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ELEIÇÃO 2012 : PT SE PREPARA PARA RESPONDER AO PSB PELO DESCONFORTO ELEITORAL. *

Avanço de candidatos do PSB

pode levar à ruptura com PT

 

Vantagem de Lacerda em BH e subida de Geraldo Júlio em Recife pioram clima

 

GERALDO JÚLIO (PSB) Popularidade. O socialista Geraldo Júlio empatou com o candidato petista em Recife

 

 

As novas pesquisas divulgadas esta semana pioraram o clima entre PSB e PT, e, por tabela, a relação entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos. Em Recife, a subida de Geraldo Júlio, o candidato de Campos que empatou com Humberto Costa (PT) e trabalha para vencer no primeiro turno, levou a um acirramento tal que há quem fale na possibilidade de ruptura da histórica parceria entre as legendas a partir de novembro. Soma-se à situação de Recife, a manutenção da larga vantagem de Márcio Lacerda (PSB) sobre Patrus Ananias (PT) em Belo Horizonte. O senador Jorge Viana (PT), interlocutor assíduo de Lula, não esconde o incômodo:

— O presidente do PSB está deixando nessa história de Recife o pior sentimento para a relação PT-PSB, que é o sentimento da ingratidão. O presidente Lula merecia um tratamento muito melhor do que esse do presidente do PSB.

Segundo Viana, o PSB não teria tido qualquer motivo para reclamar do PT:

O PSB é um parceiro privilegiado na nossa história de governo. O que o PT fez em Belo Horizonte pelo PSB em 2008 ninguém mais faria. Lá há uma figura chamada Aécio Neves, simbólico, e lá aceitamos fazer uma aliança com aval da direção nacional para o PSB governar Belo Horizonte. Além disso, a presidente Dilma tem dado um tratamento privilegiado para os governos de Pernambuco e do Ceará. Estamos em uma eleição paroquial, mas quando as paróquias são importantes, é preciso os cardeais agirem. E os cardeais do PSB jogaram mal.

O plano inicial de Campos — incensado por Lula — era ser opção como sucessor de Dilma em 2018, mas ele teria se convencido de que jamais conseguirá o apoio do PT para o Planalto.

Depois das eleições é que a gente vai poder avaliar como a aliança vai ficar. O Eduardo tinha uma boa relação e continua tendo muito respeito pelo presidente Lula, mas está machucado com o PT — ilustra um aliado do governador.
Campos tenta publicamente minimizar o rompimento com Lula. Seus aliados mudaram o tom e agora falam em apaziguamento.

— Esse esgarçamento será absolutamente superado após o processo eleitoral. Agora, é natural que o partido se fortaleça e ocupe espaços que antes eram ocupados por outras legendas —disse ontem o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), num tom mais ameno do que o adotado no início da semana.
Até o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), adversário mordaz do governo Lula e neoaliado de Campos, evita ampliar o conflito:

Eu sou oposição a Lula, ele (Eduardo Campos) não é. É forçar muito a mão dizer que (o rompimento) é uma coisa contra o Lula.

Geraldo Júlio: De leiturista a candidato

Nos meios de comunicação, o racha se transformou em guerra. Lula aparece no programa eleitoral de Costa criticar o “choque de gestão” de Campos. O ex-ministro José Dirceu acusou, em seu blog, o governador pernambucano de estar cada vez mais afinado com o tucanato. O conflito extrapola a capital pernambucana e se espalha também pelo sertão. O presidente nacional do partido, Rui Falcão, que esteve anteontem no interior de Pernambuco, confirma a tensão:
O que houve entre o PT e o PSB foi uma ruptura de acordos que já tinham sido estabelecidos. Em Belo Horizonte, por exemplo, queríamos continuar apoiando o PSB, mas preferiram o Aécio. E em Recife, romperam com a Frente Popular — disse o presidente nacional do PT.
Apesar do clima, Rui Falcão disse esperar que os socialistas continuem na base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff:
— Temos aliança com o PSB em várias cidades; e, no governo federal, eles compõem nossa base. Espero que continue assim.

