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HISTÓRIA E LUTA : A CAVALGADA POR ZUMBI DOS PALMARES. *

A CAVALGADA DA LIBERDADE VAI A ZUMBI

 

Busto de Zumbi o Heroi Negro…

 

“Formado a partir do final do século 16, por mais de cem anos Palmares reuniu milhares de escravos foragidos ou alforriados, e seus descendentes, que empunhavam a bandeira da resistência”.

Os contrafortes da Serra dos Dois Irmãos, em Viçosa, Alagoas, guardam em seu ventre rochoso um segredo de três séculos que agora será desvendado. No ponto em que o Rio Paraíba do Meio atravessa a serra, foi morto há 317 anos o líder negro Zumbi, depois de o Quilombo dos Palmares, onde era rei, ter sido arrasado pelo bandeirante Domingos Jorge Velho. O local exato, um sumidouro na barranca do rio, será demarcado no dia 18, ao final da 1ª Caminhada da Liberdade que vai celebrar o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro – a data da morte de Zumbi em 1695.

Serra da Barriga – Onde existiu a resistência – Quilombo dos Palmares. União dos Palmares-AL.

Sendo a cavalgada um dos esportes mais antigos do Brasil, o Ministério do Esporte, em parceria com o governo de Alagoas, teve a iniciativa de reunir autoridades e cavaleiros da região para marcharem 54 quilômetros da Cerca Real dos Macacos, em União dos Palmares, até o local, já em Viçosa, que uma pesquisa inédita do geógrafo alagoano Ivan Fernandes Lima apontou como o local em que Zumbi deitou seu espírito indômito sem jamais render-se.

Formado a partir do final do século 16, por mais de cem anos Palmares reuniu milhares de escravos foragidos ou alforriados, e seus descendentes, que empunhavam a bandeira da resistência. Sociedade comunitária, todos compartilhavam os frutos do trabalho coletivo. Mas reproduziu o modelo que combatia pelo menos em um aspecto: os ex-escravos tinham seus cativos. O quilombo resistiu até 1694, quando Zumbi refugiou-se na Serra dos Dois Irmãos. Por muito tempo achou-se que ele morrera na Serra da Barriga, última fortaleza de Palmares. Abatido, teve a cabeça exposta nas ruas do Recife para desfazer a lenda de que era imortal.

O mito do herói vive na História do Brasil, tal e qual os de outros, mestiços, negros e brancos, que lutaram contra o horror da escravidão. Mataram e morreram pela liberdade, um bem, como disse o sábio José Bonifácio, “que não se deve perder senão com o sangue”.

 

*Fonte:Gazeta de Alagoas ** Autor; alagoano, deputado federal  Aldo Rebelo, atual ministro dos Esportes.

BRASIL : UNIÃO VAI LIBERAR VERBAS PARA SOCORRER O DRAMA DO NORDESTE. *

Governo anuncia R$ 1,8 bilhão para

abastecimento de água no Nordeste

 

Serão beneficiados municípios do semiárido em situação de emergência.
Recurso servirá para adutoras, barragens e sistemas de abastecimento

 

“Gado com sede bebe lama”. O drama do nordeste é a longa estiagem

 

O governo federal anunciou na tarde desta sexta-feira (9), em Salvador, que começará a investir, ainda neste ano, R$ 1,8 bilhão para aumentar o fornecimento de água no Nordeste e no norte de Minas Gerais. Segundo o Ministério da Integração, serão 77 obras nos dez estados contemplados, para construção ou ampliação de adutoras, barragens e sistemas simplificados de abastecimento.

A Bahia será o estado com mais recursos: R$ 454,9 milhões, com 7 obras; seguido por Piauí (R$ 307 milhões), Pernambuco (R$ 242 milhões), Sergipe (R$ 156 milhões), Minas Gerais (R$ 150,3 milhões), Ceará (R$ 145,2 milhões), Alagoas (R$ 134,8 milhões), Rio Grande do Norte (R$ 108,8 milhões), Paraíba (R$ 91, 5 milhões) e Maranhão (R$ 39,9 milhões).

LEIA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA:

http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/10/governo-sanciona-mp-que-da-verba-para-areas-atingidas-por-desastres.html

*Fonte : G1

VIOLÊNCIA : AUTOR DO MASSACRE DA NORUEGA É CONDENADO A 21 ANOS, *

Condenação de Breivik

gera alívio na Noruega

 

Anders Behring Breivik, não demonstrou surpresa e chegou a sorrir durante leitura do veredicto.

