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SAÚDE E BEM ESTAR : ARCOVERDE GANHA UM NOVO CENTRO MÉDICO ESPECIALIZADO. (*)

Arcoverde ganha o Clara

Florêncio Centro Médico

 

Novo Centro Médico Clara Florêncio em Arcoverde.

 

Arcoverde ganhou no último dia 19 um dos mais modernos centros médicos. Denominado de Clara Florêncio Centro Médico, o local foi idealizado pela Dra. Clara Florêncio, uma das mais importantes e conceituadas dermatologistas do município e da região. O evento contou com a presença de médicos, políticos e outras autoridades, entre elas o prefeito Zeca Cavalcanti.

Segundo Geovane Freitas, esposo de Dra. Clara e atual secretário de Finanças do Município, o prédio deverá se tornar em um ponto de referência em atendimento médico especializado no Sertão pernambucano.

Dotado de uma infraestrutura moderna, totalmente climatizado, com ampla recepção e salas prontas para abrigar as mais variadas especialidades médicas, o Clara Florêncio Centro Médico já entra em funcionamento com atendimento do consultório de dermatologia de Dra. Clara, que anuncia novidades no tratamento de pele com técnicas modernas e equipamentos de última geração. Uma nova referência em saúde em Arcoverde.

(*) Fonte: Arcoverde de Todos

BELO JARDIM : FAMÍLIAS COMEMORAM AÇÕES DA PREFEITURA. (*)

FAMÍLIAS COMEMORAM CHEGADA

DE CRECHE NO SÃO PEDRO

 

 

O Prefeito Marcos Coca Cola inaugurou, na última sexta-feira, dia 23, uma creche no bairro do São Pedro. A Vovó Maria vai atender cerca de 40 crianças, entre seis meses e quatro anos de idade.

Maria José da Silva já matriculou o seu filho João Pedro, de dois anos. Para ela, o espaço vai facilitar a vida de muitas famílias. “Eu vim conhecer e me encantei. A gente sonhava com isso há muito tempo aqui no São Pedro e agora surgiu essa oportunidade. Foi maravilhoso e de grande apoio para as mulheres, pois podemos ficar tranquilas sabendo que os nossos filhos estão em boas mãos”, afirma.

Outra pessoa que comemora a conquista da creche é dona Maria Aparecida Pacheco. Avó de Daniele, de apenas três aninhos e do pequeno Rogério, de um ano de oito meses, ela estava emocionada durante a inauguração. “Achei ótimo, pois é perto da casa dos meus netinhos e facilita muito”, revela. “O espaço é muito bem estruturado, as salas são muito bonitas, organizadas. Graças a Deus está uma beleza”, observa a vovó atenta.

A unidade vai funcionar nos turnos da manhã e tarde, em tempo integral, e oferecerá atividades pedagógicas e recreativas, além de alimentação e cuidados específicos para o público infantil. O espaço conta ainda com uma infraestrutura adequada para a criançada, com berços e brinquedoteca.

III MUTIRÃO MULHER

CIDADÃ É SUCESSO

 

 

O III Mutirão Mulher Cidadã já faz parte do calendário festivo de Belo Jardim. Com programação intensa, o evento acontece no mês de março e marca o fim das comemorações em homenagem às mulheres. Desde 2010, ano da fundação da Secretaria Especial da Mulher, o mutirão leva serviços de Cidadania, Beleza, Saúde, Direito e Assistência Social. A Secretária Luciene Gomes é a anfitriã do projeto, que conta com o incentivo do Prefeito Marcos Coca Cola.

Durante os dias 23 e 24 de março, a Av. Dep. José Mendonça sediou stands e atendimentos gratuitos para a população. A culminância da programação se deu com shows culturais da banda RM 7 e de Gilberto e Banda.

MUTIRÃO DA PELE BENEFICIA

CENTENAS DE BELO-JARDINENSES

 

 

A Prefeitura Municipal de Belo Jardim, através da Secretaria de Saúde, promoveu o 1º Mutirão para identificar casos de Hanseníase e Câncer de Pele. A iniciativa aconteceu no último sábado, dia 24, e beneficiou 350 pacientes de Belo Jardim.

De acordo com a Secretária Adriane Maciel, o projeto pertence ao Colégio Brasileiro de Medicina e Saúde e por meio da indicação da servidora da procuradoria da Prefeitura Municipal, Nancy, a parceria foi realizada. “A carência de médicos especialistas em nossa cidade é grande, principalmente em dermatologia. Essa foi uma ótima conquista para todos”, afirmou a Secretária.

Chance abraçada pelo casal Maria José Alves, 66 anos, e José Pedro Simão, 73, moradores da Ponte Nova. “A agente de saúde avisou na minha casa e eu marquei a consulta. Achei maravilhoso, me atenderam bem, tudo ótimo”, afirmou dona Maria José. “O atendimento muito bom, de primeira”, resumiu seu Pedro.

Outra pessoa satisfeita com o 1º Mutirão da Saúde de Pele foi Maria das Dores Bezerra, 58 anos. Ela passou pela consulta e marcou uma pequena cirurgia, que deve ser feita na segunda etapa do projeto, em 15 dias. “Nem todo mundo tem oportunidade de encontrar um médico bom e de pagar. Por isso, estou muito feliz”, afirmou a paciente.

O Prefeito Marcos Coca Cola visitou o mutirão no sábado. Ele já estuda junto à Secretaria de Saúde novos mutirões de saúde para Belo Jardim. “Começamos com o mutirão de catarata, agora com o de pele e, em breve, vamos trazer mais especialidades”, garantiu Adriane Maciel.

 

FONTE : imprensa@belojardim.pe.gov.br
Acesse: www.belojardim.pe.gov.br
Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Belo Jardim

SAÚDE E BEM ESTAR : SEM AÇUCAR E COM AFETO.Por Sônia Hirsch. – Colaboração de Eliane Soares.

“Sem Açúcar, Com Afeto”

 

 

O açúcar é uma coisa tão refinada que vai direto para o sangue e causa uma série de alterações físicas e mentais no consumidor.

