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PESQUEIRA : A Renovação e o seu Comprometimento – Por Walter Jorge de Freitas*

“JURAMENTO FALSO”

 

(Juramento Falso-Orlando Silva)

Orlando Silva – Juramento Falso

Mais uma vez, recorremos a uma joia do nosso cancioneiro para dar título a um texto. Desta feita, buscamos no fundo do baú, um samba da dupla J. Cascata e Leonel Azevedo, cuja primeira gravação ocorreu em 15.03.1937, na voz inconfundível do cantor das multidões – Orlando Silva -.

Neste ano que está acabando, tivemos eleições municipais e os candidatos, principalmente os que tentavam permanecer nos cargos, exageraram nas juras de amor ao seu povo e ao município, no intuito – tudo nos leva a crer – de abrandar os corações de seus conterrâneos. Nem todos conseguiram.

A propósito, o JC do dia 09 de deste mês (domingo), trouxe em seu caderno dedicado à política, interessante matéria assinada pela jornalista Bruna Serra, na qual ela focaliza o clima de despedida reinante na Prefeitura do Recife.

Quem anda pelas ruas da nossa capital, depara-se com grande quantidade de lixo e esgotos estourados em todos os recantos, o que sem dúvida leva os transeuntes a constatarem que a atual administração abandonou a cidade.

Outra cidade nordestina, Natal, capital do Rio Grande do Norte, também está praticamente abandonada e algumas escolas municipais só estão funcionando por causa do espírito solidário dos professores e funcionários efetivos que socorreram financeiramente os temporários, que desde setembro não recebem seus vencimentos.

Aqui em Pesqueira, fala-se muito em atraso de salários e dispensa de funcionários contratados e isto, ao que parece, é verdade, porque a limpeza urbana está sendo feita pela metade e existem ruas em que as caçambas que faziam a retirada de metralhas e restos de construções sumiram há mais de quinze dias e, como consequência, a sujeira toma conta da cidade.

Diante de tantos deslizes governamentais, o cidadão é levado a considerar que declarações de amor e promessas feitas por políticos, em sua maioria, são levianas e interesseiras, pois ninguém pode acreditar que uma pessoa que ama verdadeiramente sua cidade tenha a coragem de abandoná-la ao ponto de deixar seus conterrâneos expostos às contaminações que podem ser provocadas pelo lixo e detritos espalhados nas ruas, inclusive em frente às escolas e ao Hospital.

(Pra que continuar-Jorge Goulart)

JORGE GOULART – PRA QUE CONTINUAR

Tal situação, nos leva a recordar um samba de Mário Lago gravado nos anos 50 por Jorge Goulart, cujo título parece estar de acordo com o pensamento da maioria do eleitorado das cidades acima citadas: Pra Que Continuar? Por sinal, a sua letra tem um verso que diz assim: “Jura muito repetida/Perde muito do valor; Beijo sempre renovado/É costume, não amor”.

Pelo andar da carruagem, o pesqueirense terá um final de ano sem ornamentação e cercado de lixo e entulhos por todos os lados. Que coisa triste!

Pesqueira, 17 de dezembro de 2012.

Walter Jorge Freitas

 

*Autor : Walter Jorge de Freitas – Comerciante e Escritor.

PESQUEIRA – CANETADAS ON LINE – por Jurandir Carmelo.*

Por ser pesqueirense, por ser contribuinte do município, faço algumas observações e sugestões à comissão de transição indicada pelo prefeito eleito:

Prefeitura Municipal de Pesqueira.

Prefeitura Municipal de Pesqueira.

 

ESPECIALÍSSIMAS:

– CUIDADO COM A ATA DA TRANSMISSÃO DO CARGO…
– PEDIR AUDITORIA AOS ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO, – – –  – PRINCIPALMENTE, PARA CONVÊNIOS, PESSOAL, EDUCAÇÃO, SAÚDE E FUNDAÇÕES…

E mais:

1. Registrar em ata todo o assunto pertinente à transição, datando-a e colhendo assinaturas dos membros das duas comissões instaladas;

2. A ata da TRANSMISSÃO DO CARGO, ENTRE O PREFEITO QUE SAI E O PREFEITO QUE ENTRA deve bem amarrar a situação discutida na transição, registrando inclusive valores que se diga encontrar no cofre da prefeitura (o que não deve mais existir), e as disponibilidades em todas as contas bancárias existentes, de bancos da Praça de Pesqueira ou de fora;

3. Criar uma comissão específica para TRANSMISSÃO DE CARGO, a fim de que esta verifique como vai receber a Prefeitura, detalhando informações, filmando e fotografando os bens móveis e imóveis, para demonstração do seu estado de conservação; No mesmo sentido, a frota de veículos e outros meios de transportes existentes (máquinas, motos, etc) e que pertençam ao patrimônio do Município, independente de tombamento ou não, outros mais que estejam sob a guarda do município;

4. Não receber nada sem que seja verificado o estado de conservação e devidamente anotado pela comissão de Transmissão de Cargo;

5. No mesmo sentido deve-se proceder com o patrimônio disponibilizado às secretarias e suas estruturas, exemplos: Saúde (hospital, postos de saúde, ambulâncias, equipamentos outros); Educação (estado das escolas, bancas escolares, depósitos de merenda escolar, equipamentos outros);

6. Receber, por meio de relatório, devidamente assinado pelos responsáveis de cada área, o estado geral e equipamentos de tudo que diz respeito ao patrimônio do Município;

7. Quarenta e oito horas antes da posse, informar aos bancos e outras instituições financeiras que nenhum cheque deverá ser pago ou compensado sem a devida autorização do novo prefeito, para uma avaliação de cada caso;

