno, o governador conseguiu acertar a liberação de US$ 200 milhões (cerca de R$ 355 milhões) para as obras de saneamento da bacia do Rio Ipojuca. O Estado vai entrar com uma contrapartida de US$ 130 milhões. A ação vai melhorar a qualidade da água do manancial do rio, um dos mais poluídos do estado.

Cerca de 80% dos recursos serão utilizados nas ações de saneamento para evitar que o esgoto das cidades vá para o rio. Os 20% restantes serão empregados em ações socioambientais, educadoras e de apoio na elaboração dos 13 planos municipais de saneamento das cidades contempladas pelo projeto.

“Vamos beneficiar cerca de 2,3 milhões de pernambucanos que vivem em 13 cidades que margeiam o Rio Ipojuca. É uma grande intervenção, que visa evitar a degradação do nosso meio ambiente com obras definitivas e ações socioeducativas”, afirmou Eduardo.

O projeto também prevê o fortalecimento institucional da Compesa através da implantação de um sistema de gestão ambiental da empresa. Com a medida espera-se reduzir e controlar os impactos de seus processos e serviços no meio ambiente.

O contrato será assinado dentro de 60 dias. A ação vai beneficiar os municípios de: Belo Jardim, Bezerros, Caruaru, Chã Grande, Escada, Gravatá, Ipojuca, Poção, Primavera, Sanharó, São Caetano, São Lourenço da Mata e Tacaimbó.

CASE DE SUCESSO – Em seu primeiro dia de agenda administrativa em Washington, o governador atendeu o convite do BID para mostrar o modelo de gestão implantado em Pernambuco e as mudanças em curso na economia do estado.

“Convidamos o senhor aqui por entender que o Governo de Pernambuco é um exemplo de sucesso, pois alcança a verdadeira concepção de um governo democrático ao utilizar modernas ferramentas de gestão”, disse Moreno.

Foram duas palestras: uma para o presidente e para a diretoria-executiva e outra para os gerentes de gestão do Banco. Em quase duas horas, Eduardo discorreu sobre o Todos por PE, o Mapa da Estratégia e os resultados obtidos nos investimentos feitos em saúde, educação, segurança pública e outras áreas.

PortalPE

MEIO AMBIENTE : A CADEIA DE TRATAMENTO PARA OS RESÍDUOS HOSPITALARES. (*)

LIXO HOSPITALAR

 

 

POLÊMICA TÊXTIL

Este é o processo correto

LIXO Cadeia de tratamento dos resíduos hospitalares é complexa e segue regras rígidas, semelhante àquelas utilizadas nos Estados Unidos

A polêmica dos tecidos hospitalares em confecções, explorada no noticiário das últimas semanas, levantou um outro assunto: o destino do lixo produzido em hospitais públicos e privados. A cadeia de tratamento dos resíduos de hospitais no Brasil e no exterior é semelhante e envolve lavanderias hospitalares e empresas especializadas na destinação final do que é lixo. O que só levanta dúvidas sobre a origem dos resíduos hospitalares americanos que vieram parar em Pernambuco.

O escândalo do lixo começou com a apreensão em Suape, no último dia 11, de uma carga de 46,7 toneladas importada pela empresa NA Intimidade do Porto de Charleston, na Carolina do Sul, para Suape.

No desenrolar da polêmica, descobriu-se que muitas empresas do Polo de Confecções do Agreste trabalham com retalhos de tecidos novos com logomarcas de hospitais, o que trouxe apreensão aos consumidores. As empresas do setor alegam que se trata de sobras da indústria têxtil, tecido nunca usado, usado em forros de bolso de calças e vestidos.

Mas a polêmica do lixo cresceu e até o Federal Bureau of Investigation (FBI), a polícia federal americana, foi envolvida. É que na carga de Suape, além de tecidos havia seringas e cateteres, tudo misturado. Uma das hipóteses é de que um intermediário nos serviços prestados no descarte, na área de saúde, teria desviado os materiais dos EUA para o Brasil.

Há duas semanas, ao tratar do caso do lixo hospitalar americano, o Secretário de Defesa Social (SDS), Wilson Damázio, falou a respeito da tese.

Há empresas que recebem esse material: lavanderias e aquelas empresas especializadas em descartar e expurgar esses materiais. O que pode ter ocorrido [NOS é algum intermediário de má fé ter desviado esse material para praticar o comércio. Mas ainda é prematuro emitir qualquer juízo de valor”, comentou Damázio.

A presença de descartáveis como agulhas e seringas é o que reforça essa possibilidade, pois os tecidos encaminhados às lavanderias hospitalares não podem ser misturados a esse material, segundo a diretora comercial da recifense HospitaLav, Osângela Galvão. Só vem para cá, claro, o que pode ser lavado, como lençol, cobertor, toalha, destaca Osângela.