 

 

O açúcar dá uma certa bobeira mental, cientificamente explicada pelo encontro da insulina com um aminoácido chamado triptofano que é rapidamente convertido no cérebro em serotonina, um tranqüilizante natural. “Madame está nervosa? Dá água com açúcar pra ela que passa”. Ou não é?

Na Índia, alguns séculos antes de Cristo, os médicos usavam o açúcar como remédio. Foi só ali perto do ano 600 que os persas bolaram a rapadura, daí começou o tráfico. Na Europa não tinha açúcar, era importado e custava tão caro que só os nobres podiam comprar: “Nada de drogas para os pobres”.

Em 1532, Martin Afonso de Souza instalou em São Vicente o primeiro engenho de açúcar no Brasil, movido a escravos, é claro; “só 20 milhões de africanos dançaram nessa empreitada”.

Em 1665, a Inglaterra já importava 8 milhões de quilos por ano. Nesse mesmo ano, a peste bubônica matou 30.000 pessoas em Londres, pessoas que tinham acesso ao açúcar, porque no campo, entre os pobres ninguém morreu.

Será que ninguém desconfiou da relação da nova doença e o espantoso consumo de açúcar? Já que o açúcar predispõe o corpo a infecções por causa da acidez exagerada que ele provoca. Desconfiaram, mas ficaram calados, pois seria um crime de lesa-majestade insinuar que a Coroa enriquecia às custas de um vício pernicioso. E aí ficou por isso mesmo e está assim até hoje.

Por volta de 1600, as autoridades inglesas, sabendo que o açúcar boa coisa não era, proibiram severamente o uso deste para apressar a fermentação de cerveja, É CLARO, ELES A BEBIAM!!!

EM 1792, os melhores cientistas da Europa fundaram uma sociedade anti-sacarina.

Em 1912, o Dr. Robert Boesler, dentista norte americano escrevia que “… a moderna fabricação do açúcar nos trouxe doenças inteiramente novas”.

O açúcar comercial nada mais é do que um ácido cristalizado. No passado, com seu alto preço, só uma minoria nobre podia utilizá-lo, contudo, agora o seu altíssimo consumo está causando a degeneração nos seres humanos e até em animais. Por exemplo: beija-flores que utilizam bebedouros de água com açúcar.

Mas… e o açúcar mascavo orgânico, o mel , também fazem mal?

Um exemplo bem simples para podermos entender:

Um certo dia, andando pela mata, uma pessoa descobriu a cana-de-açúcar : “Nossa, que delícia!!” e levou para sua casa.

Bom… o mano conseguiu chupar 3 paus de cana em meia hora e ficou com a boca cansada. Ele devia ter ingerido aproximadamente 350 ml de um líquido contendo: água, sacarose, sais minerais, vitaminas, fibras, etc… Beleza, ele conseguiu digerir numa boa. Seu pâncreas nem reclamou.

E agora, todo mundo “chupa cana”? Passado algum tempo, eis que: “Pô mano, chupar cana num é mole não… num dá pra espremer o bagaço”? E deu… inventaram a garapa. QUE MARAVILHA!!! Opa! “Péra” aí… Mas já era tarde, o mano começou a tomar garapa que nem água – 500 ml a 1 litro em 10 minutos. Aí, o Senhor Pâncreas começou a reclamar porque estava fazendo horas extras todos os dias e insulina no mano!

Um certo dia, alguém resolveu ferver a garapa, e saiu o melado de cana, muito mais concentrado: 10 litros de garapa virou um copo de melado. “Que delícia! Vamos fazer um bolo?… Que nada, vai puro mesmo”! E aí o mano virou o copo pra dentro.

Imaginando a proporção: 10 litros de garapa dentro de um copo ingeridos em 10 minutos. Eh, gente… o pâncreas que se cuide!

Para agravar a situação, os persas bolaram a rapadura, ainda mais concentrada, e logo após, as benditas refinações. Aí “ferrou o jegue”!

Surge então uma doença nova e mortal: a DIABETES MELLITUS que fazia as pessoas eliminarem açúcar pela urina, ou seja, vazarem pelo ladrão.

Inicia-se a era das novas doenças “a degeneração da raça humana” causada pelo mau uso do açúcar, que causa um STRESS absurdo no organismo e o pâncreas para de produzir insulina.

Não bastando ainda, causa defeitos genéticos. Por exemplo: hoje, a cada 5 crianças que nascem, uma será diabética. Quando você decidir ter um filho, junte mais 4 casais e joguem palitinho para sortear qual terá o filho diabético.

Hoje existem 6,5 milhões de diabéticos no Brasil.

Morrem 300.000 por ano nos EUA.

Portanto, não importa se é açúcar orgânico, mascavo ou mel. O problema é a super concentração de açúcar que, quando ingerida, vai depressa demais para a corrente sangüínea, queimando todas as etapas da digestão, fazendo subir o nível da glicose no sangue, daí o pâncreas é obrigado a produzir uma quantidade extra de insulina. A insulina vai lá e abaixa o nível, aí dá vontade de comer mais açúcar. Sobe o nível e o pâncreas solta insulina, abaixa o nível… E assim por diante, até chegar uma hora em que o pâncreas não entende mais nada. Você come um bombom, seu pâncreas solta insulina para caixa inteira; é a HIPOGLICEMIA. Entre jovens e adultos, três a cada cinco tem a doença – estágio pré-diabético.

SERÁ VOCÊ O PRÓXIMO?

Como se não bastasse tanto malefício, a acidez causada pela ingestão concentrada de açúcar predispõe o corpo a infecções (como a conjuntivite) e também à vírus e bactérias.

Se você acha isso tudo uma questão de opinião, então continue como está! Ou então se cuide enquanto é tempo.

Informe-se, discuta, reflita, passe para frente, descubra soluções, alternativas, pesquise!