8. No mesmo sentido informar aos fornecedores que ficarão suspensos aos pagamentos de toda e qualquer dívida, até apurada análise e autorização do novo prefeito;

9. No mesmo sentido informar aos fornecedores que o recebimento de qualquer mercadoria, equipamentos, alimentos, produtos em geral, tais como: material gráfico, medicamentos, etc, só serão recebidos por pessoas indicadas pelo novo prefeito;

10. Especialmente, comunicar aos fornecedores de combustível, seja gasolina, álcool, óleo e afins, que só poderão ser despachados com a devida autorização de servidores e/ou pessoas indicadas pelo novo prefeito;

11. Serão revistas todas as situações e contratos dos carros agregados, especialmente os que trabalham nos serviços indispensáveis e urgentes, tais como, os que transportam pessoas para atendimento de saúde, como é o caso dos veículos disponíveis ao transporte de dependentes de hemodiálises, entre outros.

12. As taxas relacionadas à Feira-Livre, Matadouro, Açougue e Mercados de secos e molhados, entre outras serão recebidas por pessoas devidamente autorizadas pelo novo prefeito, devendo ser feito um novo cadastramento dos feirantes de qualquer natureza, e demais pessoas que utilizam espaço público;

13. Criar uma comissão especial para receber o patrimônio do Município, disponibilizado para os distritos e povoados.

14. Fazer uma filmagem especial e fotografar todas as obras relacionadas aos convênios federais, sejam elas acabadas, inacabadas, iniciadas ou não, estudando caso por caso, fechando em relatório fundamentado para que se possa manter contato com os ministérios ou outras entidades (exemplos: creche inacabada, cozinha popular desaparecida, novo matadouro (?), etc);

15. Fazer um filme sobre a situação dos logradouros públicos (fotografar, também), especialmente as praças, avenidas, ruas, situação de calçadas, canais de São Sebastião e de seu Tavinho via Luiz Diolindo, entre outros dados importantes, para demonstração futura de como foram recebidos esses logradouros;

16. Determinar a situação dos prédios alugados, detalhando: o uso, o locador, o preço, entre outros dados; o objetivo é saber se realmente existe essa necessidade e se existem entre os locadores, beneficiários políticos.

17. Filmar a Rodoviária de Pesqueira para demonstração futura do estado em que foi recebida, estudando a possibilidade de transferi-la para a BR 232, no local aonde se encontra o elefante branco, denominado de Ceasa/Pesqueira.

18. Verificar a situação do Conselho Tutelar e apoiar as suas ações;

SITUAÇÕES ESPECÍFICAS:

1. Débitos junto a Previdência Social; Qual a situação geral dos débitos com a Previdência; Existe parcelamento dessa dívida, que sempre foi elevada e não paga? E previdência própria?

2. Débitos junto à Celpe, e a sua contrapartida ao município;

3. Débitos junto à Compesa, e a sua contrapartida ao Município;

4. Débitos relacionados aos empréstimos consignados, diversos bancos, os quais são descontados na folha de pagamento;

5. Levantar os débitos junto aos fornecedores em geral, e estudar cada caso;

6. E os computadores têm memória?

7. Qualquer situação irregular deve ser prestada uma queixa junto a Delegacia de Polícia, após determinação do prefeito, bem assim fazer ciente o Ministério Público e os Tribunais de Contas da União e do Estado;

COMUNICAÇÕES DE TODA A SITUAÇÃO, DE ACORDO COM A ÁREA, MEDIANTE RELATÓRIO, PARA:

Ministério Público;
Tribunal de Constas do Estado;
Tribunal de Contas da União;
Controladoria Geral da União – CGU;
Imprensa;
Câmara de Vereadores;
Delegacia de Polícia (Queixa, Boletim de Ocorrência), se for o caso.  Tudo ciente o prefeito eleito).

Fraternal abraço

Jurandir Carmelo.

 

– Jurandir Carmelo – Advogado, Jornalista, Escritor e…

NOTA DO BLOG

OS CONCEITOS E OPINIÕES AQUI EMITIDOS SÃO DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DO AUTOR E NÃO REPRESENTAM, NECESSARIAMENTE, A TENDÊNCIA OU A OPINIÃO DO BLOG.

ARTIGO : A VIDA E A HISTÓRIA. – Por Fernando Lyra.*

A vida e a história

“Arraes, Brizola e Ulysses foram grandes, mas Tancredo Neves, entre os que morreram, foi o maior…”

Fernando Lyra havia sido escolhido ministro da justiça de Tancredo Neves. Sarney o manteve no mesmo cargo.

Na edição 723, disse, no encerramento da entrevista que anunciou minha estreia como colunista de CartaCapital, considerar Tancredo Neves o maior político que conheci. Recebi, entre muitas manifestações, algumas de questionamento e protesto. “E Lula?”, perguntou alguém, com irritação. Bem, quando respondi à pergunta, eu realmente pensava na história. Excluí os políticos vivos, pois estes ainda não encerraram sua contribuição para com o processo histórico e, portanto, ainda não podem ser objeto de uma avaliação definitiva, se é que isso existe.

Ao longo da minha vida pública, tive oportunidade de conhecer e conviver com grandes personalidades da nossa história política recente. O que torna grande um personagem histórico é a combinação das suas qualidades com os desafios que a política e a vida colocam em seu caminho. É a virtude articulada às circunstâncias, como afirmava o polêmico Maquiavel no século XV. É a coincidência aliada à conversa.