O tom adotado por Dirceu é mais agressivo:

É até certo ponto surpreendente que o governador de Pernambuco tenha o choque de gestão como principal mote da campanha de seu candidato. Choque de gestão é tucano e aecista, invenção do senador Aécio Neves”.
Na TV, o ex-presidente Lula diz, no programa de Costa, que, na política, usa-se “palavras mágicas” como o termo “choque de gestão”.
Em Pernambuco, o PSB tentou mostrar tranquilidade com a crítica de Lula. O presidente estadual da legenda, Sileno Guedes, minimizou a crise e disse que o conflito se deu por uma “falta de unidade do PT em Recife”.
No olho do furacão está o candidato socialista Geraldo Júlio de Mello, que registrou avanço de 22 pontos nas intenções de voto para a prefeitura de Recife, segundo pesquisa Datafolha. De perfil técnico, entrou na corrida sucessória completamente desconhecido do eleitorado.

Aos 17 anos, Geraldo Júlio andava de porta em porta, como leiturista, para conferir o valor das contas da Companhia Pernambucana de Saneamento. Aos 21, entrou por concurso público no Tribunal de Contas de Pernambuco. Três anos depois, era convocado para trabalhar no governo do Estado, na gestão Miguel Arraes. Passou em seguida por duas secretarias municipais, uma no Recife e outra no interior. Em 2007 foi convidado para a Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado e tornou-se um dos mais poderosos secretários do governador Campos.
Para se tornar conhecido, o socialista enfrentou uma verdadeira maratona, antes do início do horário eleitoral. Participava de até nove eventos diários, subindo e descendo morro, percorrendo alagados, visitando instituições da classe média. Na TV, ganhou a companhia constante de Campos.

Geraldo Júlio prefere não fazer cálculos quanto a uma eventual vitória no primeiro turno:

Para nós é importante ganhar as eleições, seja no primeiro ou segundo turno, e fazer as mudanças que a cidade merece.

*Fonte ; O Globo

PERSONALIDADES : IGREJA FARÁ A TRANSLADAÇÃO DOS RESTOS MORTAIS DE DOM HÉLDER, DOM LAMARTINE E PADRE HENRIQUE. *

Eduardo Campos vai acompanhar

homenagem a Dom Hélder

 

 

Dom Hélder Câmara – O Dom da Paz.

Padre Antonio Henrique Pereira.Assassinato nunca esclarecido.

Dom José Lamartine.

 

O governador Eduardo Campos vai acompanhar, nesta segunda-feira (27), a missa para lembrar 13 anos da morte de Dom Hélder Câmara. A celebração vai encerrar o ciclo de homenagens feitas ao arcebispo com a transladação dos restos mortais de Dom José Lamartine, bispo auxiliar e do padre Antônio Henrique Pereira para túmulos definitivos para uma capela lateral, na Igreja da Sé. Os restos de Dom Hélder, vão sair da igreja principal para se juntar aos dos dois religiosos na capela lateral.

 – » Fiéis homenageiam Dom Hélder com missa no Recife;

 – » Restos mortais do Padre Henrique ao lado dos de dom Helder;

Dom Lamartine foi bispo auxiliar e o padre Henrique, assessor da Pastoral da Juventude durante o pastoreio de Dom Hélder Câmara. Padre Antônio Henrique foi torturado e assassinado no ano de 1969 durante o Regime Militar. O sacerdote é tido como “Mártir da Juventude da Arquidiocese de Olinda e Recife”.

Agentes das pastorais e de representantes das 109 paróquias que compõem a arquidiocese participarão do ato litúrgico. Na ocasião, a irmã do padre Henrique, Izaíra Pereira Padovan, lançará livro biográfico sobre o sacerdote. O título da obra é “Padre Antônio Henrique – Dissimulações do Regime Militar de 64”. O livro começou a ser escrito pela mãe do padre Henrique e concluído pela irmã.

 

* Fonte: NE10

PESQUISA ELEITORAL : VEJAM O RESULTADO DE PESQUISA REGISTRADA PARA ELEIÇÃO DE POÇÃO-Pe.*

Pesquisa Ipec/Rádio Itapuama FM

revela o que pensa o eleitor de Poção

para eleição majoritária

praça Monsenhor Estanislau, cartão de visita da cidade de Poção-PE.

Gráfico da Pesquisa Estimulada de Poção, realizada entra os dias 31/07 e 02/08.

 

 

A primeira pesquisa do Instituto Ipec divulgada sábado pela Itapuama FM mostra o candidato Padre Cazuza (PSB) liderando as intenções de voto. De acordo com o Instituto, em consulta realizada junto à população dos dias 31 de julho a 02 de agosto, na pesquisa estimulada, em que são citados os nomes dos candidatos, Padre Cazuza tem 55% dos votos contra 35% do candidato à reeleição Roberivan (PSD) e 4% de Maurílio Feitosa (PR).

