Tag Archives: Vida

CONTO PARA REFLEXÃO : ” …Assim caminha a Humanidade… (suspirou)…” – Por Marco Aurélio Soares.

REFLEXÃO SOBRE A VIDA

 

 

Sentado, o idoso observa as pessoas, o tempo, as “coisas”…

 

 

Aquele senhor, já septuagenário, sentado no banquinho de madeira em frente ao coreto centenário da praça, sustentando uma bonita bengala, assistia àquelas apresentações de novidades tecnológicas sem qualquer interesse.

Uma jovem bela e muito simpática o aborda:

– Tio, venha conhecer as novidades. A gente tem que se atualizar. Caso contrário, não dá pra ser feliz…

– Minha filha, eu poderia lhe dizer muitas coisas, mas como sei que os jovens não têm paciência pra nada, muito menos para ouvir os velhos, prefiro apenas agradecer a sua atenção.

– Pode falar, tio, faço questão de ouvi-lo.

– Pois bem. Digo-lhe que podemos, sim, ser felizes sem essas “coisas” todas que apareceram nesses últimos vinte, trinta anos com uma rapidez espantosa. Já tenho mais de setenta anos e, lembro-me bem, foi há mais de cinquenta anos que tive meus momentos mais felizes. A juventude, os bons relacionamentos de amizade e amorosos, o convívio familiar sadio, o respeito ao próximo, a solidariedade, a confiança, a pureza, a crença em Deus, o civismo, o contato permanente com a natureza – ainda exuberante e preservada – tudo isso nos dava uma qualidade de vida excelente, fazia-nos felizes. É claro que o desenvolvimento nos trouxe muitas coisas boas. Mas os tempos hoje são outros, vivemos prisioneiros em nossos próprios lares. Perdemos o essencial: a liberdade. Vemos em cada pessoa uma ameaça; perdemos a confiança até em nossos familiares… Veja que tragédia!

(Ele percebeu que a moça começou a mostrar certa inquietação)

Antes que você perca totalmente a paciência, afirmo-lhe que todas essas “coisas” que aí estão têm lá suas utilidades. Dão um sentido mais prático à vida, encurtam distâncias, dão celeridade às ações, maximizam a utilização do tempo. Mas, decididamente, não fazem ninguém mais feliz, no verdadeiro sentido da palavra. De qualquer modo, sua geração em futuro próximo julgará o momento presente muito feliz. Unicamente porque vocês eram jovens; estavam descobrindo os segredos da vida e do amor; acreditavam, por serem mais puros, nas pessoas; viam à frente muitas e boas perspectivas para seus projetos pessoais. Somente por isso e nada mais.

Assim caminha a Humanidade… (suspirou)

– Valeu, tio!

(A jovem saiu apressada, sob o olhar generoso e o leve sorriso do ancião, que balançava negativamente a cabeça).

 

– Eles não acreditam mais na sabedoria dos mais velhos… (pensou)

 

(Engenheiro, pesquisador da Embrapa, Escritor e Poeta)

 

 

*Autor: Marco Aurélio Ferreira Soares.

HOMENAGEM AO DIA DO MEIO-AMBIENTE/Mandamentos Ecológicos do Padre Cícero. – Colaboração de Ducarmo Leite Calado.*

Quem desmata semeia

o inferno na Terra.

 

 

Padre Cícero Romão Batista. O "Santo" protetor do nordeste.

 

Ontem foi o DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE, muito bom isso. agora é a nossa vez, vamos então fazer com que os outros 364 dias do ano seja pela preservação do nosso meio ambiente, conto com vcs para divulgarem os mandamentos do Pe. Cícero para os agricultores.

 

Os mandamentos do Padre Cícero para os agricultores e preservar a natureza.

 

1. Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau.

2. Não toque fogo no roçado nem na caatinga.

3. Não cace mais e deixe os bichos viverem.

4. Não crie o boi nem o bode soltos; faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer.

5. Não plante em serra acima, nem faça roçado em ladeira muito em pé: deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza.

6. Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água da chuva.

7. Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta.

8. Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, até que o sertão todo seja uma mata só.

9. Aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga, como a maniçoba, a favela e a jurema; elas podem ajudar você a conviver com a seca.

10. Se o sertanejo(a) obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer.

11. Mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.

Quem desmata semeia o inferno na Terra.

*Fonte: Greenpeace.

HOMENAGEM : Kennedy Center Honors – Paul McCartney Tribute.* – Colaboração de Lourdinha Avelino e Leonor medeiros..

HOMENAGEM A Paul McCartney

PRESTADA POR BARAK OBAMA.

 

 

(Video Youtube)

CONTO: A Felicidade Realista/Martha Medeiros. * – Colaboração de Gilberto Leite Souza.

“FELICIDADE REALISTA”

 

 

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.

Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

* ERRATA: Nesta data, 27/DEZ/2005, fomos alertados para um problema com a autoria do artigo ‘FELICIDADE REALISTA’, que publicamos neste portal no ano de 2003. Este texto, de autoria da gaúcha Martha Medeiros,(veja aqui ‘Crônica sobre a Desinformação’), circula na WEB como sendo de autoria de Mario Quintana -1906/1994, e assim foi publicada originalmente em nosso portal. Contatados pelo Sr. Emílio Dreyer Pacheco, um ardoroso defensor dos direitos autorais, a quem agradecemos e PARABENIZAMOS, com muito prazer desfazemos o equívoco, restabelecendo os créditos a quem de direito!!!

HOMENAGEM – 22 de MARÇO – DIA MUNDIAL DA ÁGUA – Colaboração de Davi Calado. (*)

22 DE MARÇO

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

 

 

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mais porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar ideias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Dados da Unesco nos dão conta que para se produzir 1kg de carne bovina, de boi criado a pasto, o gasto de água é de 14 mil a 16 mil litros, para produzir-se 1 kg de carne de boi confinado o gasto com água passa de 20 mil litros, 1 kg de carne de frango gasta 4 mil litros e 1 kg de carne suína 6 mil litros de água. Para se produzir 1 kg de milho utiliza-se 0,45 mil litros de água, podendo esse valor subir para 1,1 mil litros se a cultura for irrigada e situar-se em local de elevada evapotranspiração. Para feijão usa-se 1,5 mil litros de água/kg e em cultura irrigada 2,3 mil l de água/ kg. Outros dados:

Banana: 500 litros/kg
Batata: 105 a 160 litros/kg
Laranja: 378 litros/kg
Tomate: 105 a 280 litros/kg
Trigo: 1150 a 2000 litros/kg
Manteiga: 18000 litros/kg

A maioria de nós tem noção do gasto direto individual mensal de água. Para obter-se esse dado o processo é simples, basta dividir-se o consumo de água de uma residência pelo número de moradores da casa. Considera-se como valor médio de consumo direto, na área urbana, 4m³ , que correspondem a 4mil litros, por habitante e por mês.

Pois bem, o consumo de água virtual é muito maior do que o consumo direto, apesar de ser quase invisível. Para se produzir um único par de sapatos de couro utiliza-se 8m³ de água, ou seja 8 mil litros. Se a pessoa comprar um par de sapatos de couro por mês a água utilizada na sua produção é o dobro do consumo médio direto mensal por indivíduo. Mas pode-se argumentar que poucas pessoas compram um par de sapatos de couro todo mês. Pois bem, para se produzir um único hambúrguer gasta-se 2,4m³ de água, ou 2 mil e 400 litros. Quem come apenas dois hambúrgueres por mês, está consumindo indiretamente uma quantidade de água 20 por cento maior do que todo o gasto direto individual, os dados são da WWF.

De maneira geral, os produtos de origem animal são disparados os maiores gastadores de água.