 

 

 

                                                                                                    

 

A Noruega parece sentir-se mais aliviada nesta sexta-feira, com a condenação a 21 anos de prisão do atirador Anders Behring Breivik. Extremista de direita, ele matou 77 pessoas em um atentado duplo, na sede de governo e durante um encontro político de jovens na ilha de Utoya, em julho do ano passado.

A decisão, unânime, foi anunciada pela juíza Wenche Elizabeth Arntzen. As leis norueguesas permitem que o prazo de detenção seja estendido indefinidamente, no caso de os condenados serem considerados presos de alta periculosidade.

Durante a leitura do veredicto, Breivik exibiu um sorriso. Segundo correspondentes em Oslo, em nenhum momento da leitura ele expressou surpresa.

O autor do massacre, considerado a pior tragédia vivida pela Noruega desde do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi considerado mentalmente saudável.

Ele já havia alegado que estava são durante os ataques. A condição foi comprovada por laudos psiquiátricos.

Ataque

Em 22 de julho de 2011, Breivik explodiu um carro-bomba em frente à sede do governo e do escritório do primeiro-ministro Jens Stoltenberg. O atentado deixou oito mortos no centro de Oslo.
Enquanto as equipes de emergência corriam para o local, Breivik seguia para a ilha de Utoya, onde ocorria um encontro da juventude do Partido Trabalhista.
Ao chegar na ilha, abriu fogo e matou 69 pessoas. A maioria das vítimas era de jovens militantes de esquerda. Para Breivik, eram marxistas treinados para promover uma Europa multicultural.
O atirador chegou a divulgar um manifesto na internet, condenando a política de imigração dos países da Europa.
O atentado chocou o país, conhecido pela tolerância e pelo baixo nível de violência. Também pôs em alerta a Europa, que tem assistido o surgimento de diversos grupos extremistas no continente, cujo alvo mais rotineiro são os imigrantes, em especial os muçulmanos.

Alívio

Para familiares das vítimas e sobreviventes dos ataques, a decisão gerou alívio.
Estou feliz com a condenação pois, o tempo todo, achava que Breivik é um homem que sabe o que fez“, disse Unni Espeland Marcussen, mãe de uma das vítimas mortas na ilha de Utoeya.
“Precisamos examinar melhor o extremismo, debater o assunto (…). Não precisamos ver todos os extremistas como pessoas insanas, é preciso levá-los a sério, ouvir e debater suas ideias“, disse Bjorn Magnus Jacobson, sobrevivente do ataque na ilha.
Breivik agora vai cumprir sua sentença em uma prisão nos arredores de Oslo, em uma cela individual. O local foi especialmente preparado para recebê-lo.

*Fonte: BBCBRASIL.

HOMENAGEM : HÁ 25 ANOS PARTIA O POETA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE. *

17 de agosto de 1987 – CIAO!

Morre Carlos Drummond de Andrade

 

 

 

“E agora José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou”. Carlos Drummond de Andrade

 

Carlos Drummond de Andrade, 84 anos, o maior poeta brasileiro de seu tempo, morreu de insuficiência respiratória. Sua morte não surpreendeu seus amigos mais íntimos, que o viram muito abatido depois da morte de sua filha, doze dias antes. O câncer ósseo levou Maria Julieta e tirou do poeta a vontade de viver.

 

Um homem desiludido com o mundo. Injustamente rigoroso no julgamento da obra que produziu. Sentia descrença e desilusão. Lamentava que as novas gerações não tivessem mais os estímulos intelectuais que havia até os anos 40, 50. “Os tempos estão ruins. É um fenômeno universal, uma espécie de deterioração dos conceitos e do sentimento estético. Em qualquer país do mundo é a mesma porcaria. É a massificação dos meios de comunicação, tudo ficou igual no mundo inteiro”.