As peças a serem lavadas são separadas pelo grau de sujidade. O leve tem sujeira de rotina, como suor. O grau pesado já tem algum tipo de contaminação potencial, como manchas de sangue e fezes. O superpesado é quando um lençol está encharcado de sangue, por exemplo. De tudo isso depende o desgaste do tecido. Tanto nos EUA quanto no Brasil, o que não for reutilizado deve ir para uma empresa especializada em tratamento desses resíduos.

No Grande Recife e em Petrolina, o serviço está a cargo da multinacional americana Stericycle (antiga Serquip).

Só no Grande Recife, são 600 toneladas por mês e cerca de 150 funcionários, a maioria trabalhando na coleta, nos 4.500 clientes da empresa  entre hospitais, clínicas veterinárias, tatuadores e farmácias, entre outros , se revezando nas diversas rotas dos dez caminhões baú da Stericycle.

Os recipientes para a coleta são cinco, sendo três bombonas com capacidade para 20 litros e 2,5 quilos até 200 litros e 25 kg. Há ainda o descarbag, que suporta até 50 litros e 15 quilos, e a caixa, para 20 litros e 2,5 kg.

A Resolução 358 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) especifica o tratamento adequado para esses resíduos, que pode ser a autoclavagem ou a incineração.

Na máquina chamada autoclave, o lixo descarregado dos caminhões entra em pequenos carrinhos em uma câmara, que depois de vedada é aquecida a uma temperatura de 180 graus.

A gerente comercial da Stericycle, Patrícia Duarte, explica que a função do autoclave é esterelizar o material, em uma temperatura que chega a 180 graus. Depois de esterelizado, esse material pode ser descartado como lixo comum.

Mas o autoclave não serve para tudo. Medicamentos, peças anatômicas (partes do corpo humano descartadas), animais mortos e outros devem ser incinerados em máquinas apropriadas. Os incineradores atingem de 900 a mil graus celsius. Em menos de 24 horas, todo o material é tratado, observa Patrícia.

Um problema de amplitude nacional

Na maior parte do Brasil, falta destino adequado ao lixo hospitalar. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 41% dos municípios não têm coleta adequada desses resíduos. Como o custo com o equipamento para tratar os resíduos é muito alto, unidades de saúde públicas e privadas terminam enviando seus resíduos para o mesmo destino do lixo doméstico.

Para reduzir o custo das empresas e hospitais públicos e viabilizar o tratamento adequado dos resíduos hospitalares, o presidente da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares (FBAH), Paulo Roberto Segatelli, propõe a centralização desse processo, como ocorre na Região Metropolitana do Recife e em outras capitais.

Por outro lado, pondera Segatelli, nem todo o lixo dos hospitais é contaminado. Assim, uma forma de reduzir o volume do descarte a receber tratamento especializado, diminuindo o custo com o processo, é a coleta seletiva dentro das unidades de saúde.

Os hospitais produzem lixo comum também. Isso ocorre no refeitório, nas atividades administrativas e até nos apartamentos. Em muitos hospitais, é comum se ver lixeiras onde se lê material infectante e as lixeiras comuns, afirma Paulo Roberto.

País rico prefere descartar a lavar

Os lençóis e outros tecidos hospitalares, nos Estados Unidos e Europa, muitas vezes são descartados seminovos. Segundo especialistas, devido ao custo, nesses lugares sai mais barato jogar fora tudo do que lavar esse material para reúso.

Nos EUA, o processo de lavagem é tão caro que muitas vezes é mais vantagem jogar o material fora como lixo hospitalar. No Brasil, mesmo quando a roupa ou tecido é sujo de sangue, temos processos especiais, como a lavagem pesada. Esse material apreendido, que veio para o Brasil, foi mandado sem lavagem ou descontaminação, avalia o presidente da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares (FBAH), Paulo Roberto Segatelli.

A leitura é a mesma do presidente do Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe), Mardônio Quintas. “Nos EUA, quando acaba uma cirurgia, o cara da limpeza arrasta tudo: jaleco, bota, gorro, lençol. E aí vêm as outras porcarias. Você acha que ele faz seleção. Ele não pega perfuro-cortante, porque tem um mínimo de cultura. Mas o que for seringa, gaze, compressa, vai tudo para o saco”, afirma Mardônio.

Mesmo com a leitura de quem entende do assunto, o problema é que, de forma geral, nos Estados Unidos é permitida a venda de material usado, ainda que proveniente de hospitais, segundo a consulesa dos EUA no Nordeste, Usha Pitts. Dessa forma, a questão seria saber se há ou não resíduos orgânicos nos tecidos.