-Autora :  Sônia Hirsch –

SAÚDE e BEM ESTAR : ASPIRINA DIARIAMENTE. Faz bem ou não? (*)

Aspirina pode reduzir risco de câncer

e metástase, sugerem estudos

 

Tomar uma dose baixa de aspirina diariamente pode prevenir e possivelmente até ajudar a tratar alguns tipos de câncer, segundo novos estudos recém-publicados pela revista científica The Lancet.

 

Muitas pessoas já tomam doses diárias de aspirina para prevenir problemas cardíacos

 

Muitas pessoas já tomam doses diárias de aspirina para prevenir problemas cardíacos

 

Mas os especialistas advertem que ainda não há provas suficientes para recomendar o consumo diário de aspirina para prevenir câncer e advertem que a droga pode provocar efeitos colaterais perigosos, como sangramentos estomacais.
Peter Rothwell, da Universidade de Oxford, e sua equipe, já haviam relacionado anteriormente a aspirina a um risco menor de câncer, particularmente de intestino. Mas seu trabalho anterior sugeria que as pessoas precisavam tomar a droga por mais de dez anos para ter alguma proteção.
Agora os mesmos especialistas acreditam que o efeito de proteção pode ocorrer em muito menos tempo – de três a cinco anos -, baseados em uma nova análise de dados de 51 estudos envolvendo mais de 77 mil pacientes.

Metástase

A aspirina parece não somente reduzir o risco de desenvolver muitos tipos diferentes de câncer, mas também impede a doença de se espalhar pelo corpo.
Os exames tinham como objetivo comparar os pacientes que tomavam aspirina para prevenir doenças cardíacas com aqueles que não tomavam.
Mas quando Rothwell e sua equipe viram como muitos dos participantes desenvolveram e morreram de câncer, verificaram que também poderia haver uma relação entre o consumo da aspirina e a doença.
Segundo o estudo, o consumo de uma dose baixa (75 a 300 mg) de aspirina parecia reduzir o número total de cânceres em cerca de um quarto em um período de três anos – houve nove casos de câncer a cada mil pacientes ao ano no grupo que consumia aspirina, comparado com 12 por mil entre os que consumiam placebo.
A droga também reduziu o risco de morte por câncer em 15% num período de cinco anos (e em menos tempo se a dose fosse maior que 300 mg).
Se os pacientes consumiam aspirina por mais tempo, as mortes relacionadas a câncer caíam ainda mais – 37% após cinco anos.
Doses baixas de aspirina também pareciam reduzir a probabilidade de o câncer, principalmente no intestino, se espalhar para outras partes do corpo (metástase), em até 50% em alguns casos.
Em números absolutos, isso poderia significar que a cada cinco pacientes tratados com aspirina, uma metástase de câncer poderia ser prevenida, segundo os pesquisadores.

Sangramentos

A aspirina já vem sendo usada há tempos como prevenção contra o risco de ataques e derrames, mas ela também aumenta o risco de sangramentos graves.
Porém o aumento do risco de sangramento somente é verificado nos primeiros anos de tratamento com a aspirina e cairia depois.
Críticos apontam que algumas das doses analisadas no estudo eram muito maiores que a dose típica de 75 mg dada para pacientes com riscos de problemas cardíacos. Outros estudos grandes sobre o consumo de aspirina realizados nos Estados Unidos não foram incluídos na análise.
Rothwell admite as lacunas ainda deixadas pelo estudo e diz que para a maioria das pessoas saudáveis, as coisas mais importantes para reduzir o risco de câncer ao longo da vida é não fumar, se exercitar e ter uma dieta saudável.
Mas ele afirma que a aspirina parece reduzir o risco ainda mais – apenas em uma pequena porcentagem quando não há nenhum outro fator de risco, mas consideravelmente quando o paciente tem um histórico familiar de cânceres como o colorretal.
Os especialistas advertem, porém, que as pessoas devem discutir suas opções com seus médicos antes de tomar qualquer remédio.

 

(*) Fonte: BbcBrasil

SAÚDE E BEM ESTAR : 08 HORAS DE SONO. Verdade ou mito?. (*)

Regra das oito horas de

sono pode ser “mito”

 

Cientistas e historiadores afirmam que padrão natural seria o do sono com interrupção durante a noite.

 

Dados científicos e históricos sugerem que a recomendação de oito horas ininterruptas de sono por dia pode ser baseada em um mito. Segundo especialistas, o processo biológico natural prevê um sono segmentado em duas partes, mas o padrão foi aos poucos sendo alterado por transformações sócio-culturais.

No início da década de 90, o psiquiatra Thomas Wehr realizou uma experiência na qual um grupo de pessoas ficou em um ambiente escuro durante 14 horas por dia em um período de um mês.

Os voluntários precisaram de um tempo para regular o sono mas, na quarta semana, eles apresentaram um padrão de sono muito diferente: eles dormiam por quatro horas, acordavam durante uma ou duas horas e depois dormiam por mais quatro horas.

Além desta pesquisa, em 2001 o historiador Roger Ekirch, da Universidade Virginia Tech, publicou um estudo depois de 16 anos de pesquisa que revelou várias provas históricas de que o sono humano é dividido em dois períodos.

Quatro anos depois, Ekirch publicou o livro At Day’s Close: Night in Times Past (“No Fim do Dia: A Noite no Passado“, em tradução livre), que mostra mais de 500 referências a um padrão de sono segmentado, em diários, registros jurídicos, livros médicos e literatura, desde a Odisseia, de Homero, até um relato antropológico a respeito de tribos modernas da Nigéria.

Estas referências descrevem um primeiro período de sono que começava cerca de duas horas depois do anoitecer, seguido de um período em que a pessoa ficava acordada por uma ou duas horas e então um segundo período de sono.

“Não é apenas um número de referências, é a forma como é relatado, como se fosse de conhecimento de todos”, disse Ekirch.

 

Atividade noturna

 

Na experiência de Wehr, durante o período de duas horas em que as pessoas ficavam acordadas, havia atividade. Estas pessoas se levantavam, iam ao banheiro ou fumavam e algumas até visitavam os vizinhos.