Carlos Drummond de Andrade nasceu em 31 de outubro de 1902, na mineira cidadezinha de Itabira. Começou a carreira como colaborador do Diário de Minas e, em 1925, fundou A Revista, veículo modernista mineiro. Funcionário público, foi para o Rio em 1934, e tornou-se chefe de gabinete do ministro de Educação Gustavo Capanema. Autor de diversas obras de poesia e prosa, sua obra narra a trajetória de um homem, de uma geração e de um país. Um homem que saiu do interior para a cidade grande. Envolveu-se nos conflitos de seu tempo e se quedou metafísico e retirado diante das coisas do mundo que o aborreceram.

Seus versos transmitem a emoção que sentia no momento em que escrevia, momento que poderia ser um parodoxo do que havia escrito antes. Tratam de temas metafísicos a fatos jornalísticos. Ele foi diametralmente oposto e talvez complementar. O cronista e o poeta. Foi politicamente comprometido, mas nunca aderiu a um partido. Certos poemas são profundamente religiosos, mas não acreditava em Deus. Gostava de ser amado mas abominava a celebridade. Como jornalista, escreveu na Tribuna de Imprensa e durante 15 anos, de 2 de outubro de 1969 até 29 de setembro de 1984, todas as terças, quintas e sábados, foi cronista do Jornal do Brasil. Foram 780 semanas da história do país e do poeta refletidas com agudeza e lirismo em mais de 2 mil e 300 crônicas. Nos deixando entre outras lembranças um poema,rotativo do acontecimento…

“…E é por admitir esta noção de velho, consciente e alegremente, que ele hoje se despede da crônica, sem se despedir do gosto de manejar a palavra escrita, sob outras modalidades, pois escrever é a sua doença vital, já agora sem periodicidade e com suave preguiça. Cede espaço aos mais novos e vai cultiva o seu jardim, pelo menos imaginário. Aos leitores, gratidão, essa palavra-tudo”.

O grande João Nogueira e excelente compositor Paulo César Pinheiro, desenharam essa pérola em sua homenagem…E Agora Drummond,

*Fonte: JB na História

Video/Youtube.

MÚSICA : Morre o Flautista Altamiro Carrilho. * – Colaboração de Cláudio Freitas.

FECHAM-SE AS CORTINAS PARA

ALTAMIRO CARRILHO, AOS 87 ANOS

 

Ele estava internado há cerca de um mês em uma clínica em Laranjeiras. Músico foi virtuoso da flauta transversal, com mais de 200 músicas escritas.

 

O flautista Altamiro Carrilho, um dos mais importantes musicos brasileiros.

 

 

Altamiro Carrilho. Um exímio flautista…Em seu Dicionário MPB, o historiador Ricardo Cravo Albin define Carrilho com “uma lenda viva do choro”.

 

 

Morreu na manhã desta quarta-feira (15), no Rio, o flautista Altamiro Carrilho, de 87 anos. Na segunda-feira (13) ele passou mal e foi levado para uma clínica particular em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. A causa da morte ainda não foi divulgada.
Ainda não há informações sobre o enterro do músico e compositor. Segundo a família, Altamiro esteve internado durante muito tempo com problemas pulmonares, que o deixaram bastante debilitado.

De acordo com a assessoria de imprensa do hospital São Lucas, no Rio, Carrilho esteve internado entre 7 e 24 de julho, tendo retornado para um atendimento no dia 27. No mesmo dia, retornou para sua casa. Seu quadro era de neoplasia pulmonar.

Altamiro foi um virtuoso da flauta transversal, com mais de 200 músicas compostas e mais de uma centena de discos gravados. Filho de Lyra de Aquino Carrilho e do dentista Octacilio Gonçalves Carrilho, o músico tinha sete irmãos, incluindo o também flautista Álvaro Carrilho.

O primeiro disco de Altamiro foi “A bordo do Vera Cruz”, de 1949. Nos anos seguintes, gravou trabalhos como “Choros imortais” (1964), “Clássicos do choro” (1979) e “Pixinguinha de novo” (1998). Em 1938, foi membro da Banda Lira de Arion, na qual tocava caixa. Quando passou a tocar flauta, foi destaque do programa de calouros de Ary Barroso.

Além da música, atou como farmacêutico e comprou uma flauta usada, com a qual começou a ganhar fama entre os apreciadores do choro. Em seu perfil no Twitter, o músico Ed Motta lamentou a morte do veterano flautista. “Altamiro Carrilho RIP [descanse em paz]”, escreveu Motta, que também publicou uma foto do álbum “Altamiro Carilho e sua bandinha na TV nº 2”, lançado em 1958.

