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ELEIÇÃO 2014: Eduardo Campos AINDA é um Ilustre Desconhecido *

 

EDUARDO CAMPOS É DESCONHECIDO

PELA MAIORIA DOS ELEITORES

 

 

O nome é bom em Pernambuco. Tirou daqui é um ilustre desconhecido - Diz pesquisa

O nome é bom em Pernambuco. Tirou daqui é um ilustre desconhecido – Diz pesquisa

 

 

Apesar do esforço feito pelo governador de Pernambuco e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Eduardo Campos (PSB), ainda não conseguiu tornar-se m nome conhecido nacionalmente. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o Instituto MDA, 54,6% dos eleitores ouvidos desconhecem o socialista. Dos dois mil entrevistados ouvidos durante o estudo, 18,4% afirmaram conhecer o gestor e 26,6% disseram que já ouviram falar.

Já a atual presidente da República, Dilma Rousseff (PT), lidera o ranking entre os quatro principais presidenciáveis, sendo conhecida por 79,1% dos eleitorados. Por outro lado, apenas 0,4% afirmaram nunca ter ouvido falar na chefe do Executivo federal.

O senador e presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves (MG), é conhecido por 38,4% dos entrevistados e 34,2% já ouviram falar o tucano. Por sua vez, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, é conhecida por 40,7%, enquanto que 34,9% confirmaram já terem ouvido o nome da pré-candidata. A ex-verde é conhecida por 24% dos eleitores.

A pesquisa ouviu dois mil eleitores em 134 municípios de 20 estados, de 1 a 5 de junho deste ano.

 

* Fonte: PE 247

BRASIL: Câmara aprova projeto que dá brecha à criação de municípios *

Levantamento do GLOBO identificou 410 novos**

pedidos em assembleias legislativas

 

pressão das galerias na votação da Câmara ontem

pressão das galerias na votação da Câmara ontem

 

Com as galerias repletas de manifestantes que, de pé, aplaudiram os deputados, a Câmara aprovou nesta terça-feira, por 319 votos a favor e 32 contra, além de duas abstenções, projeto de lei complementar que reabre a possibilidade de criação de novos municípios via assembleias legislativas dos estados. Sete destaques para modificar o texto ainda foram apreciados. A farra de criação de novos municípios foi interrompida em 1996, quando emenda constitucional aprovada exigiu a aprovação de lei federal traçando os novos critérios para a criação, incorporação e desmembramentos de cidades a serem seguidos pelas Assembleias estaduais. O texto original já tinha sido aprovado no Senado, mas como foi modificado pela Câmara, retorna àquela Casa para nova votação.

Levantamento feito pelo GLOBO nas Assembleias dos 26 estados da federação revelou que, se a porteira for novamente aberta, o país poderá ganhar até 410 novos municípios, elevando para quase 6 mil o número de cidades brasileiras — hoje já são 5.578 municípios. A criação de novos municípios implica em aumento de gastos para custear as estruturas de Executivo e Legislativo da nova cidade, além de novos representantes a serem eleitos, os servidores públicos que irão dar suporte.

O texto base, negociado pelo governo federal com os parlamentares, foi aprovado por volta de 21h30m. Seis dos sete destaques que tentavam modificar o texto, tornando as regras mais flexíveis, foram derrotados e apenas um aprovado, contra a vontade do governo. Foi retirada do texto o impedimento de desmembrar municípios que tenham áreas pertencentes à União, suas autarquias e fundações. O líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), fez o apelo para que o texto acordado fosse mantido.
– Vamos manter o texto, foi fruto de acordo. Se modificarmos, o texto irá ao Senado, mas não se sabe quando será votado – ameaçou Chinaglia, ao perceber que partidos da base aliada estavam apoiando a emenda apresentada pelos tucanos.
O apelo de Chinaglia não surtiu efeito. Dividida, a base aliada permitiu a aprovação da emenda. Os deputados que defenderam a modificação argumentaram que o texto inviabilizaria a emancipação em vários estados, como o Pará, onde existem muitas terras da União. Mesmo se houver o desmembramento, argumentaram técnicos da Câmara, a terra continuará sendo da União.