O que garantiu a Miguel Arraes a imortalidade não foi o célebre “Acordo do Campo”, exemplo pioneiro de entendimento entre duas classes antagônicas, os latifundiários e os camponeses, promovido durante o seu primeiro governo. Ou mesmo a iniciativa do “Chapéu de Palha”, modelo de todos os programas sociais que viriam depois. Tudo isso foi importante, marcante. Mas a dimensão humana de Arraes e a sua consequente estatura histórica são medidos pela reação ao golpe de 1964. Ele era governador, tinha pouco mais de 40 anos e oito filhos para criar. Recusou-se a renunciar e não se curvou às ameaças. Saiu do Palácio do Campo das Princesas, romântico nome da sede do governo pernambucano, direto para a ilha de Fernando de Noronha, abrigo à época do presídio de maior segurança do País. Quantos teriam sido capazes de tal atitude?

LEIA O TEXTO NA ÍNTEGRA:

http://www.cartacapital.com.br/politica/a-vida-e-a-historia-2/

 

*Fonte; Carta Capital; Autor: Fernando Lyra-ex-deputado federal e ex-ministro da justiça.

POLÍTICA ; TSE DERRUBA PREFEITO ELEITO de PRIMAVERA-PE.*

Justiça Eleitoral derruba candidatura de

prefeito eleito de Primavera, PE

Romulo (pão com ovo) ganha pela 2ª vez e perde na Justiça Eleitoral.

 

Pão com Ovo (PRTB) foi impedido por condenação por compra de votos.
Em segundo lugar, Galego do Gás (PR) deverá assumir prefeitura.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (20) indeferir o registro de candidatura do prefeito eleito de Primavera (PE), Rômulo César Moura Peixoto (PRTB), conhecido como Pão com Ovo. O tribunal entendeu que ele estava inelegível na data do pedido de registro de candidatura por causa de uma condenação, de 2006, por compra de votos.

Com a decisão, deverá assumir a prefeitura da cidade o segundo colocado nas eleições, Galego do Gás (PR), que obteve 42,51% dos votos válidos. Pão com Ovo havia obtido 50,46% no município, que tem cerca de 13 mil habitantes.

Em 2006, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) cassou o mandato de prefeito de Pão com Ovo por doação de pães e cestas básicas na campanha eleitoral de 2004. Neste ano, porém, o TRE aprovou a candidatura porque entendeu que entendeu que já havia se passado o prazo de oito anos de perda de direitos políticos.

O tribunal considerou para isso as datas exatas das eleições de 2004 (3 de outubro) e 2012 (7 de outubro) para contar o período. A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, afirmou, no entanto, que o prazo de oito anos não se conta por datas específicas, mas pelo ano inteiro.

Ela acrescentou que esse entendimento deve ser aplicado para a contagem do prazo em todas as situações. “A inelegibilidade tem por fim, sem distinções pontuais, proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício de mandato considerada a vida pregressa do candidato e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico, o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta”, argumentou.
Dois ministros votaram contra esse entendimento, Marco Aurélio e Dias Toffoli, mas foram vencidos pela maioria.

*Fonte: G1-PE

ARTIGO : “O Domínio PeTista está chegando ao fim na Política Brasileira”… – por Ferreira Gullar.*

O domínio petista está chegando ao fim na política brasileira. Ao menos, é essa a aposta do poeta Ferreira Gullar, que enxerga a ascensão de uma geração marcada pelo pragmatismo político, que teria como principais lideranças Sergio Cabral, governador do Rio, Eduardo Paes, prefeito da cidade, Eduardo Campos, governador de Pernambuco, e Aécio Neves, senador mineiro. Previsão correta ou wishful thinking, que reflete mais os desejos do poeta do que a realidade? Leia:

Fim da geração ideológica

 

Até onde consigo compreender o quadro político brasileiro, percebo que nos aproximamos de uma mudança importante. É como se acabasse uma fase e começasse outra. Aliás, já tentei formular essa minha suposição quando escrevi que a geração ideológica, que lutou contra a ditadura militar, já cumpriu seu papel, e agora dará lugar a uma outra, posterior àquele conflito.

Não sou cientista político nem pretendo estar dizendo algo incontestável. No entanto, parece-me evidente que se inicia um novo período, com outros protagonistas. É claro que essas coisas não se dão com óbvia clareza nem como um corte abrupto, que assinale o fim de uma etapa e o início de outra. Mas a nova etapa já se insinua.

Em artigo aqui publicado há algum tempo, arrisquei afirmar que PT e PSDB –os dois partidos que, no apagar das luzes da ditadura militar, surgiram como oposição clara à política do regime– já cumpriram seu papel: o PSDB, com o governo Fernando Henrique Cardoso, e o PT, com o de Luiz Inácio Lula da Silva. O primeiro ajustou a economia e criou as condições para a manutenção do regime democrático; o segundo, embora tenha se oposto àquelas medidas, entendeu que o caminho certo era aquele e deu prosseguimento ao que havia sido implantado.

LEIA O TEXTO NA ÍNTEGRA:

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/85076/Gullar-prev%C3%AA-fim-de-um-ciclo-pol%C3%ADtico-com-Dilma.htm

 

*Fonte: Brasil247 – Autor: Ferreira Gullar

POLÍTICA: Eduardo Campos prepara seu desembarque do Governo*

 

Sem alarde, Eduardo Campos lança sua primeira proposta nacional alternativa e prepara discurso para o rompimento

 

Algo passou despercebido pela imprensa. Pela primeira vez, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, apresentou, em duas ocasiões distintas, um discurso direto e um posicionamento objetivo como candidato que sonha diuturnamente com o Palácio do Planalto.