A maioria das pessoas ficava na cama, lia, escrevia ou rezava. Vários livros de orações do final do século 15 traziam preces especiais para as horas entre os períodos de sono.

Estas horas nem sempre eram solitárias, as pessoas geralmente conversavam ou tinham relações sexuais.

Um manual médico da França do século 16 até aconselhava os casais que a melhor hora para conceber um filho não era no final de um longo dia de trabalho, mas “depois do primeiro sono”.

Ekirch descobriu em sua pesquisa que as referências ao primeiro e segundo sono começaram a desaparecer no final do século 17. Isto começou nas classes sociais superiores do norte da Europa e nos 200 anos seguintes se espalhou para o resto da sociedade ocidental.

E, por volta da década de 20, a ideia do primeiro e segundo sono já tinha desaparecido.

O pesquisador atribui esta mudança à melhoria na iluminação pública, na iluminação doméstica e a um aumento do número de cafeterias, que, em alguns casos, ficam abertas a noite inteira. A noite se transformou em um período de atividade normal e o tempo de descanso diminuiu.

 

Noite, crime e luz

 

O historiador Craig Koslofsky, tem uma explicação para como a noite mudou, em seu liro Evening’s Empire (“Império da Noite”, em tradução livre).

“Antes do século 17, as associações feitas com a noite não eram boas”, afirmou o historiador. Segundo Koslofsky, a noite era um período ocupado por criminosos, prostitutas e bêbados.

“Mesmo os ricos, que podiam pagar pela luz das velas, tinham coisas melhores nas quais gastar o dinheiro. Não havia prestígio ou valor social associados à noite.

Mas, tudo começou a mudar na época da Reforma e da Contra Reforma, no século 16, quando protestantes e católicos começaram a participar de cerimônias noturnas.

Esta tendência se espalhou pela esfera social, mas apenas para aqueles que tinham dinheiro para pagar por velas. Mas, com o início da iluminação pública, as atividades noturnas começaram a se espalhar por todas as classes.

Em 1667, Paris se transformou na primeira cidade do mundo a ter luzes nas ruas. Lille ganhou sua iluminação com velas no mesmo ano e Amsterdã, dois anos depois. Londres ganhou suas luzes em 1684 e, no final daquele século, mais de 50 grandes cidades da Europa contavam com iluminação noturna.

A noite virou moda e passar estas horas na cama era visto como perda de tempo.

E, segundo o pesquisador Roger Ekirch, a Revolução Industrial intensificou ainda mais este processo.

Um livro médico de 1829 pede que os pais obriguem suas crianças a não seguirem o padrão do primeiro e segundo período de sono, por exemplo.

Preferência

Nos dias de hoje a maioria das pessoas parece ter se adaptado ao padrão de oito horas ininterruptas de sono, mas Erkich acredita que muitos problemas do sono podem ter suas raízes na preferência natural do corpo humano por um período de sono dividido em períodos. E também à popularização da iluminação artificial.

E esta parece ser a raiz do problema que acomete muitas pessoas que acordam durante a noite e não conseguem voltar a dormir.

“Na maior parte da evolução nós dormimos de uma certa forma. Acordar durante a noite é parte da fisiologia normal humana”, afirmou o psicólogo do sono Gregg Jacobs.

A ideia de que precisamos dormir em um único período pode ser prejudicial à saude, segundo Jacobs, caso as pessoas que acordem à noite fiquem ansiosas.

“Muitas pessoas acordam durante a noite e entram em pânico. Digo a elas que isto é apenas uma volta ao padrão de sono segmentado”, disse o neurocientista especialista em relógio biológico da Universidade de Oxford Russell Foster.

Mas, a maioria dos médicos não reconhece que o sono ininterrupto de oito horas pode não ser natural.

 

Fonte : BbcBrasil/Estadão

DESENVOLVIMENTO : AUDIÊNCIA PÚBLICA DEFINE RUMOS DA ADUTORA DO AGRESTE. Pesqueira, Sanharó e Belo Jardim serão os primeiros beneficiados.

ADUTORA DO AGRESTE TERÁ

EDITAL LANÇADO ATÉ O

DIA 15 DE MARÇO

 

 

O edital para licitação da primeira etapa da Adutora do Agreste será publicado até o dia 15 de março. Essa foi a previsão anunciada hoje (23) pelo presidente da Compesa, Roberto Tavares, durante a audiência pública para apresentação do empreendimento realizada, esta manhã, na sede da empresa, na Avenida Cruz Cabugá. O evento é uma exigência da Lei 8666, que rege as licitações, cujo artigo 39 prevê que obras com investimento superior a R$ 150 milhões sejam precedidas de escuta da sociedade.

“Este foi o primeiro passo para tornar a Adutora do Agreste uma realidade”, afirmou o presidente Roberto Tavares, ao informar que a ata da audiência será o documento que dará início ao processo formal de contração do projeto, que vai construir 1.300 quilômetros de adutoras e produzir 4 mil litros de água por segundo para 68 municípios e 80 localidades do Agreste. A adutora beneficiará 2 milhões de pessoas na região do Agreste, que possui o pior balanço hídrico do Nordeste e do País.

Com investimentos previstos de R$ 2 bilhões, a Adutora do Agreste será o maior empreendimento hídrico da história da Compesa e um dos maiores sistemas integrados do mundo. A água a ser transportada pela Adutora do Agreste será proveniente do Ramal do Agreste, que é uma derivação do Eixo Leste do Projeto de Transposição do Rio São Francisco. “Pelo volume de investimentos e alcance social do projeto, a adutora será uma das mais importantes obras hídricas do País”, prevê Roberto Tavares.

Ainda durante a apresentação do projeto, que reuniu mais de 100 pessoas, entre prefeitos, políticos, empresários e representantes da sociedade, o presidente da Compesa lembrou que a Adutora do Agreste será um marco para a companhia e demonstra o compromisso assumido pelo governador Eduardo Campos de resolver a questão da falta de água em Pernambuco. “Um projeto dessa magnitude é um indicativo da força do governo para soerguer a Compesa, de devolver a companhia aos pernambucanos, para que ela seja forte e se transforme numa das maiores empresas do País”, frisou.