O Brasil exporta 8 milhões de toneladas de carne bovina anualmente, para produzir essa quantidade, são utilizados 128 bilhões de m³ de água, isto é 128 trilhões de litros. Esse volume inimaginável nos dá uma ideia do desperdício de água pela indústria da morte. . Essa água de sangue e produtos químicos vai para os rios, o custo do tratamento dessa água é arcado por todos nós para que o pecuarista lucre, o industrial lucre e o governo comemore a entrada de divisas. A sujeira fica por aqui, para que o europeu possa comer carne sem sujar a água de seus rios. A isto, aqui, chamam de progresso: sujar a água, para que poucos obtenham vantagens. Agregada à indústria da carne está a indústria do couro, que, talvez, seja mais poluente do que a primeira, três a quatro vezes por ano lemos nos jornais que ocorre morte de peixes na bacia do Rio Dos Sinos causada pelos efluentes dos curtumes da região. Não há interesse em se apontar os responsáveis, até porque todos são conhecidos. Observe que usei como exemplo apenas a carne bovina, mas há a carne suína, carne de aves, açúcar, soja, álcool, café, suco de laranja, que são os produtos agrícolas exportados pelo Brasil em grande quantidade.

Há uma “outra” água que chama menos ainda a atenção do que a água virtual, mas que daqui para frente deve ser levada em conta no cômputo do gasto hídrico com produção, apesar de o volume ser pequeno quando se compara com a outra. Uma vez que os recursos hídricos do planeta estão sendo dilapidados rapidamente, em prol do consumismo exacerbado e nada racional, a “água de exportação” – aquela que sai do lugar de origem porque faz parte do produto exportado – terá cada vez mais destaque e creio que futuramente seu valor deva ser agregado ao produto.

(*) Davi Calado é Fotógrafo profissional e Gestor Ambiental.

Crônica: OS CONTRATES DA VIDA – Por Anderson Bezerra de Menezes.

O MUNDO É REPLETO DE CONTRASTES…”

 

 

contrastes da vida... (foto Google)

 

Estou ao lado da emergência do Hospital da Unimed, na Ilha do Leite, situado à margem do lado direito rio Capibaribe. Fiquei por um longo tempo sentado numa cadeira de ferro, desses modelos de móveis antigos, observando a vida que fluía em todos os sentidos.

A correnteza lenta do rio, demonstrando um cansaço, e sempre caminhando para o seu destino, que é o mar. A brisa soprava lentamente balançando as árvores: castanholas, palmeiras, alguns arbustos característicos das margens dos rios. Cactos, e crotes vermelhos e amarelos.

As garças passavam em bandos, três casais, voando rasante na lâmina do rio, acredito buscando alimentos. Depois em fila indiana, uma atrás das outras, como que observando a passagem de alguns peixinhos.

Aproximadamente, ao meio dia, um moço sentou-se numa outra cadeira, me cumprimentou, com um ar muito triste, coloca as mãos no rosto, apoia os cotovelos nos joelhos, e fica imóvel por um longo tempo. Ficamos em silêncio… Depois uma garota chorando muito é consolada por uma amiga. Também sentada ao meu lado. Nós estávamos junto da porta que levava pra a UTI. Eu tinha acabado de visitar a mãe de um amigo, que aos 75 anos, estava com fios por todos os lados, sedada, com ventilação artificial e pneumonia.

O mundo é repleto de contraste, uns aproveitando os prazeres que a vida oferece. Outros nos seus últimos momentos, esperando um segundinho para a viagem sem volta.

Fiquei observando os acontecimentos e armazenando as informações, depois que recebi uma ligação relatando como seria o meu domingo. Pelo relato, seria um final de semana festivo. Então comecei a “matutar” sobre os paradoxos da vida. Enquanto uns comemoram momentos alegres, outros choram a perda de um ente querido.

Tudo que passou pela minha cabeça, acontece desde que o mundo é mundo. Sempre será assim…

PER OMNIAM SECULUM SECULORUM.