* Fonte: O Globo

**NOTA DO BLOG

Em Pernambuco, a expectativa é de que alguns distritos consigam emancipação, salvo, se o Senado alterar, também, o que está aprovado pela câmara dos deputados. Os distritos de Cavaleiro e Curado, ambos em Jaboatão dos Guararapes têm condições legais de se emanciparem. Isso é um processo que ainda vai passar pela Assembleia Legislativa e um plebiscito junto à população. Alguns parlamentares defendem que outros distritos, também, teriam condições, a exemplo de:

Nascente – distrito de Araripina;

Rajada – distrito de Petrolina

Pão de Açucar – distrito de Taquaritinga do Norte

São Domingos – distrito de Brejo da Madre de Deus

Negras – distrito de Itaíba

Rainha Isabel – distrito de Bom Conselho e

Caraibeiras – distrito de Tacaratu.

Pelo que está aprovado, o distrito terá obrigatoriamente que ter uma população, não inferior a 8 mil habitantes…Em nossa opinião o projeto é absolutamente desnecessário e tem um viés apenas eleitoreiro. Tomara que o Senado demore, pelo menos, mais dez anos para votá-lo.

Dom Pablito

Editor

PERNAMBUCO : PARA ONDE IRÁ O Ministro FERNANDO BEZERRA COELHO ? *

 

Com um pé fora do PSB, o atual ministro dará muito trabalho a Eduardo.

(Com um pé fora do PSB, FBC dará muito trabalho a Eduardo Campos. Poderá ir para PMDB)

A possibilidade de o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), ingressar na disputa sucessória do Palácio do Campo das Princesas, no próximo ano, como eventual adversário do nome a ser indicado pelo governador Eduardo Campos (PSB) mexeu, e muito, com os cenários que já se configuravam para o pleito.

O auxiliar da presidente Dilma Rousseff (PT) surgiu, inicialmente, como uma provável opção do PT em resposta às movimentações do chefe do Executivo estadual para o fortalecimento de sua postulação presidencial. Na sequência, o gestor sertanejo foi ligado a um quadro bem mais ousado, no qual assumiria o comando em Pernambuco de uma legenda de médio porte da base aliada do Governo Federal, para a constituição de uma chapa majoritária, que já incluiria o próprio PT e o PP. A mais recente especulação projeta um retorno de Bezerra Coelho ao PMDB, que é comandado pelo senador Jarbas Vasconcelos no Estado. Contudo, esse movimento implicaria numa intervenção da instância nacional peemedebista. Algo que poderia gerar, no mínimo, um constrangimento considerável.

O ministro Fernando Bezerra Coelho não esconde de ninguém o seu desejo, tratado muitas vezes como um sonho, de governar Pernambuco. E há uma interpretação de bastidor de que este seria o seu melhor momento para ingressar na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. O comandante da Integração Nacional tem capilaridade no Interior do Estado e um trânsito invejável junto ao empresariado local. Como ex-secretário de Desenvolvimento Econômico estadual, foi justamente o gestor que construiu as pontes necessárias para o desembarque de grande parte das empresas que chegaram ao Complexo Portuário de Suape nos últimos anos. No entanto, é no campo político que Bezerra Coelho encontraria as maiores resistências. Ele não apareceria na lista idealizada pelo governador Eduardo Campos para representar o PSB.

Sem contar com a preferência do líder da Frente Popular de Pernambuco, Fernando Bezerra teria seu desejo satisfeito pelo PT. O Partido dos Trabalhadores, que saiu enfraquecido da disputa pela Prefeitura do Recife, no ano passado, vê seus principais nomes envolvidos numa briga interna que parece sem fim. Como atualmente não haveria um petista “legítimo” em condições de brigar pelo Governo do Estado com condições de vencer a eleição, a legenda apostaria na “conversão” de um aliado, e o ministro da Integração Nacional reuniria as condições consideradas como ideais para a missão.

Entretanto, como no PT nada é tão fácil de se concretizar, o ministro poderia encontrar resistência em algumas das tendências do partido que, atualmente, flertam com o Palácio do Campo das Princesas. Vale lembrar que após as polêmicas prévias para a escolha do candidato petista à Prefeitura do Recife, o partido não conseguiu chegar ao consenso em nenhum dos debates que se apresentaram até o momento.