O senador Aécio Neves, do PSDB, já desfruta há pelo menos dez anos dos holofotes da mídia nacional à sua candidatura a presidente da República. Durante esse período, ele sempre foi apontado como um potencial candidato ao mais alto cargo público do País.

Desde então, porém, e até o dia de hoje, Aécio não conseguiu apresentar um único discurso consistente de oposição ou um projeto alternativo para o Brasil. Apenas platitudes oposicionistas e críticas pontuais às mesmices que a imprensa não cansa de repetir. Condena a corrupção no Governo, combate a falta de efetividade nas ações governamentais e critica o aparelhamento da máquina pública pelo aparato petista.

Numa postura absolutamente distinta, bastou Eduardo sair vitorioso das eleições municipais deste ano para dar um passo adiante e afiar um discurso que, ao mesmo tempo em que aponta para um novo pacto institucional, coloca um doce na boca dos gestores municipais e estaduais..

No primeiro momento, Eduardo Campos defendeu um novo pacto federativo, cuja proposta garantiria maior autonomia financeira aos estados e municípios. Defendeu, sem meias palavras, reformulação do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), com a promessa de melhor distribuir os seus recursos.

De uma só tacada mostrou que tem alguma proposta alternativa às ideias petistas e adoçou os lábios dos governantes encastelados nos municípios e estados. Um tema simpático para os prefeitos, cuja grande maioria pertence a partidos que não pretendem apostar em candidatos próprios para a sucessão presidencial, a exemplo do PMDB, PTB, PR e outros menos votados.

Num segundo momento, deu a senha e o argumento para um futuro rompimento com o PT. Perguntado, pela milésima vez, se era candidato a presidente da República em 2014, respondeu que este era o momento de se ajudar a presidente Dilma Roussef a reencontrar o caminho do desenvolvimento econômico.

Em outras palavras, se Dilma não reencontrar esta vereda do desenvolvimento econômica, Eduardo estará livre para apresentar um caminho econômico alternativo e romper com a plataforma petista.

Mas enquanto esta proposta econômica não sai, ele vai conquistando a simpatia de prefeitos e governadores com o tal do novo pacto federativo e vendendo um futuro de maior autonomia financeira para municípios e estados.

 Fonte: para o Acerto de Contas / Por Rossini Barreira*

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(Rossini Barreira é jornalista)

POLÍTICA ; AS CAUSAS DA DERROTA DO PT EM SALVADOR.* – Colaboração de ZéJulio Arruda.

Sobre a derrota do PT em Salvador

Texto do Prof. Deco Duarte*

Pois bem, aí está. O martelo foi batido, e ACM Neto é o novo prefeito de Salvador.

ACM Neto e o prêmio do Congresso em Foco 2012.

 

Após uma campanha em que só faltou Deus dar as caras em Salvador, pois os semideuses Lula e Dilma aqui vieram, após uma campanha em que todos os candidatos derrotados para prefeito – Marinho, Kertész e Da Luz – apoiaram Pelegrino, o PT sai derrotado. Estranho, não? Seria Salvador um caso patológico?

É uma derrota histórica. Se em São Paulo, a criação de Lula (Haddad) foi a superação de José Serra e uma velha política (?), o que foi então ACM Neto em relação a Pelegrino? A mesma coisa? Acho que não. Foi o desejo masoquista de Salvador em retroceder aos tempos de ACM avô, de ditadura e truculência? Improvável. Foi a ilusão de que o DEM é o partido da honestidade e da reputação imaculada? Óbvio que não também.

Salvador-BA não se deixou “guiar” pelos semideuses – Lula e Dilma.

Salvador rejeitou a prepotência do PT, a empáfia de um ex-presidente que se acha no direito de dizer em quem devemos votar, num populismo descarado. Salvador reprovou a falta de compostura de uma presidente que se mete em campanhas e esquece que governa para o Brasil e não para um partido.

Salvador disse não a um partido que se corrompeu e perdeu a sua ideologia. A cidade rejeitou a chantagem de que as verbas só virão se for feita uma parceria com o Governo Federal e o Estadual. E eu disse não a um partido que cria no país um clima de rivalidade entre brancos e negros, pobres e ricos, entre bairros nobres e bairros pobres. Ou como me disse uma militante na hora da votação: “A favela é 13, e o branquelo é 25”.

Pois aí está. Quase 100 mil votos de diferença. Não foi muito, mas foi. Não adianta agora amaldiçoar a cidade nos próximos quatro anos. É hora de repensar. Que os militantes do PT reflitam sobre os métodos que usam para se manter no poder; que o PT reveja suas políticas
populistas e a manipulação sobre as massas; que o PT não use o ódio social e racial como bandeira para angariar votos junto aos mais humildes.

E que ACM Neto consiga fazer um bom governo, não pelo bem de Salvador apenas, mas pelo bem do Brasil, porque um país sem oposição é uma país que caminha para uma ditadura.

*O Prof. Deco Duarte possui graduação em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), tendo a posteriori ingressado na graduação em Letras Vernáculas também pela UFBA, de onde partiu para a especialização em Letras, mais uma vez pela Universidade Federal da Bahia. Desde cedo, manifestou inclinação para a área de ensino, mostrando que não iria seguir a carreira jurídica. Ainda em 1996, já começava sua precoce vida profissional, como monitor no curso Gregor Mendel, de onde é ex-aluno. De lá até hoje, sua experiência só aumentou, com passagem por diversas escolas, tendo sido, por várias vezes, entrevistado por periódicos (Folha Dirigida e Correio) e programas televisivos (TVE e Aprovado) sobre a importância da Língua Portuguesa e das obras literárias nos vestibulares. Professor do Colégio Gregor Mendel desde 2000, lançou, em 2006, o livro “Arquétipo – análise das obras para o vestibular da UFBA”, livro que vendeu mais de 4 mil exemplares, tornando-se material de referência no estudo dos títulos indicados ao maior vestibular da Bahia.