MENSAGEM DE PAZ – Madre Tereza de Calcutá

Bendita seja sempre essa grande figura humana - MADRE TEREZA DE CALCUTÁ.

 

 

 

A inteligência sem amor, te faz perverso…
A justiça sem amor, te faz implacável…
A diplomacia sem amor, te faz hipócrita…
O êxito sem amor, te faz arrogante…
A riqueza sem amor, te faz avaro…
A docilidade sem amor te faz servil…
A pobreza sem amor, te faz orgulhoso…
A beleza sem amor, te faz ridículo…
A autoridade sem amor, te faz tirano…
O trabalho sem amor, te faz escravo…
A simplicidade sem amor, te deprecia…
A oração sem amor, te faz introvertido…
A lei sem amor, te escraviza…
A política sem amor, te deixa egoísta…
A fé sem amor te deixa fanático…
A cruz sem amor se converte em tortura…
A vida sem amor… não tem sentido.

Madre Tereza de Calcutá.

ARTIGO: PRODUÇÃO versus MEIO AMBIENTE… – Por Lidinho Souza Cintra.

MEIO AMBIENTE, PRODUTIVIDADE

E SOBERANIA.

 

 

A preservação do meio ambiente é um evento que devemos praticar mais e discutir menos. Se você qualificar os ambientalistas, veremos em sua grande maioria, estudantes, professores de áreas que não estão ligadas à questão e urbanos. Quanto aos estudantes e professores, em questão de tempo terão uma visão mais realista da questão. Enquanto que os urbanos, além de não terem um conhecimento profundo sobre o assunto, são aqueles que mais agridem a natureza.

Quando a discussão ocorre nas esferas governamentais, órgãos como Embrapa, MAPA, entre outros, não participam das decisões, apesar de serem os principais interessados e de terem as condições necessárias para opinar e apresentar as soluções adequadas. O resultado disto é que se formos colocar em prática as decisões emitidas por estes colegiados, 78% do território nacional seria de reservas indígenas, área de reservas estaduais e federais, áreas de inundação e áreas alagadas. Não é por acaso que estas áreas tão “protegidas por ambientalistas” ficam nas fronteiras de nosso país e em posição que nos impede de criar um canal de escoamento de produção pelo Rio Madeiras indo até o Pacífico. Organizações internacionais obscuras têm patrocinado esta discussão com interesse em bloquear o desenvolvimento nacional.

De forma recorrente vemos a imprensa noticiar que o agronegócio está dizimando nossas florestas e poluindo os nossos rios. Quem polui os nossos rios são as indústrias, quanto às florestas, temos 65% delas preservadas contra 1% da Espanha, por exemplo. A área ocupada com a plantação de soja é um pouco mais de 2% do território nacional, a cana de açúcar utiliza 1,5 %, a área de pastagem está disposta em 20% do nosso território, só que a densidade que utilizamos nos permite aumentar o nosso rebanho em quatro vezes utilizando a mesma área. O agronegócio é responsável por 5.000.000 de empregos diretos e 1,5 % do PIB nacional.

Das reportagens menos otimistas que li na imprensa mundial sobre nossa produção de alimentos, dizia: “O mundo passa por uma crise alimentar, vamos aprender com Brasil”. Temos a responsabilidade de em oito anos dobrar nossa produção, chegando a produzir 45% de todo alimento, seremos a fazenda do mundo. Para alcançarmos tamanha importância, temos disponível nos gerais do Maranhão e Piauí, Sul de Tocantins e Oeste da Bahia, 50 milhões de hectares de terra. Porém, dado a nossa tecnologia e capacidade de produção usaremos apenas 20% desta área.

A soberania nacional está respaldada na força, poder e independência de seu povo, passando longe de interesses de organismos internacionais que não produziram em seus países o conceito que nos querem empregar com objetivos duvidosos.

EDUCAÇÃO SUPERIOR – MEC ADOTARÁ MEDIDAS SEVERAS DE NÃO RECONHECIMENTO DE CURSOS DE PÓS GRADUAÇÃO.