 

* Fonte: G1

MEU NORDESTE É ISSO / A Traição no Cangaço (Por Archimedes Marques)* – Colaboração de Renato Didier Aquino.

Traição e morte dentro do cangaço

 

Zé Baiano. Sanguinolento e feroz. Desalmado e Corno.

 

 

Consta da história que o sanguinário e impiedoso cangaceiro Zé Baiano, chefe de um dos grupos de Lampião, atuava principalmente na região de Frei Paulo e adjacências, no nosso querido Estado de Sergipe, inclusive era um rico bandido que tinha a audácia de também ser um forte agiota, emprestando dinheiro a juros exorbitantes para fazendeiros e comerciantes daquelas cercanias.

O famoso bandoleiro ferrador Zé Baiano, apesar da sua feiúra em todos os sentidos, tinha o privilégio de ter como companheira a mais linda e atraente das cangaceiras – Lídia. Contaram os remanescentes do cangaço, mais de perto os então cangaceiros sobreviventes e alguns ex-coiteiros e protetores de Lampião, que a linda Lídia era daquelas mulheres de “fechar quarteirão”, de deixar todos os cabras-machos “babando” de desejo, principalmente quando se apresentava saindo dos rios ou lagoas em vestido molhado e colado ao seu estrutural corpo. Diziam ser um verdadeiro deslumbre de se ver a cangaceira Lídia no seu andar provocante, mas infelizmente não há uma fotografia dela sequer para assim comprovar tal beleza.

Por isso era admirada e desejada por todos os cangaceiros, mas ninguém se atrevia a dar uma “cantada” na moça, até porque, apesar de todos ali serem bandidos perigosos, havia muito respeito dentro do acampamento. Essa era uma das regras impostas e prova inconteste da liderança e comando de Lampião, ou seja, exigia o chefe, acima de tudo, que todos se respeitassem mutuamente e que só houvesse sexo entre os casais devidamente conquistados e efetivados. Além disso tudo, o próprio Zé Baiano, pela sua crueldade, era dos mais respeitados dentro do bando e mais ainda fora do acampamento, onde quer que chegasse. O seu nome fazia arrepiar e tremer de medo qualquer um, talvez até mais do que o próprio Lampião que era bem mais complacente.

Um temível cangaceiro acostumado a ferrar mulheres com ferro em brasa com as iniciais JB nos seus rostos, virilhas ou nádegas somente pelo simples fato delas usarem cabelos curtos, maquiagens ou roupas decotadas. Enfim, um psicopata impiedoso, ignorante em todos os sentidos que matava, estuprava, roubava e torturava as suas vítimas sem dó ou piedade.

A astúcia de Zé Baiano. Ferrada no rosto de Maria Marques.

Ocorre, porém, que o desejo da carne terminou sobrepondo todos os perigos possíveis e assim a linda cangaceira Lídia terminou por ceder ou mesmo procurou os encantos do cangaceiro conhecido por Bem-te-vi e com ele passou a cometer adultério em eloquentes e quentes encontros sexuais dentro do mato quando da ausência de Zé Baiano no acampamento. No entanto, o cangaceiro Besouro que também já estava de olho em Lídia há algum tempo e até desconfiado que ela traia Zé Baiano com o Bem-te-vi, certo dia seguiu os dois quando eles entraram disfarçadamente mato adentro, pegando-os em flagrante na hora do ardente sexo. Daí fez uma proposta para a Lídia que se ela também mantivesse relações sexuais com ele, o segredo ficaria somente entre os três, caso contrário ele contaria tudo a Zé Baiano. Indignada, a corajosa Lídia retrucou agressivamente com palavras de baixo calão o cangaceiro Besouro e sua indecente chantagem.

Então, naquela mesma noite, quando todos estavam reunidos em volta a uma fogueira, contando e recontando as diversas histórias de Trancoso, histórias de assombração, histórias de botijas e histórias diversas das guerras do cangaço, o bandido flagranteador Besouro provocou a Lídia que apesar de tudo não arrefeceu mostrando força, coragem e determinação mesmo sabendo que tal gesto poderia valer a sua própria vida.