JORNAL DO OABELHUDO – Edição Especial

19ª FESTA DO LEITE DE SANHARÓ

Essa semana foi definido o calendário da 19ª Feira do Leite de Sanharó. Depois de marchas e contra marchas a diretoria da ACIAS resolveu que a Feira ou Festa, acontecerá entre os dias 16 e 18 de do corrente mês. O cartaz do evento já circula pela net e tem causado os mais diversos comentários entre os sanharoenses.
Em que pese à determinação dos diretores, não há consenso entre os associados. Muitos argumentam que o município encontra-se em Estado de Emergência, por conta da gravíssima seca que assola não somente Sanharó, como de resto toda a região. Contudo, existe a corrente dos que defendem o evento, como forma de mantê-lo fiel ao calendário.
Apuramos que o famoso Concurso Leiteiro terá somente animais do município o que denota certa fragilidade em termos de concorrência. Todavia, o que repercute é a dificuldade de se encontrar os apoios necessários para estimular não somente o Certame, como de resto, toda a produção da citada e afamada Festa. Salvo algum milagre de última hora é improvável que tanto a prefeitura de Sanharó como a Secretaria de Agricultura do Estado Pernambuco tenham condições de apoiar financeiramente a Feira.
A gravidade da estiagem se acentua a cada dia. Municípios aqui na nossa microrregião, tais como Pesqueira e Arcoverde, cancelaram seus eventos sob a alegação de inviabilidade financeira para apoiá-los.
O Blog tomou conhecimento de que a prefeitura estaria com dificuldades de manter o calendário de viagens do caminhão que transporta – bagaço de cana – do sul do estado para cá. Cada viagem fica por R$ 500 (quinhentos reais) e esse volumoso tornou-se necessário como complemento de alimentação para o rebanho bovino do município. O mesmo se aplica à viagens extras de caminhão-pipa para levar água às comunidades necessitadas.
Tal é o quadro de desassossego que a ONG – Ação pela Cidadania de Pernambuco, agendou a vinda de Cestas Básicas para Sanharó e mais 05 municípios do agreste, todos atravessando sérias dificuldades, por conta da longa e tenebrosa estiagem. Leiam a matéria no oabelhudo – WWW.oabelhudo.com.br

José Gomes de Melo – Padre Nilson.

OS 13 ANOS DE PADRE NILSON

Na segunda-feira, 29, comemorou-se com muito entusiasmo os 13 anos de Ordenação do nosso estimado José Gomes de Melo – PADRE NILSON. Primeiro a celebração de uma Missa comemorativa que foi concelebrada pelo padre Paulo César e a presença, pela segunda vez do Coral da igreja de Nossa Senhora do Livramento de Arcoverde. Coincidentemente o coral chegou atrasado no primeiro momento que aconteceu no sábado, 20, da festa do Sagrado Coração e agora, novamente, graças ao transporte que foi exclusivamente buscá-los.

A missa transcorreu num clima de absoluta alegria e dali, todos os presentes foram convidados para o corte do bolo no Clube Lítero, onde a banda de Eduardo Melo – Dudu (O ex-fofinho), precedido por Eduardo Pereira ao violão, saudaram todos os presentes a bonita e merecida homenagem ao nosso pároco.

O padre e o pecador. Padre Nilson e o Editor Paulinho Muniz.

Nilson está aqui conosco há sete anos e, segundo ele, pretende ficar, no mínimo, até 2015. Já tombado e incorporado ao patrimônio sócio-cultural, religioso e profano de nossa cidade. É por demais participativo e tem qualidades, entre outras, imbatíveis: é sincero e objetivo.

VIVA O NOSSO PADRE NILSON!

 

O MONGE E A SOPA DE PEDRA.

É uma lenda muito antiga que conta a história de um monge que partiu em peregrinação. Cansado e faminto após ter andado por muitos dias, ele chegou a uma aldeia pequena e muito pobre, onde decidiu descansar à beira da estrada.

O monge, então, acendeu uma fogueira e colocou sobre ela um pote. Depois, foi até o poço e de lá retirou água para encher o pote. Quando a água começou a ferver, colocou uma pedra dentro do pote, sentou-se e ficou tranqüilamente observando o fogo.

Os habitantes da aldeia aproximaram-se, intrigados com a atitude do forasteiro. Estaria ele fazendo sopa apenas com água e uma pedra? Depois de olhá-lo por algum tempo, os aldeões resolveram puxar conversa. O monge então falou sobre suas andanças, sobre os lugares que conhecera, as lições que aprendera… Em pouco tempo, uma pequena multidão havia se formado a seu redor.

Finalmente, um garoto resolveu fazer ao monge a pergunta que todos queriam fazer:- Por que o senhor o senhor está cozinhando uma pedra? – Porque essa é minha refeição. Estou fazendo uma sopa de pedra, respondeu o monge. – Mas só com água e uma pedra? Vai ficar sem gosto…
-Espere aí, eu ainda tenho um pouco de repolho que sobrou de ontem. Vou buscar para colocar na sopa, disse uma velha senhora.
– E eu tenho algumas cenouras. Vai deixar a sopa mais colorida, disse uma mulher.
– Acho que tenho uma ou duas batatas… Vou buscar já, falou um homem.
– Um pouco de sal com certeza não vai fazer mal, acrescentou outro aldeão.