MEC não vai mais reconhecer cursos

de pós de mais de 400 instituições.

 

 

Cursos de sindicatos, ONGs, conselhos de classe, universidades corporativas e hospitais não serão reconhecidos pelo MEC.

O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta quinta-feira, 4, novas regras que restringem a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu. A partir de agora, instituições não educacionais – como sindicatos, organizações não governamentais (ONGs), conselhos de classe, universidades corporativas e hospitais –, que antes eram autorizadas a oferecer especialização, não receberão mais o reconhecimento do ministério.

Cerca de 400 instituições não educacionais tinham esses cursos e 134 esperavam autorização do MEC para funcionar. A resolução que determinou as mudanças foi elaborada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologada pelo ministro Fernando Haddad.

“O que essas instituições buscavam sempre era o carimbo do MEC, transformando o credenciamento da instituição em um aval de qualidade do ministério em relação aos cursos que elas ofereciam”, diz o secretário de regulação e supervisão da educação superior do MEC, Luís Fernando Massonetto. “E isso causava sempre um certo incômodo por parte do MEC, porque o fato de você autorizar o funcionamento não significa que chancela o curso, no sentido de indicar que ele seja feito por alguém.”

As organizações continuarão podendo oferecer os seus cursos. No entanto, eles serão considerados cursos livres, e não uma pós-graduação. A matrícula e o diploma de especialização serão assegurados aos alunos matriculados nesses cursos até 31 de julho passado. “O valor da pós-graduação lato sensu é muito dado pelo o que o mercado considera sobre aquele título. Em algumas áreas, o curso livre hoje é mais valorizado do que um de especialização”, assinala o secretário.

Ficam excluídas as chamadas escolas de governo que são criadas e mantidas pelo Poder Público. A saída indicada pelo MEC às instituições não educacionais é transformar o curso lato sensu em mestrado profissional. Essa modalidade da pós-graduação é gerenciada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e tem um perfil de formação mais voltado para o mercado de trabalho, não sendo necessário ser uma instituição educacional para oferecê-la. Esses cursos deverão ser submetidos aos processo de avaliação do órgão.

“Há a vantagem de ter o acompanhamento e o selo Capes, que têm uma importância muito grande. Os bons cursos lato sensu hoje já têm quase todas as características de um mestrado profissional, com uma ou outra adaptação. É muito mais conveniente que esse curso seja ministrado como mestrado com essa garantia do que ficar como se fosse um curso livre, que não é continuamente avaliado”, observa o presidente da Capes, Jorge Guimarães.

No caso da pós lato sensu, para receber o credenciamento especial do MEC, as instituições não educacionais tinham que atender a algumas exigência como carga horária mínima de 360 horas e pelo menos 50% do corpo docente formado por mestres ou doutores. Para criar um mestrado profissional , as regras são diferenciadas. A resolução da Capes que regula a modalidade fala apenas em “ apresentar, de forma equilibrada, corpo docente integrado por doutores, profissionais e técnicos com experiência em pesquisa aplicada ao desenvolvimento e à inovação.”

 

 

EA/Agência Brasil

EDUCAÇÃO/VESTIBULAR: UNIVERSIDADES SE PREPARAM PARA USAR O ENEN COMO CRITÉRIO DE SELEÇÃO.

Veja como as universidades vão usar o

Enem como critério de seleção.

 

 

UFRJ anunciou fim do vestibular e uso integral do

exame do MEC.

USP faz vestibular próprio; UFMG vai usar como primeira fase.

 

 

 

Com mais de 9 mil vagas disponíveis em seus cursos de superior, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) reforçou o “time” de instituições superiores que usam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como única forma de acesso à universidade. O exame promovido pelo Ministério da Educação (MEC) é usado como critério de seleção para o ingresso no ensino superior, seja complementando ou substituindo o vestibular.

