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RECIFE: A Velha e Saudosa Rua Nova…Um Charme Inesquecível – Por Leonardo Dantas *

O charme e a elegância do Recife, desfilavam na rua Nova...

O charme e a elegância do Recife, desfilavam na rua Nova…

A velha e sempre nova, Rua Nova…

 

No século XVII não passava de um caminho que ligava o Terreiro dos Coqueiros com a margem do Capibaribe, nas proximidades da segunda ponte de madeira erguida no Recife pelo Conde João Maurício de Nassau-Siegen, unindo a ilha de Antônio Vaz ao que viria a ser a Boa Vista dos nossos dias.

O bonde também desfilava garboso pela famosa Rua Nova.

O bonde também desfilava garboso pela famosa Rua Nova.

Na primeira metade do século XVIII, o primitivo caminho veio a ser embelezado por dois dos mais importantes templos católicos da Vila de Santo Antônio do Recife: Inicialmente a Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares, construída entre 1725 e 1757; seguindo-se da Igreja do Santíssimo Sacramento [hoje Matriz de Santo Antônio], que veio ocupar o local da Casa da Pólvora dos holandeses, com sua construção se estendendo de 1755 a 1790. No Governo de Henrique Luís Pereira Freire (1737-1746) consolidou-se a ligação definitiva entre o bairro portuário e a Boa Vista, consagrando definitivamente o caminho então denominado de Rua Nova de Santo Antônio.

As muitas intervenções contribuíram para o seu desencanto...

As muitas intervenções contribuíram para o seu desencanto…

Sucessivos aterros contribuíram para o nivelamento da nova artéria e sua ligação com a Boa Vista, o que se deu com a construção da primitiva ponte (1737), ainda com seu lastro em madeira, que antecedeu a atual ponte de ferro adquirida na Inglaterra e aqui instalada no ano de 1876. Surgia assim a nossa velha e sempre nova, Rua Nova.

Da segunda metade do século XVIII aos nossos dias, a Rua Nova tornou-se o coração pulsante da cidade. Nos seus sobrados residiam importantes famílias; o da esquina com a Rua do Sol era residência do dicionarista Antônio Moraes Silva que, nascido no Rio de Janeiro em 1755, veio fixar residência no Recife, no início do século XIX, tendo aqui falecido em 11 de abril de 1824. No Recife escreveu a segunda edição do seu Dicionário da Língua Portuguesa, publicada em Lisboa em 1813. Também Joaquim Nabuco residiu na Rua Nova, quando aluno do quinto ano da Faculdade de Direito do Recife, nos idos de 1870, em casa do médico Jesuino Augusto dos Santos Mello. Na época, Joaquim Nabuco escrevia o seu livro, A Escravidão, tendo registrado nos originais a seguinte declaração: Este livro foi escrito por mim em 1870 quando estudante do 5º ano no Recife; morava eu então com o Dr. Santos Mello e o Barros Pimentel fazia bolsa comigo”.

rua nova 100 anos atrás

Era a Rua Nova a artéria de maior importância do Recife, reunindo consagrados profissionais (médicos, fotógrafos, advogados) e as mais conceituadas casas de comércio de então, com destaque especial aos centros de convívio formados por seus cinemas, cafés e restaurantes. No trecho entre a atual Praça da Independência até a Ponte da Boa Vista, localizavam-se a Casa Inglesa de Emília Brack (1912), que pela primeira vez admitiu como vendedoras elementos do sexo feminino; Lojas Paulista, a Casa Hermes (1942), especialista em aluguel de trajes a rigor; os cinemas Pathé (1909), com 320 lugares, Royal e Vitória; o Café Ruy; o Café Familiar e a Confeitaria Glória, onde em 26 de julho de 1930 foi assassinado o presidente da Paraíba João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque; dando causa a Revolução de 1930. Nos anos que se seguiram a Rua Nova continuou a ser o centro pulsante da cidade do Recife, com as Lojas 4.400, Casa Matos (tecidos finos), Sapataria Inglesa, Casa Parlophon, Nova Magnólia, Slopper, Ao Anel de Ouro, Drogaria Villaça, A Primavera, Confeitaria Fênix, Etan (loja de senhoras), Casas Huddersfield (tecidos finos), Casas Maia, além de estabelecimentos bancários e uma infinidade de casas comerciais.