O edital que será publicado em março se refere à primeira etapa do projeto, que foi dividido em três lotes, e vai contemplar 12 municípios. O volume de investimentos dessa etapa é de R$ 821 milhões. A previsão é iniciar as obras no segundo semestre de 2012, com prazo de conclusão de dois anos a partir da assinatura da ordem de serviço.

O primeiro lote será o maior em termos de recursos. Vai custar R$ 537 milhões e vai beneficiar as cidades de Pesqueira, Sanharó e Belo Jardim. Nessa fase, serão construídos dois reservatórios, uma estação elevatória (sistema de bombeamento), 63 Km de adutoras e uma estação de tratamento de água.

O segundo lote contemplará os municípios de Arcoverde, Alagoinha, Venturosa, Pedra e Buíque, onde serão aplicados R$ 143 milhões e prevê a construção de 118 Km de adutora de água tratada e uma estação elevatória, além das derivações para os municípios supramencionados. O terceiro e último lote contemplará as cidades de Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas e Iati, com investimento de R$ 141 milhões e a construção de 99, 1 Km de adutoras de água tratada e as derivações para as cidades de Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas e Iati. Ainda nesta fase, serão licitados mais dois lotes: uma para automação do sistema e outro para implantação de todo o sistema elétrico.

A expectativa do secretário de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco, Almir Cirilo, é de que a Adutora do Agreste fique pronta no final de 2014, mesmo prazo estimado para conclusão do Ramal do Agreste, da transposição do Rio São Francisco. A grandiosidade e a importância da obra também foram referenciadas pelo secretário, que considerou o empreendimento uma marca do governo estadual na área de recursos hídricos.

No evento, Almir Cirilo fez uma retrospectiva da história da Adutora do Agreste. Lembrou que, em 2007, o então governador Miguel Arraes foi contra o projeto original porque não contemplava Pernambuco. “Ele entendia que o povo pernambucano também merecia receber água do Rio São Francisco e fez disso uma bandeira para mudar a concepção do projeto”, lembrou.

Ainda na audiência pública de hoje, a Compesa também apresentou as características da segunda etapa do projeto, que vai atender mais 12 municípios e cujo edital deverá ser lançado em maio deste ano. Nesta fase, serão beneficiadas as cidades de Tacaimbó, São Caetano, Caruaru, Bezerros, Gravatá, Brejo da Madre de Deus, São Bento do Una, Lajedo, Cachoeirinha, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, através da construção de 250 Km de adutora de água tratada. O custo estimado da segunda etapa é de R$ 524 milhões.

Além dessas duas etapas, a Adutora do Agreste terá, ainda, mais duas. Nestas duas, serão atendidas as cidades de Poção, Jupi, Jucati, Calçados, Garanhuns, Caetés, Capoeiras, Paranatama, Saloá, Canhotinho, Angelin, Palmerina, Brejão, Terezinha, Bom Conselho, Lagoa do Ouro, Correntes, Ibirajuba, Jurema, Panelas, Altinho, Agrestina, Barra de Guabiraba, Bonito, Camocim de São Felix, Cupira, Lagoa dos Gatos, Sairé, São Joaquim do Monte, Riacho das Almas, Cumaru, Salgadinho, Passira, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Surubim, Vertentes do Lério, Casinhas, Orobó, Bom Jardim, João Alfredo e Machados.

A Adutora do Agreste é uma parceria do governo de Pernambuco com o governo federal, por meio do Ministério de Integração Nacional.

PREFEITOS – Prefeitos de várias cidades do Agreste pernambucano compareceram à audiência. Para o prefeito de São Caetano, Jadiel Braga, os projetos que contemplaram o município, como a Adutora da Taquara e agora a Adutora do Agreste, são muito importantes para o desenvolvimento da região. “O projeto também se destaca por contemplar distritos que antes eram abastecidos apenas por carros-pipa”, destacou.

A prefeita de Bezerros, Bete Lima, afirmou que a Adutora do Agreste acabará com o sofrimento da falta de água no município. “Parabenizamos o governador Eduardo Campos pela audácia em realizar uma obra tão extensa e importante como a Adutora do Agreste”, disse. Já o prefeito de Águas Belas, Genivaldo Menezes, se mostrou muito satisfeito com a execução do projeto. “Acredito que outros prefeitos da região também estejam, pois essa obra gigante vai resolver o problema de racionamento que afeta o Agreste”.

 

Fonte : Portal da Compesa

SAÚDE PÚBLICA : O Rio de Janeiro PODERÁ TER A PIOR EPIDEMIA DE DENGUE, segundo o Ministro da Saúde.

Rio de Janeiro pode ter pior epidemia

de dengue da história

 

Aedes Aegypti, o mosquito transmissor do vírus

 

 

 

Previsão é fruto de fatores como alto número de criadouros e aumento da circulação do vírus tipo 4.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira, 13, que o Rio de Janeiro corre o risco de ter a maior epidemia de dengue de sua história neste verão. A previsão é fruto da associação de três fatores: 1) o alto número de criadouros do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti; 2) o aumento da circulação do vírus tipo 4 – que a maior parte da população não teve contato e, portanto, está suscetível ao contágio; 3) e parcela significativa ainda de moradores que também é vulnerável aos tipos 1 e 2 da doença, que circula na cidade.

Nas primeiras seis semanas deste ano, o número de casos da doença registrado no País caiu 62% comparado com igual período do ano passado. Foram 40.486 ante 106.373 de 2011. Houve ainda redução do número de casos graves e de mortes: 183 e 32, respectivamente. Apesar do resultado, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Jarbas Barbosa, adverte que há muito a ser feito. “A batalha não está ganha. Estamos no início do ano e o pico da doença é entre abril e maio”, disse. A queda é em parte atribuída às condições climáticas. Neste primeiros meses, a chuva foi intensa em várias partes do País e a temperatura, mais baixa. As chuvas torrenciais prejudicam a proliferação do Aedes aegypti, pois elas acabam provocando uma espécie de “lavagem” nos criadouros.