Presentes estavam os maiorais do cangaço que “lavaram as suas mãos” sem interferirem na decisão, a exemplo do supremo chefe Lampião e de outros da sua inteira confiança como Corisco, Luís Pedro, Moreno, Virginio e Labareda, além do próprio traído, cangaceiro Zé Baiano. Corajosa, afoita, determinada, atrevida no atrevimento suicida das mulheres decididas da época e até mesmo inconsequente para o momento, Lídia repeliu o seu companheiro surpreso e enlouquecido de raiva e ódio, Zé Baiano, exclamando em alto e bom som: Estive com ele, sim!… Que tem isso?… O que é meu eu dou a quem quero!…

Enlouquecido em místico de vergonha, raiva, ódio e desespero ao mesmo tempo, Zé Baiano arrastou Lídia até uma árvore ali perto e após amarrá-la, matou-a impiedosamente a cacetadas e depois chorou copiosamente a perda do seu grande amor, enterrando o seu tão desfigurado corpo do que antes tinha sido uma linda mulher. Para ele a sua honra fora lavada com o sangue da traidora. A partir de então Zé Baiano que já era malvado ficou ainda pior, principalmente contra as mulheres.

Já o cangaceiro delator, Besouro, foi morto ali mesmo por ordem de Lampião no momento em que Lídia disse que ele assim tinha denunciado o fato em contrapartida dela não ter aceitado também transar com ele. Por sua vez, o cangaceiro Bem-te-vi logo no início da conversa, de um pulo, tratou de fugir na escuridão, mato adentro em desabalada carreira para nunca mais se ter notícias dele.

Era um tempo atroz em que não se aceitavam traições femininas em hipótese alguma e quem assim se atrevesse a contrariar as regras pagava com a sua própria vida.

 

Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe).

* Fonte ( cariri ligado)

 

RENATO DIDIER AQUINO

Colaborador.

JUSTIÇA AMERICANA : JUIZ CONDENA ASSASSINO À EXECRAÇÃO PÚBLICA.

“Eu matei Aaron Coy enquanto

dirigia bêbado”

 

Um juiz obrigou Michael Giacona, que dirigiu alcoolizado e matou o jovem Aaron Coy, a se humilhar publicamente.

 

NUMA DECISÃO ATÍPICA, MAS EXEMPLAR,

JUIZ OBRIGA ASSASSINO NO TRÂNSITO A

SE HUMILHAR PUBLICAMENTE;

EIS UMA BOA IDEIA PARA O BRASIL

 

 

Uma decisão judicial no Texas, atípica, mas exemplar, poderia ajudar a reduzir as mortes no trânsito, se fosse seguida no Brasil, o país onde mais pessoas são mortes pela combinação de álcool e direção. Um juiz obrigou Michael Giacona, que dirigiu alcoolizado e matou o jovem Aaron Coy, a se humilhar publicamente. Ele foi obrigado a se expor publicamente, tendo à sua frente um cartaz onde se podia ler: “Eu matei Aaron Coy enquanto dirigia bêbado”.

Giacona foi obrigado a ficar parado, durante um dia inteiro, diante do cartaz. De acordo com o juiz, isso serviria para que ele pudesse demonstrar remorso pela vítima. A pena, evidentemente, não foi a única. Giacona também foi condenado a um ano de prisão.

O caso, no entanto, gerou um debate nos Estados Unidos sobre a humilhação imposta ao réu. De acordo com o juiz, a decisão tinha como finalidade dissuadir pessoas que, impunemente, bebem e, em seguida, ligam a ignição.

Fonte: Brasil 247

REGISTRO NA HISTÓRIA : MORRE O ESCRITOR MILLÔR FERNANDES.(*)

 

Viva o Brasil

Onde o ano inteiro

É primeiro de abril

 

Millôr Fernandes. Escritor, Tradutor, Cartunista e Jornalista. Morre aos 88 anos.

 

O escritor, jornalista, desenhista, dramaturgo e tradutor Millôr Fernandes morreu na noite da terça-feira (27/3), aos 88 anos. Ele estava em sua casa, em Ipanema, no Rio de Janeiro, e, segundo a família, teve falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca. O velório está marcado para esta quinta-feira (29/3), às 10h, no cemitério Memorial do Carmo, no Caju. O corpo será cremado.

No ano passado, Millôr chegou a ser internado duas vezes na Casa de Saúde São José, na zona sul do Rio. Os motivos da internação não foram divulgados.