Para evitar possíveis problemas com a logística do PT pernambucano, alguns aliados do ministro Fernando Bezerra Coelho entendem que o melhor caminho para o gestor é contar com o apoio do partido da presidente Dilma Rousseff, mas entrar na disputa por outra legenda. Esse cenário ainda apresentaria um outro ponto significativo capaz de seduzir ainda mais o chefe da Integração Nacional. O comando de uma sigla da base do Governo Federal possibilitaria ao sertanejo um caminho mais seguro na disputa estadual. Com o controle de sua agremiação, Bezerra Coelho teria como evitar qualquer investida da Frente Popular para minar suas pretensões. Além do fato de que uma legenda somada à dupla PT/PP poderia render um tempo significativo ao ministro.

* Fonte: FolhaPE

COMPORTAMENTO: Ainda é Possível Acreditar em algum Político? (*)

Político tem conserto?

Charge Maurílio.

Charge Maurílio.

 Honestos e competentes? Não. Corruptos e incapazes é como vemos nossos políticos.

Apesar dos escândalos do mensalão e dos sanguessugas, quase 90% dos 513 deputados federais pretendem concorrer à reeleição em outubro. Isso sem falar no presidente e nos governadores que querem mais quatro anos. Então vamos às urnas renovar o quê?

A pedido de Seleções, o Instituto Gerp entrevistou mil eleitores em 11 capitais brasileiras para saber o que sugerem os cidadãos que votam no próximo mês para tentar fazer o que o Congresso Nacional não fez – tirar de circulação os políticos que colaboram para a má fama de toda a classe. Depois, telefonamos para alguns deles a fim de entender melhor o que estão sentindo. Os resultados trazem grandes lições e algumas surpresas, inclusive boas.

A desconfiança dos eleitores em relação aos políticos é tamanha que, entre as sugestões apresentadas, as mais votadas foram as ligadas à transparência (relatórios na Internet, transmissão pela TV das atividades do Congresso, publicação periódica em locais de fácil acesso das contas, salários e benefícios do presidente e de governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores).

charge do politico safado e eleitor idem

“Hoje não é mais possível ter fé em nenhum partido. Tem gente ruim e gente boa espalhada em cada um deles”, diz o ponderado Devanir Vieira dos Santos, 40 anos, vendedor autônomo de Manaus. No outro extremo do país, a comerciária gaúcha Karen da Rosa, 19 anos, muda o tom, mas não o sentimento: “Só muda a sigla do partido. Nenhum tem credibilidade.”

Mas só acompanhar os passos dos políticos não é suficiente. O que os eleitores querem também é pôr a mão na massa: sonham com uma participação maior da população, por meio de debates, audiências públicas e mecanismos da democracia direta, como plebiscitos e referendos.

A cientista política gaúcha Elizabeth Pedroso, entusiasta de uma maior participação política da população, lembra que o orçamento participativo, um mecanismo típico da democracia direta, já é praticado em Porto Alegre e com resultados positivos. “As pessoas criam novas formas de participação quando outras demonstram estar enfraquecidas.”

Renato Janine Ribeiro, professor de Ética e Filosofia Política da USP, também acredita que a participação popular traz benefícios para a democracia, mas alerta: “Não podemos nos iludir achando que só transparência e mecanismos de participação são suficientes para a mudança. A falta de confiança da população chegou a limites extremos.” O filósofo lembra que o mecanismo de consulta popular já foi usado duas vezes no Brasil (com o referendo sobre porte de armas, ano passado, e o plebiscito sobre regime de governo, em 1993), mas sem que fosse explorado ao máximo.

LEIA A ÍNTEGRA

Político tem conserto?

(*) Seleções Reader’s Digest / Por Dirley Fernandes

CAMPANHA 2014: CID GOMES, O SABOTADOR DE EDUARDO CAMPOS NO PSB (*)

Cid Gomes, Eduardo Campos e Dilma sabotagem

Governador do Ceará é, junto com o irmão Ciro Gomes, uma das poucas vozes discordantes da legenda quando o assunto é uma possível candidatura à presidência do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos; agora, mais uma vez, ele diz que o seu partido deve ter candidato, mas não em 2014, e que acredita que Eduardo venha apoiar a reeleição de Dilma; afinal de contas, o que ele quer?

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), reforçou, mais uma vez, o seu posicionamento favorável à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) nas próximas eleições presidenciais. Em detrimento da candidatura própria do governador de Pernambuco e líder da legenda socialista, Eduardo Campos. Para ele, o seu partido deve ter candidato, mas não em 2014. O gestor também disse acreditar que o correligionário venha a apoiar a candidatura à reeleição de Dilma. O governador cearense, juntamente com seu irmão, Ciro Gomes, é uma das poucas vozes discordantes no interior do PSB em torno do lançamento de uma candidatura própria.