Declararam que votam branco ou nulo 2% dos eleitores. 4% não sabem ou não opinaram. A pesquisa de intenção de voto para prefeito de Poção está registrada junta ao Tribunal Superior Eleitoral sob o registro nº 0062/2012. Foram ouvidos 240 eleitores, com uma margem de erro de 5% para mais ou para menos.

Na pesquisa espontânea, Padre Cazuza também lidera, com 52%, contra 33% de Roberivan e 1% de Maurílio Feitosa. Brancos ou nulos somam 2%. Não sabe ou não responderam 12%.

Já no quesito rejeição, o candidato Maurílio lidera a pesquisa, com 58%, contra 50% de citações para Roberivan e 18% de Padre Cazuza. Neste cenário, mais de um nome poderia ser citado pelo eleitor. O governo do Prefeito Roberivan é rejeitado por 41% da população, contra 28% que avaliam positivamente e 31% que o consideram regular.

 

*Fonte: ItapuamaFM/IPEC.

ARTIGO : A distância entre a Intenção e o Fato. * – Por Everardo Maciel. **

POLÍTICA

A distância entre a intenção e o fato,

 

 

 

Verso primoroso da música “Fado Tropical” (“é que há distância entre intenção e gesto”), de Ruy Guerra e Chico Buarque de Holanda, o desencontro entre intenções e fatos está no cotidiano da política, por ser ela um solo fértil para a construção de expectativas, frequentemente, frustradas, por demagogia ou incompetência. Dois episódios recentes exemplificam esse entendimento.

Nada mais republicano que a transparência na vida pública. Em seu nome, prosperaram, entre outras iniciativas, a Lei nº 12. 527, de 18 de novembro de 2011, que assegura o acesso a informações tuteladas pelos poderes públicos, dando concretude a diversas normas constitucionais. Não há como se contrapor a tal providencial lei. Minhas inquietações se voltam para sua execução.

O primeiro ato decorrente da lei foi a publicação dos salários dos servidores. O que, realmente, se pretende com essa medida? Constranger os servidores? Não seria uma violação do direito à intimidade, estabelecido no inciso X do art. 5º da Constituição, norma qualificada como cláusula pétrea? Essas pessoas não ficariam vulneráveis a atos de chantagem, de sequestro ou de outras práticas criminosas?

Essas informações já são do conhecimento da administração pública. É dela a obrigação de corrigir distorções, quando existentes. O fisco detém instrumentos para apurar evoluções patrimoniais a descoberto. Em outra seara, a polícia, sem reprováveis exibicionismos e vazamentos criminosos, tem condições de investigar práticas de corrupção, que envolvam servidores públicos.

Os servidores já se submetem à ridícula obrigação de encaminhar dados fiscais para órgãos que não têm vocação ou competência técnica para examiná-los. É um espetáculo inútil de promiscuidade fiscal, do qual não se conhece resultado efetivo no pretenso combate à corrupção.

No templo de Apolo, em Delfos, os gregos, traduzindo o equilíbrio apolíneo da alma helênica, proclamavam: nada em excesso. Não pode a transparência ser pretexto para desrespeito a direitos individuais.

A divulgação dos salários dos servidores, na verdade, é uma via para dissimular a indisposição para propor uma lei geral do serviço público, que contemple regras transparentes de remuneração e promoção, valorize o mérito e a eficiência, elimine as inúmeras assimetrias e privilégios de tratamento, e desarme as guerras corporativas.

Pode, por exemplo, um Ministro de Estado ser remunerado pela via oblíqua da participação em conselhos de administração de empresas públicas e sociedades de economia mista? A função exercida não exige dedicação exclusiva? Não há um enorme potencial de conflitos de interesse entre o exercício de suas funções e as atividades das empresas?

Não seria o caso de reexaminar, inclusive por meio de uma Emenda Constitucional, absurdas vantagens pessoais obtidas por servidores, por descaso dos responsáveis pela defesa do interesse público?

A transparência poderia, agora sim, ser invocada para tornar obrigatória a publicação, em balanços de empresas, dos benefícios fiscais concedidos pelo Estado. O conhecimento da renúncia fiscal, ainda que sob a forma de anexo à proposta orçamentária anual, encontra abrigo no § 6º do art. 165 da Constituição.