Uma perícia do Instituto de Criminalística (IC) pernambucano já apontou a presença de sangue nos tecidos encontrados nos galpões da NA Intimidade. Mas o que valerá é o laudo do Instituto Nacional de Criminalística, ainda em produção.

 

Giovanni Sandes

gsandes@jc.com.br

 

(*) Fonte: JC de 30/10/2011 – Economia pág. 04.

PRESERVAÇÃO E MEIO AMBIENTE : “A Serra do Chicão pede Socorro!” – O GRITO – Por Paulinho Foerster.

O Grito

 

 

Serra do Chicão. (fotos cedidas gentilmente por Davi Fotos)

 

A chapada da Borborema ocupa uma vasta região dos Estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, possuindo inúmeras maravilhas dignas de serem conhecidas e admiradas.
Na região do Agreste pernambucano, para não ir a muito longe, existe um conjunto serras que tem um grande significado, apesar de não expressar uma beleza exuberante. É o caso da Serra do Vento, Sapato, Jenipapo e Ororubá. Todas contribuem para uma temperatura amena, disponibilidade de água e para formação de micro-clima que se denomina Região de Brejo. Com terras férteis, esses micro-climas foram o despertar para que no passado se iniciasse a nossa colonização.
Mesmo reconhecendo a beleza natural, a importância social, econômica e histórica dessas serras, meu coração sempre pendeu para uma serra muito solitária situada ao lado. Coração é terra que ninguém manda! O meu sentimento de afeição, admiração e encanto foi tomado ainda criança, quando me dirigia para a Fazenda Boa Vontade, propriedade dos meus avós maternos, e ficava à distância a contemplá-la. Quantas e quantas vezes desejei chegar ao seu topo para sentir a sua grandeza, e poder dentro da sua solidão observar o Ipojuca se contorcendo como uma serpente, e sentir o aroma de suas matas ao contemplar as cidades de Sanharó, Belo Jardim, São Bento e Pesqueira. “De lá se enxerga tudo”.

A sua paisagem está sempre a brilhar para quem passa pela BR 232. Pelas manhãs, o nascente recebendo os primeiros raios de sol e o frescor brisa, e ao entardecer, o poente adormece com o vermelhão e a beleza por do sol.
Serra que contemplou a fundação da primeira fazenda em nosso município, a Fazenda Liberal, de propriedade do português Antônio dos Passos.
Ouvi várias estórias ao seu respeito, repletas de lendas e tiradas do imaginário do homem. Uma delas, guardo bem em minha memória: a origem do seu nome. Contava Joel Luna, meu ex-cunhado e que ao longo da sua vida viveu na fazenda Cajá, situada ao sopé da Serra, que o nome Chicão se devia a seu morador, vaqueiro e caboclo de corpo super avantajado, que corria bois em suas matas e era capaz se pendurar todo arreiado entre as árvores com o cavalo presos às pernas, e seu grito era ouvido a léguas de distância.

Emblemática, a Serra do Chicão tem resistido solitariamente à degradação sorrateira da suas matas. Apresentando-se semi-despida e violentada em sua vegetação.

Será preciso que o vaqueiro Chicão ressuscite, e com o clamor do seu potentoso grito nos diga que é necessário preservar a Serra para as futuras gerações possam continuar a contar essa estória?

Paulo Elias Foerster.

NOTA DO BLOG: Em apenso ao bom texto propugnado pelo ilustre colaborador Paulinho Foerster, incluimos a opiniao do fotógrafo e Gestor Ambintal Davi Calado que soma à preocupação de todos os envolvidos e interessados na preservação  da Serra e com o meio-ambiente em geral. A postagem, me permitam, é uma verdadeira aula de CIDADANIA!

Meu caro, Paulinho Muniz
Como toda essa nossa região zona da mata, agreste, sertão estamos vivendo um avançado estágio de degradação dos nossos recursos naturais, sobretudo na área de vegetação, quando deveria ser justamente ao contrario, pois temos como certo altas temperaturas e pouca precipitação pluviométrica motivo pelo qual precisamos tanto da nossa vegetação preservada, o que infelizmente não vem ocorrendo. Corta-me o coração testemunhar todas as noites dezenas de caminhões que cortam a BR-232 sentido capital, carregados com espécies endêmicas (para servir de matriz energética por falta de tecnologias alternativas) de nossa caatinga e camufladas por troncos de algaroba para burlar uma pífia inexistente fiscalização dos órgãos ambientais do nosso estado, já que a algaroba é uma espécie exótica e invasora e que por esse motivo, pode ser comercializada.
Quanto às fotos que você me solicitou as de aspecto mais verde foram feitas em maio passado, as demais neste último fim de semana. Veja que as últimas mostram à parte oeste da serra evidencia um grave crime ambiental cometido pelo proprietário da área, que desmatou mais de 50 hectares de mata nativa. Crime sim, porque todas essas áreas de topo de serra, encosta de serra, nascentes, entre outras, são consideradas APP (Área de Proteção Permanente).Foi bom você tocar neste assunto, pois como você sabe acabei de me formar em gestão ambiental pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia e tenho travado algumas lutas em defesa da preservação dos nossos recursos regionais sobretudo os vegetais e os híbridos, no entanto tenho minha voz abafada pelos interesses dos que não tem visão que precisamos preservar esses recursos.
A oportunidade me faz solicitar sua parceria em alguns projetos que precisam ser colocados em prática para não reverter, mas amenizar a degradação que nos causa tanto sofrer.
Quando você dispor de tempo posso levar pelo menos um deles para lhe mostrar conversamos um pouco sobre o mesmo.
Um grande abraço
Davi Calado
Além de fotógrafo, Gestor Ambiental com muita paixão…