“A eleição de 2014 será tratada em 2014. Eu defendo que a gente apoie Dilma em 2014. Me sinto à vontade para dizer publica e claramente isso, que se depender de mim a gente apoia a Dilma em 2014”, declarou Cid Gomes à Imprensa, nesta terça-feira (19), após sair de uma cerimônia no Palácio do Planalto.

Nos bastidores, corre a informação (não é de hoje) de que tanto o governador como, sobretudo o seu irmão, o ex-ministro Ciro Gomes, que também governou o Ceará, não mantêm um bom relacionamento com Eduardo Campos. Isso porque Ciro queria ser candidato a presidente em 2010, mas teve que abrir mão da sua postulação em função do apoio do PSB à candidatura da presidente Dilma. Apesar de dizer que este não é momento para um voo solo por parte de Eduardo, Cid Gomes defendeu que é necessário ampliar as opções partidárias. “Não quero ficar eternamente tendo de fazer a opção PT ou PSDB, PSDB ou PT”, afirmou.

Em meio às especulações cada vez mais fortes de que Eduardo Campos será candidato a presidência da República no próximo ano, Cid Gomes disse acreditar que o governador pernambucano, pelas suas movimentações, estará ao lado da presidente Dilma. Mesmo com a movimentação feita por Eduardo para construir um discurso nacional como a defesa de um novo Pacto Federativo para dar mais autonomia aos estados e municípios decidirem os rumos de suas próprias políticas econômicas, a vista a realização de palestras batizadas de “Diálogos do Desenvolvimento” por outros estados brasileiros neste ano e a busca por apoio político fora da Região Nordeste.

“Eduardo é presidente do partido, tem mais deveres do que eu. Ele não pode simplesmente dar a posição dele, ele tem de ter uma posição de magistrada ali, porque essa questão num dado momento vai ser discutida. É o que eu vi dele e o que sinto que ele está fazendo, dos passos que está dando, ele é solidário a Dilma e disse que o partido está do lado da Dilma”, complementou o governador cearense.

(*) Fonte: PE247

NOTA DO BLOG

Depois do time do Fortaleza enxotar a fraquíssima equipe do Santa Cruz da Copa Nordeste, agora é a vez do governador do Ceará, Cid Gomes e o seu irmão Ciro encetar uma “conspiração” para defenestrar a possível candidatura do governados de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do PSB ao cargo de Presidente de República, na eleição de 2014.

 

CANETADAS ON LINE / Fernando Soares Lyra – Por Jurandir Carmelo (*)

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Mesmo sabendo que Fernando Lyra agonizava no seu leito de morte, o Brasil e Pernambuco queriam-no vivo!

A morte de FERNANDO LYRA, na quinta-feira (14/02/2013) no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas, em São Paulo, deixou o País mais pobre, particularmente Pernambuco, pelo que ele representou para a democracia e a liberdade. Foi um baluarte na luta pela redemocratização da vida nacional. Soube enfrentar com altivez e coragem os que se arvoravam em perseguir aqueles que lutavam por um Brasil mais justo e igualitário.

Conheci Fernando Lyra na luta contra a ditadura, nela o AI-5, o decreto 477 e outros males praticados pela direita brasileira (como a tortura), espécies essas que aprisionaram sonhos, castraram vocações e mataram jovens estudantes ou não que levantaram a bandeira contra a repressão militar. A sensatez de Fernando Lira aliada à sua bravura cívica o tornou um Homem indispensável na luta contra o golpe de Estado de 1964, mais tarde na redemocratização do País.

Aqui em Pesqueira e em outros recantos de Pernambuco participamos de vários atos ao lado de Fernando Lyra, entre outros, como na campanha pelas Diretas Já (1984). Sua morte nos deixa triste, mas não cabisbaixos, pois uma coisa ele nunca se permitiu: baixar a cabeça, fraquejar, esconder-se, negar-se. Dizia sempre o que lhe vinha à mente, empolgando a todos que o ouviam, e que de certa forma seguia os seus ensinamentos. Fernando Lira foi escola.