Todo movimento da cidade tinha na Rua Nova o seu centro, fosse na Procissão do Senhor Bom Jesus dos Passos ou nos Trotes Estudantis (quando os calouros das faculdades vinham às ruas em desfiles de críticas e chacotas). E no restante do ano, o que se via nas tardes na Rua Nova era verdadeiros desfiles de elegância, como nos descreve o cronista Tadeu Rocha nos idos de 1963: A qualquer hora do dia, é grande o seu movimento de veículos e pedestres; e nas últimas horas da tarde, ela se povoa de gente elegante, que vem às compras, aos cinemas e aos namoros. Moças bonitas e rapazes bem trajados enchem às calçadas, em que também transitam respeitáveis matronas e onde estacionam encanecidos senhores, saudosos de sua mocidade. Passam os transeuntes, passa o tempo, sucedem-se gerações. Mas esta rua continua sempre nova…

Onde foi parar: Casa Matos; Casas Huddersfield Tecidos, Pharmacias, Sapatarias...

Onde foram parar: Casa Matos; Casas Huddersfield Tecidos, Pharmacias, Sapatarias…

No Carnaval, porém, a Rua Nova se transformava no reinado da folia… Seu nome era lembrado com frequência por compositores de então, como Antônio Maria (Frevo nº 2 do Recife), Carnera (Frevo na Rua Nova), Jacob Bittencourt (Rua Nova), sem falar em Marambá, como era conhecido José Mariano da Fonseca Barbosa (1896-1968), que assim a imortalizou: A macacada vai pra Rua Nova Quando chega a hora alegre da folia Entra na onda cai na brincadeira Dança a noite inteira faz o passo todo dia.

No final dos anos setenta do século vinte, porém, a Rua Nova foi transformada em rua de pedestres, bem na moda do modelo escolhido pelo arquiteto Jaime Lerner para as ruas de Curitiba, e assim começou a perder o seu charme. Hoje apesar do movimento de afluência ao seu comércio e do trânsito incessante de pedestres, a Rua Nova perdeu seu charme, e jamais voltou a ser o centro pulsante das nossas emoções.

leonardo-dantas-mariana

 

*Autor: Leonardo Dantas Silva – Escritor, Pesquisador Cultural, Cronista e Jornalista.

BRASIL PRODUTIVO: EMBRAPA – A Empresa que Impulsiona o Desenvolvimento do Campo (*)

Aos 40 anos, Embrapa busca manter

relevância após transformar cerrado

EMBRAPA - Centro de Ciência que apoia o desenvolvimento campo...

EMBRAPA – Centro de Ciência que apoia o desenvolvimento campo…

Elogiada por seu papel na transformação do Brasil numa potência agropecuária nas últimas décadas, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) completa 40 anos em abril com uma agenda muito mais abrangente do que em sua origem e o desafio de se manter relevante num ambiente cada vez mais competitivo e sujeito a revoluções tecnológicas.

EMBRAPA - Capim Elefante. Mantém o boi no pasto com alta produtividade.

EMBRAPA – Capim Elefante. Mantém o boi no pasto com alta produtividade.

Ao se tornar no governo Luiz Inácio Lula da Silva peça importante da busca do país por maior projeção global, a estatal ganhou atribuições diplomáticas e passou a ter como missão, além de gerar conhecimento, compartilhar sua expertise com nações subdesenvolvidas, principalmente na África.

Enquanto se lançava em novas frentes no exterior, a Embrapa viu seu orçamento crescer (em 2012, chegou a R$ 2,1 bilhões) e ampliou sua atuação também no Brasil. A empresa conta hoje com 9.812 funcionários, entre os quais 2.389 pesquisadores – desses, 81% têm doutorado ou pós-doutorado, dado que a torna uma das estatais com maior proporção de profissionais altamente qualificados.
A companhia também tem expandido seus campos de pesquisa: áreas em que atua há longa data – como melhoramento genético de grãos, hortaliças e gado – hoje convivem com estudos em nanotecnologia, pesca, tecnologia da informação e vinicultura.

EMBRAPA - Variedade de mandioca. Tecnologia para correção do solo...

EMBRAPA – Variedade de mandioca. Tecnologia para correção do solo…

A transformação em curso na empresa, no entanto, preocupa especialistas. Eles temem que, diante de tantas novas missões, a Embrapa negligencie questões prioritárias e não consiga acompanhar o ritmo das inovações tecnológicas no setor privado.

LEIA A ÍNTEGRA:

Aos 40 anos, Embrapa busca manter relevância

(*) Fonte: BbcBrasil

 

ÁGUA NO AGRESTE : 200 Milhões de TUBOS para a ADUTORA DO AGRESTE.*

ADUTORA DO AGRESTE

Contratadas obras de tubulação de adutora

 

 

(Foto Ilustrativa) Adutora do Agreste vai atender 68 municípios de 80 distritos.

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) concluiu a contratação da tubulação do eixo principal da Adutora do Agreste. Os 200 milhões de tubos de ferro levarão a água do Eixo Leste da Transposição para 68 municípios e 80 distritos do Agreste e do Sertão até 2015. O investimento nessa etapa foi de R$ 280 milhões para os quatro lotes da obra, que está estimada em R$ 1,2 bilhão.