As licitações, as transferências voluntárias intergovernamentais e as dotações para organizações não governamentais deveriam ser acessíveis a todos, pela internet. Não seria esse um caminho para, ao menos, reduzir a malversação do dinheiro público?

São inúmeras as possibilidades de recorrer-se à transparência em bom proveito do interesse público. Atitudes espetaculosas e grosseiras, entretanto, poderiam ser dispensadas.

O outro episódio diz respeito à solução dada, pela Resolução nº 13, de 2012, do Senado Federal para “guerra dos portos” (expressão criada para retratar a concessão de benefícios fiscais, no âmbito do ICMS, às atividades de importação). Tal prática, além de ofender a Constituição, gera um desarrazoado privilégio para os produtos importados vis-à-vis os nacionais.

Essa insensatez tributária mobilizou lideranças empresariais e trabalhistas, que cobravam do Governo e do Congresso Nacional uma solução rápida para o problema. Alguns, com certa dose de exagero, pretenderam atribuir a esse fato o processo de desindustrialização que se constata no País. Ninguém se lembrou de acionar a Justiça, que já dispõe de farta jurisprudência contrária à guerra fiscal. A justa indignação, todavia, produziu um monstrengo.

O caminho escolhido para enfrentar o problema foi recorrer à competência do Senado para fixação de alíquotas interestaduais (art. 155, § 2º, IV da Constituição). Ocorre, contudo, que essa competência alcança tão somente a partilha da arrecadação do ICMS, entre os Estados de origem e destino, nas operações interestaduais, não se prestando para outras finalidades.

A concessão de incentivos fiscais, em verdade, é tratada no art. 155, § 2º, XII, g, da Constituição. Nele se esclarece que somente a lei complementar pode disciplinar a forma pela qual os Estados deliberarão sobre a matéria. A solução adotada, portanto, é flagrantemente inconstitucional.

Não bastasse a inconstitucionalidade, a solução envolve conceitos ambíguos e de difícil operacionalidade, como certificação de conteúdo de importação, similaridade, processo de industrialização, etc.

A competência para definir os conceitos é remetida ao CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária) e à CAMEX (Câmara de Comércio Exterior). Resolução do Senado não é o veículo adequado para fixação de competências de órgãos públicos. Instituiu-se, por conseguinte, uma complicada e esdrúxula teia de decisões e controles burocráticos.

De resto, a vigência foi estabelecida para o início de 2013, o que nega o caráter de urgência da demanda. Mais uma vez, os fatos serão, com certeza, a fornalha das intenções.

* Fonte : Blog Ricardo Noblat.

(Everardo de Almeida Maciel. Pesqueirense de nascimento.)

 

 

* *Autor : Everardo Maciel é ex-secretário da Receita Federal.

PESQUEIRA : VOCÊ É CANDIDATO ? Podemos conversar um pouco?… – Por Walter Jorge Freitas. *

VOCÊ É CANDIDATO?

 

 

 

Mas que ótimo! Podemos conversar um pouco? Fique tranquilo, nada lhe pedirei. Gostaria apenas de apresentar algumas sugestões.

Para início de conversa, lembro que, segundo o IBGE, Pesqueira possui uma área de 961 Km². Sua população é de 62.793 habitantes, dos quais, aproximadamente 46.810 são eleitores aptos a votar no próximo pleito. Além da sede, o município conta com os distritos de Mutuca, Papagaio, Mimoso, Ipanema, Salobro, Cimbres, extensa zona rural e alguns povoados. Convém considerar que graças à sua obstinação, a nossa gente já conseguiu superar o trauma causado pelo fechamento das fábricas e está encontrando o seu rumo.

Como ainda não estamos em época de campanha, considero oportuno você ir discretamente aos distritos a fim de se inteirar dos principais problemas existentes nos mesmos. Enquanto se locomove, você estará conhecendo as estradas. Não se esqueça de visitar as escolas, os postos de saúde, matadouros públicos, verificar o abastecimento de água e saneamento público. Procure ouvir a população sem clima de campanha, com naturalidade.

Cumprida essa etapa, percorra a cidade. Se possível, faça sem alarde ou demonstração de espanto se algo lhe parecer anormal e fora de ordem. Mas anote tudo em um caderninho.