Fernando Lyra deixou enormes lições de civismo, de amor à pátria. Demonstrou isso tantas vezes em praça pública, na luta pela Anistia, pelas Diretas Já. Foi o interlocutor primeiro na costura política da candidatura do Dr. Tancredo Neves à presidência da República, o que lhe valeu o convite para assumir o Ministério da Justiça. Como Ministro da Justiça seu ato mais importante foi determinar o fim da censura no Brasil, rescaldo da ditadura militar. Em 1989 foi candidato à vice-presidente na chapa de Leonel Brizola, outro símbolo de resistência e brasilidade.

Fernando Lyra anos 70

Em Pernambuco foi deputado estadual (1966), depois passou a representar o povo pernambucano na Câmara Federal, nos seus sete mandatos consecutivos (1971 a 1999). Apoiou a candidatura de Marcos Freire para o Senado (1974) e depois para o governo de Pernambuco (1982), mais tarde nas campanhas do velho Arraes de volta ao Palácio do Campo das Princesas, foi peça chave. Visionário, foi o mentor da candidatura de Eduardo Campos para governador do Estado (2006) e de sua reeleição (2010).

No campo dos acontecimentos políticos, Fernando Lira sempre teve uma visão do amanhã. Sabia das coisas! Lia jornais do país inteiro, conhecia a política nacional como ninguém.

Fernando Lira foi um dos fundadores do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e fincou o pé criando o grupo dos autênticos incorporado por deputados e senadores do velho MDB, para o enfrentamento a ditadura militar, instalada no país em 1964.

A história de vida de Fernando Lyra se confunde com a história recente do Brasil. Se ao Dr. Ulisses Guimarães lhe foi dado o título de senhor Constituinte, Fernando será sempre o Senhor Democracia e Liberdade.

Sua voz, de forte entonação, levava às multidões o sentimento de grandeza de ser brasileiro, exaltando sempre a pernambucanidade.

Como deputado federal honrou os seus mandatos, e da tribuna daquela Casa Legislativa vez chegar a sua voz ao Brasil inteiro. Era um parlamentar respeitado, pela sua conduta correta e sempre coerente com o que acreditava.

Quando tive a oportunidade de trabalhar no gabinete do deputado João Lira Filho na Assembléia Legislativa de Pernambuco (legislatura de 1983/1986), notei o quanto o mestre João amava e admirava o filho Fernando, e numa situação extraordinária senti que um se orgulhava do outro. Fernando Lira, como deputado ou ministro da Justiça, estando em Brasília, telefonava quase todos os dias para falar com o pai. Fernando tinha tempo para a Nação, para o Pai e para a Família. É outra lição fica aos políticos dessa nova geração!

A NOITE DE SÃO BARTOLOMEU…

João Lira Filho

 

O velho João, homem sensato, de forte personalidade e de caráter ilibado, respeitadíssimo no meio político, certa vez, foi lançado candidato à presidência do legislativo pernambucano. De Fernando Lyra ouvi dizer ao pai: “cuidado com a noite de São Bartolomeu”. Não deu outra, o jogo sujo e a traição veio na bucha, quando até mesmo um deputado foi “sequestrado” para não comparecer ao pleito, tirando o voto que dava a vitória ao Mestre João Lyra.

O dia 14 de fevereiro de 2013 vai ficar marcado para sempre no coração dos pernambucanos, dos brasileiros, enfim. Além de sua história de lutas, que honrou Pernambuco e o Brasil deixou o livro “Daquilo que Eu Sei”, um relato autêntico sobre a eleição do Dr. Tancredo Neves e a transição democrática após a ditadura militar.

Fernando Lyra era Grande! Grande pelos seus gestos, pela sua luta, pelos seus ensinamentos, pela sua correção, coragem lealdade, brasilidade e pernambucanidade!

Canetadas, pelo seu autor, não poderia deixar de prestar a sua homenagem a esse grande pernambucano e extraordinário brasileiro, lembrando Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!”.

Jurandir Carmelo.

 

(*) (Jurandir Carmelo) > Colaborador do oabelhudo, pesqueirense, jornalista e advogado.