De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, o processo de construção da Adutora do Agreste está andando dentro do cronograma esperado. “A licitação está aberta e até dezembro teremos a vencedora que vai iniciar as obras da primeira eta­pa em janeiro de 2013. Nossa ideia é concluir as obras antes da Transposição (do Rio São Francisco)”, afirmou.

Um nova licitação poderá ser aberta na próxima semana. A Compesa vai contratar uma em­presa para fazer o gerencia­mento e os trabalhos social e am­biental. Segundo Tavares, um empreendimento do porte da Adutora do Agreste precisa antecipar as ações de consci­en­tização quanto ao uso da água. “Estamos com essa obra bus­cando água de muito longe para atender a uma parcela da po­pulação que historicamente sofre com a seca, e estamos preo­cupados também em redu­zir ao máximo os impactos am­bientais”, explicou o presidente.

Também foi publicada no Diário Oficial a abertura do edital de licitação para a construção da Adutora Mimoso. O sistema vai atender a cidade de Buíque, no Sertão do Estado.

 

*Fonte: FolhaPE/Kleber Nunes

EDUCAÇÃO : INSCRIÇÕES PARA O Enem, COMEÇAM NESTA SEGUNDA-FEIRA. *

Inscrições para o Enem

começam nesta segunda-feira

 

 

A partir das 10h de amanhã, candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já poderão se inscrever para participar das provas que serão aplicadas nos dias 3 e 4 de novembro. O prazo termina em 15 de junho e as inscrições serão feitas exclusivamente pela internet. Em 2011, o exame recebeu mais de 6 milhões de inscrições.

A taxa de inscrição permanece em R$ 35. Alunos que estejam cursando o 3º ano do ensino médio em escola pública estão isentos do pagamento, que deverá ser efetuado até 20 de junho por meio do boleto que será gerado durante a inscrição.

Desde 2009, o exame ganhou importância porque passou a ser usado por instituições públicas de ensino superior como critério de seleção em substituição aos vestibulares tradicionais. O Enem também é pré-requisito para quem quer participar de programas de acesso ao ensino superior e de financiamento público, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e as bolsas de estudo no exterior do Ciência sem Fronteira.

A prova é feita durante o fim de semana. No primeiro dia do exame, sábado, os participantes terão quatro horas e meia para responder às questões de ciências humanas e da natureza. No domingo, será a vez das provas de matemática e linguagens, além da redação, com um total de cinco horas e meia de duração. A divulgação do gabarito está prevista para o dia 7 de novembro, e o resultado final deve sair em 28 de dezembro.

Para 2012, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) anunciou mudanças nos critérios de correção da redação com o objetivo de tornar o processo mais objetivo e reduzir a margem de erros. O edital com todos os detalhes do exame foi publicado na sexta-feira (25) no Diário Oficial da União. Clique no link abaixo e obtenha mais informações.

 

http://sistemasenem2.inep.gov.br/inscricao

 

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

AEROPORTO EM MARAGOGI-AL, SERÁ OBRA DE DOIS GOVERNOS. (*)

Governos de AL e PE vão

construir aeroporto

 

Theo Viela de Alagoas e Eduardo Campos de Pernambuco. Juntos construirão um novo aeroporto em Maragogi-(divisão AL/PE)

 

O primeiro compromisso firmado entre o governador Teotonio Vilela e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é o de assinar um convênio específico para efetivar a implantação do aeroporto de forma conjunta. O encontro foi realizado nesta quinta-feira (26) e contou com a participação do secretário de Estado da Infraestrutura, Marco Fireman, e do secretário adjunto de Transporte da Seinfra, Manoel Messias Costa.

Os governadores marcaram para a próxima quinta-feira (3) uma viagem a Brasília a fim de buscar mais recursos para a obra junto ao Governo Federal, que defende a importância da ampliação do número de aeroportos regionais, para que a malha aeroportuária brasileira alcance a eficiência pretendida, estimulando o turismo e o desenvolvimento regional.

“Essa é mais uma parceria que fazemos com o governo de Pernambuco e que mostra que os dois estados estão focados no desenvolvimento do Nordeste. A construção desse aeroporto abre várias oportunidades para o crescimento da economia de Alagoas e de Pernambuco e só temos a agradecer a Eduardo Campos essa forma de trabalharmos conjuntamente pelos nossos Estados”, avalia o governador Teotonio Vilela.

O governador Eduardo Campos aprovou o projeto apresentado pelo Governo de Alagoas. “É maravilhoso ver um projeto elaborado com a preocupação com a própria sustentabilidade. Vamos unir forças para concretizá-lo e, assim, trazer o desenvolvimento que com certeza beneficiará toda a região”, reconhece Eduardo Campos.