E assim, um a um, todos os habitantes da aldeia lembraram-se de algo que poderiam oferecer para adicionar à sopa, que ficou muito saborosa e nutritiva. O monge, então, convidou-os para compartilhar sua refeição. Todos comeram, riram e contaram histórias, pensando que há muito tempo não tinham uma refeição como essa.

Ao cair da noite, os aldeões voltaram para suas casas e o monge continuou sua jornada. Mas aquelas pessoas jamais o esqueceram. De tempos em tempos, reuniam-se em torno de uma fogueira para fazer uma boa sopa de pedra e relembrar as histórias do monge.

E os habitantes das cidades ao redor espantavam-se ao ver como aquela pequena aldeia havia se tornado próspera, e perguntavam-se qual seria o segredo de seus moradores, que eram vistos rindo e comendo em torno de uma fogueira, mesmo nas épocas de maior escassez.

ESCOLA DE REFERÊNCIA DE SANHARÓ.

Alunos do 3º Ano da Escola de Referência Nossa Senhora de Fátima de Sanharó, participaram de visita ao Complexo Portuário de Suape. A viagem aconteceu agora no mês de outubro. Outro evento de muita importância foi à participação no chamado AULÃO acontecido em Caruaru, como preparação para as provas do Enem.

Professor Pedro Bezerra-Doca. Diretor do EREM.

O professor Pedro Bezerra – Doca está muito otimista com relação à aprovação de um bom número de alunos nesse exame, hoje, o mais importante do país.

PESQUEIRA

A FESTA.

Final de semana passada foi de muito festejo na vizinha cidade. A tradicional e Festa do Ex-aluno, transcorreu num clima de muita alegria.
Dentre os homenageados na turma que completou 50 anos de conclusão do curso ginasial, nossos dois conterrâneos: Telmízio Cunha e Paulo Elias Cordeiro Foerster.

Os “concluintes” com as esposas, Cristina e Glória, mais o editor na Festa do Ex-Aluno.

Cristina e Paulinho Foerster dançando a valsa dos concluintes de 1962 do Ginásio Cristo Rei de pesqueira.

Telmízio e Glória na valsa dos Concluintes…

 

 

O Baile dos ex-alunos transcorreu no sábado e teve como atração a popular Orquestra de Eduardo. Mesmo sendo uma boa orquestra a falta da OARA é sentida por todos os habituês. Além desta, todas as demais experiências com orquestras diferentes trouxeram transtornos e desânimos tanto aos homenageados como aos seus convidados. A nossa amiga e nova colaboradora do oabelhudo – Zezé Freire – escreveu uma bela crônica que pode e deve ser lida no nosso blog.

O editor agradece ao estimado Telmízio o especial presente de duas coletâneas de jazz – Louis Armstrong e Benny Goodman. É o fraco!

O PESQUEIRA

Heroicamente classificado para disputar o Campeonato Pernambucano da Série A, no domingo o Pesqueira, disputou, contra a equipe do Chã Grande, o título de campeão da Série A2. Ao final, deu a equipe visitante que jogava pelo empate, devido ter feito o maior número de pontos. Há um clima de muita euforia entre os pesqueirenses que agora torcem pelas necessárias e imprescindíveis melhorias no Estádio Joaquim de Brito, para não ter que jogar na cidade de Belo jardim, se não cumprir o que é exigido pela FPF.

A TRANSIÇÃO DO PODER

Num clima educado e de confiabilidade, iniciou-se o período de transição entre a gestão da prefeita Cleide Oliveira e a equipe do prefeito eleito Evandro Chacom. Pode parecer algo simples, mais não o é. Muitos prefeitos que não se reelegem ou mesmo não fazem o sucessor, se negam a repassar informações necessárias ao governo que irá iniciar em 1º de Janeiro, vindouro. O blog parabeniza às partes envolvidas e deseja um trabalho profícuo, ordeiro e produtivo.

BELO JARDIM

FESTA

Está sendo divulgado um grande evento no Clube Cia do Lazer. Será a realização do Forró das Antigas. As bandas convidadas são elas: Mastruz com Leite, Magníficos e limão Mel. É forró pra ninguém botar defeito.

TRANSIÇÃO

Prefeito em exercício Zé Ivan e o Prefeito eleito João Mendonça.tratando da transição administrativa de Belo Jardim.

 

Essa semana o prefeito eleito João Mendonça foi recebido pelo vice-prefeito e prefeito em exercício José Ivan Monteiro, para tratar da transição de governo. O ambiente foi muito cordial e deixou uma impressão bem positiva de que o péssimo clima da campanha já foi, de alguma forma, digerido.

ASSALTOS

A coluna tomou conhecimento que na segunda-feira, 29, houveram 03 assaltos em plena rua Major Sátiro. Dupla de motoqueiros (sempre eles) de revólver em punho, assaltaram jovens tomando-lhes o celular, carteiras e outros objetos. Isso é muito lamentável sob todos os aspectos. Nossa cidade não era acostumada a esse tipo de violência, mas aos poucos ela está se instalando como coisa corriqueira. Pior é que no meio de tantos motoqueiros, não se identifica os que praticam esses delitos. Poderia, isso sim, os tais responsáveis pela categoria que aumentaram o preço das corridas à revelia das nossas autoridades, ajudassem a população, identificando à polícia esse marginais que roubam, amedrontam e intranquilizam todos nós.