EDUARDO CAMPOS – O Governador Mais Popular do Brasil(*)

O estilo, a trajetória e as ambições de Eduardo Campos, o governador mais popular do país

Quem é o protagonista da política nacional e nome incontrolável nas conversas sobre sucessão presidencial – embora ele insista em negar ser candidato

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O governador  , de Pernambuco Eduardo Campos, é um ótimo piloto de cadeira giratória de rodinhas. Logo ao sentar-se, elegante e espaçoso, já sublinha a que veio. A cadeira é uma das 13 de uma grande mesa preta, em forma de U, na sala de reuniões contígua a seu gabinete. Não terá um minuto de sossego por quase três horas. Campos a manobra para todos os lados possíveis, a esporeia com o ritmo acelerado de sua fluência verbal e, quando a leva, num tiro curto, em direção ao interlocutor, o dorso ainda atlético de 47 anos também assoma, enfático. Seus translúcidos olhos verdes são, surrupiando um autor contemporâneo, como pássaros querendo voar para fora da cara. Campos é, sobretudo, olhos. Na beleza variante da cor, que fisga a atenção, e, principalmente, na mirada, no manejo que lhes sabe dar, ora águia, ora cobra, focados na sedução. “Sedutor” é um recorrente qualificativo até entre adversários regionais – como o senador Humberto Costa, do PT, ou o deputado federal Mendonça Filho, do DEM. Campos sabe que, nos dois casos, o sentido é “cuidado com ele!” – ambos, afinal, são vítimas de peia eleitoral. Mesmo assim, não desgosta.

LEIA A ÍNTEGRA DA MATÉRIA:

O estilo, a trajetória e as ambições do governador Eduardo Campos

(*) Fonte: Revista Época / LUIZ MAKLOUF CARVALHO

Crônica: IMAGEM E SEMELHANÇA – Por Dora Kramer*

 

Congresso Nacional vai "renovar" suas presidências

Congresso Nacional vai “renovar” suas presidências

Não surpreende a sem cerimônia com que o Congresso se prepara para eleger presidentes de suas duas Casas um deputado e um senador cujas trajetórias colidem com o decoro formalmente exigido para o exercício da atividade parlamentar.

A razão da naturalidade é a pior possível: o Parlamento não se dá ao respeito e isso não causa espanto nem move forças suficientes para mudar o curso da triste história.

A menos que o inesperado faça uma surpresa, daqui a duas semanas Henrique Eduardo Alves e Renan Calheiros serão os escolhidos para presidir a Câmara e o Senado, respectivamente, pelos próximos dois anos.

Ungido por força de um acordo de rodízio entre PT e PMDB firmado ainda no governo Lula, na reta final, Alves está envolto em atmosfera de irregularidades relativas à destinação de emendas e verbas de representação parlamentar.

Antes, em 2002, havia sido obrigado a abrir mão da candidatura de vice-presidente da chapa de José Serra em decorrência de informações dadas pela ex-mulher, Mônica Azambuja, em processo de divórcio litigioso, sobre depósitos de R$ 15 milhões em contas sem a devida declaração, em paraísos fiscais mundo afora.

LEIA A ÍNTEGRA DO ARTIGO:

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Imagem e semelhança’, por Dora Kramer

*Fonte: Estadão

Crônica : Aos PT(istas) – Me Engana Que Eu Gosto*

 

 

Muitos de vocês, como eu também, hão de se perguntar por que, depois de tantos escândalos envolvendo os dois governos petistas, a popularidade de Dilma e Lula se mantém alta e o PT cresceu nas últimas eleições municipais. Seria muita pretensão dizer que sei a resposta a essa pergunta. Não sei, mas, porque me pergunto, tento respondê-la ou, pelo menos, examinar os diversos fatores que influem nela.

Assim, a primeira coisa a fazer é levar em conta as particularidades do eleitorado do país e o momento histórico em que vivemos. Sem pretender aprofundar-me na matéria, diria que um dos traços marcantes do nosso eleitorado é ser constituído, em grande parte, por pessoas de poucas posses e trabalhadores de baixos salários, sem falar nos que passam fome.

Isso o distingue, por exemplo, do eleitorado europeu, e se reflete consequentemente no conteúdo das campanhas eleitorais e no resultado das urnas. Lá, o neopopulismo latino-americano não tem vez. Hugo Chávez e Lula nem pensar.

Historicamente, o neopopulismo é resultante da deterioração do esquerdismo revolucionário que teve seu auge na primeira metade do século 20 e, na América Latina, culminaria com a Revolução Cubana. A queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética deixaram, como herança residual, a exploração da desigualdade social, já não como conflito entre o operariado e a burguesia, mas, sim, entre pobres e ricos. O PT é exemplo disso: nasceu prometendo fazer no Brasil uma revolução equivalente à de Fidel em Cuba e terminou como partido da Bolsa Família e da aliança com Maluf e com os evangélicos.