A consolidação da integração entre os dois estados visa garantir a sustentabilidade do empreendimento. Para o secretário Marco Fireman, é fundamental pensar no aeroporto como um projeto que vai além das obras físicas.

“Implantar o aeroporto não significa apenas construí-lo, mas também pensar em como ele será utilizado de forma sustentável, para não transformá-lo em um elefante branco e gerar prejuízos para o Estado. Pela localização estratégica ele pode atender, inclusive, ao Porto de Suape, no litoral Sul de Pernambuco”, explicou Marco Fireman.

O projeto

As obras de implantação do aeroporto de Maragogi estão orçadas em cerca de R$ 70 milhões. O Governo de Alagoas já firmou convênio com o Ministério do Turismo, por meio do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur), garantindo R$ 15 milhões para o início das obras.

(*) Fonte: Alagoas 24 horas/Nordeste.com

MURAL DE SAUDADE – A CHEGADA DO TREM EM CARUARU. Ano 1895. *

Caruaru, o Trem e a Macaca

 

A "Maria fumaça" puxando o comboio por muitos anos...

 

No governo do prefeito Manuel Rodrigues (Neco) Porto, em 1895, o trem chegou a Caruaru. A locomotiva foi batizada com o nome de “Barbosa Lima”, que era, então, o governador de Pernambuco. A chegada da assombrosa máquina foi uma festa para os mais esclarecidos moradores da cidade. Bandas de músicas, foguetório, gente correndo para todos os lados, vaias de moleques, gritos de senhoras e moças, uma azáfama terrível de crianças. A poeira subindo, vendedores com tabuleiros de jinjibirras, doces, cachaça, bolos, algodão-doce, pirulitos e tudo o que se podia vender numa ocasião daquelas, quando a multidão enchia a grande praça da estação em frente ao prédio erguido por Papai Léléo, avô de Aurélio de Limeira Tejo, que, depois, passou a ser propriedade da empresa Boxwell.

Mas, o ano que antecedeu a chegada da fantástica máquina foi um período de intermináveis conversas, invenções, versões disparatadas, medos e ansiedades e de condenações de religiosos mais conservadores. O que seria aquilo? Uma coisa do demônio, diziam. Dona Vevéia, uma preta rezadeira que morava no bairro do Centenário, ela mesma com mais de setenta anos de idade, nos idos de 1960, relatou ao articulista a sua versão dos fatos. A anciã estivera presente na estação ferroviária naquele dia histórico para Caruaru. Segundo dona Vevéia, ao surgirem as primeiras informações sobre o trem, um rebuliço tomou a cidade. Os matutos vinham sendo advertidos a respeito do “perigo”, que aquelas máquinas, os trens, representavam. Comentava-se que o célebre missionário, padre Ibiapina, conhecido pelo nome de “padre Piapina”, havia pregado em missões… que um bicho preto, enorme, viria correndo pelos campos, dando gritos terríveis e lançando fogo pelas ventas, para anunciar o fim do mundo. E, portanto, a população humilde ficou apavorada, temendo que o tal “bicho” iria devorar os pecadores e instalar o “Dia do Juízo final” em Caruaru.

As beatas iniciaram novenas intermináveis. Fazia-se jejum. Algumas mulheres esfolavam os joelhos, pagando promessas, ou limavam os dedos de tanto rezarem com seus rosários. Santinha Felissíssima, a mais famosa dentre todas, amarrou-se a um crucifixo em frente à igreja catedral. Outra religiosa organizou pregações no Monte do Bom Jesus. As procissões noturnas começavam às três horas da manhã, com toques de matracas e sinos.

Estação Ferroviária de Caruaru. Hoje somente vestígios...

No dia fatídico em que o trem, afinal, chegaria a Caruaru, muita gente dos arredores da cidade, estava em pânico. Dona Vevéia, quando ainda criança, seguiu com a madrinha para um alto, de onde se poderia ver o tremendo “bicho”. Ao ouvir os primeiros apitos do trem, as beatas que também ali se encontravam, correram em disparada para a igreja do distrito. Dona Vevéia, ao avistar aquela máquina enorme, largando fogo e fumaça e fazendo um barulho dos infernos, ficou cega e, tateando, correu em direção à sua casa, aos gritos e em prantos. Em seguida, desmaiou. O sacristão Sertossanto Limeira tocava o sino sem parar e o seu ajudante lançava água benta naqueles que se refugiaram na capelinha, com os braços erguidos, implorando salvação e confessando, aos gritos, todos os pecados cometidos. Muita gente, da rua, pulava pelas janelas e caía sobre os que estavam no templo. Sacrementina Salvação derrubou o castiçal-mor, e pensaram que a luz das velas seria um raio fulminante enviado pelo Criador. A confusão foi geral e uma macaca de circo foi morta a pauladas, pensando-se que se tratava de um dos demônios fugidos do trem.