Atualmente, os Estados de Tocantins e Pernambuco já enfrentam surto da doença. Em Recife, foram registrados 890 casos nas primeiras seis semanas. No mesmo período de 2011, foram 65. Em Palmas, até agora foram contabilizados 1.403 casos ante 312 em 2011.

Um dos pontos que preocupa o ministério é o alto número de cidades classificadas como com de alto risco para doença. Levantamento de Infestação do Aedes Aegypti mostra que 66% das 536 cidades analisadas têm alto índice de infestação da doença. A análise mostra que 91 estão em situação de risco e 265, em situação de alerta. Em dezembro, levantamento semelhante mostrou número bem menor: 48 cidades. Padilha afirma não ser possível comparar os dois levantamentos, porque nesta época do ano, as condições para proliferação do mosquito são mais favoráveis.

As expectativas do ministério em relação à doença são sombrias desde o ano passado. No fim de 2011, a pasta já alertava que a transmissão da doença em 2012 poderia ser alta. Uma das preocupações, que agora se concretiza, é a expansão da circulação do vírus Dengue 4. Das amostras analisadas pelo ministério, 50% são deste sorotipo.

Os números até agora mostram que 75% dos casos estão concentrados em 10 estados: Rio, Minas, Pernambuco, Tocantins, Pará, Bahia, Goiás, São Paulo, Ceará e Espírito Santo.

Fonte:   Lígia Formenti/Estadão-Saúde

UTILIDADE PÚBLICA : CÂNCER E DOENÇAS DO CORAÇÃO SÃO AS MAIS REJEITADAS PELOS PLANOS DE SAÚDE. (*)

Câncer e doenças do coração, os

tratamentos que planos de saúde

mais negam

 

 

Quase todo mundo tem familiar, amigo, vizinho ou colega de trabalho que teve tratamento ou exame negado por plano ou seguro de saúde. Uma parte dos casos, porém, vai parar na Justiça.

 

 

Mário Scheffer, doutor em ciências e pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, acaba de divulgar um estudo justamente sobre a judicialização da assistência médica suplementar.

Ele analisou 782 decisões judiciais relacionadas à exclusão de cobertura, julgadas em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) em 2009 e 2010. Aqui, existem 489 empresas de planos de saúde e 18,3 milhões de usuários; 44,5% da população do estado e 59% da capital têm plano privado.

“Das 782 decisões judiciais analisadas, 88% foram favoráveis ao usuário, obrigando o plano de saúde a arcar com a cobertura negada; em 4% dos casos concedeu parte da cobertura solicitada”, revela Mário Scheffer. “Em 7,5% das decisões, o juiz acatou o argumento do plano de saúde.”

“Os principais motivos dessas ações são as negativas de tratamento de câncer e de doenças do coração”, informa Mário Scheffer. “Já entre os procedimentos médicos mais excluídos destacam-se quimioterapia, radioterapia e cirurgias diversas. Os insumos mais negados são órteses e próteses, principalmente stents, marcapassos e próteses ortopédicas (quadril, joelho), exames diagnósticos e medicamentos de alto custo.”

ESMIUÇANDO

Os tratamentos negados para os diversos tipos de câncer (leucemia, linfomas, mama, próstata, colo de útero etc) representam 36,57% das ações judiciais. Em segundo lugar estão as doenças do aparelho circulatório, incluindo acidente vascular cerebral (AVC, mais conhecido como derrame), infarto do miocárdio e outros problemas cardíacos, com 116 ações judiciais (19,46%).

Os dois grupos de doenças mais citados – câncer e cardiopatias – referem-se (em ordem inversa) às duas principais causas de adoecimento e morte no Estado de São Paulo. Em comum com as demais exclusões citadas nas ações, os tratamentos dessas doenças são onerosos.

Quimioterapia e radioterapia para tratamento do câncer são os procedimentos mais negados: correspondem a 33% das ações judiciais que mencionam procedimentos médicos excluídos pelos planos de saúde. Em seguida, as cirurgias (mastectomia, cirurgias cardíacas e bariátricas, aneurisma, vesícula etc); sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e reabiltações; hemodiálise; transplantes, dentre outros procedimentos.

 

 

“Isso reforça a tese de que os planos excluem os tratamentos caros”, acrescenta Scheffer. “Em estudo que fiz sobre as ações julgadas pelo TJSP de 1999 a 2004, o tratamento de aids aparecia em terceiro lugar. Já como hoje ele é 100% garantido pelo SUS, os pacientes adoecem e internam muito menos, resta aos planos cobrir poucos exames e consultas. A surpresa é o aumento da negação de atendimento em casos de obesidade mórbida, sob a alegação de que se trata de cirurgia estética, quando não é.”

O QUE OS PLANOS DE SAÚDE ALEGAM PARA DIZER “NÃO”

Entre os motivos usados pelos planos e seguros de saúde para negar o atendimento da demanda, destacam-se:

* O procedimento não consta no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

* O contrato possui cláusula que exclui a cobertura solicitada (comum nos planos antigos, assinados antes da lei 9656, de 1998, e que não fizeram a migração).

* A doença é preexistente.

* Prazo de carência não foi cumprido.

* Hospital ou serviço utilizado não é credenciado do plano de saúde.

* O tratamento médico não foi indicado corretamente, está fora de diretriz clínica ou da “bula”, segundo auditoria do plano de saúde.

* Não é obrigação do plano de saúde cobrir medicamentos, sobretudo de uso ambulatorial, domiciliar e oral.

* A finalidade do procedimento é estética (mesmo em casos de reconstrução de mama devido ao câncer e redução de estômago para tratar obesidade mórbida).

* O plano de saúde é coletivo (pessoa jurídica, associação etc), logo prevalece o contrato entre as partes e não se aplica o Código de Defesa do Consumidor. A garantia irrestrita à saúde é dever do Estado e não do plano de saúde.