SPEEDY ON LINE

Há duas semanas que tirando o sossego e lazer dos seus usuários sanharoenses. As desculpas são as mais diversas. Falta, de fato, uma boa justificativa. As pessoas usam a internet por vários motivos. Não importa de somente por lazer ou a trabalho. Todos indistintamente merecem pelo que pagam. O até normal ocorrer vez em quando algum problema. O que é absolutamente ANORMAL é a continuidade desses problemas, a negligência da informação e a falta de confiança que se passa até do serviço prestado.
O blog REGISTRA sua insatisfação e deixa patenteado que a persistir o problema tomará um novo rumo.

O BLOG E A NOVA CARA

O blog avisa aos navegantes que está em processo de mudança do seu layout. Ainda vai levar mais alguns dias até que se chegue ao novo visual.
Temos recebidos manifestações dos nossos colaboradores de aprovação e de desaprovação. Tudo é louvável e será levado em conta. A maioria concorda que já era tempo de se promover uma mudança, entretanto, isso requer um tratamento profissional e é o que estamos tentando fazer. Portanto, passageiros dessa nossa nave espacial chamada OABELHUDO tenham um pouco mais de paciência, até acertarmos o NOSSO NOVO VISUAL.

OABELHUDO trabalhando para o novo visual.

Com a nossa especial desculpa por algum transtorno.

Um afetuoso abraço.

Dom Pablito

Editor Responsável

SUCESSÃO PRESIDENCIAL : Cresce a Especulação com o Nome de Eduardo Campos para Suceder Dilma. *

Eduardo Campos cresce em

2012 para aparecer em 2014

 

Neto de Arraes e protegido de Lula, governador de Pernambuco já projeta candidatura presidencial com o fortalecimento do PSB

Eduardo Campos: sinal positivo para sua meta de ser candidato a presidente do Brasil.

 

 

 

Governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos fecha 2012 cacifado pelo ótimo desempenho nas eleições municipais. Mesmo batendo de frente com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o PT, conseguiu vencer as duas eleições que considerava estratégicas e abriu passagem para que seu nome se consolidasse como uma possibilidade real na corrida pelo Palácio do Planalto em 2014.

Mesmo enfrentando diretamente candidatos petistas, que tiveram apoio declarado de Lula e da presidente Dilma Rousseff, Campos foi bem sucedido ao ganhar a prefeitura do Recife, com Geraldo Júlio (PSB), interrompendo um longo ciclo de poder petista. A outra vitória foi em Belo Horizonte, numa espécie de consórcio político com o senador tucano Aécio Neves. Ambos bancaram a candidatura à reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB) contra Patrus Ananias (PT) e foram bem sucedidos.

As duas vitórias deram a Campos a possibilidade de transitar entre a base governista e a oposição. Se opera politicamente em Minas ao lado de Aécio e no Paraná ao lado do governador Beto Richa, também do PSDB, preserva sua posição de integrante da base do governo Dilma. Tem, inclusive, cota clara no primeiro escalão, indicando Fernando Bezerra Coelho como ministro da Integração Nacional.

A questão é como dar esse salto passando de líder regional para um nome nacional. Campos admite lançar-se à disputa em 2014, nem que seja para não vencer, dizem seus amigos. É a estratégia mais curta para se tornar um nome conhecido para que possa concorrer em pé de igualdade com os outros no futuro.

Viagens e comícios pouco ajudam, calcula. O que vale mesmo é a presença na TV no horário eleitoral. O exemplo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, derrotado três vezes antes de vencer a disputa em 2002, é claro. De tanto que apareceria nas propagandas eleitorais ficou um rosto conhecido. “Um comício atinge umas 3 mil pessoas. A exposição na mídia nas inserções do Jornal Nacional chegam a milhares e milhares de casas”, diz Campos.

O ex-ministro Ciro Gomes, colega de PSB, é outro que se tornou conhecido porque apareceu na propaganda eleitoral em duas campanhas para a Presidência. Campos diz que Ciro é mais conhecido que Aécio, provável candidato à Presidência pelo PSDB – o senador tucano nunca se expôs na mídia em campanha presidencial.

Neto e herdeiro político do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes (1916-2005), Campos só veio a conhecer o avô aos nove anos de idade, quando foi levado pelos pais Maximiano Campos e Ana Arraes a uma viagem além-mar, em 1974. Arraes, deposto e preso pelo golpe de 1964, era um dos principais opositores da ditadura militar. Se exilara na Argélia desde 1965 e lá ficaria até 1979, quando foi anistiado e pôde voltar ao Brasil.

Dom Quixote. A exemplo do xará Miguel de Cervantes, que em Dom Quixote conta as histórias do período em que foi prisioneiro em Argel, até a fuga para a Europa, Arraes gastava noites e noites falando de sua passagem pela capital argelina, o golpe sofrido pelo presidente Ben Bella (1918-2012), a guinada dos governos africanos para a esquerda sob influência da União Soviética, os longos 13 anos do governo de Houari Boumédiène (1932-1978), que nacionalizou empresas, principalmente as petrolíferas francesas.

Campos, então com 14 anos, era o maior ouvinte de tudo o que Arraes contava. Grudou-se no avô, perguntava, dava opinião, rebatia, complementava. Arraes comentou à época que via naquele garoto grandes chances de vir a se tornar um político.

Manteve-o por perto. Em 1985 o neto foi eleito presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Pernambuco. Em 1986, Arraes candidatou-se ao governo e fez dele o dono de sua agenda. Eleito, Arraes chamou o neto para a sua chefia de gabinete. Campos estava então com 21 anos.