Pátio da estação de Caruaru. (Hoje é pátio do Forró)

Passada a agitação inicial, e o trem se distanciando, tudo se acalmou. Santino Santarrita, parente distante de Álvaro Lins, tentou convencer os presentes traumatizados, afirmando que a locomotiva não era demônio nenhum. Mas, apenas uma máquina inventada no estrangeiro. As mulheres ainda tremiam. Outras choravam baixinho, com seus vestidos rasgados, feridas. No entanto, a custo, a tranquilidade se restabeleceu. A menina Vevéia tinha aspirado sais e tomado um gole de Água das Carmelitas. Recobrou os sentidos. Ouvia-se, bem longe, o som dos apitos. O sol escaldava. O vento cessara. E veio um silêncio quando o trem chegou à Estação Ferroviária de Caruaru. A Modernidade começava.

A mesma estação não recebe trens desde 2001 e o último que passou por aqui foi o Trem do Forró que teve de mudar sua rota por problemas de falta de conservação nesta linha. Agora, com essa possível chegada do VLT, pelo ao menos o trecho da linha que passa por Caruaru estará conservado aumentando até a esperança de um trem turístico na Linha Centro e até o retorno do Trem do Forró.

* O seguinte texto que conta essa história foi escrito por Humberto França e retirado do site da Fundação Joaquim Nabuco e conta o curioso dia da chegada do trem em Caruaru.

Fonte: Projeto Memória Ferroviária de Pernambuco/André Luiz.

PERNAMBUCO : PARQUE INDUSTRIAL GANHARÁ MAIS 13 INDUSTRIAS e 10 AMPLIAÇÕES. (*)

Treze novas indústrias e

dez ampliações em Pernambuco

 

 

Treze novas indústrias e dez ampliações de plantas já existentes foram anunciadas na 78ª reunião do Conselho Estadual de Política Industrial, Comercial e de Serviços (Condic), realizada na manhã desta terça-feira na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD/Diper).

Ao todo, são R$ 707,104 milhões em investimentos e 2,4 mil empregos gerados. A maior parte dos postos de trabalho são na Região Metropolitana do Recife (RMR), com 1.386 das vagas.

O maior aporte é o da Wind Power Energia. A nova fábrica do grupo argentino Impsa terá R$ 277,3 milhões em uma planta que vai produzir turbinas para a hidrelétrica de Belo Monte, entre outros equipamentos. No entanto, o empreendimento que mais vai absorver mão de obra é uma fábrica de produtos de higiene e limpeza da Flora, dona de marcas como Minuano, Assim, Albany, Neutrox, Kolene e OX. Serão empregadas 600 pessoas.

“Mas cerca de 40% (1.017 empregos) serão em cidades do interior do estado. São novas fábricas chegando em municípios como Gravatá, Bezerros, Carpina e Glória de Goitá”, ressalta Geraldo Júlio, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico.

Na reunião do Condic, foram aprovados para esses empreendimentos descontos no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de até 95% (caso dos empreendimentos instalados no interior do estado).

Quatro empresas também receberam incentivos para aumentarem a pauta de importação de produtos, dentro do estado. Entre elas, o grupo Pão de Açúcar, cujo volume anual a receber o benefício fiscal será de R$ 283,2 milhões.

Veja a relação das novas fábricas:

 

AMXCC (Gravatá): R$ 12,25 milhões e 120 empregos

Cimenteira Santo Antônio (Santa Maria do Cambucá): R$ 37,3 milhões e 86 empregos

Herval Nordeste Indústria de Móveis, Colchões e Espumas (Bezerros): R$ 17,4 milhões e 134 empregos

Flora Produtos de Higiene e Limpeza (Jaboatão dos Guararapes): R$ 150 milhões e 600 empregos

Vofsi (Jaboatão dos Guararapes): R$ 570 mil e 26 empregos

Inoplast (Carpina): R$ 3,4 mi e 60 empregos

Koilflex – Indústria e comércio de plásticos (Paulista): R$ 5,3 milhões e 46 empregos

Lilou Indústrias de Cerâmica (cabo de Santo Agostinho): R$ 1,6 milhões e 16 empregos

Mineradora Rostale (Afogados da Ingazeira): R$ 4,2 milhões e 40 empregos

Nissin-Ajinomoto Alimentos (Glória do Goitá): R$ 46,5 milhões e 252 empregos

Nova Piramidal Thermoplastics (Jaboatão dos Guararapes): R$ 1,4 milhões e 13 empregos

Tramo Eeuipamentos (Recife): R$ 1,8 milhões e 30 empregos

Wind Power Energia (Cabo de Santo Agostinho): R$ 247,3 milhões e 386 empregos

 

(*) Por Mirella Falcão, da equipe do Diário de Pernambuco.