Vá às escolas, converse com os professores e alunos. Tente se informar sobre os salários dos mestres e funcionários, principalmente, no que se refere ao piso nacional. Conheça as condições dos prédios, inclusive das instalações sanitárias. Ouça as merendeiras.

Reserve um dia para percorrer os bairros. Dê maior atenção aos mais afastados como Pedra Redonda, Centenário, Cristo Rei, Zé Rocha e Caixa D’Água. Escute a população.

Convide um veterinário amigo seu e dê uma passadinha pelo Matadouro Público. Notou que eu disse passadinha? É porque, segundo dizem, ninguém suporta ficar muito tempo lá.

Como não sei se você frequenta a nossa feira na antiga Fábrica Peixe, sugiro dar uma espiada nas bancas, nos sanitários públicos e no terreno baldio que fica nas suas imediações.

Acho conveniente o amigo dedicar um tempinho para ir ao Hospital levar um papo com os pacientes e funcionários.

Percebeu que não coloquei o centro da cidade no roteiro de visitas? Acho que não precisa, pois todos nós somos conhecedores da situação.
Mesmo sabendo que a parte burocrática é bastante complicada, veja se consegue informações sobre as finanças do município, notadamente, a parte que se refere aos funcionários, à previdência e aos precatórios (se existirem).

Com certeza, eu devo ter deixado de indicar algum detalhe ou setor importante para ser avaliado, mas como não sou do ramo, espero ser compreendido.

Agora, dispondo de um diagnóstico dos males que afligem o município, resta-lhe elaborar o seu plano de governo e aguardar o período apropriado para iniciar a campanha. Mas nada de desrespeitar a Lei Eleitoral. Dê bom exemplo.

Posso lhe dar um conselho? Não faça promessas, nem permita que nenhum dos seus seguidores use o palanque ou os programas radiofônicos para atacar ou caluniar quem quer que seja. O pesqueirense nunca aprovou tais métodos. Não seja agressivo, mas fale com objetividade e firmeza sobre o seu sonho de ajudar a minorar os problemas de sua terra.

Última dica: Aja com prudência e ética, não negocie cargos antes de eleito. Se sair vitorioso, escolha as pessoas pela capacidade e não apenas pelo grau de parentesco ou apadrinhamento político. Esteja sempre à frente dos atos relacionados com a sua campanha, não perca jamais o controle e nem copie métodos usados em outros municípios.

BOA SORTE!

 

 

* Autor: Walter Jorge de Freitas

Pesqueira, 21 de junho de 2012.

 

NOTA DO BLOG

Os conceitos e opiniões constantes do texto, são de inteira responsabilidade do autor e não representam, necessariamente, o pensamento ou a linha editorial do blog.

JUDICIÁRIO : DESEMBARGADOR DO TRF1ª CONCEDEU HABEAS CORPUS PARA Carlinho Cachoeira. *

Cachoeira obtém habeas corpus,

mas deve seguir preso

Carlos Cachoeira. Um pé dentro e outro fora do presídio...

 

Decisão do desembargador Tourinho Neto, do TRF-1, beneficiou bicheiro.
Mas, em outro processo, juíza negou pedido da defesa para revogar prisão.

O desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, concedeu nesta sexta-feira (15) habeas corpus para a soltura do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília.

Cachoeira foi preso em fevereiro durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, apontado como chefe de uma quadrilha que explorava o jogo ilegal em Goiás.

Apesar da decisão do desembargador, Cachoeira não deverá ser solto imediatamente, segundo informou o advogado Augusto Botelho, que trabalha no escritório contratado para a defesa do contraventor.
Isso porque, também nesta sexta (15), a juíza Ana Cláudia Barreto, da 5ª Vara da Justiça do Distrito Federal, indeferiu pedido da defesa de revogação da prisão de Cachoeira referente à Operação Saint-Michel.

Habeas corpus

A decisão do desembargador Tourinho Neto favoreceu Cachoeira porque o magistrado concedeu um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de José Olímpio de Queiroga Neto, do grupo do bicheiro, libertado na última quarta (13). Segundo denúncia do Ministério Público Federal de Goiás, Queiroga Neto comandava a abertura e o fechamento de pontos de jogos ilegais.

Estou de malas prontas para ir buscá-lo,
diz mulher de Cachoeira

 

Andressa Mendonça. Mulher de Carlos Cacheira.

A mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, a empresária Andressa Mendonça, de 30 anos, comemorou, na tarde desta sexta-feira (15), o habeas corpus concedido pelo desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, para a soltura do bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. “Estou de malas prontas para ir buscá-lo”, disse Andressa, em entrevista ao G1.

* Fonte : G1

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DE 2014 – EDUARDO CAMPOS QUE O LUGAR DE MICHEL TEMER? – Por Eliane Cantanhêde. *

Campos quer o lugar de

Michel Temer em 2014?

 

 

É O QUE ESPECULA A COLUNISTA POLÍTICA ELIANE CANTANHÊDE, DA FOLHA DE S. PAULO; GOVERNADOR DE PERNAMBUCO E PRESIDENTE NACIONAL DO PSB TEM SE MOSTRADO MAIS DISPOSTO A FECHAR ALIANÇAS MUNICIPAIS COM O PT DO QUE O SEMPRE COMPLICADO PMDB

 

 

Há duas versões correndo em Brasília. Numa, Dilma nunca arranja tempo para receber o vice Michel Temer. Na outra, Temer é que nunca tem interesse em conversar e acertar nada com Dilma.

O fato é que Temer anda tão sumido da mídia quanto do gabinete presidencial no Planalto e dos almoços, jantares e reuniões no Alvorada, apesar de eleições, Código Florestal, Copa, Olimpíada, Rio+20, CPI e nuvens pesadas na economia.

A ausência dá pano para manga, mas não significa que o vice esteja fora das intensas articulações do PMDB para as eleições municipais, para a CPI do Cachoeira e para as principais votações no Congresso. Ao contrário, está em todas.

Parece, portanto, muito mais homem de partido do que homem de governo -apesar de o governo ser Dilma-Temer, PT-PMDB.

Dilma e Temer são e agem de formas muito diferentes. Passam um certo desconforto mútuo diante das personalidades, estilos, preferências e reações de um e de outro.

Além disso, as relações do PMDB com o PT nunca foram lá essas coisas e andam ainda mais estranhas. Na principal campanha do país, um vai para um lado, com Fernando Haddad, Dilma e Lula, e outro vai para o outro, com Gabriel Chalita, Temer e a cúpula peemedebista.

Na CPI, o PT só pensa em atirar no tucano Marconi Perillo e tirar o petista Agnelo Queiroz do alvo, enquanto o PMDB entrou com o segundo time, trabalha a favor do seu Sérgio Cabral e deixa claro que não tem compromisso com petistas nem com tucanos. Eles que se virem.

Diante da distância entre Dilma e Temer, entre o PT e o PMDB em São Paulo e entre os integrantes da CPI, ocorre o óbvio: aumentam os rumores de que o PSB se arvora de PMDB em 2014 e que Eduardo Campos olha para Temer pensando: “Eu sou você amanhã“.

Só não dá para saber, ou apostar, o que é pior para a própria Dilma.

 

* Fonte : FolhaSP/Eliane Cantanhêde/Articulista.

ELEIÇÕES 2012 – PT INDICA CANDIDATO “BIÔNICO”. Prefeito João da Costa é impedido de disputar. *

HUMBERTO COSTA

CANDIDATO “BIÔNICO” DO PT

 

 

Senador Humberto Costa. O algoz no "golpe" que defenestrou o prefeito João da Costa.

Comissão Executiva Nacional –

Resolução sobre Recife

Em reunião realizada hoje, 5 de junho de 2012 em São Paulo, a Comissão Executiva Nacional do PT, debatendo a questão da pré-candidatura na cidade do Recife/PE, resolve:

1. Reafirmar a anulação da prévia do dia 20 de maio em virtude de irregularidades cometidas e por ter sido realizada em desacordo com as orientações do Diretório Nacional.

2. Formalizar o cancelamento da prévia convocada para o dia 3 de junho por terem sido frustradas as tentativas de, nesta nova oportunidade, produzir a necessária unidade partidária para disputar e vencer as eleições no Recife.

3. Emitir publicamente sua opinião política, já externada em sucessivas reuniões aos companheiros João da Costa e Maurício Rands, de que o processo político no Recife por eles conduzido se esgotou, e de que um terceiro nome para encabeçar nossa chapa é um imperativo para a vitória.