De acordo com o MEC, 83 universidades públicas e institutos federais aderiram ao SiSU como processo de seleção para o primeiro semestre deste ano. Para os cursos com abertura de vagas no meio do ano, 48 instituições confirmaram a participação. Veja abaixo de que forma algumas universidades públicas adotam o Enem.

 

UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) – Pela primeira vez a UFRJ vai usar 100% da nota do Enem como forma de acesso dos candidatos à universidade. A inscrição no Enem como pré-requisito já era prevista no edital do último vestibular.

UFF (Universidade Federal Fluminense) Vai oferecer 20% das vagas para quem fizer o Enem e participar do Sisu. Os outros 80% das vagas disponíveis serão para aprovados no vestibular da universidade, dias 15 de novembro (1ª etapa) e 18 de dezembro (2ª etapa).

UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) – Vai usar o Enem como primeira fase para classificar para a segunda fase. A segunda etapa é composta pelas provas específicas e pela prova de redação do Enem. A segunda fase será de 3 a 6 de janeiro de 2012.

 

Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) – As notas do Enem não serão consideradas na composição da nota de primeira fase do vestibular utilizada na classificação para a segunda fase. No entanto, o candidato que fizer a segunda fase pode optar por usar a nota do Enem como complemento da nota da primeira fase no cálculo da nota final do vestibular. As provas serão dias 13 de novembro (1ª fase), e de 15 a 17 de janeiro de 2012 (2ª fase)

 

Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)O Enem é o único meio de ingresso para alguns cursos ministrados na Unifesp. Outros cursos usam, além do Enem, uma prova complementar e enquadram-se assim no Sistema Misto de Ingresso. A nota final do candidato é obtida conjugando-se as notas do Enem e da Unifesp, nos termos do edital.

UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) – O edital do próximo vestibular ainda não foi publicado. No último processo seletivo, o  Enem podia ser usado como parte da nota, a critério do candidato.

 

UFPR (Universidade Federal do Paraná) A prova do Enem corresponderá a 10% da nota final dos vestibulandos da UFPR. Os candidatos terão de fazer o vestibular com datas em 13 de novembro (1ª fase), 11 e 12 de dezembro (2ª fase). Além das 5.087 vagas do vestibular, outras 529 serão preenchidas através do SiSU.

 

UFBA (Universidade Federal da Bahia) – Usa o Enem como ingresso para os cursos de bacharelado interdisciplinar: artes, ciências e tecnologia, humanidades e saúde. Para os demais cursos é preciso fazer o vestibular da universidade.

 

UnB (Universidade de Brasília) – Em 2010, a UnB usou o Enem apenas para preencher as vagas remanescentes do vestibular e do programa de avaliação seriada. A universidade ainda não divulgou o edital do próximo vestibular.

Outras universidades que vão usar somente o Enem como fase única:

 

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Universidade Federal do Pampa
Universidade Federal de Mato Grosso
Universidade Federal de São Carlos
Universidade Federal do Rio Grande
Universidade Federal do Ceará
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Universidade Federal de Itajubá
Universidade Federal de Pelotas
Universidade Federal do ABC
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Universidade Federal de Ouro Preto
Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Maranhão
Universidade Federal de Alfenas
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Universidade Estadual do Rio Grande do Sul
Instituto Federal do Amapá
Instituto Federal do Maranhão
Instituto Federal do Piauí
Instituto Federal do Pará
Instituto Federal do Rio de Janeiro
Instituto Federal Baiano
Instituto Federal do Sertão Pernambucano
Instituto Federal do Espírito Santo
Instituto Federal Catarinense
Instituto Federal de Mato Grosso do Sul
Instituto Federal de Santa Catarina
Instituto Federal da Paraíba
Instituto Federal de Roraima
Instituto Federal do Ceará
Instituto Federal do Rio Grande do Sul
CEFET-RJ
Escola Nacional de Ciências Estatísticas
Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)
Universidade da Integração Luso-Afro Brasileira (Unilab)
Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila)
Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)