EXU: A cidade que viu o Rei Gonzagão nascer – Por Cláudio de Oliveira Freitas

EXU E SEU FILHO ILUSTRE LUIZ GONZAGA.

GONZAGÃO: de Exu para o Mundo.

Exu poderia ser como tantas pequenas cidades do Sertão nordestino. Pode-se andar quilômetros pela zona rural sem se ver ninguém, enquanto a área urbana se torna cada vez mais populosa. O transporte público é inexistente e as motocicletas proliferam em um trânsito desordenado assim como em Sanharó. É uma cidade pobre como tantas outras – o seu Índice de desenvolvimento Humano é de apenas 052 – para efeito de comparação, a média pernambucana é de 0718. Nas rádios e nos bares, o brega e o forró eletrônico dominam.

Exu poderia ser apenas mais uma cidade, mas não é. Por conta de um homem que nasceu em uma casa miserável de pau a pique, Exu se fez única. Luiz Gonzaga , seu mais ilustre filho cantou o que viu e viveu ali no Sertão do Araripe em mais de 50 discos e 800 composições, eternizando Exu para o mundo. Amava tanta a sua terra que sempre a visitava, mesmo nos anos da fama, e foi lá que decidiu morar na sua velhice.

Os sonhos do rei precisam de cuidados…

Hoje, Exu parece ter esquecido Luiz Gonzaga. Andando pelas ruas da cidade, não é muito fácil identificar que ali é a terra do Rei do Baião. Há uma praça com um painel com a letra de Asa Branca, é verdade. Há diversos estabelecimentos comerciais que fazem referência a Gonzaga no nome. Há, ainda, todos os anos, uma festa para celebrar seu aniversário, no dia 13 de dezembro. E, mais importante, há o Parque Aza Branca (escrito errado), criado pelo o próprio Gonzaga para preservar a sua memória. Isso tudo, porém, é muito pouco para celebrar a história do homem que colocou Exu no mapa. ao construir o Parque, Gonzaga pensou também no desenvolvimento da cidade. Construir lá duas pousadas. chegou a montar um frigorífico, que fechou em pouco tempo. Depois teve a ideia de uma fábrica de enlatamento de feijão de corda, produzido na região, que desistiu. Vendeu duas fazendas que tinha para realizar o seu mais ambicioso sonho comercial: um posto de gasolina. Batizado de Gonzagão. O estabelecimento era o mais completo e maior da região. Mas foi difícil: demorou quase dois anos para receber combustível e acabou não dando o lucro esperado.

O parque Aza Branca foi o seu grande xodó, com suas duas pousadas, o museu, a casa dele e do pai Januário e um palco para shows dos amigos. Quando Gonzaga morreu, em agosto de 1989, Gonzaguinha assumiu o parque com planos audaciosos. Queria não só aumentar o local, como transformar Exu em uma cidade turística em torno do Rei do Baião. Construiu o mausoléu ao lado do museu, onde estão sepultados Januário e Gonzagão, além de suas esposas e o sanfoneiro de oito baixos Severino Januário, irmão de Luiz Gonzaga. Mas não teve tempo de fazer mais nada: morreu em 1991, em um acidente de carro na cidade de Pato Branco-PR, aos 45 anos.

No parque, então, ficou apenas a esposa de Gonzagão. Dona Helena, que se foi em fevereiro de 1993. A filha adotiva do casal, Rosinha Gonzaga, que mora no rio de Janeiro, vendeu o parque Aza Branca por telefone para José Alves de Alencar, (ZITO URBANO), semanas após a morte da mãe. Zito morreu pouco depois e o local é hoje administrado pelo seu cunhado, Francisco Parente, o Beba – que está internado no Recife em estado de coma e tudo indica que é um caminho sem volta para o administrador do parque asa Branca.

SOBRE O CENTENÁRIO DO GONZAGÃO

Luiz Gonzaga deve ser o nome mais homenageado deste ano. Começou no carnaval com a Unidos da Tijuca na Sapucaí e o Galo da Madrugada, no sábado em Recife. Para a festa viva Gonzagão deste ano, em Exu, a expectativa é de multidão. A tradicional missa ao pé do Juazeiro no parque Aza Branca será celebrada pelo padre Marcelo Rossi, Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha, que está montando uma orquestra com 24 músicos para tocar o repertório do avô na festa do centenário.

Em singela homenagem ao autor do texto, grande fã do rei do baião e emérito colaborador do blog, postamos um video com um grande sucesso de  autoria de Petrucio Amorim, na voz do forrozeiro Flávio José. O Rei nas Estrelas.