4. Indicar ao conjunto do Partido no Recife e aos partidos da Frente Popular o companheiro Senador Humberto Costa como a pré-candidatura que reúne as melhores condições para liderar nossa campanha pela continuidade e aprofundamento das conquistas democráticas e populares acumuladas na Administração do Recife nos últimos doze anos.

5. Responsabilizar o Diretório Municipal do Recife para, em conjunto com o Diretório Regional, conduzir o processo eleitoral na cidade.

São Paulo, 05 de junho de 2012.
Comissão Executiva Nacional do PT

* Fonte: Portal do PT.

ARTIGO : A CPI DO ESCÁRNIO.* – Por Frei Betto.**

A CPI do escárnio

 

 

NÃO DEMORA, CACHOEIRA VOLTA ÀS RUAS, COMO TANTOS CORRUPTORES E CORRUPTOS CUJAS FAÇANHAS ASSOMBRARAM A NAÇÃO

 

 

Escárnio s.m. 1 — o que é feito ou dito com intenção de provocar riso ou hilaridade acerca de alguém ou algo; caçoada, troça, zombaria. 2 — atitude ou manifestação ostensiva de desdém, de menosprezo, por vezes indignada. 3 — aquilo que é objeto de desdém, ironia ou sarcasmo. (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa)

A CPI do Cachoeira ameaça, com perdão da redundância, transformar-se em pura cascata… A impressão que se tem é de mero palanque para políticos em busca de holofotes.

A função precípua — apurar a extensa malha de corrupção envolvendo empresas privadas, empresas de fachada (“laranjas”) e poder público — não se sobressai como prioridade e empenho da maioria dos parlamentares responsáveis pelo inquérito.

Tudo que se sabe, até agora, é graças à investigação da Polícia Federal. Felizmente ela vazou e ficamos a par das conversas telefônicas entabuladas à sombra da ilegalidade. E de como mandatos senatoriais são monitorados pelo crime organizado.

Ocorre que nem os advogados dos réus se mostram interessados em se debruçar sobre as peças acusatórias reunidas pela Polícia Federal. É inócua a sala que guarda, a sete chaves, os documentos. As provas adormecem nos bastidores, enquanto os parlamentares buscam o brilho dos palcos.

Já não se trata de apurar, e sim de blindar. O silêncio clamoroso de Carlinhos Cachoeira encontra eco no silêncio cúmplice das bancadas representadas na CPI e vinculadas a governadores suspeitos. “Se tu descartas o meu, haverei de livrar o teu”, parece dizer um partido ao outro.

Não demora, Cachoeira volta às ruas. Como tantos corruptores e corruptos cujas façanhas assombraram a nação e, no entanto, encontraram em nosso falido sistema judiciário, feito para assegurar imunidade e impunidade à Casa Grande e punir a senzala, brechas para não pagar por seus crimes, e muito menos devolver aos cofres públicos a dinheirama surrupiada.

Até a Delta, empresa de alcance nacional, logrou blindagem ao decidir a CPI investigá-la em restrito âmbito regional. Temem os parlamentares balançar o coqueiro e ter suas cabeças rachadas pelo coco?

Os governadores suspeitos deveriam se adiantar à CPI e se prontificar a depor e abrir o sigilo de suas contas bancárias e ligações telefônicas. Esta a atitude que se espera de um estadista que zela por seu nome e reafirma sua postura ética. A política é a mais pública das atividades humanas e deveria estar respaldada na transparência de quem se reveste de um mandato concedido pelo voto popular.

A CPI não tem poder para quebrar o silêncio dos depoentes. Todos haverão de entrar mudos e sair calados. Porém, é-lhe facultado o direito e o dever de investigar, cruzar informações, analisar processos e quebrar sigilos telefônicos e bancários.

Resta saber se ela está interessada em sanar a vida pública brasileira de agentes e políticos criminosos ou apenas fingir investigar o que não convém apurar e a quem não se deve incriminar.

* Fonte : Brasil 247

 

** Autor : Frei Betto.

ARTIGO : O PODER DO ÓDIO.*

O PODER DO ÓDIO

 

 

Boa dose das decisões políticas é gestada no fígado. Para muitos eleitores, mais grave do que não eleger seu candidato preferido é ver um político que odeia ganhar a eleição. Votam em adversário “menos pior” para evitar mal maior. A decisão sugere pragmatismo, mas é difícil precisar onde termina o raciocínio e começa a racionalização – a justificativa lógica construída após o ato feito. O voto útil nasce pingando bile.