Millôr era autodidata. Ensinou a si mesmo a ler, escrever e a falar um inglês impecável. Um de seus trabalhos mais célebres é a tradução de obras do dramaturgo inglês William Shakespeare, o que o tornou um dos principais adaptadores da obra do bardo no Brasil. Começou a carreira aos 14 anos, como jornalista, e aos 19  foi contratado pela revista O Cruzeiro, e logo passou a conciliar as tarefas de jornalista, tradutor e dramaturgo. Foi colaborador , também de revistas como IstoÉ e Veja.

Nos anos 1960, ao lado de amigos como Ziraldo e Jaguar, fundou o jornal O Pasquim, que se opunha e criticava a ditadura militar com textos carregados de sarcasmos, piadas e ironias. Nos anos seguintes, consolidou suas atividades autorais no teatro e publicou suas traduções de Shakespeare. Foi também o criador da Pif-Paf, revista de humor e oposição ao regime militar de curta duração: “Se o governo continuar deixando que circule esta revista, com toda a sua irreverência e crítica, dentro em breve estaremos caindo numa democracia”, dizia o editorial de sua oitava e última edição.

Escreveu cerca de 30 linhas, em que aliou o texto refinado, o humor ferino e o desenho original. Entre suas obras se destacam Tempo e Contratempo, Fábulas Fabulosas, Diário da Nova República (três volumes); Millor Definitivo; The Cow Went do the Swamp ( A Vaca Foi Para o Brejo); e Crítica da Razão Impura.

Nos últimos anos, manteve um site onde publicava textos de humor e cartuns e reuniu seus trabalhos nos últimos 50 anos. O site, inaugurado em 2000, o colocou entre uma das primeiras personalidades brasileiras a figurar na internet. Hoje, seu perfil no Twitter é um dos mais populares no país.

(*) ConJur.

 

Alguns haikais de Millôr Fernandes:

Viva o Brasil
Onde o ano inteiro
É primeiro de abril
***
O velho pinho
Não dá mais pinha;
Só passarinho
***
Velho de dar dó.
Se for espanado
Volta ao pó.
***
Escritores:
Pensador é o que cita
Pensadores!
***
Esquece os preitos.
No banheiro só existem
Teus defeitos
Fonte: Sopa de Letras

HOMENAGEM : 23/03/2012 – REGISTRO HISTÓRICO – Morreu Chico Anysio.

Chico narra encontro

da vida e a morte…

 

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho. O genial Chico Anysio. Imortalizou centenas de personagens...

 

Em sua genialidade, Chico Anysio não se rende ao tempo e escreveu em seu blog poesias e comentários sobre coisas do cotidiano e da vida. Em uma poesia e uma crônica, postadas em 31 de março de 2008 e 11 de novembro de 2008, respectivamente, ele mostra pensamentos que o caracterizam além das câmeras, após a descoberta da doença.

Leia abaixo os dois textos na íntegra.

 

VIDA E MORTE

 

Por esses caminhos rudes
que o Destino nos impõe,
entre defeitos, virtudes,
tudo o mais que se compõe,
Morte e Vida se encontraram
e logo reconheceram
quem eram. E se falaram
de coisas que ocorreram.

“Como é que vai essa vida ?”
– perguntou a Vida à Morte.
“Está sendo bem servida ?
Como é que anda esta sorte ?”
A Morte então respondeu:
“Vou vivendo sem reclamos.
Carregando quem morreu
e por outros que chamamos.

E você, que é que me conta
antes que um dia eu te corte ?”
“Viver hoje é um faz-de-conta,
porque a vida é de morte.
Doenças, vírus, bacilos,
desastres em profusão,
os corpos, nos seus vacilos,
provocando infecção…

Mas dá pra espichar os dias
de ficar por esse mundo”.
“Não são as más companhias
que te carregam pro fundo ?”
“Não, não” – respondeu a Vida
com um pequeno sorriso.
“Eu sou mesmo uma perdida
que nem vive o que é preciso”.

A Morte, então, num deboche,
disse à Vida: “Até um dia…”.
A vida é mero fantoche
da Morte e, com tirania,
carregando o seu cajado
que simboliza o poder,
deixou a Vida de lado
pra mais um pouco viver.