O Rei Nas Estrelas (Petrucio Amorim)

Flávio José

Quem viu a terra tremer
Quem viu o sol se esconder
Por entre nuvens,quem viu

Quem viu o tempo parar
Sabe também lamentar
Que o rei menino partiu

Mas quem chorou, não se iluda
Que um rei não morre, se muda
Pró reino da ilusão

Lá onde os astros se ouvem
Lá onde mora beethoven
Mora o rei do baião

Luiz, luiz, luiz
Agora és estrela lá no céu
Luiz, luiz, luiz
O povo agradece o teu papel
Luiz, luiz, luiz
A asa branca diz pró sabiá
Enquanto houver sanfona
Um xote e um baião
Seu nome lembrará uma canção

Lá onde os astros se ouvem
Lá onde mora beethoven
Mora o rei do baião.

(video e fotos do Google/Youtube)

PESQUEIRA : DEFLAGRADO O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO SESC/Pesqueira.

PESQUEIRA E O SEU SESC

 

SESC - Pesqueira. Uma nova perspectiva para a comunidade.

 

Hoje, às 11:00 horas o professor Josias Albuquerque, presidente do SESC-Pernambuco, estará em Pesqueira, acompanhado  de uma comitiva formada por diretores eengenheiros, para às providências finais de construção da sede da entidade nesse município. Também acompanharão o professor Josias, a diretora regional do SENAC – Ligia Leite e a diretora de Educação e Cultura do SESC – Tereza Ferraz, entre outros.

Professor Josias Albuquerque. Presidente do SESC

 

A prefeite Cleide Oliveira e secretários municipais acompanharão a visita e de antemão, promete todo apoio para que a obra se concretize o mais rápido possível.

Prefeita Cleide Oliveira quando da recente visita do presidente do Sesc Josias Albuquerque acompanhado de diretores e outros convidados. Em destaque o empresário Edvaldo Valença, Padre Adilson Simões, Inocêncio Lima diretor da entidade e o vereador Evandro Junior, presidente da Câmara de vereadores.

O local já está previamente definido: será onde funcionou o antigo CSU, no bairro do prado.

É, sem dúvida, um empreendimento de apoio ao desenvolvimento que Pesqueira vivencia, em especial, ao seu pujante comércio, peça, hoje, importantíssima nessa nova fase de progresso que a cidade vivencia.

Ações tais como: SESC LER, SESC SOLIDÁRIO, SESC ESCOLA, SESC COMUNIDADE serão implementadas regularmente, além do apoio que a entidade dá aos eventos esportivos em suas diversas modalidades.

(fotos Google)

DESENVOLVIMENTO : AUDIÊNCIA PÚBLICA DEFINE RUMOS DA ADUTORA DO AGRESTE. Pesqueira, Sanharó e Belo Jardim serão os primeiros beneficiados.

ADUTORA DO AGRESTE TERÁ

EDITAL LANÇADO ATÉ O

DIA 15 DE MARÇO

 

 

O edital para licitação da primeira etapa da Adutora do Agreste será publicado até o dia 15 de março. Essa foi a previsão anunciada hoje (23) pelo presidente da Compesa, Roberto Tavares, durante a audiência pública para apresentação do empreendimento realizada, esta manhã, na sede da empresa, na Avenida Cruz Cabugá. O evento é uma exigência da Lei 8666, que rege as licitações, cujo artigo 39 prevê que obras com investimento superior a R$ 150 milhões sejam precedidas de escuta da sociedade.

“Este foi o primeiro passo para tornar a Adutora do Agreste uma realidade”, afirmou o presidente Roberto Tavares, ao informar que a ata da audiência será o documento que dará início ao processo formal de contração do projeto, que vai construir 1.300 quilômetros de adutoras e produzir 4 mil litros de água por segundo para 68 municípios e 80 localidades do Agreste. A adutora beneficiará 2 milhões de pessoas na região do Agreste, que possui o pior balanço hídrico do Nordeste e do País.

Com investimentos previstos de R$ 2 bilhões, a Adutora do Agreste será o maior empreendimento hídrico da história da Compesa e um dos maiores sistemas integrados do mundo. A água a ser transportada pela Adutora do Agreste será proveniente do Ramal do Agreste, que é uma derivação do Eixo Leste do Projeto de Transposição do Rio São Francisco. “Pelo volume de investimentos e alcance social do projeto, a adutora será uma das mais importantes obras hídricas do País”, prevê Roberto Tavares.