“Na verdade, o que chega à Justiça é a ponta do problema. Antes, muitos já tentaram solução junto ao plano de saúde, ANS e Procon. Como são casos urgentes, diante da negativa o mais comum é o usuário arcar com os custos particulares ou buscar socorro na rede pública, o que sobrecarrega e onera o SUS.”

“Treze anos depois de aprovada a lei 9656, dos planos de saúde, o estudo mostra falhas na legislação e omissão da ANS”, avalia Scheffer. “Infelizmente, a ANS não cumpre com rigor o seu papel de regulação e fiscalização.”

15 DICAS PARA VOCÊ E SEUS FAMILIARES NÃO SEREM VÍTIMAS

O que fazer para que você não ter atendimento negado pelos planos e seguros de saúde?

Baseado nas suas pesquisas e na sua experiência de trinta anos anos como ativista na área de saúde, Mário Scheffer dá estas dicas:

1. Você tem direito a informações claras e adequadas, com especificação correta sobre a qualidade do plano de saúde, o que inclui redação com destaque, nos contratos, das cláusulas que possam limitar direitos.

2. Verifique se a empresa está registrada na ANS. Caso esteja sob direção fiscal ou técnica, isso significa que ela tem problemas (www.ans.gov.br e 0800 701 9656).

3. Leia atentamente o contrato antes de assinar, exija uma cópia. As informações e “promessas” do corretor obrigam a operadora a cumpri-las, pois ele representa a empresa. Peça que o corretor entregue por escrito os benefícios prometidos.

4. Se você tem um contrato “novo” (assim chamado os contratos assinados a partir de 1999), verifique se o atendimento negado consta no rol de procedimentos da ANS. Esse rol define uma lista de consultas, exames e tratamentos que os planos de saúde são obrigados a oferecer. Se o seu contrato é “antigo”, você pode se valer do Código de Defesa do Consumidor para discutir a exclusão de cobertura.

5. O preço da mensalidade e as coberturas ofertadas têm a ver com: tipo de plano contratado, abrangência (municipal, estadual ou nacional) e tamanho, extensão e qualidade da rede credenciada.

6. Leia atentamente a descrição da rede oferecida (médicos, laboratórios e hospitais), que deve fazer parte do contrato. Quanto mais restrita a rede, mais dificuldades você poderá ter para o atendimento.

7. O contrato pode impor carências (24 horas para urgências e emergências, dois anos, no caso de doenças preexistentes; 300 dias em caso de parto; 180 dias para os demais casos).

8. Se o seu plano é antigo (anterior a 1999) e tem cláusulas restritivas, veja se a empresa oferece a migração e se isso compensa financeiramente.

9. Muitos planos anunciam a “compra” ou redução de prazos de carências para você mudar de plano. Exija esse compromisso por escrito.

10. Atente ao que o plano oferece e exige para pessoas que já têm alguma doença, idosos, mulheres em idade fértil e outras necessidades de saúde especiais.

11. Desconfie de mensalidades muito baixas de planos de saúde. Você pode estar caindo em alguma “arapuca”; por exemplo, ter dificuldade para agendar consultas, exames e cirurgias (em razão da reduzida rede credenciada) ou ver a empresa “quebrar” após longos meses pagando mensalidades.

12. Cuidado com os “cartões de desconto”, que oferecem consultas e exames mais baratos, mas não são planos de saúde e não dão nenhuma garantia de atendimento.

13. Cuidado com os “falsos” planos coletivos. São planos para duas, três ou mais pessoas em que você tem de apresentar o CNPJ de uma empresa para assinar o contrato. Os reajustes não são controlados pela ANS e as operadoras entendem que podem cancelar o contrato a qualquer momento (prática que, felizmente, vem sendo rejeitada pela Justiça).

14. Se o seu plano é da empresa onde você trabalha, informe ao setor de recursos humanos ou a seu chefe sempre que tiver um atendimento negado. Se o seu plano é individual ou familiar, tente primeiro uma solução com a operadora. Se não resolver, denuncie à ANS e ao Procon. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) tem em seu site ( www.idec.org.br) modelos de cartas para formalizar a reclamação.

15. Se decidir entrar na justiça, você tem que ajuizar uma ação por meio de advogado. É comum o juiz de primeira instância, na qual o processo é iniciado, conceder a liminar ou a tutela antecipada.

O plano de saúde é, então, obrigado a atender a imposição judicial; aí, ele recorre da decisão nas instâncias superiores. Na maioria das vezes, a Justiça tem dado ganho de causa ao paciente, mas há também decisões favoráveis aos planos de saúde. Muitas ações contra planos de saúde passaram a ser movidas junto aos juizados especiais cíveis (JECs), mais ágeis na tentativa de conciliar as partes litigantes – quando o valor envolvido vai até 40 salários mínimos. Nos JECs, se a causa for até 20 salários mínimos não é necessária a presença de advogado.

(*) por Conceição Lemes/Vi o Mundo

GESTÃO AMBIENTAL : GOVERNO DE PERNAMBUCO FIRMA CONVÊNIO PARA REVITALIZAR O RIO IPOJUCA.

Eduardo firma parceria com BID para

saneamento da bacia do Rio Ipojuca

 

(O Ipojuca quando chega a Caruaru recebe, ainda mais, uma grande carga de resíduos poluentes) Foto Google. 

 

A visita do governador Eduardo Campos ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) rendeu mais que a apresentação de palestras para a diretoria-executiva e gerentes de gestão do Banco.

 

Em reunião com o presidente do BID, Luis Alberto Moreno, o governador conseguiu acertar a liberação de US$ 200 milhões (cerca de R$ 355 milhões) para as obras de saneamento da bacia do Rio Ipojuca. O Estado vai entrar com uma contrapartida de US$ 130 milhões. A ação vai melhorar a qualidade da água do manancial do rio, um dos mais poluídos do estado.

Cerca de 80% dos recursos serão utilizados nas ações de saneamento para evitar que o esgoto das cidades vá para o rio. Os 20% restantes serão empregados em ações socioambientais, educadoras e de apoio na elaboração dos 13 planos municipais de saneamento das cidades contempladas pelo projeto.