É mais comum do que gostamos de admitir. Basta lembrar das tardes de domingo. Quantas vezes cada um de nós ouviu um grito de prazer escapar da janela do vizinho – quiçá da nossa – quando o time rival toma um gol? Imperativos fazem coro com expletivos e saturam o ar de animosidade. O futebol se alimenta de paixões devotas e ódios consagrados. Com a política é igual. Saem as janelas e estádios, entram as redes sociais e blogs.

Por isso não convém menosprezar o poder do ódio nas eleições. De tão decisivo, tornou-se presença obrigatória nas pesquisas de intenção de voto. Foi revestido de circunstância para soar menos cru. A pergunta clássica nos questionários é: “Em quais destes candidatos você não votaria de jeito nenhum?”. A causa subjacente às respostas é ojeriza, repulsa, antipatia, mas pode chamar de rejeição.

É muito difícil um candidato ganhar as graças do eleitorado. Mais difícil do que isso, só livrar-se da bile eleitoral. Uma vez impregnada, não sai nem lavando. A rejeição é persistente como um pernilongo. Podemos não lembrar por que sufragamos este, mas não esquecemos a razão pela qual não votamos naquele. O eleitor amadurece e envelhece abraçado ao seu rancor (apud João Antônio).

A rejeição pode inviabilizar políticos famosos e populares. Em São Paulo há casos notórios. O mais recente é de Marta Suplicy.

A petista começa quase toda eleição que disputa como favorita. Foi assim nas brigas pela Prefeitura em 2000 e 2008, e na corrida por uma das duas vagas no Senado em 2010. Marta sai na frente, mas raramente termina em primeiro lugar. Elegeu-se senadora atrás de Aloysio Nunes (PSDB), e perdeu no segundo turno para José Serra (PSDB) em 2004 e para Gilberto Kassab (então no DEM) em 2008. Culpa da rejeição.

Antes dela, houve Paulo Maluf (PP). Até desencantar nos pleitos majoritários, Maluf tentou ser prefeito, presidente, governador. Por mais eleitores que tivesse, sempre era barrado pela rejeição dos demais. Em 1992, quando conseguiu vencer um segundo turno, pareceu ter iniciado um novo ciclo. Mas a maré não durou e o ex-prefeito nunca mais ganhou um mata-mata. A rejeição voltou dobrada.

Como a bile eleitoral vai influir na disputa para prefeito de São Paulo? A pesquisa Ibope mostra que, por ora, Serra é o mais rejeitado pelos eleitores de 7 dos outros 9 pré-candidatos. Ao menos metade dos eleitores de Celso Russomanno (PRB), Paulinho da Força (PDT), Netinho (PC do B), Gabriel Chalita (PMDB) e até de Soninha (PPS) diz que não votaria em Serra. Quando elegeu-se prefeito de São Paulo, em 2004, Serra tinha apenas 15% de rejeição (Datafolha). Hoje, segundo o Ibope, 35% dos paulistanos dizem que não votariam no tucano de jeito nenhum.

Por causa da rejeição, Serra está mais perto de seu teto de votos do que seus adversários diretos. Teria menos chance que os demais de ganhar novos eleitores caso um dos seus adversários desistisse. Esse é o risco de largar muito na frente quando se é tão conhecido quanto ele e a rejeição é alta: há mais espaço para cair do que para subir.

As próximas pesquisas mostrarão se a trajetória do tucano será igual à de 2004, quando largou no patamar em que está hoje, subiu e terminou o primeiro turno com 10 pontos a mais do que quando começou a campanha, ou se repetirá Geraldo Alckmin (PSDB) em 2008, que também começou com cerca de 30% de intenção de voto, foi caindo, caindo e terminou quase com metade do cacife inicial. Tudo vai depender dos adversários com menos rejeição, se eles conseguirão sair do anonimato.

Para Fernando Haddad (PT), a única vantagem de ser tão desconhecido é que a maioria dos eleitores de outros candidatos não sabe quem ele é e, por isso, não pode rejeitá-lo. Mas essa taxa vai crescer à medida que mais gente descobrir que Haddad é o candidato do PT. Ele terá mais facilidade de assimilar a rejeição do partido do que ganhar a confiança de seus eleitores. Conquistar o voto depende de competência, o ódio vem por inércia.

 

* Fonte : José Roberto de Toledo – O Estado de S.Paulo