Ainda durante a apresentação do projeto, que reuniu mais de 100 pessoas, entre prefeitos, políticos, empresários e representantes da sociedade, o presidente da Compesa lembrou que a Adutora do Agreste será um marco para a companhia e demonstra o compromisso assumido pelo governador Eduardo Campos de resolver a questão da falta de água em Pernambuco. “Um projeto dessa magnitude é um indicativo da força do governo para soerguer a Compesa, de devolver a companhia aos pernambucanos, para que ela seja forte e se transforme numa das maiores empresas do País”, frisou.

O edital que será publicado em março se refere à primeira etapa do projeto, que foi dividido em três lotes, e vai contemplar 12 municípios. O volume de investimentos dessa etapa é de R$ 821 milhões. A previsão é iniciar as obras no segundo semestre de 2012, com prazo de conclusão de dois anos a partir da assinatura da ordem de serviço.

O primeiro lote será o maior em termos de recursos. Vai custar R$ 537 milhões e vai beneficiar as cidades de Pesqueira, Sanharó e Belo Jardim. Nessa fase, serão construídos dois reservatórios, uma estação elevatória (sistema de bombeamento), 63 Km de adutoras e uma estação de tratamento de água.

O segundo lote contemplará os municípios de Arcoverde, Alagoinha, Venturosa, Pedra e Buíque, onde serão aplicados R$ 143 milhões e prevê a construção de 118 Km de adutora de água tratada e uma estação elevatória, além das derivações para os municípios supramencionados. O terceiro e último lote contemplará as cidades de Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas e Iati, com investimento de R$ 141 milhões e a construção de 99, 1 Km de adutoras de água tratada e as derivações para as cidades de Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas e Iati. Ainda nesta fase, serão licitados mais dois lotes: uma para automação do sistema e outro para implantação de todo o sistema elétrico.

A expectativa do secretário de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco, Almir Cirilo, é de que a Adutora do Agreste fique pronta no final de 2014, mesmo prazo estimado para conclusão do Ramal do Agreste, da transposição do Rio São Francisco. A grandiosidade e a importância da obra também foram referenciadas pelo secretário, que considerou o empreendimento uma marca do governo estadual na área de recursos hídricos.

No evento, Almir Cirilo fez uma retrospectiva da história da Adutora do Agreste. Lembrou que, em 2007, o então governador Miguel Arraes foi contra o projeto original porque não contemplava Pernambuco. “Ele entendia que o povo pernambucano também merecia receber água do Rio São Francisco e fez disso uma bandeira para mudar a concepção do projeto”, lembrou.

Ainda na audiência pública de hoje, a Compesa também apresentou as características da segunda etapa do projeto, que vai atender mais 12 municípios e cujo edital deverá ser lançado em maio deste ano. Nesta fase, serão beneficiadas as cidades de Tacaimbó, São Caetano, Caruaru, Bezerros, Gravatá, Brejo da Madre de Deus, São Bento do Una, Lajedo, Cachoeirinha, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, através da construção de 250 Km de adutora de água tratada. O custo estimado da segunda etapa é de R$ 524 milhões.

Além dessas duas etapas, a Adutora do Agreste terá, ainda, mais duas. Nestas duas, serão atendidas as cidades de Poção, Jupi, Jucati, Calçados, Garanhuns, Caetés, Capoeiras, Paranatama, Saloá, Canhotinho, Angelin, Palmerina, Brejão, Terezinha, Bom Conselho, Lagoa do Ouro, Correntes, Ibirajuba, Jurema, Panelas, Altinho, Agrestina, Barra de Guabiraba, Bonito, Camocim de São Felix, Cupira, Lagoa dos Gatos, Sairé, São Joaquim do Monte, Riacho das Almas, Cumaru, Salgadinho, Passira, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Surubim, Vertentes do Lério, Casinhas, Orobó, Bom Jardim, João Alfredo e Machados.

A Adutora do Agreste é uma parceria do governo de Pernambuco com o governo federal, por meio do Ministério de Integração Nacional.

PREFEITOS – Prefeitos de várias cidades do Agreste pernambucano compareceram à audiência. Para o prefeito de São Caetano, Jadiel Braga, os projetos que contemplaram o município, como a Adutora da Taquara e agora a Adutora do Agreste, são muito importantes para o desenvolvimento da região. “O projeto também se destaca por contemplar distritos que antes eram abastecidos apenas por carros-pipa”, destacou.

A prefeita de Bezerros, Bete Lima, afirmou que a Adutora do Agreste acabará com o sofrimento da falta de água no município. “Parabenizamos o governador Eduardo Campos pela audácia em realizar uma obra tão extensa e importante como a Adutora do Agreste”, disse. Já o prefeito de Águas Belas, Genivaldo Menezes, se mostrou muito satisfeito com a execução do projeto. “Acredito que outros prefeitos da região também estejam, pois essa obra gigante vai resolver o problema de racionamento que afeta o Agreste”.

 

Fonte : Portal da Compesa