A Vida, que sabe ter
um tempo certo na Terra,
soube, astuta, se conter
(o seu semblante até cerra).
Depois que a morte sumiu
com sua carranca adunca,
a Vida ao seu Deus pediu:
“Que a Morte não viva nunca !”

 

COMO A VIDA DEVIA SER

 

Eu acho que o ideal seria que as pessoas nascessem velhas e morressem crianças. O homem nasceria com 90 anos, ia ficando mais moço, mais moço, até morrer de infância.

Nascendo com 90 anos, você aos 65 se casaria com uma mulher de 59, mas e a recompensa? A cada dia, a cada semana, a cada mês, ela ia ficando mais nova, mais nova, até se transformar numa gata de 20.

Entendeu? E, depois do casamento, vocês dois ficariam noivos, seriam namorados, até chegar ao amor infantil, branco e desinteressado… mãos dadas… (no máximo) e apagando das árvores, os corações entrelaçados.

Você nasceria rico, aposentado e sábio. Começaria a ganhar cada vez menos… até entrar para a Faculdade para ir desaprendendo tudo e ir ficando mais ingênuo e mais puro. Depois a bicicleta, o velocípede, desaprenderia a andar, esqueceria como engatinhar, o voador, o cercadinho… do cercadinho pro berço, as fraldinhas molhadas, três gotas de Otalgan para a maldita dor de ouvido, o chá de erva doce para a dorzinha de barriga…a mamadeira de água, o peito da mãe e, num dia qualquer, pararia de chorar.

Com o tempo correndo para trás, a humanidade regrediria nos séculos até aparecer o último homem: Adão. Último-primeiro quando então, pegando-o na mão, ao invés de soprar sobre ele Deus inspiraria o homem outra vez para dentro de si mesmo.

 

Autor: Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho.

Profissão: Gênio…

(*) Fonte: Brasil 247

NOTA DE PESAR – E lá se foi Gilberto de Zuca…

GILBERTO MATIAS GOMES

“Gilberto de Zuca Guarda”

 

 

OS PÊSAMES DA FAMÍLIA OABELHUDO

 

Tomei conhecimento agora pela manhã que o estimado amigo – GILBERTO MATIAS GOMES ou Gilberto de Zuca, faleceu. Não sei de que foi, ainda. Todavia uma coisa me ocorreu. Lembrei-me de
Gilberto em alguns da minha vida. Menino criado ali na dr. Benjamim, era comum vê-lo com meu amigos Zé de Ineizinha, Coca, Gustavo e alguns outros. Fazia parte do nosso convívio na sinuquinha que Zé de Ineizinha tinha em casa e que era ponto de todos nós, nas tardes calorentas dessa nossa Sanharó.

Integrou também a nossa Banda de Música Santa Cecília e foi um bomempregado da Laticínios Sanharó, desde à época de seu Cloves, Heriberto e Gilberto Guimarães. Continuou ali na administração da Cilpe e até o seu fechamento aí já no comendo da Parmalat que conseguiu o milagre de naufragá-la, quase levando nosso município na infeliz empleitada.

A última vez que o vi foi no velório de Delço de Zequinha Metro. Me parecia bem. Reclamou de algo, mas ele mesmo arrematou dizendo ser mal da idade…

São os percalços da vida. Nos dispersamos uns dos outros e quando damos por conta, a vida passou, amizade diminuiu, o tempo encurtou e os assuntos pessoais mais ainda. Só temos assuntos velhos que o tempo ainda não destruiu…É um caso a se pensar.

Aonde estão os nossos velhos camaradas. Os moleques do jogo pinhão. do Jogo de bila e de castanha nas velhas calçadas…

Gilberto tinha a titela avantajada. Brincávamos com ele, dizendo que engulira um caroço de manga e este ficara ali; atravessado.

Para um domingo morno, talvez iguais a tantos outros, por instante me vejo menino brincando com os gilbertos da vida…

Aos seus familiares as condelências da Família OABELHUDO e o desejo de que Deus o acolha dentre os bons como assim o foi aqui na terra. Bom filho, bom amigo e bom pai. Enfim que todos que gozaram da alegria da convivência, encontrem em Deus o conforto pela sua inesperada perda.

O velório está acontecendo em sua residência, no sítio das moças. O enterro será logo mais às 16:00 horas.

Paulinho Muniz