05 de Junho – Dia Mundial do Meio Ambiente – Colaboração de Davi Calado(*).

05 de Junho Dia Mundial do Meio Ambiente…

 

Caatinga Nordestina e seus habitantes naturais. Em franca decandência...

 

 

 

A Lei 6938/81 define o meio ambiente, como: ”o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.

 


Muitos ainda não tem a noção que “nós” seres humanos também somos parte dste meio ambiente no qual a lei discreve. É graças a nós “seres humnos” que nos julgamos racionais por autoridade, que o nosso planeta (meio ambiente) encontra-se em calamitosa situação. É interesante observar que no ciclo natural da vida não há perda de recurso, pois quando um ser morre ele torna-se vida para outro serde outra especie, dando assim continuidade a esse circulo, sem o consumo de recurso ou desiquilibrio natural. Com o ser humano é totalmente o inverso, nosso consumo dos recursos naturais tem nos custado um preço muito auto para nossa geração, e certamente bem maior para as que virão depois, nas ultimas 3 decadas nós consumimos um terço de todos os recursos naturais da terra. Em se tratando de Brasil, já consumimos em torno 93 de bela Mata Atlantica, mais de 50% da Caainga e quanto a Amazonia nem se fala. Segundo A Organização Mundial da Saude (OMS), o ser humano consome de fato 10% da água que usa e o restante polui e joga de volta ao meio ambiente, e mais de 1/3 desse total não tem nenhum tipo de tratamento adequado, a Agencia Nacional das Aguas (ANA), diz que em 25 anos o Brasil terá escassez de água para mais de 55% da população nacional. No entanto o que temos feito de fato, para eu não digo nem reverter, mas amenizar essa situação urgente que se apresenta?. Ainda segunda a ANA o agreste pernambucano é região com a menor disponibilidade hidrica do Brasil demograficamente. E o que temos feito nós para amenizar ou melhorar esse problema?. Estamos simplesmente de olhos fechados à situação, estamos desmatando nossas poucas matas serranas e a caatinga que ainda temos em nossa região, para usarmos como matriz energetica na atividade de panificação ou carvoarias, ou ainda por meros capricho de latifundiarios que fazem uso desta pratica para criação extensiva de animais. Nossas nascentes de riachos e rios, estão simplismente a bandonadas a propria sorte, nosso Rio Ipojuca simbolo de um periodo de fartura (como fonte de renda) e belaza natural, tornou-se um esgoto a ceú aberto por mais de 2/3 dos seus 322 km de percusso, e estamos assistindo a tudo isso passivamente. Acabamos com nossas matas ciliares que são cruciais para sobrevivencia e evitar o assoriamento do rio, acabando com isso os “belos banhos” que eram constante em tempos passados, a famosa “pedra de Lálai, o poço Dantas no sítio lajeiro, os belos poços do Cajá com abundância em traíras, carítus, curimatans e jundiás” e em tantas outras atividades de recreção que eram praticadas no leito do nosso Rio Ipojuca, que hoje agoniza sem que niguem faça absolutamente nada para estancar essa dor. Dor essa, que é todos que defendem a preservação de um maio ambiente sustentavel porem saudavel, para nós e para os que nos sucederem. O Rio Ipojuca, é só um pequeno exemplo citados dos muitos casos que evidenciamos no dia-a-dia, o desmatamento, a caça de animais silvestres como: o peba-tatu, o tejú, a inhambú, a codorna campestre, a rolinha branca, cafofa, (pomba rola), e tantos outras aves e animais que estão sendo abatidos, engaiolados, sem que nenhuma providêncica seja tomada. milhares de mortes de aves que se alimentam das sementes dessa ervas, sem nenhum controle por parte dos orgãos competentes.
Precisamos fazer algo, e fazer logo, ou não teremos quase nada de tudo tão belo que a natureza nos deixou para deixamos como herança às próximas gerações.

 

Davi Calado

(*) (Gestor Ambiental)