LEIA TAMBÉM: Dora Kramer – Na cabeceira da pista

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,na-cabeceira-da-pista-,945145,0.htm

 

*Fonte: O Estadão/Domingo(14/10)

BRASIL: COMO JOAQUIM BARBOSA “Traiu” OS PLANOS DE LULA *

“Ratos e homens”

 

AO NOMEAR O PRIMEIRO MINISTRO NEGRO PARA O STF, O EX-PRESIDENTE TINHA UM PLANO: APLAUDIR A SI MESMO PELA QUEBRA DE UM PARADIGMA. DEU TUDO ERRADO E JOAQUIM BARBOSA COLOCARÁ O PT NA CADEIA. ESTA É TESE DE JOSÉ ROBERTO GUZZO NA COLUNA “RATOS E HOMENS”. NEM É PRECISO PERGUNTAR QUEM É O RATO E QUEM É O HOMEM NA AVALIAÇÃO DO JORNALISTA DO CONSELHO DA ABRIL

Joaquim Barbosa, Ministro do STF

 

 

Quando o ex-presidente Lula indicou o nome do procurador Joaquim Barbosa para o Supremo Tribunal Federal, em 2003, aplaudiu a si mesmo por mais esse lance da genialidade política que lhe é atribuída.

Tornava-se, com isso, “o primeiro presidente deste país” a levar um negro à mais alta corte de Justiça do Brasil – o que não é bem assim, pois antes de Barbosa o STF teve dois ministros mulatos, já esquecidos na bruma dos tempos.

Mas o que vale nas coisas da política, em geral, é o que se diz – e o que se disse ali é que havia um plano magistral.

O novo ministro, agradecido pela honra recebida, seria um belo amigo do governo nas horas difíceis. Acontece que os melhores planos, muitas vezes, não acabam em bons resultados; o que decide tudo, no fim das contas, são os azares da vida.

O grande problema para Lula foi que o único negro disponível para ocupar o cargo era Joaquim Barbosa – e ali estava, possivelmente, uma das pessoas menos indicadas para fazer o que esperavam dele.

Para começo de conversa, Barbosa dá a impressão de detestar, positivamente, o rótulo de primeiro “ministro negro” do STF.

Não quer que pensem que está lá para preencher alguma espécie de “cota”; a única razão de sua presença no STF, julga o ministro, são seus méritos de jurista, adquiridos em anos de trabalho duríssimo e sem a ajuda de ninguém.

Nunca precisou de ajuda da “comunidade negra”, nem da secretaria de igualdade racial, ou coisa que o valha. Também não parece se impressionar, nem um pouco, com gente de origem humilde.

É filho de um pedreiro do interior de Minas Gerais, tornou-se arrimo de família na adolescência e ao contrário de Lula, que não bate ponto desde que virou líder sindical, em 1975, Barbosa começou a trabalhar aos 16 anos de idade e não parou até hoje.

O ministro, além disso, é homem de personalidade notoriamente difícil, sujeita a ásperas mudanças de humor e estoques perigosamente baixos de paciência.

É atormentado por uma hérnia de disco que lhe causa dores cruéis e o obriga muitas vezes a ficar de pé durante as sessões do STF. É, em suma, o tipo de pessoa que se deve tratar com cuidado.

Lula e o PT fizeram justamente o contrário.

Quando Barbosa se tornou relator no processo do mensalão, em 2006, continuaram apostando todas as fichas na histórica impunidade com que são premiados no Brasil réus poderosos e capazes de pagar advogados caros.

Descobriram, agora, que o trabalho de Barbosa puxou as condenações em massa no julgamento do mensalão – e jogou uma banana de dinamite no sistema de corrupção que há dez anos envenena a vida pública no Brasil.

A primeira trovoada séria veio quando o ministro aceitou a denúncia da procuradoria contra os quarenta do mensalão. Na época, o único deles com cabeça foi o ex-secretário-geral do PT, Sílvio “Land Rover” Pereira; não contestou a acusação, foi punido com prestação de “serviços comunitários” e acabou resolvendo seu caso a preço de custo.

Os demais, guiados pelo farol de Lula, preferiram ficar debochando.

Durante todo o tempo, ele sustentou que o mensalão “nunca existiu”. Quando o julgamento começou, disse que não iria acompanhar nada: “Tenho mais o que fazer”.

Delúbio Soares, operador-mor do guichê de pagamento do esquema, afirmou que tudo iria acabar em “piada de salão”.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, garantiu que o povo estava interessado, mesmo, é na novela das 9.

O que queria com isso?

Imaginavam que Joaquim Barbosa, trabalhando como um burro de carga, com a tortura da dor nos quadris e seu temperamento de porco-espinho, estava achando engraçado que o seu esforço era uma palhaçada inútil?

Lula e sua tropa tinham certeza de que o processo iria se arrastar até o Dia do Juízo Final.

O ministro Barbosa, hoje, poderia dizer: “Não contavam com a minha astúcia”.

No caso, sua astúcia foi entender a diferença entre “muito tempo” e “nunca”.

Tudo seria demorado, claro. Mas ele tinha certeza de que terminaria o seu trabalho – e que os 80% de popularidade de Lula, aí, não iriam servir para nada.

Em sua curta obra prima Ratos e Homens, um dos clássicos da literatura populista americana, John Steinbeck se inspira num antigo poema escocês para nos dizer que os mais bem cuidados planos deste mundo, sejam feitos por ratos ou por homens, são coisas frágeis; podem ser desfeitos pela roda do acaso, que é indiferente tantos aos projetos mais humildes quanto aos mais ambiciosos, e só acabam deixando mágoa e dor.

Joaquim Barbosa talvez faça com que os mensaleiros se lembrem disso por muito tempo.

 

 

*Fonte: Veja/J Roberto Guzzo.