“Vamos beneficiar cerca de 2,3 milhões de pernambucanos que vivem em 13 cidades que margeiam o Rio Ipojuca. É uma grande intervenção, que visa evitar a degradação do nosso meio ambiente com obras definitivas e ações socioeducativas”, afirmou Eduardo.

O projeto também prevê o fortalecimento institucional da Compesa através da implantação de um sistema de gestão ambiental da empresa. Com a medida espera-se reduzir e controlar os impactos de seus processos e serviços no meio ambiente.

O contrato será assinado dentro de 60 dias. A ação vai beneficiar os municípios de: Belo Jardim, Bezerros, Caruaru, Chã Grande, Escada, Gravatá, Ipojuca, Poção, Primavera, Sanharó, São Caetano, São Lourenço da Mata e Tacaimbó.

CASE DE SUCESSO – Em seu primeiro dia de agenda administrativa em Washington, o governador atendeu o convite do BID para mostrar o modelo de gestão implantado em Pernambuco e as mudanças em curso na economia do estado.

“Convidamos o senhor aqui por entender que o Governo de Pernambuco é um exemplo de sucesso, pois alcança a verdadeira concepção de um governo democrático ao utilizar modernas ferramentas de gestão”, disse Moreno.

Foram duas palestras: uma para o presidente e para a diretoria-executiva e outra para os gerentes de gestão do Banco. Em quase duas horas, Eduardo discorreu sobre o Todos por PE, o Mapa da Estratégia e os resultados obtidos nos investimentos feitos em saúde, educação, segurança pública e outras áreas.

PortalPE

SAÚDE PÚBLICA : Emenda 29 – “A Montanha pariu um rato…” – O Veto da Presidente…

Dilma sanciona lei que fixa gastos

mínimos em saúde pelo governo

 

 

Presidente vetou 15 dispositivos do texto aprovado pelo Congresso.
Lei define despesas na área e obriga União a aumentar investimentos.

 

Foi publicada nesta segunda-feira (16), no “Diário Oficial da União”, a sanção da presidente Dilma Rousseff à lei que define os gastos públicos em saúde, bem como os percentuais mínimos de investimento na área por parte da União, estados e municípios.

A norma regulamenta a chamada “Emenda 29″ – mudança constitucional aprovada em 2000 que previa os gastos mínimos – ao descrever como será feita a aplicação do recursos. A proposta da lei, que tramitava há mais de 10 anos no Congresso, foi aprovada em definitivo pelo Senado em dezembro do ano passado.

O texto encaminhado pelo Congresso sofreu 15 vetos da Presidência. Entre os cortes, dois se relacionavam à Contribuição Social sobre a Saúde (CSS), um novo tributo cujos recursos seriam destinados à área, mas cuja cobrança que já havia sido derrubada na Câmara e no Senado.

Outro veto diz respeito aos recursos que a União deve aplicar anualmente na saúde. Pelo texto aprovado, o governo federal deve investir o montante do ano anterior acrescido da variação percentual do Produto Interno Bruto (PIB), que mede o crescimento da economia. O veto presidencial impede que uma eventual revisão para cima nesse percentual obrigue o governo a aplicar créditos adicionais para ajustar o valor.

Na justificativa do veto, a presidente Dilma Rousseff argumentou que o PIB “apurado a cada ano passa por revisões periódicas nos anos seguintes, conforme metodologia específica, de modo que a necessidade de constante alteração nos valores a serem destinados à saúde pela União pode gerar instabilidade na gestão fiscal e orçamentária”.

O texto sancionado mantém a previsão de que estados e Distrito Federal apliquem 12% de tudo o que arrecadam na saúde. Já os municípios devem investir 15% da receita. Foram excluídos dispositivos que estabeleciam formas de compensação para estados e municípios que não atingissem essas metas em 2011.
Outro trecho excluído previa que os recursos que não fossem aplicados na saúde deveriam ser depositados numa conta, cujos rendimentos financeiros deveriam ser depois investidos na área. Esse valor, porém, não seria considerado na apuração dos montantes mínimos previstos.
Dilma também vetou artigo que excluía do cálculo de investimento recursos aplicados em saúde provenientes de taxas, tarifas ou multas arrecadados por entidades públicas da área de saúde. Com o veto, esses investimentos poderão entrar no percentual mínimo de estados (12%) e municípios (15%).
Outro veto exclui trecho que mandava que a lei fosse revisada ainda em 2012. Na justificativa, a presidente afirmou que a Constituição prevê a reavaliação da lei a cada cinco anos.

Definições

Foram mantidas no texto as definições do que pode e o que não pode ser considerado gasto em saúde. O objetivo é evitar que governadores e prefeitos “maquiem” os gastos em saúde pública.
Ficou expresso que não podem ser contabilizados como despesas em saúde gastos com pagamento de aposentadorias e pensões, inclusive de servidores da saúde; pagamento de salário para servidores que não atuam na área; assistência à saúde que não seja universal; merenda escolar; saneamento básico; limpeza urbana; preservação do meio ambiente; assistência social; além de obras de infraestrutura.

Com a regulamentação, os recursos só poderão ser utilizados em ações e serviços de “acesso universal” que sejam “compatíveis com os planos de saúde de cada ente da federação” e de “responsabilidade específica do setor saúde, não se aplicando a despesas relacionadas a outras políticas públicas que atuam sobre determinantes sociais e econômicos, ainda que incidentes sobre as condições de saúde da população”.
Entre os investimentos autorizados na saúde estão remuneração dos profissionais de saúde na ativa; gastos com capacitação de pessoal e investimentos na rede física do Sistema Único de Saúde (SUS); produção, aquisição e distribuição de insumos, como medicamentos e equipamentos médico-odontológicos; gestão e ações de apoio administrativo; entre outros.
A lei também define como será feita a prestação de contas, fiscalização e transparência dos gastos na saúde, descrevendo as atribuições de tribunais de contas, órgãos do Executivo e Conselho Nacional de Saúde, vinculado ao governo.

 

fonte : AgênciaBrasil