Esses são fatos indiscutíveis, que tampouco Lula tentou ocultar: sua aliança com os evangélicos é pública e notória, pois chegou a nomear um integrante da seita do bispo Macedo para um de seus ministérios. A aliança com Paulo Maluf foi difundida pela televisão para todo o país. Mas nada disso alterou o prestígio eleitoral de Lula, tanto que Haddad foi eleito prefeito da cidade de São Paulo folgadamente.

E o julgamento do mensalão? Nenhum escândalo político foi tão difundido e comprovado quanto esse, que resultou na condenação de figuras do primeiro escalão do PT e do governo Lula. Não obstante, o número de vereadores petistas aumentou em quase todo o país.

E tem mais. Mal o STF decidiu pela condenação de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, estourava um novo escândalo, envolvendo, entre outros, altos funcionários do governo, Rose Noronha, chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo e pessoa da confiança e da intimidade de Lula.

Em seguida, as revelações feitas por Marcos Valério vieram demonstrar a participação direta de Lula no mensalão. Apesar de tudo isso, a última pesquisa de opinião da Datafolha mostrou que Dilma e Lula continuam na preferência de mais de 50 % da opinião pública.

Como explicá-lo? É que essa gente que os apoia aprova a corrupção? Não creio. Afora os que apoiam Lula por gratidão, já que ele lhes concedeu tantas benesses, há aqueles que o apoiam, digamos, ideologicamente, ainda que essa ideologia quase nada signifique.

Esse é um ponto que mereceria a análise dos psicólogos sociais. O cara acha que Lula encarna a luta contra a desigualdade, identifica-se com ele e, por isso, não pode acreditar que ele seja corrupto. Consequentemente, a única opção é admitir que o Supremo Tribunal Federal não julgou os mensaleiros com isenção e que a imprensa mente quando divulga os escândalos.

O que ele não pode é aceitar que errou todos esses anos, confiando no líder. Quando no governo Fernando Henrique surgiu o medicamento genérico, os lulistas propalaram que aquilo era falso remédio, que os compridos continham farinha. E não os compravam, ainda que fossem muito mais baratos. Esse tipo de eleitor mente até para si mesmo.

Não obstante, uma coisa é inegável: os dirigentes petistas sabem que tudo é verdade. O próprio Lula admitiu que houve o mensalão ao pedir desculpas publicamente em discurso à nação.

Por isso, só lhes resta, agora, fingirem-se de indignados, apresentarem-se como vítimas inocentes, prometendo ir às ruas para denunciar os caluniadores. Mas quem são os caluniadores, o Supremo Tribunal e a Polícia Federal? Essa é uma comédia que nem graça tem.

Ferreira Gullar

 

Autor: Ferreira Gullar. Ferreira Gullar é cronista, crítico de arte e poeta. Escreve aos domingos na versão impressa de “Ilustrada”

*Fonte: FolhaSP

BRASIL: Vendas de Veículos Bate Novo Recorde em 2012*

Venda de carros, caminhões e

ônibus bate recorde em 2012

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As vendas de carros, veículos comerciais leves (como vans e furgões), caminhões e ônibus bateram recorde histórico em 2012. Segundo balanço divulgado na tarde de hoje (3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Aumotores (Fenabrave), foram comercializadas 3.801.859 unidades no acumulado do ano passado, o que representou aumento de 4,65% em comparação a 2011. Excluindo-se o comércio de caminhões e ônibus, as vendas de veículos (carros e comerciais leves) cresceram 6,11% em 2012 em comparação ao ano anterior.

Segundo o presidente da Fenabrave, Flávio Antonio Meneghetti, o recorde foi resultado principalmente da redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “Em maio, estávamos prevendo um número negativo para o ano como um todo. Depois do esforço conjunto entre governo, indústria, bancos e concessionárias conseguimos reverter esse número e terminamos o ano com um aumento de 6,1% [quando considerada apenas a venda de automóveis e comerciais leves]”, disse.

Veja como será o aumento do IPI para automóveis:

tabela IPI Automóveis

 

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Venda de carros, caminhões e ônibus bate recorde em 2012

*Fonte: AgBrasil